Surf em Debate – Traz 02 Ícones da história do surf brazuca nesta próxima segunda-feira.

Publicado por AdrenaNews 0

No momento em que o Brasil disputa os primeiros postos do Circuito Mundial, por mais tempo, pode aproveitar para também rever o modo como sempre tratou seus ídolos. A maturidade impõe algumas obrigações: uma delas é a memória.

Ricardo Tatuí e Victor Ribas. Foto: Fabriciano Junior

Os apresentadores e comentarista, Marcos Aurélio e Giovanni Mancuso, estão a frente da bancada do Programa “Surf em Debate”. Os programas são ao vivo todas as segunda-feira as 20 horas. Nesta próxima segunda-feira a bancada trará Victor Ribas e Ricardo Tatuí.

Ricardo Tatuí, surfista profissional e competidor da extinta ASP, que começou a correr o Circuito Mundial em 1990, e que em 1994 na Etapa da França em Biarritz, o Quiksilver Surfmasters, Ricardo Tatuí, vencendo: Kelly Slater, Damien Hardman, Shane Powell e na final Jeff Booth.

Ricardo “Tatuí” Aguiar em ação. Foto: Tony D’Andrea

Ricardo Tatuí, já venceu surfistas de peso como Kelly Slater, Terminando na 38º posição do ranking a mesma que também terminou em 1995. Carreira na Extinta ASP: 1995 em 38º, 1994 em 38º, 1993 em 45º, 1991 em 74º e em 1990 em 78º.

Ricardo Aguiar, nasceu na Região Serrana na Cidade de Nova Friburgo e quando se mudou para a Cidade de Niterói não demorou muito, iniciando no surf, no principio dos anos 80, Tatuí começou surfando nas ondas da Pedra do Itapuca na Praia de Icarai. Campeão Niteroiense em todas as categorias que competiu desde 1984, sempre foi um competidor nato. Foi campeão pela extinta OSP (Organização dos Surfistas Profissionais do Rio de Janeiro) em 1988, ainda como amador.

Ricardo fez parte da Equipe brasileira do ISA World Surfing Games, Campeonato Mundial Amador em Aguadilla, Porto Rico em 1988, Formando equipe na Open com: Fábio Gouveia (Campeão Mundial), Zé Paulo, Wagner Pupo, Amauri Piu Pereira e Rodrigo Resende. Na Junior, a equipe era composta por Flávio Padaratz, Fernando Graça. As demais modalidades, foram representadas por Rico de Souza no Longboard, por Sérgio Peixe no Kneeboard, por Marcos Portinari no Bodyboard, por Tanira Damasceno e Brigite Mayer no Feminino, e com os Alternates: Neco Padaratz e Dedé Farah.

Ricardo em 1991 ingressou no seleto grupo dos Top 16 da Abrasp, terminando na 07º colocação. Em 1992, foi o vice-campeão brasileiro, atrás somente do baiano Jojó de Olivença. Neste ano venceu a Sérgio Noronha na grande final do Tabletes Valda Pro na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro e foi vice no Brasil Surf Renner em Torres, Rio Grande do Sul perdendo para Flávio “Teco” Padaratz.

Em 1993 terminou o Circuito na 04º colocação, apesar de ter vencido apenas uma etapa a 2ª etapa Circuito Limão Brahma na Prainha, sobre Tinguinha Lima. Conseguiu 03 vice-campeonatos no Op Floripa Pro Joaquina em Santa Catarina, onde foi derrotado pelo paulista Tinguinha Lima. Perdeu para o baiano Armando Daltro no Maresia Beach Park em Porto das Dunas no Ceara e amargou mais um vice no Alternativa Pro na Barra da Tijuca para Peterson Rosa.

Em 1994 mais um vice campeonato brasileiro, desta vez quem levou o titulo foi o Paranaense Peterson Rosa. Foi um ano com bastante regularidade, mas somente uma grande final no Seaway Classic em Maracaípe, Pernambuco, onde foi superado pelo paraibano Fábio Gouveia. Em 1996 voltou a vencer um evento profissional brasileiro o Dedinho Surf Pro no Pico do Cemitério, em Barra do Jucú, Espírito Santo, vencendo na final o cearense, Fábio Silva.

Morador da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, Brasil, até os dias de hoje, continua surfando muito com seu estilo polido de sempre. Além de surfista profissional, ele também atua como micro empresário e apresentador de programas de Tv. No momento está como apresentador do Programa Surfland que em breve retornará agora na emissora, Rede Tv. Além do Título do WCT na França, foi o primeiro campeão de surf na Pororoca, campeão brasileiro amador e carioca, campeão carioca profissional, campeão carioca Master em 2010, Terceiro no ranking brasileiro Master 2010 e Vice Brasileiro Profissional em 2002 e em 2004.

Ricardo Aguiar Tatuí fez parte da geração brasileira que derrubou as “barreiras anglo-saxônicas” até aí dominantes no surf profissional. Ricardo seria mais um, caso não tivesse feito algo muito especial em Outubro de 1994. O brasileiro ficou muito perto da qualificação para o WCT no ano antes o que lhe proporcionou uma vaga como alternate e o eventual acesso Quiksilver Pro Biarritz, uma de três etapas consecutivas realizadas na França. O mar estava pequeno e Tatuí, bem habituado aos beach breaks, venceu Kelly Slater, Damien Hardman, Shane Powell e na final Jeff Booth. Ricardo conseguiu a qualificação para a elite em 1995, mas não conseguiu repetir o sucesso e retirou-se do circuito mundial pouco tempo depois.

Ricardo Tatuí é surfista profissional, micro empresário e morador da cidade de Niterói, que fica no Rio de Janeiro, Brasil. Esse atleta que surfa desde 1980, iniciou essa atividade esportiva na pedra do Itapuca, em Niterói. Tatuí foi campeão do WT, na França, foi o primeiro campeão de surf na Pororoca, campeão brasileiro amador e carioca, campeão carioca profissional, campeão Master 2010 carioca, Terceiro no ranking brasileiro Master 2010, campeão brasileiro 87 e vice Brasileiro pro 2002 e 2004.

Além de tudo isso, Tatuí é dono de uma tranquilidade e simpatia cativante. Sempre sorrindo, Ricardo está constantemente rodeado de amigos e com os olhos vidrados nas ondas. A idéia que tenho é que o azul do mar domina a sua mente e a sua vida.

Títulos e experiências:

1988 a 1996 – Tempo integral dedicado ao surf profissional.
2000 a 2007 – Apresentador do programa “Conexão Tatuí” no canal 36 da Net e comentarista convidado do Sportv.
1999 a 2011 – Diretor do “Projeto Tatuí” direcionado para crianças da rede pública de ensino.
Vice Campeão brasileiro / 94 e 96
Vice Campeão Sul-Americano / 95
Campeão carioca amador / 97
Campeão carioca profissional / 98
Campeão Niteroiense em todas as categorias desde 1984
Campeão brasileiro de surf na Pororoca 2000 / 2002
Participação durante 3 anos na elite do surf mundial WCT 2003 / 2005
Campeão mundial WCT – etapa França 1994
Clínica de surf no Pará / 2001
Campeão Osklen Surfing Arpoador Clássico 2011

Victor Ribas chegou ao posto de terceiro do mundo em 1999 da maneira mais inesperada que um surfista pode imaginar. O brasileiro só passou do round 3 a partir da quinta etapa do ano. O segundo semestre foi mágico: vice em Fiji, terceiro em Huntington e na Barra, quinto no Japão, em Lacanau, em Hossegor e em Pipeline, e nono em Mundaka.

Victor Ribas em ação. Foto: Barbara Becker

Se passasse mais uma bateria, teria sido vice-campeão do mundo, atrás apenas de Occy. Se mantivesse a performance do segundo semestre durante o ano todo, teria sido campeão. Vitinho surfou 13 temporadas na elite, das quais quatro figurou entre os top 16 do mundo. Em 1995, terminou o ano no sexto posto, colocação pouco lembrada, mas que só dois brasileiros até hoje superaram – Fábio Gouveia e Adriano de Souza.

Em 1995, para alcançar o sexto posto, obteve sua sonhada vitória na elite – em Lacanau, disputando final contra Todd Holland. Chegou, ainda, à semifinal em Biarritz, às quartas na Barra e às oitavas em Bells, Marui e G-land.
Dez anos depois, aos 34 anos, faria a última final na elite. Em bateria de resultado contestado, perdeu para Damien Hobgood em Imbituba, num ano em que a final foi esquecida para a comemoração de mais um título mundial de Kelly Slater.

O resultado de Imbituba foi obtido 17 anos depois do primeiro pódio da carreira na elite da ASP. Ele ainda era um amador de 16 anos quando ficou em terceiro no Mundial da Barra. Durante a carreira, também andou dentro dos tubos. Estão no currículo do surfista de Cabo Frio, além do quinto em Pipe e do nono em G-land, um fantástico vice em Tavarua e uma vitória no WQS de Fernando de Noronha.

Com o histórico de serviços prestados ao surf brasileiro, Vitinho não precisaria mais competir para ser bancado vitaliciamente por um patrocinador. Mas seu espírito é afeito a baterias e, enquanto, estiver em forma, vai estar de lycra, surfando contra o tempo e a sirene. Victor Ribas merece mais que a nossa estátua; merece a reverência dos surfistas brasileiros.

O retrospecto de Victor Ribas na Extinta ASP:

Uma vitória no tour mundial/WCT
1995 – Gotcha Lacanau Pro, França (derrotou Todd Holland)

Dois vice-campeonatos
1999 – Quiksilver, Tavarua (perdeu para Mark Occhilupo)
2005 – Nova Schin, Imbituba (perdeu para Damien Hobgood)

Pelo WQS, circuito do qual foi campeão em 1997 e vice em 1998, Victor é um dos seis brasileiros com maior número de vitórias: seis, entre 1994 e 2002.

1994 – Nescau Surf Energy, Guarujá (SP)
1994 – Limão Brahma Pro, Rio de Janeiro
1995 – 7UP Pro Cup – Punta Rocas/Peru
1997 – Hang Loose – Saquarema (RJ)
1998 – Reef Brazil – Mar Del Plata/Argentina
2002 – Hang Loose, Fernando de Noronha (PE)

No cenário nacional, ele foi campeão brasileiro em 1997, quando o ranking era definido pelas etapas brasileiras do Qualifying; depois, em 2003, venceu uma etapa do SuperSurf em Itacaré (BA) , derrotando o paulista, Tadeu Pereira

As quatro aparições entre os top 16 é um recorde que compartilha com Fábio Gouveia (Victor foi duas vezes top 10). Pelos dados da ASP, Victor começou a competir no circuito mundial um ano antes de Gouveia e Teco, que estrearam em 1988.

Pré-WCT:

1987 – 240º | disputou 3 das 21 etapas
1988 – 78º | disputou 7 das 24 etapas
1989 – 95º | disputou 7 das 25 etapas
1990 – 56º | disputou 17 das 21 etapas
1991 – 49º | disputou todas as 17 etapas

WCT:

1994 – 15º | disputou todas as 10 etapas
1995 – 6º | disputou todas as 10 etapas
1996 – 18º | disputou todas as 14 etapas
1997 – 25º | disputou todas as 12 etapas
1998 – 37º | disputou todas as 11 etapas
1999 – 3º | disputou todas as 13 etapas
2000 – 32º | disputou todas as 13 etapas
2002 – 45º | disputou todas as 12 etapas
2003 – 22º | disputou todas as 12 etapas
2004 – 32º | disputou todas as 11 etapas
2005 – 15º | disputou todas as 11 etapas
2006 – 29º | disputou todas as 11 etapas
2007 – 40º | disputou todas as 10 etapas

Retrospecto:

De 1987 à 1989, Ainda como amador, estreou no tour mundial em 1987 e nos dois anos seguintes competiu em quase um terço das etapas. Em 1988, fez sua primeira semifinal, na Barra da Tijuca; e chegou ao evento principal também na Joaquina. Em 1989, varou as triagens em três eventos: Durban, Barra da Tijuca (em ambos foi ao round 2) e Joaquina (round 1).

Em 1990, em seu primeiro ano como profissional, passou pelas triagens em quatro eventos: Hossegor, Guarujá (em ambos foi ao round 2), Zarautz e Sunset (round 1).

Em 1991, em seu segundo ano como pro, continuou em ascensão: foi às quartas em Huntington Beach, às oitavas em Saint Leu e na Barra da Tijuca, e também varou as triagens em Lacanau (round 2) e no Guarujá (round 1).

Em 1992 e 1993, ficou afastado das competições por quatro meses após fraturar o pé. Pelo WQS, terminou em 48º em 1992; no ano seguiu entrou para a elite ao terminar em 26º.

Em 1994, logo em sua estréia no WCT chegou aos top 16, graças a uma semifinal na Barra da Tijuca, as quartas em Lacanau e Biarritz, e as oitavas em Narrabeen. Também venceu duas etapas do WQS (suas primeiras conquistas no Qualifying), ambas no Brasil.

Já em 1995, em seu segundo ano na elite, foi novamente top 16 – ficou de fora dos top 5 por uma posição apenas. Conquistou uma vitória em Lacanau, foi à semi em Biarritz, às quartas na Barra da Tijuca, e às oitavas em Bells, Marui e Gland. Também conquistou uma vitória pelo WQS em Punta Rocas (sua primeira no exterior).

Em 1996, saiu dos top 16 (por apenas duas posições) após dois anos seguidos. Foi às quartas em Huntington e Hossegor, e às oitavas no Marui, G-land, J-Bay e Barra da Tijuca.

Em 1997, continuou descendo no ranking, mas manteve-se na elite pelo próprio WCT, pelo quarto ano seguido. Foi às quartas na Barra da Tijuca e às oitavas em Narrabeen, Kirra e Hossegor. E conquistou dois títulos: do WQS (repetindo feito de Flávio Padaratz) e brasileiro. Venceu uma etapa do Qualifying em Saquarema, sua quarta conquista na segunda divisão.

Em 1998, teve uma queda acentuada de rendimento na elite – não passou do round 3 em nenhuma das onze etapas, mas manteve-se pelo WQS, do qual foi vice-campeão. Venceu uma etapa na Argentina, sua segunda conquista pelo Qualifying no exterior.

Em 1999, voltou a bilhar alcançando a melhor colocação de um brasileiro na história do tour: 3º lugar. O incrível é que ele só passou do round 3 a partir da quinta etapa, mas o segundo semestre foi caprichado: foi vice-campeão em Fiji, à semi em Huntington e na Barra da Tijuca, às quartas no Japão, em Lacanau, em Hossegor e Pipeline, e às oitavas em Mundaka.

Em 2000, ano seguinte ao seu ápice em termos de resultados, saiu da elite: pelo WCT, seus melhores resultados foram as oitavas em Gold Coast, Fiji e Lacanau; e no WQS terminou em 20º.

Em 2001, bastou um ano no WQS para voltar à elite – terminou em 12º. Competiu como convidado na etapa brasileira do WCT e perdeu no round 3.

Em 2002, no retorno à elite foi às oitavas em Teahupoo, porém uma longa sequência de derrotas na repescagem o deixou na incômoda última colocação. Manteve-se entre os top 45 com um 9º no WQS – circuito no qual alcançou sua conquista internacional mais recente, ao vencer a etapa de Fernando de Noronha.

Em 2003, na sua nona temporada na divisão principal, voltou ao pódio com uma semifinal em Trestles; com as oitavas em Mundaka e em Pipeline (em baterias de quatro), manteve-se na elite pelo próprio WCT.

Em 2004, foi às quartas na Gold Coast e em Hossegor, e às oitavas em Fiji; quase saiu da elite – ficou como primeiro alternate para o ano seguinte – porém eventualmente competiu em todas as etapas.

Em 2005, terminou entre os top 16 pela quarta vez na carreira, onze anos após a primeira. Como em temporadas anteriores, não passou do round 3 no primeiro semestre, mas depois foi vice-campeão em Imbituba, à semi em Hossegor, e às oitavas em Trestles e Pipeline (em baterias de quatro).

Em 2006, foi às quartas em Trestles e às oitavas em Mundaka, terminando pouco abaixo da zona de corte no WCT. Mas manteve-se na elite pelo WQS, no qual terminou em 13º. E em 2007, no seu último ano na elite, passou do round 3 apenas uma vez – fez as oitavas em Mundaka.

Um detalhe curioso sobre Victor Ribas é que em todas as temporadas em que competiu entre 1991 e 2007, ele nunca faltou a uma etapa sequer. Pelas contas do Datasurfe, ele disputou 202 eventos de primeira divisão da ASP, desde 1987. E disputou nove semifinais, incluindo as três que venceu.

Surf em Debate: “Surf em Debate” é um programa diferente sobre surf, um programa de debates, opiniões fortes e que promete também muita polêmica com os assuntos atuais do nosso esporte. Além de Marcos Aurélio e Giovanni Mancuso, “Surf em Debate” conta também com os produtores, Gustavo Pibernat e Pietro Ceratti.

Reportagem: Edson “Adrena” Andrade (Fontes: Surf em Debate, On Fire Surf, Renata Maria)

Edição: Edson “Adrena” Andrade

Tenha lindas artes exclusivas
mag72