Surf City El Salvador Pro apresentado pela Corona – Resultado polêmico com vice de Filipe Toledo – Assistam aos vídeos!

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O líder do ranking, Filipe Toledo, foi o vice-campeão em resultado polêmico e questionável na final contra Griffin Colapinto pelo Surf City El Salvador Pro apresentado pela Corona. Acessem aos links abaixo com os vídeos dos melhores momentos.

Filipe Toledo em ação. Foto: Pat Nolan – World Surf League

ASSISTAM AOS VÍDEOS, CLICANDO NOS PLAYERS ABAIXO:

Highlights Final Day – Surf City El Salvador Pro:

Excellente Final Day 2 – El Salvador Pro:

A australiana Stephanie Gilmore e o californiano Griffin Colapinto conquistaram os títulos da estreia de El Salvador no World Surf League (WSL).

Griffin Colapinto, Stephanie Gilmore, Filipe Toledo e Lakey Peterson. Foto: Pat Nolan – WSL

Filipe Toledo, em sua quarta final das sete etapas do WSL Championship Tour, chega no Brasil como o grande favorito ao título do Oi Rio Pro apresentado pela Corona em Saquarema, que começa na próxima quinta-feira na Capital Nacional do Surf. Filipe já tem três vitórias na etapa brasileira do CT no Rio de Janeiro e ganhou as duas últimas em Saquarema, em 2018 e 2019.

Filipe Toledo comemorando nos braços da torcida em Saquarema. Foto: Damien Poullenot – WSL

“Obrigado por todo o apoio e carinho que recebi aqui em El Salvador”, disse Filipe Toledo. “Eu me sinto honrado pela posição que estou hoje. Está sendo um ano bastante divertido e é muito bom voltar ao Brasil, para recarregar minhas baterias e tentar vencer novamente lá. Sei que tem muito trabalho a fazer ainda, mas está indo tudo bem até agora. Estou muito feliz por fazer mais uma final e agradeço a minha família, feliz aniversário para a minha mãe e obrigado à minha equipe por todo o suporte durante toda essa temporada”.

Filipe Toledo estava literalmente voando nas direitas de 3-5 pés da sexta-feira em Punta Rocas. Com uma impressionante combinação de dois aéreos na mesma onda, ganhou as maiores notas do último dia do Surf City El Salvador Pro. O primeiro voo duplo foi na semifinal brasileira com Italo Ferreira e arrancou 9,70 dos juízes, para vencer o campeão olímpico com o maior placar do dia, 17,10 a 13,20 pontos.

Italo Ferreira em ação. Foto: Thiago Diz – World Surf League

Na grande final, ele repetiu a dose logo na primeira onda que surfou, largando na frente com nota 9,57. O mesmo Griffin Colapinto que o derrotou na decisão do título do MEO Pro Portugal em Supertubos, respondeu bem com nota 9,00 na sua segunda onda. Depois, o máximo que Filipe conseguiu somar foi 6,43 e os dois ficaram empatados em 16,00 pontos, com a nota 7,00 que o californiano.

Griffin Colapinto em ação. Foto: Pat Nolan – World Surf League

A vantagem ainda era do Filipe por ter a maior nota e Griffin ficou precisando de 7,01 para vencer. Ele falhou na primeira tentativa e o brasileiro ficou com a prioridade de escolher a próxima onda. O tempo foi se esgotando e quando restavam 2 minutos, Filipe deixou passar uma onda que parecia não ter potencial, porém Griffin pegou e já mandou um aéreo, seguido por uma manobra e terminando com outro aéreo de na finalização. O americano vibrou e quando os juízes lhe deram um “questionável”, 8,00 com Griffin Colapinto , virando a bateria e conquistando a  segunda vitória da sua carreira, por 17,00 a 16,00 pontos.

“Foi muito louco isso. Eu fiquei perplexo que estávamos empatados, então fiquei pensando que não podia terminar assim”, contou Griffin Colapinto. “Eu tinha que ter mais uma chance para tentar e eu simplesmente adoro quando estou nessa posição. Eu e o Filipe (Toledo) já tivemos algumas batalhas. Ele ganhou de mim em G-Land, então estou muito feliz em dar o troco aqui, mas ele está surfando muito bem. Naquele 9,57, já vi que era o Filipe fazendo uma das suas. Esta final pareceu ter sido melhor do que a de Portugal e estou apenas curtindo tudo isso”.

Antes de vencer sua segunda decisão de título em etapas do CT com Filipe Toledo, Griffin Colapinto tinha impedido uma final brasileira no Surf City El Salvador Pro, derrotando Gabriel Medina na semifinal. Se a vitória sobre Filipe foi por 1 ponto, a diferença contra o tricampeão mundial foi menor ainda, 13,30 a 13,17 pontos. Cada um só surfou uma onda boa e a do americano foi melhor, ganhou nota 8,50, contra 7,67 de Medina. Assim como em G-Land, o atual campeão mundial parou nas semifinais, dividindo o terceiro lugar com Italo Ferreira.

Gabriel Medina em ação. Foto: Pat Nolan – World Surf League

NOVIDADES NOS TOP-5: Griffin e Italo entraram na lista dos top-5 do ranking, com os resultados conquistados em El Salvador. Os dois subiram para a terceira e quarta posições, respectivamente, no grupo dos surfistas que vão decidir o título mundial da temporada no Rip Curl WSL Finals, em setembro em Trestles, na Califórnia. Os outros três que estão se classificando são o líder, Filipe Toledo, o vice Jack Robinson e Kanoa Igarashi, medalha de prata na decisão olímpica contra Italo Ferreira nos Jogos de Tóquio.

Os dois que saíram dos top-5 foram o contundido John John Florence e o australiano Ethan Ewing. Já Gabriel Medina, que não competiu na primeira metade da temporada, ainda está bem longe de poder disputar mais um título mundial esse ano. Ele é o 23.o colocado no ranking das sete etapas completadas no Surf City El Salvador Pro. Restam mais três para fechar a lista dos cinco concorrentes, o Oi Rio Pro apresentado pela Corona em Saquarema e as etapas da África do Sul em Jeffreys Bay e do Taiti nos tubos de Teahupoo.

RECORDE DE VITÓRIAS: No ranking feminino, as finalistas em El Salvador também entraram no grupo das top-5 para o Rip Curl WSL Finals. Com os 10.000 pontos da 33.a vitória de Stephanie Gilmore em etapas do CT, a heptacampeã mundial subiu da sétima para a terceira posição no ranking.

Stephanie Gilmore em ação. Foto: Thiago Diz – World Surf League

“Muchas Gracias El Salvador, foi um evento incrível”, disse Stephanie Gilmore. “Depois que eu passei pela Caroline (Marks), fiquei superconfiante e senti que poderia vencer aqui. A Lakey (Peterson) é uma surfista incrível também, então eu sabia que seria uma final muito difícil. Mas, eu amo isso, amo vencer, amo esse esporte. Podemos viajar para lugares incríveis, para surfar ondas incríveis. Isso é Pura Vida. Eu adoraria ganhar outro título mundial, mas tem muito trabalho duro para fazer, então quero curtir essa experiência aqui. Estou muito feliz”.

E a vice-campeã nas direitas de Punta Roca, Lakey Peterson, marcou 7.800 pontos e foi do sexto para o quinto lugar. A pentacampeã, Carissa Moore, segue na frente agora com a francesa Johanne Defay em segundo e a costa-ricense Brisa Hennessy dividindo o terceiro lugar com Stephanie Gilmore.

Johanne Defay em ação. Foto: Pat Nolan – World Surf League

Stephanie Gilmore e Lakey Peterson tiraram do grupo dos top-5 a brasileira Tatiana Weston-Webb e a australiana Tyler Wright, que não competiu em El Salvador por problemas de saúde. Assim como Filipe Toledo, Carissa Moore permaneceu em primeiro lugar no ranking e também vai usar a lycra amarela da World Surf League no Oi Rio Pro apresentado pela Corona em Saquarema. Agora, o Brasil passa a ser o centro das atenções do surfe mundial.

Lakey Peterson em ação. Foto: Thiago Diz – World Surf League

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO SURF CITY EL SALVADOR PRO:

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:

Campeão: Griffin Colapinto (EUA) por 17,00 pts (9,00+8,00) – US$ 100.000 e 10.000 pts
Vice-campeão: Filipe Toledo (BRA) com 16,00 pts (9,57+6,43) – US$ 63.000 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 40.000 e 6.085 pontos:

1.a: Griffin Colapinto (EUA) 13,30 x 13,17 Gabriel Medina (BRA)
2.a: Filipe Toledo (BRA) 17,10 x 13,20 Italo Ferreira (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:

Campeã: Stephanie Gilmore (AUS) por 13,00 pts (7,33+5,67) – US$ 100.000 e 10.000 pts
Vice-campeã: Lakey Peterson (EUA) com 10,67 pts (6,67+4,00) – US$ 63.000 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 40.000 e 6.085 pontos:

1.a: Lakey Peterson (EUA) 12,70 x 9,67 Johanne Defay (FRA)
2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 14,50 x 9,84 Caroline Marks (EUA)

RANKING DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR – 7 etapas:

1.o- Filipe Toledo (BRA) – 40.040 pontos
2.o- Jack Robinson (AUS) – 36.905
3.o- Griffin Colapinto (EUA) – 32.150
4.o- Italo Ferreira (BRA) – 28.300
5.o- Kanoa Igarashi (JPN) – 28.110
6.o- John John Florence (HAV) – 28.025
7.o- Ethan Ewing (AUS) – 27.650
8.o- Callum Robson (AUS) – 23.835
9.o- Barron Mamiya (HAV) – 22.620
10.o- Miguel Pupo (BRA) – 22.120
11.o- Caio Ibelli (BRA) – 21.470
12.o- Jordy Smith (AFR) – 20.780
13.o- Connor O´Leary (AUS) – 20.695
14.o- Kolohe Andino (EUA) – 19.355
15.o- Matthew McGillivray (AFR) – 19.065
16.o- Kelly Slater (EUA) – 18.640
17.o- Jake Marshall (EUA) – 17.365
17.o- Samuel Pupo (BRA) – 17.365
17.o- Nat Young (EUA) – 17.365
20.o- Seth Moniz (HAV) – 16.800
21.o- Jadson André (BRA) – 15.375
22.o- Jackson Baker (AUS) – 13.950
23.o- Gabriel Medina (BRA) – 13.230
24.o- Yago Dora (BRA) – 5.710
25.o- Rio Waida (IDN) – 3.320

RANKING DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR – 7 etapas:

1.a- Carissa Moore (HAV) – 36.840 pontos
2.a- Johanne Defay (FRA) – 35.065
3.a- Stephanie Gilmore (AUS) – 32.930
3.a- Brisa Hennessy (CRI) – 32.930
5.a- Lakey Peterson (EUA) – 31.650
6.a- Tyler Wright (AUS) – 28.660
7.a- Isabella Nichols (AUS) – 27.320
8.a- Courtney Conlogue (EUA) – 26.880
9.a- Tatiana Weston-Webb (BRA) – 26.525
10.a- Gabriela Bryan (HAV) – 24.325
11.a- Sally Fitzgibbons (AUS) – 22.065
12.a- Bronte Macaulay (AUS) – 20.570
13.a- Caroline Marks (EUA) – 12.875

Covid-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Surf City El Salvador Pro apresentado pela Corona, sétima etapa do WSL Championship Tour foi realizado com patrocínio da Surf City, Corona, El Salvador Tourism, SHISEIDO, Pura Vida, Red Bull, Oakley, Hydro Flask e Expedia.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – World Surf League (WSL)

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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