mag72

Sydney Surf Pro 2020 – 02 Brazucas nas Oitavas de final no CS 10.000 de Manly Beach.

Publicado por AdrenaNews 102 views0

O potiguar Jadson André e o paulista Thiago Camarão foram os únicos sul-americanos que passaram para as oitavas de final do primeiro Challenger Series de 10.000 pontos do ano na Austrália.

Jadson André em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

Ambos se classificaram em segundo lugar nas baterias vencidas por australianos, que conquistaram a maioria das vagas (sete) disputadas na quinta-feira, em mais um dia de ondas pequenas de meio metro de altura em Manly Beach. Jadson vai enfrentar o japonês Shun Murakami na quarta bateria e Tiago Camarão disputará a penúltima vaga para as quartas de final do Sydney Surf Pro com o australiano Matt Banting.

Jadson André foi vice-campeão desta etapa no ano passado e quer tentar a vitória que escapou no ano passado, para o australiano já eliminado, Jordan Lawler. O potiguar competiu numa bateria de poucas ondas e ele foi o único a pegar três que abriram a parede para fazer duas a três manobras. Começou com nota 5,00, na seguinte ganhou 6,17 e a terceira valeu 6,70, para totalizar 12,87 pontos. O australiano Ethan Ewing só pegou duas e foi preciso na escolha, para vencer por 14,17 com notas 7,50 e 6,67. Já o havaiano Joshua Moniz não acertou os aéreos que tentou e ficou em último, com apenas 3,36 pontos nas duas notas.

O adversário de Jadson André nas oitavas de final é o japonês Shun Murakami, que venceu o confronto seguinte por 12,57 pontos. O havaiano Imaikalani Devault passou em segundo com 11,44, ambos eliminando o cearense Michael Rodrigues, que só conseguiu 10,60 pontos. Shun Murakami começou a temporada sendo campeão da primeira etapa, o QS 5000 da China. Ele liderou o ranking até a oitava etapa, o QS 5000 Oi Hang Loose Pro Contest em Fernando de Noronha, quando Wiggolly Dantas assumiu a ponta com o terceiro lugar no Brasil.

Michael Rodrigues em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

Mas, Wiggolly não passou da sua estreia nas duas etapas da Austrália e já perdeu a primeira posição para o norte-americano Nat Young. Na quinta-feira, mais dois surfistas ultrapassaram o brasileiro e o peruano Alonso Correa, que estava em segundo lugar. Shun Murakami já assumiu a vice-liderança e o australiano Matt Banting, adversário de Thiago Camarão nas oitavas de final, pulou do nono para o terceiro lugar com a classificação.

Matt Banting e Thiago Camarão avançaram nas baterias mais disputadas da quinta-feira, que definiram as últimas vagas para as oitavas de final. O peruano Lucca Mesinas, que está no grupo dos dez indicados para o CT pelo ranking do WSL Qualifying Series, estava passando a bateria contra dois australianos até o último minuto. Até Reef Heazlewood conseguir 6,90 na última onda, para superá-lo por 12,83 a 12,37 pontos. Matt Banting venceu por 12,96 e Lucca Mesinas terminou em 17.o lugar. No momento, o peruano é o sétimo do ranking.

O potiguar Jadson André chegou em Sydney em 24.o e já aparece logo abaixo dele, dividindo a nona posição com mais dois classificados para as oitavas de final, os australianos Liam O´Brien e o próprio Reef Heazlewood. Eles estão fechando o G-10 do QS e o pernambucano Ian Gouveia, que estava em sétimo lugar, agora é o 12.o e deve cair mais, pois Thiago Camarão já saltou do 43.o para o 14.o lugar, com a passagem para as oitavas de final.

Camarão achou algumas direitas que proporcionaram duas a três manobras fortes de frontside para consolidar sua classificação, se revezando na liderança com Ryan Callinan. O ataque do australiano era de backside nas direitas. Camarão conseguiu 6,50 e 5,23 para ficar na frente, mas o australiano retomou a ponta quando tirou 5,83 para somar com o 6,20 da primeira. Os dois ficaram pegando as melhores ondas e Deivid Silva não conseguiu acompanhar o ritmo.

Thiago Camarão surfou outra direita que rendeu uma batida e um aéreo rodando que valeram 7,77. Mas, Ryan respondeu atacando forte uma boa onda para receber 8,33 e se manter na ponta. DVD enfim consegue mostrar a força do seu backside em duas direitas nos minutos finais. A primeira valeu 7,03 e precisava de 7,25 na última, mas a nota saiu 6,73 e Deivid ficou em último com 13,76 pontos, contra 14,27 do Camarão e 14,53 do Callinan.

“Tenho consciência de que fiz uma boa bateria, mas os últimos minutos foram bem estressantes”, disse Thiago Camarão. “O Deivid é um surfista incrível e eu sabia que ele poderia conseguir a pontuação que precisava a qualquer momento, em qualquer onda. Então, foi definitivamente estressante esperar para ouvir as notas dele no final da bateria. Eu já disputei muitas baterias com ele e algumas com o Ryan (Callinan) antes, então sabia que ia ser muito difícil. Mas, já tinha derrotado eles, então sabia também que poderia fazer isso de novo e estou muito feliz por ter conseguido”.

DERROTAS SUL-AMERICANAS – Deivid Silva foi o quarto sul-americano a ser eliminado em 17.o lugar no Sydney Surf Pro Challenger Series. Os outros que receberam 2.500 dólares de prêmio e marcaram 2.000 pontos no ranking, foram o cearense Michael Rodrigues, o peruano Lucca Mesinas e o uruguaio Marco Giorgi, o primeiro a cair no segundo confronto da quinta-feira em Manly Beach.

Depois de se destacar na quarta-feira com o segundo maior placar do dia, o uruguaio não conseguiu pegar as melhores ondas que entraram na bateria e foi batido pelo australiano Liam O´Brien e pelo novo líder do ranking, Nat Young. A melhor onda de Marco Giorgi foi a última que ele surfou e valeu 6,07. O australiano já tinha começado bem com nota 8,00 e na última ganhou 6,37, selando a vitória por 14,37 pontos. O californiano passou em segundo com 13,00 e o uruguaio terminou em terceiro lugar com 11,90 pontos.

Na chave de baixo, que vai apontar a segunda finalista do primeiro Challenger Series do ano, a australiana Molly Picklum entra na terceira bateria com a espanhola Leticia Canales Bilbao. Depois, tem um clássico do CT na disputa pela última vaga para as semifinais, entre a tetracampeã mundial Carissa Moore e a australiana Bronte Macaulay, que vem de vitória no QS 5000 de Newcastle, encerrado no domingo passado.

QUARTA-FEIRA – Dos onze brazucas que competiram na quarta-feira, apenas quatro avançaram, para quarto round em Manly Beach, nas séries demoradas de meio metro com formações irregulares nas baterias que definiram os 24 surfistas que vão disputar classificação para as oitavas de final do Sydney Surf Pro Challenger Series na Austrália.

Seis sul-americanos conseguiram passar pelo mar difícil em Manly Beach, Jadson André, Deivid Silva, Michael Rodrigues e Thiago Camarão, foram os brazucas classificados. O uruguaio Marco Giorgi foi um dos destaques do dia, no confronto que eliminou o campeão mundial Adriano de Souza e Willian Cardoso.

O peruano Lucca Mesinas saiu da última para a sexta posição na lista dos dez que sobem para o CT, pelo ranking do WSL Qualifying Series. E dos onze brasileiros que competiram, apenas quatro avançaram, Jadson André, Deivid Silva, Michael Rodrigues e Thiago Camarão.

A quarta-feira começou com as baterias restantes da terceira fase feminina, que formaram as oitavas de final do Sydney Surf Pro Challenger Series. As condições estavam bem melhores no início da manhã e a tetracampeã mundial Carissa Moore mostrou isso, pegando boas ondas para fazer os recordes absolutos dessa semana em Manly Beach, 17,40 pontos com notas 9,23 e 8,17. As duas únicas participantes da América do Sul, a brasileira Silvana Lima e a peruana Daniella Rosas, não passaram da segunda fase em Sydney.

Depois das quatro baterias das meninas, rolou a primeira da terceira fase masculina, mas as condições estavam tão críticas, que a comissão técnica decidiu aguardar a mudança da maré. A bateria do Adriano de Souza e Willian Cardoso, com Marco Giorgi e o português Vasco Ribeiro, só começou as 12h30 da quarta-feira na Austrália, 22h30 da terça-feira no Brasil.

Vasco logo achou uma direita que abriu uma longa parede, para fazer uma série de seis manobras de frontside até a beira. O português começou forte, com nota 8,17. Marco Giorgi também pegou uma direita boa no início, que rendeu seis batidas e rasgadas para ganhar 8,30 e os dois dominaram a bateria toda. O máximo que Mineirinho conseguiu foi 6,50 e Willian 5,60 na melhor onda deles. Marco Giorgi venceu por 15,17 pontos e Vasco Ribeiro passou em segundo com 12,34, contra 10,77 do campeão mundial e 9,77 do catarinense.

“Eu não tinha qualquer plano de jogo na bateria, pois não havia um pico definido para surfar e as condições mudavam constantemente com a troca da maré”, disse Marco Giorgi. “Estou feliz por conseguir ganhar do Adriano (de Souza), especialmente em ondas assim, que ele é muito bom. Para mim, não é fácil surfar ondas tão pequenas, ao contrário dos outros caras que estavam na bateria. Foi incrível ganhar deles e espero seguir avançando no campeonato”.

NOVO LÍDER DO QS – Os recordes do uruguaio na quarta-feira, só foram batidos pelo norte-americano Nat Young na bateria que rolou depois da dele. O californiano conseguiu notas 8,33 e 7,23 nas duas últimas que surfou e atingiu 15,56 pontos. Com os 2.000 pontos garantidos no ranking, pela passagem para a quarta fase do Challenger Series de Sydney, Nat Young já saltou do terceiro para o primeiro lugar no WSL Qualifying Series, ultrapassando numa tacada só, o paulista Wiggolly Dantas que estava liderando e o peruano Alonso Correa.

Depois da dupla eliminação, veio uma dobradinha brasileira vencedora na quarta bateria, com o guerreiro potiguar mostrando sua raça habitual de lutar até o fim mais uma vez. Jadson André estava em último quando soou o sinal dos 5 minutos finais, mas buscou a classificação em três ondas seguidas. A reação fulminante começou com a maior nota da bateria, 7,67. Na seguinte, conseguiu 4,40 para já tirar o segundo lugar do neozelandês Ricardo Christie.

O cearense Michael Rodrigues tinha começado bem, com seus aéreos e a força nas manobras arrancando notas 6,50 e 7,33 dos juízes. Jadson aumentou a vantagem com um aéreo e uma batida que valeram 5,53 e ainda pegou outra onda pra manobrar forte e ganhar 6,17. Com essa nota, venceu a bateria por 13,84 a 13,83 do Michael Rodrigues. Ricardo Christie terminou em terceiro com 12,00 pontos e o japonês Hiroto Ohhara em último com 8,93.

CAMPEÃO BARRADO – Jadson foi vice-campeão do Sydney Surf Pro no ano passado e o defensor do título, Jordan Lawler, caiu na quarta-feira. Foi numa bateria muito disputada, que foi vencida por outro australiano, Matt Banting, por 11,17 pontos, com o paulista Thiago Camarão passando em segundo com 11,07. A classificação foi por apenas 3 décimos, graças as notas 5,90 e 5,17 das duas últimas ondas que ele surfou. O norte-americano Jake Marshall acabou em terceiro com 10,77 e Jordan Lawler só conseguiu 10,16 pontos.

“Eu sabia que dava para conseguir os pontos que precisava e ficava dizendo a mim mesmo para não desistir e me concentrar em fazer meu melhor na onda, sem pensar nos pontos”, contou Thiago Camarão. “Eu e o Jordan (Lawler) somos grandes amigos e jantamos juntos outra noite, mas eu precisava me concentrar só em mim mesmo e não nos outros caras da bateria. Na próxima, quero focar mais na seleção das ondas. Eu escolhi algumas ruins hoje (quarta-feira), então vou tentar mudar isso na próxima fase”.

Após essa décima das doze baterias da terceira fase, só teve mais uma classificação brasileira, do top do CT 2020, Deivid Silva. O paulista entrou no confronto seguinte, junto com o carioca Lucas Silveira e os dois tiveram que brigar pela segunda vaga. O australiano Reef Heazlewood acertou um belo aéreo que valeu 7,50 e venceu por 13,00 pontos. A nota 5,83 da melhor onda do DVD, acabou fazendo a diferença para superar Lucas Silveira, por uma pequena vantagem de 10,80 a 10,77 pontos. O americano Patrick Gudauskas foi o último colocado.

PERUANO CLASSIFICADO – Na última bateria do dia, as condições do mar até melhoraram e o australiano Ryan Callinan, vice-campeão no QS 5000 de Newcastle no domingo, achou boas ondas para vencer por 13,90 pontos, com notas 7,17 e 6,73. Outro top do CT 2020 estava na bateria, mas o sul-africano Matthew McGillivray só surfou duas ondas e ficou em último. A batalha pela segunda vaga foi entre o peruano Lucca Mesinas e o paulista Jessé Mendes.

Lucca Mesinas chegou em Sydney em décimo lugar no ranking, fechando a lista dos dez indicados pelo WSL Qualiifying Series, para a elite dos top-34 da World Surf League. Ele precisava avançar para seguir defendendo sua vaga e conseguiu, com as notas 6,73 e 5,87 que ganhou em duas ondas seguidas. Com elas, totalizou 12,60 pontos, contra 11,64 do Jessé, que terminou em 25.o lugar no Sydney Surf Pro, recebendo 1.800 dólares e 750 pontos.

Com a classificação para a quarta fase, Lucca Mesinas já aparece em sexto lugar no G-10 do QS. Na mesma 25.a posição no primeiro Challenger Series do ano, ficaram cinco brasileiros, o campeão mundial Adriano de Souza, o pernambucano Ian Gouveia que defendia a sétima posição no ranking, o catarinense Mateus Herdy, o carioca Lucas Silveira e o baiano Marco Fernandez. Já Willian Cardoso terminou em 37.o lugar com 1.400 dólares e 650 pontos, por ter sido o último colocado na sua bateria.

TERÇA-FEIRA – Na terça-feira, nas ondas de 2-3 pés em Manly Beach. Os melhores foram os catarinenses Willian Cardoso e Mateus Herdy. Willian conseguiu a maior nota, 8,33, enquanto Mateus despachou o vencedor do QS 5000 de Newcastle no domingo, Julian Wilson. O campeão mundial Adriano de Souza também se destacou, mas o Brasil já sofreu baixas importantes, como o líder do WSL Qualifying Series, Wiggolly Dantas. O peruano Lucca Mesinas e o uruguaio Marco Giorgi, também estão entre os 48 surfistas que passaram para a terceira fase do Challenger Series de Sydney.

Mateus Herdy em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

A surpresa do dia foi o jovem catarinense Mateus Herdy, campeão mundial Pro Junior da World Surf League em 2018. Ele competiu contra dois surfistas que se destacaram no QS 5000 de Newcastle, encerrado no domingo na Austrália, o campeão Julian Wilson e o francês Timothee Bisso, que fez uma das maiores pontuações nas ondas de Merewether Beach. Ambos foram eliminados. Mateus usou os aéreos e manobrou forte para vencer por 14,67 pontos, somando notas 8,00 e 6,67. E o americano Cam Richards ganhou a briga pela segunda vaga, superando o australiano Julian Wilson por 12,34 a 11,96 pontos.

“Eu estava bem nervoso pelos nomes que vi na bateria. O Julian (Wilson) é um dos meus ídolos da infância e sabia que ia ser difícil competir contra ele, que acabou de vencer em Newcastle, então estou muito feliz e espero ir longe nesse evento”, disse Mateus Herdy. “No final, nós fomos na mesma onda, um para cada lado, aí pensei que ele ia ganhar um notão, então eu precisava fazer o melhor possível. Dei duas batidas boas e quando vi a seção armando, tive que mandar um aéreo grande. Quando aterrissei, fiz tudo para não mostrar o sorriso que estava tentando escapar. Meu objetivo é entrar no CT esse ano, então quero competir em todos os Challengers, porque são os eventos que valem mais pontos”.

Na terça-feira, caíram os dois finalistas do QS 5000 Oi Hang Loose Pro Contest em Fernando de Noronha. O vice-campeão, Weslley Dantas, chegou a tirar a maior nota da sua bateria, 8,27, com duas manobras fortes de backside numa direita. Ele estava se classificando, mas tudo mudou nos minutos finais. O americano Ian Crane conseguiu um 7,50, que somou com o 6,57 que já tinha, para vencer por 14,07 pontos. E o australiano Nicholas Squiers, ganhou 7,80 e 5,93 nas duas últimas ondas que surfou e superou o brasileiro por 13,73 a 13,50 pontos.

DOBRADINHA BRASILEIRA – Weslley Dantas estava em 16.o lugar no ranking, enquanto o campeão em Noronha, Ramzi Boukhiam, defendia a quinta posição no G-10 do QS. O surfista de Marrocos perdeu na primeira dobradinha brasileira vencedora em Manly Beach esse ano, para os paulistas Deivid Silva e Jessé Mendes. Foi um dos confrontos mais disputados do dia e Deivid venceu bem por 14,00 pontos, com a nota 7,33 da sua melhor onda.

Já Jessé se classificou por 7 centésimos de vantagem sobre Ramzi Boukhiam, 10,97 e 10,90 pontos. O peruano Miguel Tudela também estava nessa bateria e mandou um belo aéreo na última onda para conseguir os 6,97 pontos que precisava para passar em segundo lugar. Dois dos cinco juízes deram a virada, mas três não e a média ficou em 6,77. Ele acabou em último com 10,77 pontos, apenas 2 décimos de diferença para Jessé Mendes.

VITÓRIAS SUL-AMERICANAS – Mas, Lucca Mesinas compensou essa eliminação no confronto seguinte. Ele chegou em Sydney na última posição do grupo dos dez que se classificam para o CT e precisava avançar para continuar defendendo sua vaga. Com notas 6,40 e 7,50 em duas ondas seguidas, o peruano superou seus adversários por 13,90 e o carioca Lucas Silveira completou a dobradinha sul-americana com 12,00 pontos. Os dois eliminaram o costa-ricense Carlos Munoz e o australiano Stu Kennedy.

O pernambucano Ian Gouveia também começou bem a defender a sétima posição no ranking, conquistada com o terceiro lugar nas semifinais do QS 5000 de Newcastle no domingo. Ele escolheu ficar ativo na difícil condição do mar na terça-feira e foi nas três primeiras ondas que entraram na bateria. As duas primeiras fecharam, mas na terceira deu para mandar um batidão reto de backside na junção de uma direita, que valeu 6,67.

O americano Jake Marshall também iniciou forte com 6,50 e os dois centralizaram a disputa contra os australianos Cooper Chapman e Kyuss King. Ian pegou outra direita pra fazer duas manobras de backside e manter a ponta com 4,07, pois o californiano já tinha conseguido um 4,23 na segunda onda dele. Aí a batalha foi para as esquerdas e, quando Jake passou à frente com 6,27, Ian voou num full rotation de frontside para recuperar a ponta com 6,83. Com ela, confirmou a segunda vitória brasileira na terça-feira, por 13,50 a 12,77 pontos.

Depois, tiveram mais duas nas últimas baterias da segunda fase. Na vigésima, o paulista Thiago Camarão bateu até o experiente australiano top do CT, Adrian Buchan, que passou em segundo, eliminando o capixaba Krystian Kymerson. A outra foi na 22.a, com Deivid Silva na dobradinha paulista com Jessé Mendes. Na 23.a, teve a dobradinha sul-americana do peruano Lucca Mesinas com o carioca Lucas Silveira. Mas na última, o catarinense Alejo Muniz perdeu para o vice-campeão em Newcastle, Ryan Callinan, e o americano Patrick Gudauskas.

SEGUNDA-FEIRA – Na segunda-feira, quem atraiu as atenções em Manly Beach foi o único campeão mundial que participa do Sydney Surf Pro Challenger Series, Adriano de Souza. Ele estreou na quarta bateria da segunda fase e derrotou o australiano Mitch Crews, o americano Nolan Rapoza e o espanhol Andy Criere por 13,07 pontos, com notas 6,60 e 6,47. Mineirinho sofreu uma grave contusão em 2019, ficou de fora do grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite, mas recebeu convite da World Surf League para disputar o Championship Tour esse ano. Ele compete em Manly Beach desde os 16 anos de idade.

Adriano de Souza em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

Adriano de Souza (Foto: Matt Dunbar / WSL via Getty Images)

“É um momento diferente para mim aqui em Manly Beach esse ano. Agora estou um pouco mais velho, competindo contra surfistas bem mais jovens”, ressaltou Adriano de Souza. “Eu venho para a Austrália há muitos anos e estou me concentrando bastante nessa etapa, para começar bem 2020 com um bom resultado aqui. Eu me sinto em casa aqui na Austrália, especialmente em Sydney, onde já vivi momentos importantes na minha carreira”.

LÍDERES BARRADOS – Logo após a estreia vitoriosa de Adriano de Souza, caíram os dois surfistas que estão liderando o ranking do WSL Qualifying Series. Ambos ficaram em último lugar nas suas baterias. O líder, Wiggolly Dantas, perdeu na que o vice-campeão do Sydney Surf Pro no ano passado, Jadson André, se classificou em segundo na vitória australiana de Sheldon Simkus. E na disputa seguinte, o peruano Alonso Correa foi barrado pelo italiano Leonardo Fioravanti e o neozelandês Ricardo Christie.

Outras baixas importantes na segunda-feira, foram a do saquaremense João Chianca e do top do CT 2020, Alex Ribeiro, que não passaram suas primeiras baterias em Manly Beach. O irmão mais jovem do big-rider Lucas Chumbo Chianca, é o atual campeão sul-americano da WSL Latin America e tentava recuperar sua vaga no G-10 do QS, perdida em Newcastle. Ele estava em 13.o lugar no ranking, mas o japonês Hiroto Ohhara e o americano Griffin Colapinto, pegaram as melhores ondas e eliminaram o brasileiro em 49.o lugar no Challenger de Sydney.

OITAVAS DE FINAL DO SYDNEY SURF PRO CHALLENGER SERIES:
——Derrota=9.o lugar com US$ 3.250 e 3.500 pontos

1.a: Leonardo Fioravanti (ITA) x Nat Young (EUA)
2.a: Vasco Ribeiro (PRT) x Liam O´Brien (AUS)
3.a: Ethan Ewing (AUS) x Imaikalani Devault (HAV)
4.a: Jadson André (BRA) x Shun Murakami (JPN)
5.a: Jack Robinson (AUS) x Jacob Willcox (AUS)
6.a: Jorgann Couzinet (FRA) x Michael Dunphy (EUA)
7.a: Matt Banting (AUS) x Thiago Camarão (BRA)
8.a: Ryan Callinan (AUS) x Reef Heazlewood (AUS)

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA EM MANLY BEACH:

QUARTA FASE – 1.o e 2.o=Oitavas de Final e 3.o=17.o lugar (US$ 2.500 e 2.000 pts):

1.a: 1-Leonardo Fioravanti (ITA)=13.90, 2-Vasco Ribeiro (PRT)=11.83, 3-Charles Martin (FRA)=11.56
2.a: 1-Liam O´Brien (AUS)=14.37, 2-Nat Young (EUA)=13.00, 3-Marco Giorgi (URU)=11.90
3.a: 1-Ethan Ewing (AUS)=14.17, 2-Jadson André (BRA)=12.87, 3-Joshua Moniz (HAV)=3.36
4.a: 1-Shun Murakami (JPN)=12.57, 2-Imaikalani Devault (HAV)=11.44, 3-Michael Rodrigues (BRA)=10.60
5.a: 1-Jacob Willcox (AUS)=14.17, 2-Michael Dunphy (EUA)=11.20, 3-Cam Richards (EUA)=10.33
6.a: 1-Jorgann Couzinet (FRA)=11.60, 2-Jack Robinson (AUS)=11.13, 3-Jackson Baker (AUS)=10.83
7.a: 1-Matt Banting (AUS)=12.96, 2-Reef Heazlewood (AUS)=12.83, 3-Lucca Mesinas (PER)=12.37
8.a: 1-Ryan Callinan (AUS)=14.53, 2-Thiago Camarão (BRA)=14.27, 3-Deivid Silva (BRA)=13.76

TERCEIRA FASE – 3.o=25.o lugar (US$ 1.800 e 750 pts) e 4.o=37.o lugar (US$ 1.400 e 650 pts):

1.a: 1-Charles Martin (FRA), 2-Liam O´Brien (AUS), 3-Reo Inaba (JPN), 4-Mitch Crews (AUS)
2.a: 1-Marco Giorgi (URU), 2-Vasco Ribeiro (PRT), 3-Adriano de Souza (BRA), 4-Willian Cardoso (BRA)
3.a: 1-Nat Young (EUA), 2-Leonardo Fioravanti (ITA), 3-Griffin Colapinto (EUA), 4-Sheldon Simkus (AUS)
4.a: 1-Jadson André (BRA), 2-Michael Rodrigues (BRA), 3-Ricardo Christie (NZL), 4-Hiroto Ohhara (JPN)
5.a: 1-Ethan Ewing (AUS), 2-Shun Murakami (JPN), 3-Ezekiel Lau (HAV), 4-Mihimana Braye (TAH)
6.a: 1-Imaikalani Devault (HAV), 2-Joshua Moniz (HAV), 3-Marco Fernandez (BRA), 4-Billy Stairmand (NZL)
7.a: 1-Jacob Willcox (AUS), 2-Jack Robinson (AUS), 3-Mateus Herdy (BRA), 4-Nicholas Squiers (AUS)
8.a: 1-Jorgann Couzinet (FRA), 2-Cam Richards (EUA), 3-Maxime Huscenot (FRA), 4-Ian Crane (EUA)
9.a: 1-Jackson Baker (AUS), 2-Michael Dunphy (EUA), 3-Ian Gouveia (BRA), 4-Adrian Buchan (AUS)
10: 1-Matt Banting (AUS), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Jake Marshall (EUA), 4-Jordan Lawler (AUS)
11: 1-Reef Heazlewood (AUS), 2-Deivid Silva (BRA), 3-Lucas Silveira (BRA), 4-Patrick Gudauskas (EUA)
12: 1-Ryan Callinan (AUS), 2-Lucca Mesinas (PER), 3-Jessé Mendes (BRA), 4-Matthew McGillivray (AFR)

BATERIAS DOS SUL-AMERICANOS NAS PRIMEIRAS FASES:

SEGUNDA FASE – 3.o=49.o lugar (US$ 900 e 400 pts) e 4.o=73.o lugar (US$ 750 e 350 pts):

Baterias que abriram a terça-feira:

11: 1-Imaikalani Devault (HAV), 2-Ezekiel Lau (HAV), 3-Barron Mamiya (HAV), 4-Flavio Nakagima (BRA)
13: 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Cam Richards (EUA), 3-Julian Wilson (AUS), 4-Timothee Bisso (FRA)
15: 1-Ian Crane (EUA), 2-Nicholas Squiers (AUS), 3-Weslley Dantas (BRA), 4-Connor O´Leary (AUS)
16: 1-Maxime Huscenot (FRA), 2-Jack Robinson (AUS), 3-Marcos Correa (BRA), 4-Tomas Hermes (BRA)
18: 1-Ian Gouveia (BRA), 2-Jake Marshall (EUA), 3-Cooper Chapman (AUS), 4-Kyuss King (AUS)
20: 1-Thiago Camarão (BRA), 2-Adrian Buchan (AUS), 3-Adin Masencamp (AFR), 4-Krystian Kymerson (BRA)
21: 1-Reef Heazlewood (AUS), 2-Matthew McGillivray (AFR), 3-Lucas Wrice (AUS), 4-Luel Felipe (BRA)
22: 1-Deivid Silva (BRA), 2-Jessé Mendes (BRA), 3-Ramzi Boukhiam (MAR), 4-Miguel Tudela (PER)
23: 1-Lucca Mesinas (PER), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Carlos Munoz (CRI), 4-Stu Kennedy (AUS)
24: 1-Ryan Callinan (AUS), 2-Patrick Gudauskas (EUA), 3-Alejo Muniz (BRA), 4-Slade Prestwich (AFR)

SEGUNDA FASE – 3.o=49.o lugar (US$ 900 e 400 pts) e 4.o=73.o lugar (US$ 750 e 350 pts):

Até a 10.a bateria na segunda-feira:

2.a: 1-Liam O´Brien (HAV), 2-Willian Cardoso (BRA), 3-Samuel Pupo (BRA), 4-Chris Zaffis (AUS)
3.a: 1-Marco Giorgi (URU), 2-Reo Inaba (JPN), 3-Morgan Cibilic (AUS), 4-Dakoda Walters (AUS)
4.a: 1-Adriano de Souza (BRA), 2-Mitch Crews (AUS), 3-Nolan Rapoza (EUA), 4-Andy Criere (ESP)
5.a: 1-Sheldon Simkus (AUS), 2-Jadson André (BRA), 3-Nomme Mignot (FRA), 4-Wiggolly Dantas (BRA)
6.a: 1-Leonardo Fioravanti (ITA), 2-Ricardo Christie (NZL), 3-Cole Houshmand (EUA), 4-Alonso Correa (PER)
7.a: 1-Michael Rodrigues (BRA), 2-Nat Young (EUA), 3-Soli Bailey (AUS), 4-Gatien Delahaye (FRA)
8.a: 1-Hiroto Ohhara (JPN), 2-Griffin Colapinto (EUA), 3-João Chianca (BRA), 4-John Mel (EUA)
9.a: 1-Shun Murakami (JPN), 2-Billy Stairmand (NZL), 3-Evan Geiselman (EUA), 4-Alex Ribeiro (BRA)
10: 1-Ethan Ewing (AUS), 2-Marco Fernandez (BRA), 3-Luke Gordon (EUA), 4-Beyrick de Vries (AFR)

PRIMEIRA FASE – 3.o=97.o lugar (US$ 500 e 200 pts) e 4.o=105.o lugar (US$ 500 e 125 pts):

4.a: 1-Marco Fernandez (BRA), 2-Mihimana Braye (TAH), 3-Noah Schweizer (EUA), 4-Crosby Colapinto (EUA)
5.a: 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Nicholas Squiers (AUS), 3-Lucas Vicente (BRA), 4-Callum Robson (AUS)
6.a: 1-Marcos Correa (BRA), 2-Jackson Baker (AUS), 3-Victor Bernardo (BRA), 4-Matt Wilkinson (AUS)
7.a: 1-Thiago Camarão (BRA), 2-Lucas Wrice (AUS), 3-Rio Waida (IDN), 4-Matheus Navarro (BRA)

CHALLENGER FEMININO – Os homens foram os primeiros a competir na quinta-feira. Assim como no dia anterior, as baterias foram paralisadas no meio da manhã por causa da mudança da maré e só retornou as 13h30 na Austrália, 23h30 da quarta-feira no Brasil. Depois das duas últimas baterias da quarta fase masculina, foi a vez das meninas entrarem no mar em Manly Beach, para disputar as oitavas de final do Sydney Surf Pro Challenger Series.

As primeiras a se classificar foram as duas surfistas que estão encabeçando o WSL Qualifying Series no momento e elas agora irão se enfrentar na batalha pela primeira vaga nas semifinais. A costa-ricense Brisa Hennessy está na frente e terá um confronto direto com a vice-líder, a norte-americana Kirra Pinkerton, pelo primeiro lugar no ranking. Quem passar, vai pegar a vencedora do duelo da bicampeã mundial Tyler Wright com a havaiana Gabriela Ryan.

Carissa Moore em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

As duas únicas participantes da América do Sul, já foram eliminadas. A peruana Daniella Rosas, campeã sul-americana da WSL Latin America em 2019, ainda estreou com vitória na primeira fase, mas perdeu depois para a japonesa Mahina Maeda e a australiana Bronte Macaulay, que venceu o QS 5000 de Newcastle no sábado.

Daniella Rosas terminou em 25.o lugar no Sydney Surf Pro, recebendo 1.800 dólares e marcando 750 pontos no ranking. Já a brasileira Silvana Lima, não passou da sua estreia de novo, como em Newcastle. A cearense ficou em 37.o lugar no primeiro Challenger de 2020, com US$ 1.400 dólares e 650 pontos. A havaiana Gabriela Bryan surpreendeu as favoritas ao passar em primeiro, batendo até a bicampeã mundial Tyler Wright, que ganhou a briga pela segunda vaga da taitiana Vahine Fierro e da única brasileira, Silvana Lima.

QUARTAS DE FINAL FEMININAS DO SYDNEY SURF PRO:
——Derrota=5.o lugar com US$ 4.500 e 5.000 pontos

1.a: Brisa Hennessy (CRI) x Kirra Pinkerton (EUA)
2.a: Tyler Wright (AUS) x Gabriela Bryan (HAV)
3.a: Molly Picklum (AUS) x Leticia Canales Bilbao (ESP)
4.a: Carissa Moore (HAV) x Bronte Macaulay (AUS)

OITAVAS DE FINAL FEMININAS – 9.o lugar com US$ 3.250 e 3.500 pontos:

1.a: Kirra Pinkerton (EUA) 16.50 x 13.83 Sophie McCulloch (AUS)
2.a: Brisa Hennessy (CRI) 14.07 x 12.60 Keala Tomoda-Bannert (HAV)
3.a: Tyler Wright (AUS) 12.27 x 11.83 Macy Callaghan (AUS)
4.a: Gabriela Bryan (HAV) 14.27 x 13.03 Alyssa Spencer (EUA)
5.a: Leticia Canales Bilbao (ESP) 13.83 x 12.40 Johanne Defay (FRA)
6.a: Molly Picklum (AUS) 12.67 x 8.13 Meah Collins (EUA)
7.a: Carissa Moore (HAV) 15.76 x 12.43 Coco Ho (HAV)
8.a: Bronte Macaulay (AUS) 11.50 x 9.87 Mahina Maeda (JPN)

SOBRE A WSL – A World Surf League (WSL), criada em 1976, é a principal plataforma do surf e dos surfistas no mundo inteiro. A WSL está dedicada a mudar o mundo através do poder inspirador do surf, criando eventos, experiências e narrativas autênticas para inspirar a comunidade global a viver um lifestyle com dedicação, originalidade e entusiasmo. A World Surf League é uma organização global e sua sede principal é em Santa Monica, Estados Unidos, com escritórios regionais para a América do Norte, América Latina, Europa, África, Ásia, Australasia e Hawaii. A WSL tem uma profunda apreciação pela rica herança do surf, promovendo progressão, inovação e performance nos níveis mais altos do esporte. A WSL é composta por Circuitos e Eventos, celebrando os melhores surfistas do mundo em todas as modalidades, realizando anualmente mais de 180 campeonatos globais para coroar os campeões mundiais em todas as divisões; pela WSL WaveCO, onde a inovação encontra experiências inéditas; e pela WSL Studios, que oferece as melhores narrativas através das competições, lifestyle e conservação. Para mais informações, visite WorldSurfLeague.com

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin America

Edição: Edson Andrade

Tenha lindas artes exclusivas
mag72