Rip Curl Rottnest Search – Caio vence, Peterson, Jadson e Tati, dão adeus as disputas.

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Dos 04 Brazucas que competiram nas fracas e poucas ondas da repescagem do Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona, Caio Ibelli venceu e se garantiu no próximo round.

Caio Ibelli ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

A segunda-feira amanheceu com ondas de meio metro a um metro e com longos intervalos entre as séries em Strickland Bay. A comissão técnica do World Surf League Championship Tour escolheu começar o segundo dia pelas primeiras eliminatórias femininas e aumentou o tempo das baterias de 30 para 35 minutos. Mesmo assim, poucas ondas boas entravam para dividir entre três atletas.

A vice-líder no ranking 2021 da World Surf League, Tatiana Weston-Webb, competiu na primeira do dia e foi eliminada sem conseguir surfar um boa onda em uma bateria muito fraca de ondas. Na terça-feira, as condições do mar também serão desfavoráveis e a próxima chamada já foi marcada para as 7h15 da quarta-feira na Austrália, 20h15 da terça-feira no Brasil.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Cait Miers – WSL

A gaúcha não conseguiu mostrar o seu surfe na ilha de Rottnest. Na segunda-feira passada, ela deu um show nas grandes ondas de Main Break, para derrotar a pentacampeã mundial Stephanie Gilmore na decisão do título do Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona. Já em Strickland Bay, as ondas simplesmente não apareceram para ela nas duas baterias que disputou, no domingo e na segunda-feira.

As australianas que Tatiana enfrentou começaram melhor e a brasileira decidiu aguardar por uma onda com potencial para tirar notas altas. Só que não entrou nenhuma como ela gostaria. O máximo que Tatiana conseguiu foi uma nota 3,17 nos minutos finais. Nikki Van Dijk somou 5,93 com 4,17 para vencer e Mia McCarthy ficou com a segunda vaga para a terceira fase com notas 5,33 e 1,83. A brasileira terminou em último com 4,77 nas duas notas computadas. Com a eliminação em 17.o lugar, três surfistas têm chances de superar os 27.540 pontos da Tatiana na vice-liderança do ranking. Mas, Stephanie Gilmore e Caroline Marks precisam chegar na final para isso e Tyler Wright só se vencer esta etapa.

Nikki Van Dijk em ação. Foto: Cait Miers – WSL

Assim como na primeira fase, só foi a brasileira sair do mar em último lugar por falta de ondas boas para surfar em Strickland Bay, as séries não pararam de entrar no confronto seguinte. As australianas Isabella Nichols e Bronte Macaulay eliminaram a costa-ricense Brisa Henessy, somando boas notas, entre 6 e 7. Isabella venceu por 13,33 pontos e Bronte ficou com a última vaga para as oitavas de final com 13,10, contra 9,23 da surfista da Costa Rica.

Bronte Macaulay em ação. Foto: Cait Miers – WSL

Na sequencia foi a vez da repescagem masculina mas após alguns minutos e cinco ondas surfadas, os três competidores foram chamados para saírem do mar. O alerta foi porque foi avistado um tubarão na área do campeonato em Strickland Bay.

Esse protocolo de segurança é sempre utilizado pela World Surf League em qualquer ameaça aos atletas. A bateria retornou 15 minutos depois e tudo transcorreu normalmente. Com Griffin Colapinto e Jack Freestone eliminando Taj Burrow. A seguir Matthew McGillivray e Liam O´Brien usaram a tática do jogo de equipe Liam O´Brien eliminando Jeremy Flores que não ficou nem um pouco satisfeito com a atitude de seus adversários.

Griffin Colapinto em ação. Foto: Cait Miers – WSL

A seleção brasileira começou sua participação em dose dupla na repescagem somente na terceira bateria, quando já estava tudo tranquilo. Apesar de ser um pico onde as esquerdas são mais longas, na segunda-feira as direitas estavam melhores. Caio Ibelli e Peterson Crisanto foram rápidos pegando as ondas que entraram no início. Cada um surfou duas, mas eram fracas. Caio logo pega uma direita melhor para fazer três manobras que valeram 5,33.

Peterson Crisanto ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

O australiano Stuart Kennedy só surfou sua primeira onda aos 15 minutos de bateria e foi boa, com a direita abrindo a parede para começar bem, com 4,83. Os brasileiros também surfaram nessa série. A do Peterson foi fraca, mas a do Caio rendeu um 3,53 para se manter na frente. Logo o australiano pega outra direita boa, mas ele usou muito o fundo da prancha, ao invés da borda, recebendo nota 4,00 para liderar por 8,86 a 8,83.

Peterson estava em último e até conseguiu uma nota 4,07, mas já era tarde. Caio ainda troca o 3,53 por 4,30 para assegurar o primeiro lugar e Stu Kennedy aumentou a vantagem com nota 4,33. Peterson teria que buscar 5,09 para fazer a dobradinha brasileira e escolheu uma onda ruim, que fechou rápido. Foi a última chance e Caio Ibelli venceu por 9,63 pontos, com o australiano passando em segundo com 9,16 e Peterson acabou em terceiro com 5,90.

Ainda teve mais um brasileiro na bateria que fechou a segunda-feira, mas Jadson André foi eliminado por dois australianos. O potiguar buscou as esquerdas para usar seus aéreos de frontside, mas elas estavam fechando rápido. Jacob Willcox e Morgan Cibilic escolheram as direitas que estavam melhores e ficaram com as últimas vagas para a terceira fase. Jadson terminou empatado com Peterson Crisanto em 33.o lugar no Rip Curl Rottnest Search.

Jadson André ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

DOMÍNIO BRASILEIRO – Apesar das duas eliminações, nove surfistas da seleção brasileira da WSL vão disputar classificação para as oitavas de final na terceira fase. Quatro estão na chave de cima, que vão apontar o primeiro finalista. Cinco ficaram na chave de baixo, que decidirá a segunda vaga na grande final da etapa que fechará a “perna australiana” do World Surf League Championship Tour 2021.

A seleção brasileira agora busca o quinto título no Rip Curl Rottnest Search. A batalha por vagas nas oitavas de final começa com dois confrontos diretos com a Austrália. Deivid Silva enfrenta Morgan Cibilic na quarta bateria da terceira fase e Filipe Toledo entra na quinta com um dos convidados desta etapa, Liam O´Brien.

Depois, um duelo brasileiro entre Caio Ibelli e Miguel Pupo na oitava bateria, fecha a chave de cima. O bicampeão mundial Gabriel Medina entra na seguinte, com a lycra amarela de número 1 da World Surf League, abrindo a chave de baixo com o convidado, Kael Walsh. Na 11.a bateria, Alex Ribeiro enfrenta o americano Conner Coffin.

Gabriel Medina ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

O vice-líder do ranking e atual campeão mundial, Ítalo Ferreira, entra na 13.a com mais um convidado, Jacob Willcox. Depois, tem o capitão da seleção, Adriano de Souza, na 14.a com Ethan Ewing e Yago Dora na 15.a, disputando classificação para as oitavas de final com outro australiano, Jack Freestone.

Ítalo Ferreira ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

PRÓXIMA CHAMADA – O Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Youtube e aplicativo da WSL e pelos canais da ESPN Brasil. Esta quinta etapa do World Surf League Championship Tour 2021 tem prazo até o dia 26 para fechar a “perna australiana” na ilha de Rottnest. Já foi decretado “day-off” para a terça-feira e a primeira chamada para a terceira fase foi marcada para as 7h15 da quarta-feira na Austrália, 20h15 da terça-feira no Brasil.

PRÓXIMAS BATERIAS DO RIP CURL ROTTNEST SEARCH:

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final ou 17.o lugar com 1.330 pontos:

1.a: Jordy Smith (AFR) x Stuart Kennedy (AUS)
2.a: Julian Wilson (AUS) x Wade Carmichael (AUS)
3.a: Ryan Callinan (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
4.a: Morgan Cibilic (AUS) x Deivid Silva (BRA)
5.a: Filipe Toledo (BRA) x Liam O´Brien (AUS)
6.a: Seth Moniz (EUA) x Jack Robinson (AUS)
7.a: Frederico Morais (PRT) x Michel Bourez (FRA)
8.a: Caio Ibelli (BRA) x Miguel Pupo (BRA)
9.a: Gabriel Medina (BRA) x Kael Walsh (AUS)
10.a: Matthew McGillivray (AFR) x Owen Wright (AUS)
11.a: Conner Coffin (EUA) x Alex Ribeiro (BRA)
12.a: Griffin Colapinto (EUA) x Mikey Wright (AUS)
13.a: Ítalo Ferreira (BRA) x Jacob Willcox (AUS)
14.a: Adriano de Souza (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
15.a: Yago Dora (BRA) x Jack Freestone (AUS)
16.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Connor O´Leary (AUS)

OITAVAS DE FINAL – Derrota=9.o lugar com 2.610 pontos:

1.a: Caroline Marks (EUA) x Malia Manuel (EUA)
2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Macy Callaghan (AUS)
3.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Nikki Van Dijk (AUS)
4.a: Tyler Wright (AUS) x Sage Erickson (EUA)
5.a: Carissa Moore (EUA) x Mia McCarthy (AUS)
6.a: Isabella Nichols (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)
7.a: Johanne Defay (FRA) x Keely Andrew (AUS)
8.a: Courtney Conlogue (EUA) x Amuro Tsuzuki (JPN)

RESULTADOS DAS REPESCAGENS NA SEGUNDA-FEIRA:

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Round 3 / 3.o=33.o lugar com 265 pontos:

1.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=12.50, 2-Jack Freestone (AUS)=11.16, 3-Taj Burrow (AUS)=9.60
2.a: 1-Matthew McGillivray (AFR)=12.23, 2-Liam O´Brien (AUS)=10.90, 3-Jeremy Flores (FRA)=9.10
3.a: 1-Caio Ibelli (BRA)=9.63, 2-Stuart Kennedy (AUS)=9.16, 3-Peterson Crisanto (BRA)=5.90
4.a: 1-Jacob Willcox (AUS)=13.50, 2-Morgan Cibilic (AUS)=8.90, 3-Jadson André (BRA)=7.10

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos:

1.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=10.10, 2-Mia McCarthy (AUS)=7.16, 3-Tatiana Weston-Webb (BRA)=4.77
2.a: 1-Isabella Nichols (AUS)=13.33, 2-Bronte Macaulay (AUS)=13.10, 3-Brisa Hennessy (CRI)=9.23

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

O Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona é orgulhosamente apoiado por nossos parceiros: Rip Curl, Tourism Western Australia, Corona, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Boost Mobile, Harvey Norman, Bonsoy, Dometic Outdoor, Bond University, Oakberry, Rottnest Island Authority e Rottnest Express. 

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

Reportagens: Edson “Adrena” Andrade e João Carvalho – WSL Latin America

Edição: Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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