Tweed Coast Pro 2020 – Australianos voltam a competir – Vejam o Vídeo

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O surfe profissional voltou na Austrália com o inicio do Tweed Coast Pro 2020 em Cabarita Headland. Os melhores surfistas da austrálianos tiveram o prazer de competir em ondas de três a quatro pés. no primeiro dia do evento, que faz parte da série Australian Grand Slam of Surfing 2020.

Line Up de Cabarita Headland em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

Foi um dia intenso para as principais estrelas do surf australiano, tanto no masculino como no feminino, já que os qualificados da equipe olímpica australiana Owen Wright e Stephanie Gilmore foram os grandes destaques com as maiores médias nas eliminatórias deste sábado em suas respectivas divisões. O ataque do backside afiado de Wright estava em pleno vôo com o atual número nove mundial progredindo para as quartas de final com um total de duas ondas de 15,17 (de um total de 20 possíveis).

Owen Wright em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

“Competir com os caras no out-side foi muito bom, as condições estavam divertidas em um lindo dia de sol, ficamos todos maravilhados. Tenho gostado muito do tempo em casa e fora das competições, mas assim que cheguei aqui e voltei aos meus treinos, senti todos os instintos competitivos voltando como se eu estivesse de volta. É muito bom voltar a competir.”

Crescendo em Kingscliff, perto de Cabarita, Steph Gilmore aproveitou a oportunidade para competir pela primeira vez em 2020 em um de seus redutos de infância. A última vez que Gilmore competiu, ela conquistou a vitória no Lululemon Maui Pro em Honolua Bay em dezembro passado e hoje ela começou de onde parou com uma vitória sólida em sua bateria do Round 1. A sete vezes campeã mundial da WSL alcançou uma bateria de 15,93 eliminando as wildcards Zahli Kelly e India Robinson.

Stephanie Gilmore em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

Tyler Wright, duas vezes campeã da World Surf League, aproveitou seu retorno às competições como uma oportunidade para fazer uma declaração e se ajoelhar em solidariedade ao Black Lives Matter durante sua bateria de hoje no Tweed Coast Pro. Wright se ajoelhou por 439 segundos – um segundo para cada pessoa das Primeiras Nações na Austrália que perdeu suas vidas sob custódia policial desde 1991.

Tyler Wright em manifesto. Foto: Matt Dunbar – WSL

Em uma postagem em sua conta do Instagram, Wright disse: “Antes de ser atleta, sou um ser humano. Então, hoje, antes da minha bateria no Tweed Coast Pro, estarei me ajoelhando em solidariedade ao Black Lives Matter. Estes são tempos de divisão e estou longe de ser perfeita, mas acredito profundamente na busca por justiça racial e igualdade para todos. Eu entendo que meu privilégio branco e ter esta plataforma dentro da comunidade do surf significa que eu tenho a escolha de dizer algo e fazer algo … e que muitos não têm essa oportunidade. Preciso dizer mais e fazer mais e estou comprometida em desafiar e mudar os sistemas que continuam a discriminar e oprimir pessoas de diferentes origens ”.

A WSL apóia totalmente Wright e todos ao redor do mundo que estão fazendo ouvir suas vozes contra o racismo e a injustiça. O surf é para todos e a WSL é solidária para trabalhar proativamente contra o racismo e lutar pela igualdade verdadeira. Wright então remou para sua bateria e teve uma performance épica para vencer a bateria e avançar para as quartas de final.

Depois de sair da elite do Tour em seu ano de estreia, 2020 deveria ser o grande retorno de Ethan Ewing à grande liga. Isso foi até o COVID atacar. Após meses de preparação em casa, Ewing chegou ao Cabarita determinado a começar forte e começar forte foi exatamente o que ele fez, conseguindo a maior pontuação em única onda no evento até o momento. Ewing foi premiado com uma excelente onda alcançando um somatório de 9.17 por uma série de manobras em uma bela parede que se formou a sua frente em Cabarita, enquanto o Queenslander de 22 anos se auto destinava como o homem a ser batido no Tweed Coast Pro 2020.

Ethan Ewing em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

“Tenho me divertido em casa durante esse tempo de inatividade, mas agora estou ansioso para voltar a competir”, disse Ewing. “Estou muito feliz por voltar a competir, especialmente contra os melhores surfistas australianos. Esses são todos os melhores surfistas do país, o que é um teste incrível, então é bom reservar uma vaga nas quartas de final. Eu realmente sinto que estou pronto para isso.”

Ao se classificar para o CT no final de 2019, a ex-Campeã Mundial Júnior Isabella Nichols estava se preparando para uma temporada de estreia massiva em 2020. Após 6 meses de espera pelo primeiro evento do Grand Slam australiano, Nichols estava nervosa para se colocar contra as surfistas da elite e hoje ela aproveitou a oportunidade para deixar sua marca, reservando uma vaga nas quartas de final, onde enfrentará a colega Macy Callaghan.

Isabella Nichols em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

“Fiquei muito nervosa nos últimos 2 meses esperando esses eventos acontecerem”, disse Nichols. “Eu surfei em alguns eventos QS antes de tudo ser cancelado e realmente não fiz nenhuma bateria neste tempo de afastamento, então tive muito tempo para pensar nisso e tentar entrar na mentalidade certa para competir com todos as grandes surfistas. Estou feliz que finalmente estamos aqui e fazendo as coisas andarem. Foi muito bom postar algumas pontuações sólidas aqui hoje. Minha primeira bateria foi apenas para encontrar meus pés e um ritmo que me permitiu abrir um pouco naquela última bateria, o que foi muito bom.”

Outro novato em 2020 CT que impressionou no primeiro dia em Cabarita foi Jack Robinson, que foi impetuoso nas ondas de Cabarita. Conhecido como um dos surfistas mais talentosos em ondas importantes, Robinson não fez segredo de que tem trabalhado duro em seu surfe de ondas menores e isso pagou dividendos hoje, pois ele disparou sua bateria inicial com uma combinação impressionante.

Jack Robinson em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

Outros vencedores de baterias notáveis ​​foram Mikey Wright, Sally Fitzgibbons, Julian Wilson e Nikki Van Dijk junto com o local de Cabarita e wildcard, Zahli Kelly, que progrediu assim sobre a colega de wildcard Philippa Anderson. Kelly, de 16 anos, enfrentará Stephanie Gilmore, sete vezes campeã mundial da WSL, na segunda bateria das quartas de final, quando a competição reiniciar amanhã. A wildcard do evento Molly Picklum, vai batalhar contra Nikki Van Dijk depois de ter superado Keely Andrew na última bateria do dia em Cabarita.

Sally Fitzgibbons em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

O único surfista internacional competindo no Grand Slam de Surfe da Austrália deste ano é o sul-africano Matthew McGillivray. McGillivray decidiu ficar na Austrália em março, quando a pandemia se tornou um problema para surfistas profissionais e, como surfista qualificado no WSL Championship Tour, ele foi bem-vindo a esses eventos. Ele teve um ótimo começo para o evento de hoje, ganhando uma bateria no primeiro round e avançando para as quartas de final de amanhã.

Matthew McGillivray em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

No início do dia, a WSL realizou duas baterias com os locais no masculino e no feminino, que viram os surfistas dos clubes locais: Tweed Coast do Cabarita Boardriders, Black Rocks Boardriders, Kingscliff Boardriders e Juraki Surf Culture indígena do Surf Group disputarem uma vaga no evento principal. No final, foram Micah Margieson e India Robinson que passaram para o evento principal mas que infelizmente, foram eliminados nas eliminatórias. Amanhã, quatro surfistas juniores promissores de Juraki, irão surfar em uma sessão local, ambas as quais serão transmitidas ao vivo para o público global da WSL.

O Grand Slam do Surfe australiano, faz parte da WSL Countdown, com os 24 dos melhores surfistas da Austrália (12 homens e 12 mulheres) competindo em suas respectivas divisões. 11 competidores do CT masculinos e 8 competidores do CT feminino estarão de prontidão para cada parada, alguns procurando competir pela primeira vez em 2020. As vagas restantes em cada local serão alocadas para os surfistas australianos não qualificados com melhor classificação em 2019 ou wildcard selecionados .

O evento do estilo ‘missão de ataque’ apenas transmitido, não projetado para espectadores devido ao COVID, verá os competidores com apenas quatro dias de antecedência dentro da janela de competição, para viajar para cada local para competir durante dois dias. As condições do surf irão determinar qual local será surfado e quando garantir que os surfistas competem nas melhores condições possíveis.

Somando-se às apostas altas, os campeões da série geral masculina e feminina ganharão cada um $ 20.000 dólares australianos para doar a uma instituição de caridade de sua escolha. Não se esqueça de assistir amanhã enquanto coroamos os vencedores do evento no 2020 Tweed Coast Pro em Cabarita Beach. O Grand Slam do Surfe australiano será executado em todo o país entre 13 e 14 de setembro e será transmitido ao vivo no worldsurfleague.com, Channel 7 (7Plus), Fox Sports Australia (Kayo) e Sky Sport NZ. Para obter mais informações sobre esta e a WSL Countdown Series, visite www.worldsurfleague.com

ASSISTAM AS IMAGENS DO DIA DE ONTEM NO PLAYER ABAIXO:

Tweed Coast Pro Women’s Round 12 Resultados:

HEAT 1: Macy Callaghan (AUS) 12.00 DEF. Isabella Nichols (AUS) 11.84, Philippa Anderson (AUS) 9.60
HEAT 2: Stephanie Gilmore (AUS) 15.93 DEF. Zahli Kelly (AUS) 11.73, India Robinson (AUS) 2.80
HEAT 3: Tyler Wright (AUS) 12.66 DEF. Sally Fitzgibbons (AUS) 12.04, Molly Picklum (AUS) 9.16
HEAT 4: Nikki Van Dijk (AUS) 9.57 DEF. Keely Andrew (AUS) 9.53, Holly Wawn (AUS) 6.70

Tweed Coast Pro Women’s Eliminatórias Resultados:

HEAT 1: Isabella Nichols (AUS) 14.16 DEF. India Robinson (AUS) 12.60
HEAT 2: Zahli Kelly (AUS) 9.10 DEF. Philippa Anderson (AUS) 7.77
HEAT 3: Sally Fitzgibbons (AUS) 12.17 DEF. Holly Wawn (AUS) 5.57
HEAT 4: Molly Picklum (AUS) 11.93 DEF. Keely Andrew (AUS) 10.27

Tweed Coast Pro Women’s Quartas de finais:

HEAT 1: Macy Callaghan (AUS) vs. Isabella Nichols (AUS)
HEAT 2: Stephanie Gilmore (AUS) vs. Zahli Kelly (AUS)
HEAT 3: Tyler Wright (AUS) vs. Sally Fitzgibbons (AUS)
HEAT 4: Nikki Van Dijk (AUS) vs. Molly Picklum (AUS)

Tweed Coast Pro Men’s Round 12 Resultados:

HEAT 1: Connor O’Leary (AUS) 11.23 DEF. Adrian Buchan (AUS) 10.80, Wade Carmichael (AUS) 9.07
HEAT 2: Owen Wright (AUS) 15.17 DEF. Ethan Ewing (AUS) 12.30, Micah Margieson (AUS) 2.17
HEAT 3: Jack Robinson (AUS) 13.43 DEF. Julian Wilson (AUS) 9.34, Mikey Wright (AUS) 8.23
HEAT 4: Matthew McGillivray (ZAF) 9.13 DEF. Morgan Cibilic (AUS) 8.93, Ryan Callinan (AUS) 8.77

Tweed Coast Pro Men’s Eliminatórias Resultados:

HEAT 1: Adrian Buchan (AUS) 14.40 DEF. Micah Margieson (AUS) 11.67
HEAT 2: Ethan Ewing (AUS) 16.50 DEF. Wade Carmichael (AUS) 13.77
HEAT 3: Julian Wilson (AUS) 14.07 DEF. Ryan Callinan (AUS) 11.53
HEAT 4: Mikey Wright (AUS) 12.10 DEF. Morgan Cibilic (AUS) 11.83

Tweed Coast Pro Quartas de finais:

HEAT 1: Connor O’Leary (AUS) vs. Adrian Buchan (AUS)
HEAT 2: Owen Wright (AUS) vs. Ethan Ewing (AUS)
HEAT 3: Jack Robinson (AUS) vs. Julian Wilson (AUS)
HEAT 4: Matthew McGillivray (ZAF) vs. Mikey Wright (AUS)

O Grand Slam do Surfe australiano não poderia acontecer sem o valioso apoio de nossos parceiros, incluindo o Governo de NSW, Boost Mobile, Jeep, Bonsoy, Harvey Norman, Wingman Beer, Red Bull, Seven Network, Fox Sports Australia e Sky Sport NZ.

SOBRE A WSL – A World Surf League (WSL), criada em 1976, é a principal plataforma do surf e dos surfistas no mundo inteiro. A WSL está dedicada a mudar o mundo através do poder inspirador do surf, criando eventos, experiências e narrativas autênticas para inspirar a comunidade global a viver um lifestyle com dedicação, originalidade e entusiasmo. A World Surf League é uma organização global e sua sede principal é em Santa Monica, Estados Unidos, com escritórios regionais para a América do Norte, América Latina, Europa, África, Ásia, Australasia e Hawaii. A WSL tem uma profunda apreciação pela rica herança do surf, promovendo progressão, inovação e performance nos níveis mais altos do esporte. A WSL é composta por Circuitos e Eventos, celebrando os melhores surfistas do mundo em todas as modalidades, realizando anualmente mais de 180 campeonatos globais para coroar os campeões mundiais em todas as divisões; pela WSL WaveCO, onde a inovação encontra experiências inéditas; e pela WSL Studios, que oferece as melhores narrativas através das competições, lifestyle e conservação.

Mais informações sobre eventos regionais – incluindo o CS, QS, Big Wave, Longboard, Pro Junior – serão disponibilizadas nas páginas de eventos regionais no WorldSurfLeague.com.

Para mais informações, visite o worldsurfleague.com/2021

Reportagem:  Tom Bennett – WSL

Edição: Edson “Adrena” Andrade

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