US Open of Surfing – 05 Sul-americanos, disputarão vagas para as oitavas de final em Huntington Beach.

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05 Sul-americanos, disputarão vagas para as oitavas de final pelo US Open of Surfing apresentado pela Shiseido. As baterias começam as 8h00 da sexta-feira nos EUA, 12h00 no Brasil.

Lucas Silveira em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Na quinta-feira foram finalizadas a terceira fase masculina do primeiro WSL Challenger Series de 2021 e definidas as baterias das oitavas de final femininas, nas pequenas ondas de 2-3 pés em Huntington Beach. Dos cinco brasileiros que competiram, apenas dois se classificaram para disputar vagas para as oitavas de final masculinas. Edgard Groggia conquistou a única vitória sul-americana do dia e Lucas Silveira passou em segundo lugar na sua bateria, assim como o peruano Alonso Correa na dele. As eliminatórias continuam a partir das 8h00 da sexta-feira nos Estados Unidos, 12h00 no Brasil, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com

O paulista Edgard Groggia e o saquaremense João Chianca, foram os últimos sul-americanos a competir na quinta-feira. Eles decidiram o título do Corona Salinas Open apresentado por Hyundai New Tucson, em junho no Equador, onde Edgard carimbou a vaga para o WSL Challenger Series com sua primeira vitória no Circuito Mundial. Os dois enfrentaram o sul-africano Shane Sykes e o francês Maxime Huscenot, no penúltimo confronto da segunda fase.

Edgard Groggia foi rápido em achar boas ondas no início da bateria e largou na frente, com notas 5,33 e 5,43. O sul-africano chegou a assumir a ponta com nota 7,00 numa onda muito bem surfada e 4,33 na seguinte. Aí Edgard começou a usar os aéreos de frontside nas direitas de Huntington Beach, para ganhar notas 6,60 e 6,20 e vencer por 12,80 pontos. João Chianca tinha um 4,63 e arriscou tudo em sua última onda, porém a nota 6,60 foi insuficiente para superar os 12,40 pontos do sul-africano Shane Sykes. João Chianca terminou em terceiro com 11,23 e o francês Maxime Huscenot em último com 10,66.

Edgard Groggia. Foto: Kenny Morris – WSL

“Eu estou muito feliz por ter vencido a minha bateria. Eu consegui encontrar boas ondas para mostrar meu surfe e vamos com tudo para a próxima bateria”, disse Edgard Groggia. “Eu e o João (Chianca) fizemos a final no QS de Salinas lá no Equador e consegui vencer ele de novo aqui, então estou muito contente com tudo que está acontecendo para mim”.

Com a vitória, Edgard Groggia foi para a sétima e penúltima bateria da terceira fase do US Open of Surfing. Os confrontos dessa rodada classificatória para as oitavas de final são formados por três competidores e seus adversários serão o americano Cole Houshmand e o japonês Kanoa Igarashi, número 8 no ranking do WSL Championship Tour 2021 e medalha de prata na decisão olímpica com o potiguar Italo Ferreira nos Jogos de Tóquio, no Japão.

Cole Houshmand derrotou dois brasileiros surfando as duas melhores ondas que entraram na segunda bateria do dia. Com notas 6,83 e 6,33, totalizou 13,16 pontos e o carioca Lucas Silveira ganhou a briga pela segunda vaga somando o 5,57 da sua última onda com 4,70. Foi o suficiente para superar os 8,10 pontos do australiano Jordan Lawler e os apenas 6,30 do catarinense Willian Cardoso, em um mar sem ondas de qualidade para mostrar o seu power surf.

Willian ficou em 37.o lugar no US Open of Surfing, marcando 650 pontos no ranking do WSL Challenger Series e recebendo 1.000 dólares de prêmio. Lucas Silveira já garantiu 2.000 pontos e 2.000 dólares com a passagem para a terceira fase. Ele vai disputar as duas últimas vagas para as oitavas de final com o norte-americano Kade Matson e o sul-africano Shane Sykes, que deixou João Chianca em 25.o lugar na Califórnia, com 750 pontos e 1.500 dólares.

DECISÃO NO DESEMPATE: Na mesma posição terminou Caio Ibelli, que integrou a “seleção brasileira da WSL” esse ano e ficou de fora do grupo dos top-20 mantidos na elite pelo ranking do CT. Ele agora tenta sua permanência no time para 2022, entre os doze indicados pelo WSL Challenger Series. Caio competiu na bateria que abriu a quinta-feira e foi eliminado de forma dramática, pelo australiano Liam O´Brien e o peruano Alonso Correa.

Ele teve a chance de se classificar nos segundos finais da bateria. Precisava de 5,61 pontos e fez tudo o que era possível, atacando qualquer espaço da onda e até finalizou com um aéreo. Dos cinco juízes, três acharam que ele merecia passar, dando notas 5,80, 5,80 e 5,70. Mas, os outros deram 5,30 e 4,80. Com o descarte da maior e da menor nota, a média acabou ficando em 5,60. Faltou 0,01 e Caio ficou com os mesmos 11,33 pontos do peruano Alonso Correa, que levou a melhor no desempate da maior nota, 5,93 contra 5,73 do brasileiro.

Alonso Correa em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Com a classificação em segundo lugar, Alonso Correa completou a quinta bateria da terceira fase. Nela, já estava o também peruano Lucca Mesinas e eles terão que disputar duas vagas para as oitavas de final com o americano Cam Richards. Assim como Mesinas, Alex Ribeiro já tinha se garantido na quarta-feira e vai enfrentar o havaiano Ezekiel Lau e o japonês Hiroto Ohhara. Dos cinco surfistas da América do Sul, Alex é o único que ficou na chave de cima, que vai apontar o primeiro finalista do US Open of Surfing.

SUL-AMERICANAS ELIMINADAS: Na categoria feminina, as duas últimas sul-americanas foram eliminadas na batalha por vagas nas oitavas de final. A equatoriana Dominic Barona entrou na primeira bateria e terminou em terceiro lugar, sem achar boas ondas para surfar. A havaiana Gabriela Bryan passou em segundo, atrás da número 6 do CT 2021, Caroline Marks. A californiana destruiu uma onda com fortes batidas e rasgadas de backside e de frontside, que arrancaram a maior nota da semana em Huntington Beach, 9,00.

Caroline Marks em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

“Minha prancha está incrível e tive sorte de pegar uma onda muito boa”, disse Caroline Marks. “A bateria foi um pouco lenta de ondas, por causa da maré bem cheia. As ondas estão boas quando entram, só que não são muito frequentes. Eu fiquei analisando as condições e vendo onde me posicionar no outside, para estar no lugar certo quando as séries entrassem. Cada bateria é diferente, mas um bom posicionamento no mar é fundamental”.

Na segunda bateria, a peruana Daniella Rosas não achou esse posicionamento e só conseguiu surfar uma onda inteira, que valeu 5,17. A francesa Vahine Fierro começou forte com nota 7,33, que somou com 4,90 da sua segunda onda, para vencer por 12,23 pontos. A australiana Dimity Stoyle também iniciou bem com 6,50 e passou em segundo com 10,93 pontos. Em terceiro ficou Kirra Pinkerton e Daniella Rosas terminou em último.

Dimity Stoyle em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

DOMÍNIO AMERICANO: Kirra Pinkerton foi a única norte-americana eliminada na quinta-feira. A campanha das donas da casa foi impressionante. As outras cinco que competiram, venceram suas baterias e os dois únicos norte-americanos das baterias masculinas também. Nas oitavas de final, as cinco surfistas dos Estados Unidos vão enfrentar adversárias de outros países. Também vão brigar pelo título do US Open of Surfing, três australianas, três havaianas, uma francesa, uma portuguesa, uma espanhola, uma japonesa e uma sul-africana. Para completar o domínio americano, Alyssa Spencer fechou a quinta-feira com o maior placar do dia: 14,84 pontos.

Alyssa Spencer em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Já as quatro participantes da América do Sul, começam a temporada bem longe do grupo das seis que serão indicadas pelo WSL Challenger Series, para completar a elite das top-16 que vai disputar o título mundial de 2022 no World Surf League Championship Tour. A peruana Daniella Rosas é a 32.a colocada no primeiro ranking do ano. A equatoriana Dominic Barona ocupa a 45.a posição, a peruana Sol Aguirre na 53.a e na 54.a está Summer Macedo, única representante do Brasil no US Open of Surfing. Todas já computando o melhor resultado nas etapas do WSL Qualifying Series de 2020.

VAGAS PARA O CT 2022: O WSL Challenger Series vai completar a elite do CT 2022, classificando 12 surfistas para a categoria masculina e seis para a feminina. Depois do US Open of Surfing, que vai até domingo na Califórnia, tem mais três etapas para fechar as duas listas, o MEO Vissla Pro Ericeira de 2 a 10 de outubro em Ribeira D´Ilhas, Portugal, o Quiksilver Pro France de 16 a 24 também de outubro em Hossegor, França, e o Haleiwa Challenger de 26 de novembro a 7 de dezembro em Haleiwa Beach, no Havaí.

TRANSMISSÃO AO VIVO: O US Open of Surfing apresentado pela Shiseido está sendo transmitido ao vivo de Huntington Beach pelo  www.worldsurfleague.com  e pelo aplicativo da World Surf League. A nona das doze baterias da segunda fase, do Caio Ibelli e do Alonso Correa, começa as 8h00 da sexta-feira na Califórnia, 12h00 no Brasil.

PRÓXIMAS BATERIAS DO US OPEN OF SURFING:

TERCEIRA FASE: 1.o e 2.o=Oitavas Final e 3.o=17.o lugar (US$ 2.000 e 2000 pts):

1.a: Shun Murakami (JPN), Imaikalani Devault (HAV), Callum Robson (AUS)
2.a: Jake Marshall (EUA), Vasco Ribeiro (PRT), Mihimana Braye (FRA)
3.a: Kolohe Andino (EUA), Patrick Gudauskas (EUA), Nolan Rapoza (EUA)
4.a: Alex Ribeiro (BRA), Ezekiel Lau (HAV), Hiroto Ohhara (JPN)
5.a: Lucca Mesinas (PER), Alonso Correa (PER), Cam Richards (EUA)
6.a: Griffin Colapinto (EUA), Liam O´Brien (AUS), Billy Stairmand (NZL)
7.a: Kanoa Igarashi (JPN), Edgard Groggia (BRA), Cole Houshmand (EUA)
8.a: Lucas Silveira (BRA), Shane Sykes (AFR), Kade Matson (EUA)

OITAVAS DE FINAL – derrota=9.o lugar com US$ 2.750 e 3.500 pontos:

1.a: Caroline Marks (EUA) x Dimity Stoyle (AUS)
2.a: Gabriela Bryan (HAV) x Vahine Fierro (FRA)
3.a: Macy Callaghan (AUS) x Sawyer Lindblad (EUA)
4.a: Coco Ho (HAV) x Sarah Baum (AFR)
5.a: Sara Wakita (JPN) x Ariane Ochoa (ESP)
6.a: Yolanda Hopkins (PRT) x Caitlin Simmers (EUA)
7.a: Courtney Conlogue (EUA) x Philippa Anderson (AUS)
8.a: Alyssa Spencer (EUA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA EM HUNTINGTON BEACH:

SEGUNDA FASE – 3.o=25.o lugar (US$ 1.500 e 750 pts) e 4.o=37.o lugar ($ 1.000 e 650 pts):

9.a: 1-Liam O´Brien (AUS), 2-Alonso Correa (PER), 3-Caio Ibelli (BRA), 4-Matthew McGillivray (AFR)
10: 1-Cole Houshmand (EUA), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Jordan Lawler (AUS), 4-Willian Cardoso (BRA)
11: 1-Edgard Groggia (BRA), 2-Shane Sykes (AFR), 3-João Chianca (BRA), 4-Maxime Huscenot (FRA)
12: 1-Kade Matson (EUA), 2-Kanoa Igarashi (JPN), 3-Evan Geiselman (EUA), 4-Reef Heazlewood (AUS)

SEGUNDA FASE FEMININA – 1.a e 2.a avançam para as Oitavas de Final:

03.a=17.o lugar (US$ 2.000 e 2000 pts) e 04.a=25.o lugar ($ 1.500 e 1800 pts):

1.a: 1-Caroline Marks (EUA), 2-Gabriela Bryan (HAV), 3-Dominic Barona (EQU), 4-Kobie Enright (AUS)
2.a: 1-Vahine Fierro (FRA), 2-Dimity Stoyle (AUS), 3-Kirra Pinkerton (EUA), 4-Daniella Rosas (PER)
3.a: 1-Sawyer Lindblad (EUA), 2-Sarah Baum (AFR), 3-Keely Andrew (AUS), 4-Teresa Bonvalot (PRT)
4.a: 1-Coco Ho (HAV), 2-Macy Callaghan (AUS), 3-Leilani McGonagle (CRI), 4-Pauline Ado (FRA)
5.a: 1-Sara Wakita (JPN), 2-Yolanda Hopkins (PRT), 3-Zoe McDougall (HAV), 4-Keala Tomoda-Bannert (HAV)
6.a: 1-Caitlin Simmers (EUA), 2-Ariane Ochoa (ESP), 3-Garazi Sanchez Ortun (ESP), 4-India Robinson (AUS)
7.a: 1-Courtney Conlogue (EUA), 2-Bettylou Sakura Johnson (HAV), 3-Nadia Erostarbe (ESP), 4-Brisa Hennessy (CRI)
8.a: 1-Alyssa Spencer (EUA), 2-Philippa Anderson (AUS), 3-Shino Matsuda (JPN), 4-Amuro Tsuzuki (JPN)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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