Vans US Open of Surfing – Terça-feira de ondas pesadas em Huntington Beach – Assistam a vídeos!

Publicado por AdrenaNews 0

A terça-feira foram de ondas pesadas de 5 a 7 pés e correnteza forte pelo Vans US Open of Surfing, as condições desafiadoras testaram o preparo físico dos surfistas em Huntington Beach. Acessem ao link abaixo com o vídeo dos melhores momentos.

Lineup Huntington Beach, Califórnia. Foto: Kenny Morris – World Surf League

ASSISTAM AO VÍDEO COM OS MELHORES MOMENTOS, CLICANDO NO PLAYER ABAIXO:

Vans US Open – Highlights Day 4:

O dia foi dedicado a categoria masculina com as baterias do segundo round e quatro baterias do terceiro round.
O agora ítalo-brasileiro, Jessé Mendes inaugurou conquistando a classificação terminando em segundo lugar atrás do havaiano Imaikalani Devault.

Jessé Mendes em ação.  Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

Na terceira bateria foi a vez de Mateus Herdy também terminar em segundo na vitória do australiano Liam O´Brien. A seguir dobradinha sul-americana o peruano Lucca Mesinas pegou a melhor onda, com a esquerda abrindo a parede para fazer três manobras de backside, atravessando até as pilastras do píer de Huntington Beach. A nota 6,77 recebida confirmou a vitória e Willian Cardoso avançou em segundo lugar, eliminando outro brasileiro, Eduardo Motta, e o americano Michael Dunphy. Na oitava bateria mais um brazuca se classificou em segundo com Alejo Muniz em mais uma vitória australiana com Joel Vaughan.

Mateus Herdy em ação.  Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

Enquanto muitos estão na pressão por resultados para entrar no CT, um top já garantido na elite de 2023, conquistou a primeira vitória verde-amarela no mar pesado da terça-feira em Huntington Beach. O potiguar Jadson André ganhou a bateria da segunda fase com participação tripla do Brasil, com o norte-americano Nolan Rapoza barrando Matheus Navarro e Ian Gouveia na disputa pela segunda vaga.

Jadson André em ação.  Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

“Quando você vem para Huntington Beach, nunca imagina que vai surfar ondas grandes e fechadeiras enormes, como as de hoje aqui”, ressaltou Jadson André. “Para ter uma ideia, as ondas estão tão fortes, que eu usei uma prancha que surfei em Jeffreys Bay (na África do Sul). O mar está bem difícil e você precisa de sorte para estar no lugar certo. Tem muita correnteza, então é praticamente impossível se posicionar bem lá dentro. Eu tive a sorte de estar no lugar certo e no momento certo para pegar as ondas com a prancha certa (risos)”.

Depois de Jadson André conseguir a primeira vitória brasileira, a segunda já veio na disputa seguinte, com outro surfista que começou a temporada no CT, mas acabou saindo no novo corte da elite implantado esse ano. João Chianca se destacou com grandes apresentações, mas em baterias contra o bicampeão mundial John John Florence, que foi melhor ainda. Ele agora tenta recuperar a vaga perdida e precisa de bons resultados para entrar na briga pelas primeiras posições do Challenger Series.

Joao Chianca em ação.  Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

Chumbinho não foi bem nas três primeiras etapas e chegou nos Estados Unidos na 62.a colocação no ranking. Com a classificação para a terceira fase, já subiu para o 47.o lugar, mas para entrar no G-10, tem que chegar na grande final do Vans US Open of Surfing. Ele teve que mostrar um bom preparo físico na terça-feira, para remar sem parar na correnteza forte de Huntington, surfar e depois correr pela areia até o canal. A vitória foi conquistada na última onda que surfou, que valeu 7,17 para totalizar 11,14 pontos, contra 10,63 do australiano Jacob Willcox, 10,10 do francês Joan Duru e 10,00 de outro australiano, Jordan Lawler.

“Acho que essa foi uma das baterias mais difíceis que eu já disputei”, disse João Chianca. “Tive que trabalhar bastante, porque as ondas estão muito fortes e a correnteza também. E, ainda ter que correr na areia após cada onda, é muito louco. Pelo menos, estou tendo o suporte da minha namorada (a surfista Summer Macedo) e do meu técnico. A melhor dica que recebi, foi pra tentar fazer uma manobra grande lá fora, perto do píer. E foi assim que eu consegui a vitória”.

Outro brasileiro brilhou na bateria que fechou a segunda fase, se classificando em um dos confrontos mais difíceis do dia. Nele estavam dois surfistas que estavam no CT até o corte da elite no meio da temporada e mais um que está na briga direta pelas vagas do WSL Challenger Series. Foi outra disputa definida por décimos de diferença e Edgard Groggia conseguiu a última vaga para a terceira fase do Vans US Open of Surfing, eliminando os dois ex-tops do CT.

Edgard Groggia em ação.  Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

O vencedor foi o marroquino Ramzi Boukhiam, que totalizou 10,84 pontos nas duas notas. O brasileiro ficou em segundo lugar com 10,64, contra 10,46 do vice-líder no ranking do WSL Challenger Series, o italiano Leonardo Fioravanti. O australiano Morgan Cibilic, que foi um dos top-5 da decisão do título mundial na estreia do Rip Curl WSL Finals em 2021 e estava em 11.o lugar na lista de acesso para o CT 2023, ficou em último com 9,74 pontos.

O catarinense Alejo Muniz já largou a última posição no grupo dos 10 surfistas que o ranking do World Surf League (WSL) Challenger Series indicará para o Championship Tour 2023. Ele vai entrar na primeira bateria do dia defendendo o sexto lugar na lista, contra o havaiano Ian Gentil e um concorrente direto, o californiano Nolan Rapoza. Na segunda, tem Jadson André já garantido na seleção brasileira de 2023 e na seguinte serão João Chianca e Edgard Groggia disputando duas vagas para as oitavas de final com o japonês Taichi Wakita.

Alejo Muniz em ação. Foto: Kenny Morris – World Surf League

Lucca Mesinas também achou boas ondas para vencer o penúltimo confronto do dia, com a força do seu backside nas esquerdas de Huntington Beach. Por 11,60 pontos, derrotou o norte-americano Eithan Osborne e o francês Tristan Guilbaud. Lucca foi o primeiro peruano a fazer parte da elite masculina dos melhores surfistas do mundo, mas só participou de metade da temporada, perdendo sua vaga no novo corte implantado pela WSL esse ano.

Lucca Mesinas em ação. Foto: Kenny Morris – World Surf League

“Assim que eu saí do CT, meu primeiro pensamento foi que eu queria voltar. Aí fiquei fixado nisso, pensando demais e comecei o Challenger Series com resultados ruins na Austrália”, destacou Lucca Mesinas. “Depois da etapa da África do Sul em Ballito, decidi que teria que ficar mais relaxado, esquecer do CT e só tentar surfar bem. Então, estou muito feliz por ter vencido as duas baterias hoje nesse mar difícil. Huntington é como uma segunda casa para mim, gosto dessas ondas, tenho família que mora aqui, muitos amigos e está sendo bem divertido”.

O peruano vai disputar o terceiro duelo das oitavas de final com o norte-americano Cole Houshmand, que se classificou na bateria vencida pelo brasileiro Willian Cardoso. O catarinense fez uma boa escolha de ondas e liderou desde a primeira que surfou, com a força do seu backside nas esquerdas de Huntington Beach. Willian já foi finalista do US Open of Surfing em 2014, sendo vice-campeão na decisão brasileira com Filipe Toledo. Ele voltou a mostrar as suas tradicionais “patadas do panda”, para somar notas 6,57 e 6,33 na vitória por 12,90 pontos, contra 11,20 do Cole Houshmand e 9,40 do sul-africano Shane Sykes.

Willian Cardoso em ação. Foto: Kenny Morris – World Surf League

“Eu tenho grandes memórias daqui, fiz a final em 2014 com o Filipe Toledo, mas nunca tinha competido em condições tão grandes como essas de hoje”, disse Willian Cardoso. “Você tem que ficar remando o tempo todo, surfar, depois correr na praia até o canal, parece um triátlon (risos). Já planejei que, talvez, esse seja meu último ano no Circuito Mundial. Claro que se me classificar pro CT, eu vou continuar. Mas, provavelmente, o Challenger de Saquarema e de Haleiwa, podem ser meus últimos eventos. Então, quero aproveitar ao máximo cada momento, como esses de hoje aqui”.

Willian Cardoso chegou na Califórnia em 58.o no ranking e fechou o dia na 32.a posição. Seu próximo adversário é o norte-americano Eithan Osborne, que subiu de 40 para 21. Esta rodada classificatória para as oitavas de final, começou com outro catarinense perdendo no último minuto. Mateus Herdy enfrentou dois havaianos que entraram no CT este ano e saíram no corte do meio da temporada. Imaikalani Devault fez os recordes do Vans US Open, com aéreos e manobrando forte para atingir 15,74 pontos, com notas 8,17 e 7,57.

TRANSMISSÃO AO VIVO: Mais quatro brasileiros ainda podem se classificar na segunda metade da terceira fase, que ficou para abrir a quarta-feira, às 7h30 na Califórnia, 11h30 no Brasil, ao vivo pelo, WorldSurfLeague.com e Aplicativo YouTube da WSL

RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA EM HUNTINGTON BEACH:

SEGUNDA FASE – 3.o=25.o lugar (US$ 1.500 e 750 pts) e 4.o=37.o lugar (US$ 1.000 e 650 pts):

Baterias que abriram a terça-feira:

01: 1-Imaikalani Devault (HAV), 2-Jessé Mendes (ITA), 3-Gatien Delahaye (FRA), Te Kehukehu Butler (NZL)
02: 1-Chris Zaffis (AUS), 2-Ezekiel Lau (HAV), 3-Kolohe Andino (EUA), 4-Kei Kobayashi (EUA)
03: 1-Liam O´Brien (AUS), 2-Mateus Herdy (BRA), 3-Jake Marshall (EUA), 4-Levi Slawson (EUA)
05: 1-Lucca Mesinas (PER), 2-Willian Cardoso (BRA), 3-Eduardo Motta (BRA), 4-Michael Dunphy (EUA)
06: 1-Cole Houshmand (EUA), 2-Tristan Guilbaud (FRA), 3-Kanoa Igarashi (JPN), 4-Kyuss King (AUS)
07: 1-Ian Gentil (HAV), 2-Evan Geiselman (EUA), 3-Mihimana Braye (TAH), 4-Thiago Camarão (BRA)
08: 1-Joel Vaughan (AUS), 2-Alejo Muniz (BRA), 3-Shun Murakami (JPN), 4-Keanu Kamiyama (JPN)
09: 1-Jadson André (BRA), 2-Nolan Rapoza (EUA), 3-Matheus Navarro (BRA), 4-Ian Gouveia (BRA)
10: 1-João Chianca (BRA), 2-Jacob Willcox (AUS), 3-Joan Duru (FRA), 4-Jordan Lawler (AUS)
11: 1-Taichi Wakita (JPN), 2-Ryan Callinan (AUS), 3-Julian Wilson (AUS), 4-Cody Young (HAV)
12: 1-Ramzi Boukhiam (MAR), 2-Edgard Groggia (BRA), 3-Leonardo Fioravanti (ITA), 4-Morgan Cibilic (AUS)

TERCEIRA FASE – 1.o e 2.o=Oitavas de Final / 3.o=17.o lugar (US$ 2.000 e 1.900 pts):

Baterias que fecharam a terça-feira:

1.a: 1-Imaikalani Devault (HAV)=15.74, 2-Ezekiel Lau (HAV)=11.90, 3-Mateus Herdy (BRA)=11.67
2.a: 1-Chris Zaffis (AUS)=11.84, 2-Liam O´Brien (AUS)=10.00, 3-Jessé Mendes (ITA)=6.90
3.a: 1-Lucca Mesinas (PER)=11.60, 2-Eithan Osborne (EUA)=10.50, 3-Tristan Guilbaud (FRA)=10.33
4.a: 1-Willian Cardoso (BRA)=12.90, 2-Cole Houshmand (EUA)=11.20, 3-Shane Sykes (AFR)=9.40

PRÓXIMAS BATERIAS DO VANS US OPEN OF SURFING:

TERCEIRA FASE – 1.o e 2.o=Oitavas de Final / 3.o=17.o lugar (US$ 2.000 e 1.900 pts):

Realizada até a 4.a bateria na terça-feira:

5.a: Alejo Muniz (BRA), Nolan Rapoza (EUA), Ian Gentil (HAV)
6.a: Jadson André (BRA), Evan Geiselman (EUA), Joel Vaughan (AUS)
7.a: João Chianca (BRA), Edgard Groggia (BRA), Taichi Wakita (JPN)
8.a: Ryan Callinan (AUS), Ramzi Boukhiam (MAR), Jacob Willcox (AUS)

OITAVAS DE FINAL – baterias já formadas:

Derrota=9.o lugar com US$ 2.750 e 3.320 pontos:

1.a: Imaikalani Devault (HAV) x Liam O´Brien (AUS)
2.a: Ezekiel Lau (HAV) x Chris Zaffis (AUS)
3.a: Lucca Mesinas (PER) x Cole Houshmand (EUA)
4.a: Willian Cardoso (BRA) x Eithan Osborne (EUA)

OITAVAS DE FINAL FEMININAS – 9.o lugar (US$ 2.750 e 3.320 pts):

1.a: Amuro Tsuzuki (JPN) x Minami Nonaka (JPN)
2.a: Macy Callaghan (AUS) x Philippa Anderson (AUS)
3.a: Molly Picklum (AUS) x Bella Kenworthy (EUA)
4.a: Caroline Marks (EUA) x Leilani McGonagle (CRI)
5.a: Bronte Macaulay (AUS) x Sage Erickson (EUA)
6.a: Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA)
7.a: Sophie McCulloch (AUS) x Vahine Fierro (FRA)
8.a: Caitlin Simmers (EUA) x Nadia Erostarbe (ESP)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o www.worldsurfleague.com A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

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Reportagem: João Carvalho – World Surf League (WSL)

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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