US Open of Surfing – 05 brazucas, classificados na segunda-feira de ondas pequenas em Huntington Beach.

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05 brazucas se classificaram para o segundo round na segunda-feira de ondas pequenas em Huntington Beach pelo US Open of Surfing apresentado pela Shiseido.

Caio Ibelli em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Os brasileiros não começaram bem no primeiro WSL Challenger Series de 2021. Entre os 15 surfistas do Brasil que estrearam, apenas cinco se classificaram e dez foram eliminados no primeiro dia. Caio Ibelli e Alex Ribeiro conquistaram as únicas vitórias e Thiago Camarão, Alejo Muniz e Lucas Silveira, passaram em segundo lugar nas suas baterias. Mais cinco ainda vão competir nos confrontos que restaram para fechar a primeira fase.

Alejo Muniz em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

O peruano Lucca Mesinas competiu na melhor hora do mar na segunda-feira de ondas pequenas, com 2-3 pés de altura em Huntington Beach. A estrela do CT, Griffin Colapinto, tinha feito os recordes do dia na bateria anterior, a 13.a das 18 disputadas no primeiro dia. O californiano ganhou a maior nota – 8,50 – e totalizou 15,23 pontos nas duas ondas computadas. Lucca Mesinas também mostrou suas armas na 14.a bateria, somando notas 8,17 e 7,17 no maior placar do dia, 15,34 pontos. O peruano derrotou o espanhol Ruben Vitoria, o australiano Jacob Willcox e o indonesiano Oney Anwar.

Lucca Mesinas. Foto: Kenny Morris – WSL

“Eu estou muito feliz, porque eu tenho surfado bastante aqui em Huntington Beach e consegui aproveitar bem isso”, disse Lucca Mesinas, que mora na Califórnia e se classificou para o WSL Challenger Series pelo ranking regional da WSL North America. “Eu sempre venho aqui para treinar e conheço muito bem essa onda. Estou feliz por ter passado bem a minha primeira bateria e vou me manter focado para a próxima. Eu tive a oportunidade de disputar o CT do México (como convidado) e só ficava pensando que queria estar ali com os melhores do mundo. Certamente, me motivou ainda mais a seguir com meu sonho de entrar no CT”.

Os dois recordistas da segunda-feira no US Open of Surfing apresentado pela Shiseido, vão se encontrar na segunda fase. Lucca Mesinas e Griffin Colapinto foram para a sétima bateria, com o também norte-americano Luke Gordon e Rio Waida, da Indonésia. Já os brasileiros, três dos cinco que se classificaram, Alex Ribeiro, Thiago Camarão e Alejo Muniz, acabaram indo para a mesma quinta bateria, com outro norte-americano, Nolan Rapoza.

Griffin Colapinto em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

VITÓRIA BRASILEIRA – Alex Ribeiro esteve na “seleção brasileira da WSL” no CT 2021, mas ficou de fora do grupo dos 20 primeiros colocados no ranking, que foram mantidos na elite. A chance do paulista da Praia Grande garantir sua permanência na elite é pelo WSL Challenger Series. Ele começou bem, derrotando os havaianos Ezekiel Lau e Eli Hanneman e o francês Jorgann Couzinet. A primeira vitória brasileira no US Open of Surfing veio na nona bateria, após cinco eliminações.

Alex Ribeiro em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

“Eu optei em ficar um pouco mais afastado do píer, porque as ondas não estavam boas lá, especialmente agora na maré seca”, disse Alex Ribeiro. “Achei que fiz a escolha certa, porque consegui uma nota 6,17 que deixou mais tranquilo. A minha estratégia era de pegar várias ondas e mandar uma manobra grande, antes de vir pro inside. Os brasileiros não começaram bem, mas estamos sempre juntos, torcendo um para o outro e mandando boas vibrações. É muito legal ter esse apoio e estou feliz em ter passado minha primeira bateria”.

Após a vitória do Alex Ribeiro, teve uma participação dupla do Brasil na 11.a bateria, mas ambos foram derrotados pelo sul-africano Adin Masencamp. Na briga pela segunda vaga para a próxima fase, Thiago Camarão superou Ian Gouveia, eliminado junto com o australiano Cooper Chapman. Na disputa seguinte, o catarinense Alejo Muniz surfou muito bem uma onda que valeu nota 7,50 e liderou toda a bateria. Só no final, o californiano Conner Coffin, que semana passada estava disputando o título mundial no Rip Curl WSL Finals, conseguiu um 6,77 para vencer por 13,77 a 13,17 pontos.

Conner Coffin em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Aí vieram mais três eliminações brasileiras, do pernambucano Luel Felipe, do cearense Michael Rodrigues e do paulista Jessé Mendes. Seis já não tinham passado das suas estreias no US Open of Surfing, Rafael Teixeira na primeira bateria do dia, Mateus Herdy junto com o uruguaio Marco Giorgi na quarta, Marcos Correa na quinta, Wiggolly Dantas na sexta, Miguel Pupo na oitava e Ian Gouveia na 11.a. Na 17.a e penúltima da segunda-feira, Samuel Pupo também caiu em outra participação dupla do Brasil.

SEGUNDA VITÓRIA – Caio Ibelli conquistou a segunda vitória verde-amarela. Ele achou boas ondas para fazer o terceiro maior placar nas 18 baterias disputadas na segunda-feira, 14,83 pontos, somando notas 7,50 e 7,33. Já Samuel Pupo foi barrado pelo americano Cole Houshmand, junto com o peruano Miguel Tudela. Caio Ibelli parecia ainda abatido por ter saído do grupo dos top-20 que foram mantidos na elite do CT, na etapa do Mexico, que fechou o ranking do World Surf League Championship Tour 2021.

“Obrigado pela força de todo mundo que estava assistindo a bateria”, agradeceu Caio Ibelli, falando em português especialmente para os brasileiros que acompanhavam a transmissão ao vivo pela internet, depois da entrevista em inglês. “Eu não tive muito tempo para processar tudo que aconteceu nos últimos meses, mas estou pronto para começar do zero, com muita fé. Foi Deus que me ajudou ali dentro d´água, porque não tenho nem força pra remar pro fundo mais. Foi um ano difícil pra mim, mas vamos aí, porque daqui pra frente é só pra cima”.

Depois da segunda vitória brasileira, só teve mais uma bateria e o carioca Lucas Silveira conseguiu a última vaga para a segunda fase disputada na segunda-feira. Ele barrou o havaiano Keanu Asing e o único holandês do US Open of Surfing. Beyrick De Vries. O vencedor foi o australiano Liam O´Brien, que conseguiu a segunda maior nota do dia, 8,40.

DE 19 PARA 14 PAÍSES – Dos 96 participantes do primeiro WSL Challenger Series de 2021, 72 estrearam nas 18 baterias da segunda-feira, representando todos os 19 países dos inscritos. Das 10 nações que tinham apenas um surfista, metade saiu da briga do título no primeiro dia, Holanda, Marrocos, México, Barbados e o Uruguai, do Marco Giorgi. O Brasil foi quem sofreu a maior baixa, dez dos quinze que competiram no primeiro dia.

Outros cinco estão nas baterias que ficaram para abrir a terça-feira em Huntington Beach. Weslley Dantas está na primeira do dia, a 19.a da primeira fase, com o peruano Alonso Correa, o australiano Jordan Lawler e o havaiano Billy Kemper. Na seguinte tem Willian Cardoso contra dois sul-africanos e mais um havaiano. Na 21.a, entra Edgard Groggia com um australiano, um francês e um americano. Na 22.a, estreia o campeão mundial Pro Junior, Lucas Vicente, com dois americanos e um francês. E na 23.a, está o campeão sul-americano, João Chianca, com um australiano, um havaiano e um americano.

VAGAS PARA O CT 2022 – O WSL Challenger Series vai completar a elite do CT 2022, classificando 12 surfistas para a categoria masculina e seis para a feminina. Depois do US Open of Surfing, que vai até domingo na Califórnia, tem mais três etapas para fechar as duas listas, o MEO Vissla Pro Ericeira de 2 a 10 de outubro em Ribeira D´Ilhas, Portugal, o Quiksilver Pro France de 16 a 24 também de outubro em Hossegor, França, e o Haleiwa Challenger de 26 de novembro a 7 de dezembro em Haleiwa Beach, no Havaí.

O US Open of Surfing apresentado pela Shiseido está sendo transmitido ao vivo de Huntington Beach pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo da World Surf League, com as baterias iniciando as 8h00 desta terça-feira na Califórnia, 12h00 aqui no Brasil. No primeiro dia, somente os homens competiram e as mulheres ainda vão estrear no WSL Challenger Series 2021.

US OPEN OF SURFING APRESENTADO PELA SHISEIDO:

RESULTADOS DOS SUL-AMERICANOS NA PRIMEIRA FASE:

03.o=49.o lugar (US$ 775 e 400 pts) e 04.o=73.o lugar ($ 600 e 350 pts)

01: 1-Jack Robinson (AUS), 2-Barron Mamiya (HAW), 3-Kauli Vaast (FRA), 4-Rafael Teixeira (BRA)
04: 1-Mihimana Braye (FRA), 2-Michel Bourez (TAH), 3-Mateus Herdy (BRA), 4-Marco Giorgi (URU)
05: 1-Jake Marshall (EUA), 2-Hiroto Ohhara (JPN), 3-Ian Crane (EUA), 4-Marcos Correa (BRA)
06: 1-Dylan Moffat (AUS), 2-Jordy Maree (AFR), 3-Wiggolly Dantas (BRA), 4-Joan Duru (FRA)
08: 1-Sheldon Simkus (AUS), 2-Carlos Munoz (CRI), 3-Gatien Delahaye (FRA), 4-Miguel Pupo (BRA)
09: 1-Alex Ribeiro (BRA), 2-Ezekiel Lau (HAV), 3-Eli Hanneman (HAV), 4-Jorgann Couzinet (FRA)
11: 1-Adin Masencamp (AFR), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Ian Gouveia (BRA), 4-Cooper Chapman (AUS)
12: 1-Conner Coffin (EUA), 2-Alejo Muniz (BRA), 3-Jhonny Corzo (MEX), 4-Kalani Ball (AUS)
13: 1-Griffin Colapinto (EUA), 2-Billy Stairmand (NZL), 3-Luel Felipe (BRA), 4-Jackson Baker (AUS)
14: 1-Lucca Mesinas (PER), 2-Ruben Vitoria (ESP), 3-Jacob Willcox (AUS), 4-Oney Anwar (IDN)
15: 1-Gaspard Larsonneur (FRA), 2-Rio Waida (IDN), 3-Nat Young (EUA), 4-Michael Rodrigues (BRA)
16: 1-Cam Richards (EUA), 2-Luke Gordon (EUA), 3-Jessé Mendes (BRA), 4-Connor O´Leary (AUS)
17: 1-Caio Ibelli (BRA), 2-Cole Houshmand (EUA), 3-Miguel Tudela (PER), 4-Samuel Pupo (BRA)
18: 1-Liam O´Brien (AUS), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Keanu Asing (HAV), 4-Beyrick De Vries (HOL)

Ficaram para abrir a terça-feira:

19: Alonso Correa (PER), Weslley Dantas (BRA), Jordan Lawler (AUS), Billy Kemper (HAV)
20: Matthew McGillivray (AFR), Ian Gentil (HAV), Willian Cardoso (BRA), Dylan Lightfoot (AFR)
21: Wade Carmichael (AUS), Charly Quivront (FRA), Kade Matson (EUA), Edgard Groggia (BRA)
22: Michael Dunphy (EUA), Maxime Huscenot (FRA), Evan Geiselman (EUA), Lucas Vicente (BRA)
23: Reef Heazlewood (AUS), João Chianca (BRA), Mason Ho (HAV), Crosby Colapinto (EUA)

BATERIAS DOS SUL-AMERICANOS NA SEGUNDA FASE:

03.o=25.o lugar (US$ 1.500 e 750 pts) e 04.o=37.o lugar ($ 1.000 e 650 pts)

05: Alex Ribeiro (BRA), Thiago Camarão (BRA), Alejo Muniz (BRA), Nolan Rapoza (EUA)
07: Griffin Colapinto (EUA), Lucca Mesinas (PER), Luke Gordon (EUA), Rio Waida (IDN)
09: Caio Ibelli (BRA), Liam O´Brien (HAV) e 2.os colocados da 19.a e 20.a baterias
10: Lucas Silveira (BRA), Cole Houshmand (EUA) e 1.os colocados da 19.a e 20.a baterias

BATERIAS DAS SUL-AMERICANAS NA PRIMEIRA FASE:

03.a=33.o lugar (US$ 1.000 e 700 pts) e 04.a=49.o lugar ($ 775 e 600 pts)

01: Caroline Marks (EUA), Tia Blanco (PRI), Daniella Rosas (PER), Natasha Van Greunen (AFR)
03: Kirra Pinkerton (EUA), Maud Le Car (FRA), Tessa Thysen (FRA), Dominic Barona (EQU)
10: Mahina Maeda (JPN), Keala Tomoda-Bannert (HAV), Ariane Ochoa (ESP), Sol Aguirre (PER)
14: Sophie McCulloch (AUS), Philippa Anderson (AUS), Summer Macedo (BRA), Bettylou Sakura Johnson (HAV)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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