US Open of Surfing – 08 Brazucas no segundo round em Huntington Beach

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Mais um dia de disputas na Califórnia, pelo US Open of Surfing apresentado pela Shiseido. 08 brazucas, confirmaram seus nomes no segundo round. A próxima chamada, quarta-feira, as 8h00 da Califa, 12h00 no Brasil.

Edgard Groggia em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

A terça-feira ocorreu com mais uma maratona de disputas com 16 baterias realizadas. O segundo dia começou com as seis baterias restantes do primeiro round masculino, com mais dois brazucas, estreando com vitórias no primeiro WSL Challenger Series de 2021. Willian Cardoso e Edgard Groggia, superaram seus adversários nas difíceis condições em Huntington Beach, com ondas pequenas de 2-3 pés na Califórnia, Estados Unidos. A seguir foi a vez da estreia do feminino.

Pauline Ado em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

O segundo dia do US Open of Surfing, começou assim como no primeiro dia, com um brasileiro sendo eliminado, logo na primeira bateria. Pelo menos teve um sul-americano se classificando, Alonso Correa conseguiu encontrar uma boa merreca que lhe rendeu uma nota 8,00. Com batidas e rasgadas e um aéreo, o peruano passou em segundo com 12,10, eliminando o brasileiro Weslley Dantas com 11,03 e o big-rider havaiano, Billy Kemper, com 10,10 pontos na vitória do australiano Jordan Lawler, que somou notas 6,83 e 5,83 para vencer por 12,66 pontos.

Alonso Correa em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

As duas baterias seguintes foram vencidas pelos Brazucas. A primeira por Willian Cardoso, que também conseguiu uma boa onda para manobrar forte, com seu power surf característico. A nota 7,83 praticamente selou a vitória por 12,70 pontos, contra 11,67 do Top do CT, desta temporada o sul-africano, Matthew McGillivray, o havaiano Ian Gentil e o outro surfista da África do Sul, Dylan Lightfoot, acabaram eliminados. Willian, fez parte da elite da WSL, até 2019 e está tentando, retornar para o World Surf League Championship Tour 2022.

Willian Cardoso em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

“Eu fiquei um pouco perdido no início da bateria, mas ninguém tinha conseguido uma nota boa. Aí vi uma onda quebrar mais no meio da praia e pensei que ali teria uma boa oportunidade para conseguir uma nota alta”, contou Willian Cardoso. “Então, me afastei dos outros surfistas e acabou dando certo. Às vezes, essas mudanças de estratégia no meio da bateria funcionam e estou feliz por ter acertado na tática dessa vez”.

O catarinense também comentou sobre todo esse tempo sem competições valendo vagas para o CT, que foram interrompidas em março de 2020, por causa da pandemia do Covid-19: “O meu sonho é voltar para o CT. Mas, por outro lado, consegui passar um ano inteiro junto com a minha família. Eu nunca tinha ficado tanto tempo com eles, então essa experiência em estar ao lado do meu filho todos os dias, foi muito especial. Quero agradecer a todos que estão me apoiando, principalmente meu patrocinador, que mantém vivo esse meu sonho de ser um surfista profissional”.

Se Willian Cardoso deixou um top do CT desta temporada em segundo lugar, na disputa seguinte, foi a vez do jovem paulista Edgard Groggia, eliminar o Top australiano, Wade Carmichael, junto com o norte-americano Kade Matson, que passou em segundo com 12,37.  O paulista mostrou suas armas em duas ondas seguidas que valeram notas 6,23 e 6,17, para vencer por 12,40 pontos. Além de Carmichael, o francês Charly Quivront, terminaram ambos com menos de 10 pontos, eliminados do campeonato. Edgard conseguiu sua vaga para os WSL Challenger Series 2021, nas duas etapas do WSL Qualifying Series, promovidas pela WSL Latin America no Equador, neste ano.

Ainda restavam dois brasileiros para estrear nas ondas de Huntington Beach. O atual campeão mundial Pro Junior da World Surf League, Lucas Vicente, que por muito pouco não conseguiu a classificação na última onda que surfou. Ele precisava de 6,87 pontos e sua nota saiu 6,77. Foi a maior nota da bateria, mas acabou sendo superado pelo americano Evan Geiselman por 11,60 a 11,50 pontos, que ficou com a segunda vaga, na vitória do francês Maxime Huscenot.

Maxime Huscenot em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

O atual campeão sul-americano da WSL Latin America, João Chianca, também arriscou tudo na sua última onda e conseguiu a nota que precisava para avançar. Com o 5,83 recebido, tirou o segundo lugar do americano Crosby Colapinto por 11,56 a 10,37 pontos. O australiano Reef Heazlewood ficou em primeiro com 12,13.

João Chianca em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Com os três brazucas que passaram suas baterias nesta terça-feira, o Brasil totalizou oito classificados para a segunda fase do US Open of Surfing. Os brasileiros começaram o primeiro WSL Challenger Series do ano com maioria entre os 96 inscritos, 20 surfistas. Agora, o maior número de concorrentes aos 10.000 pontos da vitória em Huntington Beach é de americanos, com 11 candidatos entre os 48 classificados para a segunda fase.

Dos 19 países com atletas inscritos na Califórnia, restaram 14. O Brasil ficou com 8 surfistas, a Austrália com 7, a África do Sul e Havaí com 4 cada um, a França e o Japão com 3, o Peru com 2 e mais seis países têm um desafiante ainda na briga do título, Portugal, Espanha, Costa Rica, Taiti, Indonésia e Nova Zelândia.

SEGUNDO ROUND MASCULINO: A combinação dos resultados acabou levando os sul-americanos para as mesmas baterias pelo segundo round. Na quinta bateria, serão três brazucas com: Alex Ribeiro, Thiago Camarão e Alejo Muniz, brigando por duas vagas, junto com o americano Nolan Rapoza.

Alex Ribeiro em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Na nona bateria, Caio Ibelli, disputará junto com o peruano Alonso Correa, com o sul-africano Matthew McGillivray e com o australiano Liam O´Brien. Na décima bateria, Willian Cardoso e Lucas Silveira, enfrentam o australiano Jordan Lawler e o americano Cole Houshmand. E na 11.a, teremos João Chianca e Edgard Groggia, contra o francês Maxime Huscenot e o sul-africano Shane Sykes.

Caio Ibelli em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

DISPUTAS FEMININAS: Pela categoria feminina, iniciada nesta terça-feira em Huntington Beach, a australiana Dimity Stoyle, foi a recordista absoluta do primeiro dia. Ela disputou a quarta bateria e somou notas 7,67 e 7,43 no placar de 15,10 pontos. A havaiana Gabriela Bryan passou junto com ela para a segunda fase, com a segunda maior somatória do dia entre as meninas, 13,00 pontos.

Dimity Stoyle em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

A grande ausência no time sul-americano foi Silvana Lima, que cancelou sua participação no US Open of Surfing apresentado pela Shiseido. Com isso, a única representante do Brasil na abertura do WSL Challenger Series 2021 será Summer Macedo. Ela está escalada na 14.a das 16 baterias da primeira fase, com as australianas Sophie McCulloch e Philippa Anderson e a havaiana Bettylou Sakura Johnson. A sua primeira apresentação ficou para a quarta-feira, porque a terça-feira foi encerrada na décima bateria.

Já as outras três participantes classificadas pelo ranking regional da WSL Latin America, para disputar vagas para o CT no WSL Challenger Series, estrearam na terça-feira. A peruana Daniella Rosas entrou na primeira bateria do US Open of Surfing e conseguiu a classificação na última onda. Com a nota 4,63, tirou o segundo lugar da porto-riquenha Tia Blanco, por 9,50 a 9,36 pontos.

A equatoriana Dominic Barona competiu na terceira bateria e começou bem, escolhendo uma boa onda para mandar uma série de manobras que valeram nota 6,17. Ela ainda pegou outra no final que tirou 5,37, para confirmar a classificação somando 11,54 pontos. A norte-americana Kirra Pinkerton passou em primeiro com 12,34, com ambas eliminando duas surfistas da França, Tessa Thyssen e Maud Le Car.

Dominic Barona em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Já a jovem peruana Sol Aguirre, bicampeã sul-americana Pro Junior da WSL Latin America em 2017 e 2018, estreando na décima e última bateria do dia, onde as condições do mar já estavam muito deterioradas pela ação do vento, terminou eliminada em terceiro lugar no confronto que classificou a havaiana Keala Tomoda-Bannert e a espanhola Ariane Ochoa.

VAGAS PARA O CT 2022: O WSL Challenger Series vai completar a elite do CT 2022, classificando 12 surfistas para a categoria masculina e seis para a feminina. Depois do US Open of Surfing, que vai até domingo nos Estados Unidos, tem mais três etapas para fechar as duas listas, o MEO Vissla Pro Ericeira de 2 a 10 de outubro em Ribeira D´Ilhas, Portugal, o Quiksilver Pro France de 16 a 24 também de outubro em Hossegor, França, e o Haleiwa Challenger de 26 de novembro a 7 de dezembro em Haleiwa Beach, no Havaí.

O US Open of Surfing apresentado pela Shiseido está sendo transmitido ao vivo de Huntington Beach pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo da World Surf League, com as baterias começando as 8h00 da quarta-feira na Califórnia, 12h00 no Brasil.

US OPEN OF SURFING APRESENTADO PELA SHISEIDO:

PRÓXIMAS BATERIAS DE SURFISTAS DA AMÉRICA DO SUL:

PRIMEIRA FASE FEMININA – realizada até a 10.a bateria na terça-feira:

03.a=33.o lugar (US$ 1.000 e 700 pts) e 4.a=49.o lugar ($ 775 e 600 pts)

14: Sophie McCulloch (AUS), Philippa Anderson (AUS), Summer Macedo (BRA), Bettylou Sakura Johnson (HAV)

SEGUNDA FASE – 3.o=17.o lugar (US$ 2.000 e 2000 pts) e 4.o=25.o lugar ($ 1.500 e 1800 pts):

1.a: Caroline Marks (EUA), Kobie Enright (AUS), Dominic Barona (EQU), Gabriela Bryan (HAV)
2.a: Dimity Stoyle (AUS), Daniella Rosas (PER), Kirra Pinkerton (EUA), Vahine Fierro (TAH)

SEGUNDA FASE – 3.o=25.o lugar (US$ 1.500 e 750 pts) e 4.o=37.o lugar ($ 1.000 e 650 pts):

5.a: Alex Ribeiro (BRA), Thiago Camarão (BRA), Alejo Muniz (BRA), Nolan Rapoza (EUA)
7.a: Griffin Colapinto (EUA), Lucca Mesinas (PER), Luke Gordon (EUA), Rio Waida (IDN)
9.a: Caio Ibelli (BRA), Matthew McGillivray (AFR), Liam O´Brien (AUS), Alonso Correa (PER)
10: Willian Cardoso (BRA), Lucas Silveira (BRA), Jordan Lawler (AUS), Cole Houshmand (EUA)
11: Maxime Huscenot (FRA), João Chianca (BRA), Edgard Groggia (BRA), Shane Sykes (AFR)

RESULTADOS DOS SUL-AMERICANOS NA TERÇA-FEIRA:

03.o=49.o lugar (US$ 775 e 400 pts) e 4.o=73.o lugar ($ 600 e 350 pts)

19: 1-Jordan Lawler (AUS), 2-Alonso Correa (PER), 3-Weslley Dantas (BRA), 4-Billy Kemper (HAV)
20: 1-Willian Cardoso (BRA), 2-Matthew McGillivray (AFR), 3-Ian Gentil (HAV), 4-Dylan Lightfoot (AFR)
21: 1-Edgard Groggia (BRA), 2-Kade Matson (EUA), 3-Wade Carmichael (AUS), 4-Charly Quivront (FRA)
22: 1-Maxime Huscenot (FRA), 2-Evan Geiselman (EUA), 3-Lucas Vicente (BRA), 4-Michael Dunphy (EUA)
23: 1-Reef Heazlewood (AUS), 2-João Chianca (BRA), 3-Crosby Colapinto (EUA), 4-Mason Ho (HAV)

RESULTADOS DAS SUL-AMERICANAS NA PRIMEIRA FASE:

03.a=33.o lugar (US$ 1.000 e 700 pts) e 04.a=49.o lugar ($ 775 e 600 pts)

01: 1-Caroline Marks (EUA), 2-Daniella Rosas (PER), 3-Tia Blanco (PRI), 4-Natasha Van Greunen (AFR)
03: 1-Kirra Pinkerton (EUA), 2-Dominic Barona (EQU), 3-Tessa Thysen (FRA), 4-Maud Le Car (FRA)
10: 1-Keala Tomoda-Bannert (HAV), 2-Ariane Ochoa (ESP), 3-Sol Aguirre (PER), 4-Mahina Maeda (JPN)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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