US Open of Surfing – 01 Brazuca nas quartas de final do domingo decisivo em Huntington Beach.

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O Brazuca Lucas Silveira conquistou sua vaga para as quartas de final no domingo decisivo do US Open of Surfing apresentado pela Shiseido na Califórnia. A Primeira chamada do domingo será as 7h30 nos EUA, 11h30 no Brasil.

Lucas Silveira em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Neste sábado nas pequenas ondas de 2-4 pés em Huntington Beach, o carioca salvou a pátria, com uma classificação emocionante para as quartas de final na Califórnia. Ele conseguiu a única vitória brasileira, com a nota 7,33 da onda que surfou no último minuto da bateria. No feminino após as disputas das quartas de final as semis terão dois confrontos um entre americanas e o outro entre havaianas.

Coco Ho em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

O norte-americano Cole Houshmand liderou desde o início e ainda pegou uma onda que igualou o placar em 13,40 pontos. Mas, o brasileiro levou a melhor no desempate da maior nota. Foi a primeira derrota dos donos da casa, que são maioria no domingo decisivo do primeiro WSL Challenger Series de 2021.

“Eu precisava fazer uma manobra grande lá fora, mas tentei manter a calma e sabia que eu tinha que pegar uma onda mais cavada e limpa pra conseguir uma nota mais alta”, disse Lucas Silveira. “O Cole (Houshmand) começou superbem e a turma dele estava dando parabéns a ele e tudo. Mas, essas baterias acirradas são sempre difíceis. Na real, essa foi a primeira bateria que eu ganhei no evento, pois só tava passando no limite, em segundo. Acho que fui um dos últimos a ganhar vaga para o Challenger e já estou nas quartas de final aqui no US Open, então mostra que sou um bom surfista em ondas pequenas também né (risos)”.

Lucas foi campeão mundial Pro Junior da World Surf League em 2015 e era a última esperança da América do Sul chegar no domingo final do US Open of Surfing. O paulista Alex Ribeiro já havia sido eliminado pelo americano Nolan Rapoza e o peruano Alonso Correa perdido para o australiano Liam O´Brien. As ondas melhoraram no sábado, subindo para 3-4 pés, mas o problema eram os longos intervalos entre as séries, fazendo com que poucas ondas entrassem nas baterias. Com isso, a escolha das melhores ganhou peso decisivo.

Nolan Rapoza em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Diferente da maioria das baterias, a do Lucas Silveira já começou com ondas e ele pegou a primeira, que rendeu duas batidas de backside no outside, finalizando com mais uma no inside. Cole Houshmand surfa mais forte a onda seguinte e larga na frente com nota 6,00, contra 5,00 do brasileiro. Logo os dois voltam a surfar ondas seguidas e a do americano foi melhor novamente. Valeu 6,50 e a do Lucas foi 5,30. Aí vem a primeira calmaria da bateria, com o brasileiro precisando de 7,20 para reverter o resultado.

Só há 10 minutos do fim, Lucas consegue uma onda melhor para botar mais força nas manobras e ganhar 6,07, diminuindo a diferença para 6,44 pontos. Depois, no último minuto, ele teve a chance de conseguir isso e arriscou tudo num pancadão muito forte de backside, ficando de cabeça pra baixo, faz a conexão e destrói a junção no inside. Mas, Cole ainda surfa mais uma onda, jogando água pra cima num layback e segue manobrando até a areia, para receber a vibração da torcida que encheu a praia no sábado.

NO DESEMPATE: Os dois saem do mar na expectativa pelas notas. Lucas consegue a virada com nota 7,33. O americano fica precisando de 6,91 e acreditava na vitória. Começam a sair as notas dos juízes e três dão a virada, com dois 7,00 e um 7,10, mas dois dão 6,70. Com o descarte da maior e da menor, a média fica em 6,90. Com isso, o placar ficou igualado em 13,40 pontos e Lucas Silveira se classifica no desempate da maior nota (7,33). Curiosamente, dois dias atrás, Caio Ibelli foi eliminado da mesma maneira e com a mesma pontuação, precisando de 6,91 e a média ficando em 6,90.

Antes da vitória de Lucas Silveira, os norte-americanos tinham vencido todas as baterias das oitavas de final que tinham disputado. Jake Marshall barrou o japonês Shun Murakami na primeira, Kolohe Andino passou pelo havaiano Ezekiel Lau e Nolan Rapoza derrotou Alex Ribeiro. Aí teve um duelo 100% caseiro e Griffin Colapinto fez o maior placar do dia contra Cam Richards, vencendo por 15,16 a 13,20 pontos, com notas 7,83 e 7,33.

Kolohe Andino em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

QUARTAS DE FINAL: Depois de Lucas Silveira quebrar a invencibilidade contra Cole Houshmand, o japonês Kanoa Igarashi fechou o dia derrotando mais um, Kade Matson, por 13,60 a 12,74 pontos. Os dois vão disputar a última vaga para as semifinais no domingo e será uma parada duríssima para o brasileiro. O japonês tem um retrospecto impressionante em Huntington Beach. Em cinco participações no US Open of Surfing, ele foi bicampeão em 2017 e 2018, depois de ficar em terceiro lugar parando nas semifinais em 2015 e 2016.

Kanoa Igarashi em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

“Eu amo surfar aqui em Huntington, adoro quando está assim, com ondas bem divertidas. E eu amo competir, especialmente aqui e na Europa, que é a minha segunda casa”, disse Kanoa Igarashi, que foi perguntado em se tornar o primeiro tricampeão da história do US Open. “Isso seria incrível, mas estou procurando só me divertir. Minha cabeça está boa, estou com minha família, amigos e poder surfar na frente deles é muito especial. Mas, eu adoro vencer e se puder ganhar aqui novamente, será incrível comemorar com eles pra curtir as férias depois”.

Apesar das três baixas nas últimas baterias do sábado, os norte-americanos são maioria entre os classificados para as quartas de final, que vão abrir o domingo decisivo do primeiro WSL Challenger Series do ano. São quatro surfistas dos Estados Unidos, dois da Austrália, um do Brasil e um do Japão, o medalha de prata na final olímpica com Italo Ferreira, nos Jogos de Tóquio. Na primeira bateria do domingo, Jake Marshall enfrenta o australiano Callum Robson. A segunda será 100% americana, entre Kolohe Andino e Nolan Rapoza. Depois, tem Griffin Colapinto com o australiano Liam O´Brien e Lucas Silveira contra Kanoa Igarashi.

Liam O´Brien em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

DERROTAS SUL-AMERICANAS: Nolan Rapoza derrotou Alex Ribeiro por uma pequena diferença de 11,53 a 11,00 pontos. O californiano começou melhor e o brasileiro passou a procurar rampas para voar nas esquerdas. Ele achou uma e acertou o aéreo, assumindo a ponta com nota 6,17. Mas, Nolan já tinha um 6,00 e pegou outra boa onda para confirmar a vitória com nota 5,53.

A bateria seguinte, do peruano Alonso Correa com o australiano Liam O´Brien, começou com uma longa calmaria. A primeira onda só foi surfada aos 8 minutos, por Liam, que recebeu 3,33. Alonso só pega a primeira dele na metade dos 30 minutos da bateria, que valeu 3,17. O australiano entra na segunda onda dessa série e faz um aéreo full-rotation de frontside e mais uma batida no inside. Os juízes dão nota 7,17 e Liam O´Brien passa a marcar Alonso Correa, até festejar a classificação por 12,17 a 5,10 pontos.

Com as derrotas nas oitavas de final, Alex Ribeiro e Alonso Correa terminaram em nono lugar no US Open of Surfing, recebendo 2.750 dólares de prêmio e marcando 3.500 pontos no primeiro ranking do WSL Challenger Series 2021. Com a passagem para as quartas de final, Lucas Silveira já garantiu 3.500 dólares e 5.000 pontos e entrou na lista provisória dos doze surfistas que se classificam para completar a elite do World Surf League Championship Tour em 2022. Além dele, Alonso Correa é o outro único sul-americano neste grupo.

ESTADOS UNIDOS X HAVAÍ: Na categoria feminina, uma decisão Estados Unidos x Havaí foi confirmada nas quartas de final que abriram o sábado em Huntington Beach. As norte-americanas disputaram todas as baterias e perderam as duas primeiras para as havaianas. A jovem Gabriela Bryan derrotou a top do CT, Caroline Marks, na primeira e a experiente Coco Ho superou a jovem californiana Sawyer Lindblad na segunda.

Gabriela Bryan em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

Com isso, Coco Ho e Gabriela Bryan vão disputar a primeira semifinal do US Open of Surfing apresentado pela Shiseido. Já a segunda ficou 100% norte-americana, com Caitlin Simmers passando pela japonesa Sara Wakita e Courtney Conlogue eliminando a sensação havaiana, Bettylou Sakura Johnson, com os recordes do dia, nota 7,40 e 14,50 pontos.

Courtney Conlogue em ação. Foto: Kenny Morris – WSL

“Inicialmente, estava querendo remar apenas nas maiores ondas das séries, mas ela começou com duas notas bem rápido. Então, tive que mudar a estratégia e pegar mais ondas, conseguindo boas notas também”, disse Courtney Conlogue, que venceu o US Open of Surfing em 2018 e já está garantida no CT 2022. “Foi uma boa bateria. A Bettylou está surfando muito bem e eu sabia que ia ser um belo confronto. Estou feliz que o swell (ondulação) aumentou hoje (sábado) e legal que tem bastante gente na praia. Minha família e amigos estão aqui dando um apoio e está rolando uma torcida boa na areia. Vamos ver amanhã, como vai ser”.

AO VIVO: O US Open of Surfing apresentado pela Shiseido está sendo transmitido ao vivo de Huntington Beach pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada para o domingo decisivo será as 7h30 nos Estados Unidos, 11h30 no Brasil.

DOMINGO DECISIVO DO US OPEN OF SURFING:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 3.500 e 5.000 pontos:

1.a: Jake Marshall (EUA) x Callum Robson (AUS)
2.a: Kolohe Andino (EUA) x Nolan Rapoza (EUA)
3.a: Griffin Colapinto (EUA) x Liam O´Brien (AUS)
4.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Lucas Silveira (BRA)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 5.000 e 6.500 pontos:

1.a: Coco Ho (HAV) x Gabriela Bryan (HAV)
2.a: Courtney Conlogue (EUA) x Caitlin Simmers (EUA)

RESULTADOS DO SÁBADO EM HUNTINGTON BEACH:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.750 e 3.500 pontos:

1.a: Jake Marshall (EUA) 11,67 x 10,90 Shun Murakami (JPN)
2.a: Callum Robson (AUS) 15,00 x 13,73 Mihimana Braye (FRA)
3.a: Kolohe Andino (EUA) 13,94 x 12,93 Ezekiel Lau (HAV)
4.a: Nolan Rapoza (EUA) 11,53 x 11,00 Alex Ribeiro (BRA)
5.a: Liam O´Brien (AUS) 12,17 x 5,10 Alonso Correa (PER)
6.a: Griffin Colapinto (EUA) 15,16 x 13,20 Cam Richards (EUA)
7.a: Lucas Silveira (BRA) 13,40 x 13,40 Cole Houshmand (EUA)
8.a: Kanoa Igarashi (JPN) 13,60 x 12,74 Kade Matson (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 3.500 e 5.000 pontos:

1.a: Gabriela Bryan (HAV) 14,26 x 10,93 Caroline Marks (EUA)
2.a: Coco Ho (HAV) 8,94 x 8,50 Sawyer Lindblad (EUA)
3.a: Caitlin Simmers (EUA) 11,43 x 6,57 Sara Wakita (JPN)
4.a: Courtney Conlogue (EUA) 14,50 x 12,07 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

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Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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