US Open of Surfing – Colapinto e Simmers vencem a primeira etapa do WSL Challenger Series 2021.

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Os norte-americanos, Griffin Colapinto e Caitlin Simmers, foram os campeões do US Open of Surfing apresentado pela Shiseido na Califórnia.

Griffin Colapinto em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

“Eu tentei me manter calmo e equilibrado e a torcida me deram muito apoio. Já fazia muito tempo desde minha última vitória, que foi quando eu tinha 16 anos e competia no Pro Junior ainda”, disse Griffin Colapinto, logo que saiu do mar e foi recebido pela torcida. “Era um peso nos meus ombros não conseguir vencer, mas desde o início deste campeonato eu estava sentindo uma intuição que ia dar certo. Tenho recebido muito apoio minha vida inteira, dos meus pais, meu manager, meus técnicos, meu irmão, meus amigos. Foi isso que me fez ser quem sou hoje. É por eles que vivo esse meu sonho e sempre com um sorriso, perdendo ou vencendo”.

O top da elite da World Surf League, Colapinto de 23 anos, festejou a primeira vitória da sua carreira, na final californiana com Jake Marshall, 22. E Caitlin Simmers, de apenas 15 anos, derrotou a havaiana Gabriela Bryan de 19 anos, na decisão feminina. Os quatro lideram o primeiro ranking do WSL Challenger Series e a próxima batalha por vagas para o World Surf League Championship Tour 2022, já começa no sábado em Ericeira, Portugal.

Caitlin Simmers em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

“Nem sei o que dizer. Estou muito feliz nesse momento e aliviada que deu tudo certo”, disse Caitlin Simmers. “Durante a final, a maré estava bem cheia e eu não quis cometer o mesmo erro da bateria anterior, quando fiquei esperando por 20 minutos para surfar a primeira onda. Então, quis começar rápido e depois senti que eu estava em sintonia com o mar, então acho que as coisas deram certo para mim. Na real, nem estou pensando em me qualificar esse ano. Só quero me divertir na França e Portugal, surfar e curtir a experiência lá”.

Jake Marshall começou melhor a decisão do título do US Open of Surfing, abrindo a bateria com nota 5,50. A primeira de Griffin Colapinto foi fraca, mas na segunda ele já mostrou a força do seu backside nas esquerdas de Huntington Beach para receber 6,83 e assumir a liderança, que não largou mais. Quando Marshall conseguiu sua maior nota, 7,33, Colapinto respondeu com 7,57 e 7,63 em duas ondas seguidas. Com elas, sacramentou sua primeira vitória da carreira no Circuito Mundial da WSL, por 15,20 a 12,83 pontos.

Jake Marshall em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Para chegar na decisão do título do US Open of Surfing, Griffin Colapinto vingou duas derrotas sofridas nas mesmas ondas de Huntington Beach. Primeiro, atropelou Liam O´Brien, que o barrou nas semifinais deste mesmo evento em 2019, despachando o australiano por 13,73 a 5,60 pontos. Depois, também passou fácil por Kanoa Igarashi nas semifinais, por 13,27 a 6,17. O japonês conquistou o bicampeonato consecutivo do US Open em 2018, impedindo a primeira vitória de Griffin Colapinto na grande final.

Kanoa Igarashi em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

BRASILEIRO ELIMINADO: O japonês Kanoa Igarashi, medalha de prata na final olímpica contra Italo Ferreira nos Jogos de Tóquio, tirou o Brasil da briga do título do primeiro WSL Challenger Series do ano. Foi nas quartas de final, mas por pouco. O carioca Lucas Silveira surfou muito bem e chegou a tirar a maior nota da bateria, 8,00, numa onda que mandou dois pancadões verticais de backside no outside e mais um na junção do inside.

Lucas Silveira em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Ele assumiu a liderança com essa nota, mas Kanoa respondeu rápido, com um aéreo full-rotation de backside perfeito no outside, fazendo bem a junção também para recuperar a ponta com 7,77. Lucas ficou precisando de 6,77 nos 10 minutos finais, mas aí veio outra longa calmaria, como no início da bateria. O brasileiro ainda pega uma onda que fecha rápido e, depois, o japonês só espera o tempo acabar para vencer por 14,77 a 14,50 pontos.

“Eu venho aqui desde 2015 e nunca tinha passado do rounde 2, mas eu sabia que eu poderia ir bem se conseguisse pegar as ondas certas”, disse Lucas Silveira. “A expectativa não era tão grande, mas tirei um peso dos ombros quando passei pelo rounde 2 e consegui soltar mais meu surfe nestas últimas baterias. O Kanoa é um dos melhores surfistas do mundo, medalhista olímpico, então foi bom fazer uma bateria bem disputada com ele. Naquela última onda, tentei forçar bem a cavada pra manobrar vertical, mas acabei caindo e, nesse nível assim, quartas de final, não se pode cometer erros. Mas, estou muito feliz por ter começado bem esse Challenger Series. São só quatro eventos e já tenho um resultado sólido, então semana que vem já começa em Portugal e vamos pra cima”.

VAGAS PARA O CT 2022: Com o quinto lugar no US Open of Surfing, Lucas Silveira ganhou 5.000 pontos, para somar com os 750 do seu melhor resultado no WSL Qualifying Series de 2020. Ele começa em 13.o lugar no ranking do WSL Challenger Series 2021, que vai classificar doze surfistas para o CT 2022. Mas, é o nono dessa lista, porque cinco tops já garantidos na elite estão à sua frente, o líder Griffin Colapinto e Leonardo Fioravanti (3.o), Kanoa Igarashi (5.o), Ethan Ewing (11.o) e Jack Robinson (13.o). Além de Lucas, o outro único sul-americano no G-12 é o peruano Alonso Correa, em nono lugar no ranking da primeira etapa do WSL Challenger Series 2021.

Na categoria feminina, são seis surfistas que se classificam para completar a elite das top-16, que vai disputar o título mundial no CT 2022. A havaiana Gabriela Bryan perdeu a final do US Open of Surfing, mas lidera o ranking com 13.000 pontos, porque está somando 5.000 pontos do QS 2020. A campeã no domingo, Caitlin Simmers, está em segundo lugar com 10.500 pontos e as outras surfistas no G-6 para o CT 2022, após a primeira etapa na Califórnia, são a havaiana Coco Ho (3.o lugar), a costa-ricense Brisa Hennessy (5.o), a australiana Macy Callaghan (7.o) e a francesa Vahine Fierro (7.o).

Gabriela Bryan em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

NOVA GERAÇÃO: É a nova geração dominando totalmente o topo do ranking. Para chegarem na final do US Open of Surfing, as adolescentes Caitlin Simmers, 15 anos, e Gabriela Bryan, 19, derrotaram as experientes e até favoritas, Courtney Conlogue, 29, e Coco Ho, 30, respectivamente. A performance de Caitlin Simmers esse ano, é impressionante. Ela tinha vencido uma etapa do QS 1000 nas mesmas ondas de Huntington Beach, ficado nas semifinais de outro QS 1000 na Carolina do Norte e sido vice-campeã domingo passado no QS 3000 de Oceanside, perdendo por pouco para a top-6 do CT 2021, Caroline Marks, 14,83 a 14,27 pontos.

Courtney Conlogue em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Apesar deste retrospecto, Caitlin não estava classificada pelo ranking regional da WSL North America para competir nos Challenger Series, mas ganhou uma vaga para substituir as tops do CT 2021 que não participaram do US Open of Surfing. Ela honrou o convite e fez grandes apresentações em Huntington, surfando com calma e muita confiança nas manobras. Na semifinal contra Courtney Conlogue, fez os recordes do domingo, nota 7,83 e 14,83 pontos.

Na decisão do título, dominou toda a bateria desde a nota 6,33 da sua primeira onda. Gabriela Bryan também brilhou durante todo o evento, mas o máximo que conseguiu na grande final foram notas 5,67 e 4,93. Caitlin Simmers ainda deixou o melhor para os minutos finais, computando notas 7,17 e 6,73 das últimas ondas que surfou. Com elas, garantiu sua segunda vitória no Circuito Mundial por 13,90 a 10,60 pontos. Ela é agora a segunda surfista mais jovem a vencer o US Open of Surfing, só não supera a havaiana Malia Manuel, que foi campeã com 14 anos.

A vice-campeã e líder do primeiro ranking do WSL Challlenger Series 2021, Gabriela Bryan, também ficou feliz pelo resultado no US Open of Surfing: “Estou bem orgulhosa da minha performance e o segundo lugar é um ótimo resultado também. Claro que eu gostaria de ter vencido, mas estou bem contente. Eu sabia que seria uma bateria difícil, que teria que tirar duas notas de 7 pra cima pra ganhar e, infelizmente, não consegui achar as ondas que eu gostaria de surfar. Mas, estou feliz e bem animada para a perna europeia”.

VAGAS PARA O CT 2022: O WSL Challenger Series vai completar a elite que disputará os títulos mundiais no World Surf League Championship Tour 2022, classificando 12 surfistas para a categoria masculina e seis para a feminina. Depois do US Open of Surfing, tem mais três etapas para fechar as duas listas, o MEO Vissla Pro Ericeira que começa já no próximo sábado e vai até 10 de outubro em Ribeira D´Ilhas, Portugal, o Quiksilver Pro France de 16 a 24 também de outubro em Hossegor, França, e o Haleiwa Challenger de 26 de novembro a 7 de dezembro em Haleiwa Beach, no Havaí. O ranking final do WSL Challenger Series vai computar três resultados e um deles pode ser a maior pontuação conseguida no WSL Qualifying Series de 2020, antes do Circuito Mundial ser cancelado por causa da pandemia do Covid-19.

RESULTADOS DO DOMINGO NO US OPEN OF SURFING:

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:

Campeão: Griffin Colapinto (EUA) por 15,20 pontos (7,63+7,57) – US$ 20.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Jake Marshall (EUA) com 12,83 pontos (7,33+5,50) – US$ 10.000 e 8.000 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 5.000 e 6.500 pontos:

1.a: Jake Marshall (EUA) 10,37 x 9,50 Nolan Rapoza (EUA)
2.a: Griffin Colapinto (EUA) 13,27 x 6,17 Kanoa Igarashi (JPN)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 3.500 e 5.000 pontos:

1.a: Jake Marshall (EUA) 12,73 x 10,27 Callum Robson (AUS)
2.a: Nolan Rapoza (EUA) 13,00 x 6,70 Kolohe Andino (EUA)
3.a: Griffin Colapinto (EUA) 13,73 x 5,60 Liam O´Brien (AUS)
4.a: Kanoa Igarashi (JPN) 14,77 x 14,50 Lucas Silveira (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:

Campeã: Caitlin Simmers (EUA) por 13,90 pontos (7,17+6,73) – US$ 20.000 e 10.000 pontos
Vice-campeã: Gabriela Bryan (HAV) com 10,60 pontos (5,67+4,93) – US$ 10.000 e 8.000 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 5.000 e 6.500 pontos:

1.a: Gabriela Bryan (HAV) 11,60 x 7,94 Coco Ho (HAV)
2.a: Caitlin Simmers (EUA) 14,83 x 10,34 Courtney Conlogue (EUA)

TOP-12 DO WSL CHALLENGER SERIES – 1.a etapa de 2021 + 1 do QS 2020:

*-vaga no CT 2022 já garantida

*01: Griffin Colapinto (EUA) – 10.750 pontos
02: Jake Marshall (EUA) – 10.500
*03: Leonardo Fioravanti (ITA) – 10.000
03: Liam O´Brien (AUS) – 10.000
*05: Kanoa Igarashi (JPN) – 9.000
06: Shun Murakami (JPN) – 8.500
07: Matt Banting (AUS) – 8.000
08: Nolan Rapoza (EUA) – 7.975
09: Alonso Correa (PER) – 7.500
10: Michael Dunphy (EUA) – 6.850
*11: Ethan Ewing (AUS) – 6.500
12: Callum Robson (AUS) – 6.000
*13: Jack Robinson (AUS) – 5.750
13: Lucas Silveira (BRA) – 5.750
15: Cam Richards (EUA) – 5.725
16: Vasco Ribeiro (PRT) – 5.500
16: Imaikalani Devault (HAV) – 5.500

Próximos sul-americanos até 100:

18: Wiggolly Dantas (BRA) – 5.400 pontos
*25: Jadson André (BRA) – 5.000
29: João Chianca (BRA) – 4.750
30: Lucca Mesinas (PER) – 4.500
32: Weslley Dantas (BRA) – 4.400
35: Thiago Camarão (BRA) – 4.150
39: Alex Ribeiro (BRA) – 3.875
41: Edgard Groggia (BRA) – 3.750
44: Ian Gouveia (BRA) – 3.650
*45: Yago Dora (BRA) – 3.250
53: Samuel Pupo (BRA) – 2.850
*58: Filipe Toledo (BRA) – 2.500
58: Alejo Muniz (BRA) – 2.500
58: Leandro Usuna (ARG) – 2.500
64: Willian Cardoso (BRA) – 2.400
67: Marco Giorgi (URU) – 2.350
67: Michael Rodrigues (BRA) – 2.350
70: Rafael Teixeira (BRA) – 2.300
71: Jessé Mendes (BRA) – 2.150
*77: Deivid Silva (BRA) – 2.000
81: Victor Bernardo (BRA) – 1.750
81: Renan Pulga Peres (BRA) – 1.750
81: Leo Casal (BRA) – 1.750
98: Cristobal de Col (PER) – 1.475

TOP-6 DO WSL CHALLENGER SERIES – 1.a etapa de 2021 + 1 do QS 2020:

*-vaga no CT 2022 já garantida

01: Gabriela Bryan (HAV) – 13.000 pontos
02: Caitlin Simmers (EUA) – 10.500
*03: Carissa Moore (HAV) – 10.000
03: Coco Ho (HAV) – 10.000
05: Brisa Hennessy (CRI) – 8.300
*06: Tyler Wright (AUS) – 8.000
07: Macy Callaghan (AUS) – 7.500
07: Vahine Fierro (FRA) – 7.500

Sul-americanas até 100:

36: Daniella Rosas (PER) – 3.300 pontos
46: Dominic Barona (EQU) – 2.375
59: Anali Gomez (PER) – 1.500
60: Sol Aguirre (PER) – 1.450
61: Summer Macedo (BRA) – 1.350
73: Josefina Ané (ARG) – 975
85: Silvana Lima (BRA) – 650

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

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Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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