US Open of Surfing – 03 Sul-americanos classificados para as oitavas de final.

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03 Sul-americanos conquistaram suas vagas para as oitavas de final na sexta-feira de ondas pequenas de 2-3 pés em Huntington Beach pelo US Open of Surfing apresentado pela Shiseido.

Alex Ribeiro em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Os brasileiros Alex Ribeiro, Lucas Silveira e o peruano Alonso Correa, passaram para as oitavas de final na Califórnia. Alex e Alonso venceram as suas baterias na sexta-feira de ondas de 2-3 pés em Huntington Beach e Lucas se classificou em segundo lugar no último confronto do dia. Os norte-americanos são maioria nas oitavas de final masculinas e também nas quartas de final femininas do primeiro WSL Challenger Series de 2021. As donas da casa vão disputar todos os duelos, contra três havaianas e uma japonesa. A primeira chamada do sábado será as 7h30 nos Estados Unidos, 11h30 no Brasil, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com

Alonso Correa em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Diferente dos quatro primeiros dias, na sexta-feira a participação brasileira no US Open of Surfing não começou com eliminação, mas com vitória de Alex Ribeiro. O paulista da Praia Grande competiu na melhor hora do mar e começou com nota 5,50, em uma onda que abriu a parede para fazer várias manobras, até perto das pilastras do píer de Huntington. O havaiano Ezekiel Lau logo assumiu a ponta com 4,17 e 5,67 em suas duas primeiras ondas, enquanto o japonês Hiroto Ohhara não encontrava nada para surfar.

O brasileiro encostou no líder numa onda que valeu 4,73 e confirmou a vitória com o 7,33 recebido numa esquerda que já iniciou voando em um aéreo reverse perfeito, seguindo até o inside, quando a onda virou para a direita para mandar uma batida de backside e outra mais explosiva na junção. O havaiano surfou mais uma onda boa, mas não tirou a vitória de Alex Ribeiro por 12,83 a 12,10 pontos. O japonês Hiroto Ohhara, campeão do US Open of Surfing em 2015, só somou 7,77 nas duas notas e ficou em 17.o lugar esse ano.

“Está bem difícil o mar lá fora, a onda está bem gorda, então eu precisava fazer algo diferente”, disse Alex Ribeiro. “Eu fiquei procurando essa esquerda que vai em direção ao píer, porque as vezes ela formava uma rampa para voar na parte final. Quando a onda veio, eu já sabia que ia fazer um aéreo e finalizei com uma manobra forte no inside. Aí saiu a nota boa e fiquei mais tranquilo, porque estava um pouco tenso na bateria”.

Alex Ribeiro foi um dos 11 titulares da “seleção brasileira da WSL” esse ano, mas não conseguiu ficar entre os 20 primeiros colocados do ranking, que foram mantidos na elite para 2022. Agora, a chance de se manter no grupo dos melhores surfistas do mundo, é buscar uma das doze vagas do WSL Challenger Series 2021, que está sendo iniciado na Califórnia.

“Eu não tive uma boa atuação esse ano no CT, mas ainda tenho essa oportunidade no Challenger Series, para me manter no Tour no ano que vem e quero agarrar essa chance”, disse Alex Ribeiro. “Só que prefiro ficar sem pressão para voltar para a elite no momento e pensar apenas em me divertir. Eu gosto dessa onda de Huntington. Já tive um bom resultado aqui (3.o lugar em 2019) e vou tentar repetir isso, ou até melhorar, nesse evento”.

INKA TEAM: Após a vitória brasileira, veio uma peruana na sequência. Eram dois integrantes do “Inka Team” enfrentando um americano e Cam Richards impediu a dobradinha peruana. Lucca Mesinas largou na frente com notas 5,33 e 4,27, porém não conseguiu nada melhor do que isso e foi eliminado em 17.o lugar. Alonso Correa iniciou com nota 5,43, depois errou nas duas ondas seguintes, mas aproveitou muito bem a última chance, manobrando forte para ganhar a maior nota da bateria, 6,83. Com ela, o peruano venceu por 12,26 pontos e Cam Richards passou em segundo com 11,07.

“É uma pena quando acontece de a gente competir com um amigo (Lucca Mesinas), mas faz parte do jogo”, disse Alonso Correa. “Claro que seria melhor se nós tivéssemos passado juntos, mas foi uma bateria fraca de ondas e eu tentei aproveitar ao máximo as chances que tive. Por sorte, veio uma onda boa para mim e só fiquei pensando que tinha que surfar bem, que não podia cair e consegui fazer as manobras para vencer. Estou feliz por ter avançado e já estou pronto para a próxima, porque quero um bom resultado aqui”.

BRASIL FECHA O DIA – A sexta-feira terminou com mais dois brasileiros disputando classificação para as oitavas de final. O paulista Edgard Groggia estava invicto em Huntington Beach, mas seus adversários começaram melhor e, dessa vez, ele não conseguiu repetir as boas atuações da primeira e da segunda fases do evento. Edgard terminou em 17.o lugar na Califórnia.

O norte-americano Cole Houshmand venceu com o segundo maior placar do dia, 13,96 pontos com notas 7,13 e 6,83. E em segundo passou Kanoa Igarashi, medalha de prata na final olímpica com Italo Ferreira nos Jogos de Tóquio. O japonês tem um retrospecto incrível em Huntington Beach, sendo bicampeão do US Open of Surfing em 2017 e 2018 e ficando em terceiro lugar nas semifinais em 2015 e 2016.

Na última bateria do dia, as condições do mar já estavam bem deterioradas pela força do vento, mas Kade Matson ainda achou duas ondas boas para totalizar 12,33 pontos. Foi a quarta vitória e a sétima classificação norte-americana para as oitavas de final. A briga pela última vaga foi nivelada por baixo. Lucas Silveira fez o máximo que pode nas ondas que pegou, conseguindo superar o sul-africano Shane Sykes por 9,37 a 8,07 pontos.

MAIORIA AMERICANA: Os sete norte-americanos classificados, ficaram divididos em seis baterias das oitavas de final e os brasileiros vão enfrentar dois deles. Alex Ribeiro vai disputar a quarta vaga para as quartas de final com Nolan Rapoza e Lucas Silveira encara Cole Houshmand na sétima bateria. O peruano Alonso Correa está na quinta com o australiano Liam O´Brien, vice-campeão do último US Open em 2019, vencido pelo brasileiro Yago Dora.

Lucas Silveira em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

O Brasil começou o primeiro WSL Challenger Series de 2021 com maioria entre os 96 inscritos de 19 países, 20 surfistas. Essa superioridade acabou logo na primeira fase, com os norte-americanos conquistando mais classificações, 11 contra 8 brasileiros. Na segunda fase, apenas três surfistas dos Estados Unidos perderam e só três do Brasil passaram. Na terceira fase, disputada na sexta-feira, 7 dos 8 norte-americanos se classificaram para as oitavas de final, contra 2 do Brasil, 2 da Austrália, 2 do Japão, 1 do Peru, 1 do Havaí e 1 da França.

QUARTAS DE FINAL: Na categoria feminina, as norte-americanas também fizeram as honras da casa, com quatro surfistas passando para as quartas de final e só uma sendo eliminada na sexta-feira. Elas vão disputar vagas para as semifinais em todas as baterias, três delas contra surfistas do Havaí. A outra classificada é do Japão, que derrotou a última representante da Espanha.

Caroline Marks em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Na primeira quarta de final, Caroline Marks enfrenta Gabriela Bryan. Na segunda, tem a jovem Sawyer Lindblad contra a experiente Coco Ho. E na última, o duelo é de Courtney Conlogue, campeã do US Open em 2018, com Bettylou Sakura Johnson, que derrotou a única norte-americana na sexta-feira e com a melhor apresentação do dia. Já a japonesa, Sara Wakita, pega outra surfista da nova geração americana na terceira bateria, Caitlin Simmers.

Courtney Conlogue em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

AO VIVO: O US Open of Surfing apresentado pela Shiseido está sendo transmitido ao vivo de Huntington Beach pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada neste sábado foi as 7h30 na Califórnia, 11h30 no Brasil.

PRÓXIMAS BATERIAS DO US OPEN OF SURFING:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.750 e 3.500 pontos:

1.a: Shun Murakami (JPN) x Jake Marshall (EUA)
2.a: Mihimana Braye (FRA) x Callum Robson (AUS)
3.a: Kolohe Andino (EUA) x Ezekiel Lau (HAV)
4.a: Alex Ribeiro (BRA) x Nolan Rapoza (EUA)
5.a: Liam O´Brien (AUS) x Alonso Correa (PER)
6.a: Griffin Colapinto (EUA) x Cam Richards (EUA)
7.a: Lucas Silveira (BRA) x Cole Houshmand (EUA)
8.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Kade Matson (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 3.500 e 5.000 pontos:

1.a: Caroline Marks (EUA) x Gabriela Bryan (HAV)
2.a: Coco Ho (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA)
3.a: Sara Wakita (JPN) x Caitlin Simmers (EUA)
4.a: Courtney Conlogue (EUA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA EM HUNTINGTON BEACH:

TERCEIRA FASE – 3.o=17.o lugar com US$ 2.000 e 2.000 pontos:

1.a: 1-Shun Murakami (JPN)=12.86, 2-Callum Robson (AUS)=11.33, 3-Imaikalani Devault (HAV)=10.83
2.a: 1-Mihimana Braye (FRA)=10.84, 2-Jake Marshall (EUA)=6.87, 3-Vasco Ribeiro (PRT)=5.47
3.a: 1-Kolohe Andino (EUA)=14.50, 2-Nolan Rapoza (EUA)=13.60, 3-Patrick Gudauskas (EUA)=12.90
4.a: 1-Alex Ribeiro (BRA)=12.83, 2-Ezekiel Lau (HAV)=12.10, 3-Hiroto Ohhara (JPN)=7.77
5.a: 1-Alonso Correa (PER)=12.26, 2-Cam Richards (EUA)=11.07, 3-Lucca Mesinas (PER)=9.60
6.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=13.33, 2-Liam O´Brien (AUS)=11.17, 3-Billy Stairmand (NZL)=10.86
7.a: 1-Cole Houshmand (EUA)=13.96, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=12.60, 3-Edgard Groggia (BRA)=9.26
8.a: 1-Kade Matson (EUA)=12.33, 2-Lucas Silveira (BRA)=9.37, 3-Shane Sykes (AFR)=8.07

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.750 e 3.500 pontos:

1.a: Caroline Marks (EUA) 9,77 x 5,73 Dimity Stoyle (AUS)
2.a: Gabriela Bryan (HAV) 10,76 x 9,64 Vahine Fierro (FRA)
3.a: Sawyer Lindblad (EUA) 11,67 x 10,93 Macy Callaghan (AUS)
4.a: Coco Ho (HAV) 10,67 x 7,27 Sarah Baum (AFR)
5.a: Sara Wakita (JPN) 12,17 x 11,34 Ariane Ochoa (ESP)
6.a: Caitlin Simmers (EUA) 12,83 x 8,76 Yolanda Hopkins (PRT)
7.a: Courtney Conlogue (EUA) 13,00 x 11,57 Philippa Anderson (AUS)
8.a: Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14,50 x 8,17 Alyssa Spencer (EUA)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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