Vans US Open of Surfing – Começou com ondas irregulares a 4ª etapa do Challenger Series em Huntington Beach

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O Vans US Open of Surfing abriu a 4ª etapa do WSL Challenger Series no sábado, com 06 sul-americanos se classificando nas ondas irregulares de 2-3 pés de Huntington Beach, na Califórnia.

Willian Cardoso em ação. Foto: Kenny Morris – World Surf League

O peruano Lucca Mesinas e os brasileiros Alejo Muniz e Willian Cardoso estrearam com vitórias, enquanto Mateus Herdy, Thiago Camarão e Eduardo Motta, avançaram em segundo lugar nas suas baterias. Outros sete surfistas da América do Sul foram eliminados no primeiro dia.

Lucca Mesinas em ação. Foto: Kenny Morris – World Surf League

No sábado foram realizadas 16 baterias e as 8 que restaram para fechar a primeira fase, ficaram para abrir o domingo. O top da elite mundial, Jadson André, vai estrear na que será iniciada às 7h30 em Huntington Beach, 11h30 no fuso horário de Brasília. No terceiro confronto do segundo dia, tem participação tripla do Brasil, com João Chianca, Marco Fernandez e Matheus Navarro disputando apenas duas vagas para a próxima fase.

Depois, tem Ian Gouveia entrando logo após o término desta 19.a bateria, Edgard Groggia na 22.a e o argentino Santiago Muniz fechando a participação sul-americana no 23.o e penúltimo confronto da rodada inicial do Vans US Open of Surfing. Na sequência, começa a primeira fase feminina com metade das 16 baterias fechando o domingo na Califórnia. Das seis participantes da América do Sul, apenas as peruanas Daniella Rosas e Sol Aguirre vão competir. As outras estrearão na segunda-feira, quando o evento passa a ser transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo Aplicativo da WSL.

A expectativa é de que as ondas no píer de Huntington Beach estejam melhores do que as do primeiro dia. No sábado, apenas o neozelandês Te Kehukehu Butler conseguiu uma nota no critério excelente do julgamento, entre 8 e 10. Ele ganhou a primeira bateria do Vans US Open somando um 8,17 para bater um top do CT, Kolohe Andino, que avançou em segundo lugar. Os 13,47 que totalizou, só foram ultrapassados na 12.a bateria do dia, pelos 14,10 de outra estrela da elite mundial, Kanoa Igarashi.

Gatien Delahaye em ação. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

O paulista Eduardo Motta avançou junto com o japonês medalha de prata na final olímpica com Italo Ferreira nos Jogos de Tóquio. A primeira classificação sul-americana também foi em segundo lugar, com Mateus Herdy no oitavo confronto do dia, vencido pelo norte-americano Eithan Osborne. Os dois eliminaram outro top do CT, Nat Young. O catarinense é um dos três brasileiros que estão no grupo dos dez surfistas que o ranking do WSL Challenger Series vai indicar para completar a elite do Championship Tour em 2023.

Mateus Herdy em ação. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

MELHOR BRASILEIRO: Mateus Herdy é o penúltimo da lista e o último, Alejo Muniz, ganhou a bateria que fechou o sábado em Huntington Beach. O catarinense achou boas ondas para somar notas 7,23 e 6,50 no segundo maior placar do dia, 13,73 pontos. O norte-americano Evan Geiselman passou junto com ele, eliminando por 12,73 a 12,30, o líder do ranking e vencedor das duas últimas etapas do Challenger Series, Rio Waida, da Indonésia. O paranaense Peterson Crisanto completou essa bateria e só conseguiu surfar uma onda boa, que valeu 7,20.

As outras duas vitórias da América do Sul no primeiro dia do Vans US Open, aconteceram logo após a primeira classificação de Mateus Herdy na oitava bateria. A nona foi vencida pelo peruano Lucca Mesinas e a décima pelo brasileiro Willian Cardoso. O catarinense barrou um surfista que, como o peruano, perdeu sua vaga no CT no novo corte na elite no meio da temporada, o português Frederico Morais. Willian e Lucca foram para a mesma quinta bateria da segunda fase, que terá outro brasileiro, Eduardo Motta, além de Michael Dunphy.

O norte-americano eliminou os brasileiros Alex Ribeiro e Lucas Silveira, no confronto vencido pelo francês Tristan Guilbaud. Outras participações duplas do Brasil aconteceram na 15.a e 16.a baterias, as últimas do sábado. Na penúltima, Thiago Camarão avançou em segundo na vitória japonesa de Keanu Kamiyama. Já Deivid Silva, que estava bem próximo do G-10, em 13.o lugar no ranking, ficou em último. Na disputa seguinte, Alejo Muniz estreou com vitória e Peterson Crisanto também terminou na 73.a e última posição no Vans US Open of Surfing.

ETAPA CANCELADA: A World Surf League já anunciou o cancelamento da etapa do WSL Challenger Series na França, que seria a sexta das oito programadas para este ano. Ela iria anteceder a que será realizada pela WSL Latin America, o Corona Saquarema Pro apresentado pelo Banco do Brasil nos dias 1 a 8 de novembro na Praia de Itaúna, que segue sendo a penúltima da temporada. Com a redução no número de etapas, os rankings do Challenger Series irão computar apenas as quatro maiores pontuações de cada atleta e não cinco, para definir os 10 homens e as 5 mulheres que disputarão o CT 2023.

BATERIAS DOS SUL-AMERICANOS NO VANS US OPEN OF SURFING:

PRIMEIRA FASE – 3.o=49.o lugar (US$ 775 e 300 pts) e 4.o=73.o lugar (US$ 600 e 250 pts):

16 baterias realizadas no sábado:

03: 1-Kei Kobayashi (EUA), 2-Imaikalani Devault (HAV), 3-Koa Smith (HAV), 4-Robson Santos (BRA)
08: 1-Eithan Osborne (EUA), 2-Mateus Herdy (BRA), 3-Adur Amatriain (ESP), 4-Nat Young (EUA)
09: 1-Lucca Mesinas (PER), 2-Kyuss King (AUS), 3-Shion Crawford (HAV), 4-Hiroto Ohhara (JPN)
10: 1-Willian Cardoso (BRA), 2-Cole Houshmand (EUA), 3-Frederico Morais (PRT), 4-Joshua Moniz (HAV)
11: 1-Tristan Guilbaud (FRA), 2-Michael Dunphy (EUA), 3-Alex Ribeiro (BRA), 4-Lucas Silveira (BRA)
12: 1-Kanoa Igarashi (JPN), 2-Eduardo Motta (BRA), 3-Charly Quivront (FRA), 4-Nicolas Vargas (CHL)
13: 1-Ian Gentil (HAV), 2-Shun Murakami (JPN), 3-Barron Mamiya (HAV), 4-Marco Giorgi (URU)
15: 1-Keanu Kamiyama (JPN), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Slade Prestwich (AFR), 4-Deivid Silva (BRA)
16: 1-Alejo Muniz (BRA), 2-Evan Geiselman (EUA), 3-Rio Waida (IDN), 4-Peterson Crisanto (BRA)

Baterias que vão abrir o domingo:

17: Jadson André (BRA), Dylan Moffat (AUS), Timothee Bisso (FRA), Joan Duru (FRA)
19: João Chianca (BRA), Brodi Sale (HAV), Marco Fernandez (BRA), Matheus Navarro (BRA)
20: Conner Coffin (EUA), Jacob Willcox (AUS), Jett Schilling (EUA), Ian Gouveia (BRA)
22: Ryan Callinan (AUS), Eli Hanneman (HAV), Joshe Faulkner (AFR), Edgard Groggia (BRA)
23: Carlos Munoz (CRI), Ramzi Boukhiam (MAR), Julian Wilson (AUS), Santiago Muniz (ARG)

PRIMEIRA FASE – 3.a=33.o lugar (US$ 1.000 e 700 pts) e 4.a=49.o lugar (US$ 775 e 600 pts):

01: Courtney Conlogue (EUA), Francisca Veselko (PRT), Sarah Baum (AFR), Sol Aguirre (PER)
06: Lakey Peterson (EUA), Daniella Rosas (PER), Leilani McGonagle (CRI), Hinako Kurokawa (JPN)
10: Nikki Van Dijk (AUS), Dimity Stoyle (AUS), Yolanda Hopkins (PRT), Summer Macedo (BRA)
11: Bettylou Sakura Johnson (HAV), Sawyer Lindblad (EUA), Arena Rodriquez Vargas (PER), Maud Le Car (FRA)
15: Sara Wakita (JPN), Sophia Medina (BRA), Holly Williams (AUS), Ariane Ochoa (ESP)
16: Caitlin Simmers (EUA), Laura Raupp (BRA), Nadia Erostarbe (ESP), Ella McCaffray (EUA)

RANKINGS DO WSL CHALLENGER SERIES 2022 – 3 etapas:

TOP-10 DA CATEGORIA MASCULINA:

*-vaga já garantida nos top-22 do CT
1.o: Rio Waida (IDN) – 20.750 pontos
2.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 16.915
*3: Callum Robson (AUS) – 10.000
4.o: Dylan Moffat (AUS) – 9.965
5.o: Sheldon Simkus (AUS) – 8.850
6.o: Maxime Huscenot (FRA) – 8.735
*7: Ryan Callinan (AUS) – 8.700
8.o: Michael Rodrigues (BRA) – 8.540
9.o: Gatien Delahaye (FRA) – 8.300
10.o: Mateus Herdy (BRA) – 7.395
11.o: Alejo Muniz (BRA) – 7.295

Outros sul-americanos no ranking:

13: Deivid Silva (BRA) – 6.945 pontos
22: Alex Ribeiro (BRA) – 5.470
38: Lucas Silveira (BRA) – 3.800
44: Lucca Mesinas (PER) – 2.950
48: Edgard Groggia (BRA) – 2.450
54: Alonso Correa (PER) – 2.150
55: Matheus Navarro (BRA) – 1.950
*56: Jadson André (BRA) – 1.900
58: Willian Cardoso (BRA) – 1.750
60: Thiago Camarão (BRA) – 1.650
62: João Chianca (BRA) – 1.600
62: Santiago Muniz (ARG) – 1.600
81: Marco Fernandez (BRA) – 950
86: Ian Gouveia (BRA) – 850
86: Robson Santos (BRA) – 850
86: Peterson Crisanto (BRA) – 850
93: Eduardo Motta (BRA) – 800
*98: Samuel Pupo (BRA) – 650
102: Marco Giorgi (URU) – 550
102: Wesley Leite (BRA) – 550
108: Rafael Teixeira (BRA) – 300
108: Ryan Kainalo (BRA) – 300

TOP-5 DA CATEGORIA FEMININA:

1.a: Caitlin Simmers (EUA) – 20.830 pontos
2.a: Molly Picklum (AUS) – 19.700
3.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 15.865
4.a: Teresa Bonvalot (PRT) – 15.220
5.a: Macy Callaghan (AUS) – 14.440

Sul-americanas no ranking:

26: Summer Macedo (BRA) – 4.620 pontos
35: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 3.400
38: Laura Raupp (BRA) – 3.300
40: Daniella Rosas (PER) – 3.200
44: Sophia Medina (BRA) – 3.100
52: Anne dos Santos (BRA) – 2.500
*56: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 1.900

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o www.worldsurfleague.com A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

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Reportagem: João Carvalho – World Surf League (WSL)

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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