Rip Curl Pro Playa Grande – Alejo e Daniella vencem na Argentina – Assistam ao vídeo!

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O Rip Curl Pro Playa Grande foi encerrado com um show de surfe de Alejo Muniz e Daniella Rosas. Acessem ao link abaixo com o vídeo do ultimo dia.

Alejo Muniz em ação. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

ASSISTAM AO VÍDEO DO ULTIMO DIA, CLICANDO NO PLAYER ABAIXO:

Rip Curl Pro Playa Grande – Dia Final:

Recordes foram batidos nos 8 anos de história da etapa do World Surf League (WSL) Qualifying Series na Argentina. Um grande público lotou a Playa Grande, no sábado de ondas com ótimas formações em Biologia. Daniella Rosas conquistou o bicampeonato, atingindo 17,10 pontos com as notas 8,60 e 8,50 na final peruana com Arena Rodriguez Vargas. E Alejo Muniz manteve a invencibilidade do Brasil com a oitava vitória em Mar del Plata, por incríveis 18,40 a 17,35 pontos, somando notas 9,40 e 9,00, contra 9,10 e 8,25 do peruano Alonso Correa.

Daniella Rosas em ação. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

Com os títulos conquistados no Rip Curl Pro Playa Grande, Alejo Muniz e Daniella Rosas largam na frente nos rankings regionais da temporada 2022/2023 da WSL Latin America. Ambos receberam 2.000 dólares de prêmio e marcaram 1.000 pontos na corrida pelas vagas sul-americanas para o Challenger Series de 2023. A nova bicampeã do QS de Mar del Plata, Daniella Rosas, já vai disputar esse circuito classificatório para a elite do World Surf League Championship Tour esse ano, que começa em maio na Austrália. Esta é também sua segunda vitória consecutiva, pois semana passada ganhou no Brasil o LayBack Pro em Florianópolis.

Finalistas celebrando. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

“Eu estou super, superfeliz. A Arena (Rodriguez Vargas) mostrou que é uma competidora muito forte, já me ganhou algumas vezes e eu também, então estou superfeliz em ganhar esse evento de novo”, disse Daniella Rosas. “Estou feliz em começar assim essa temporada, que é classificatória para o próximo Challengers (Series). Eu ganhei na Praia Mole (Florianópolis, Brasil) e vir aqui e poder ganhar também, é algo incrível para mim. Isso me dá muita confiança para os próximos eventos e para todo o ano também”.

Para confirmar uma inédita final peruana em 4 anos da etapa feminina do Rip Curl Pro Playa Grande, Daniella Rosas e Arena Rodriguez Vargas derrotaram duas brasileiras nas semifinais, que abriram o sábado decisivo em Mar del Plata. As primeiras baterias aconteceram com muita neblina, mas já com boas ondas em Biologia. Arena passou por Karol Ribeiro e Daniella pela grande surpresa, Kiany Hyakutake, que barrou a equatoriana Dominic Barona, bicampeã das duas primeiras edições do QS feminino, em 2017 e 2018.

Karol Ribeiro em ação. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

Na grande final, Daniella mostrou toda a potência do seu backside nas esquerdas de Biologia e foi aumentando a vantagem a cada onda. A vitória começou a ser construída com nota 6,50. Logo ela achou uma onda maior, que abriu a parede para mandar quatro batidas e rasgadas muito fortes, já fazendo os recordes femininos deste ano, com a nota 8,50 e os 15,00 pontos que atingiu. Quando Arena Rodrigues surfou sua melhor onda e recebeu nota 7,00, Daniella pegou uma boa também e atacou com duas pancadas incríveis, que valeram nota 8,60. Com ela, confirmando o bicampeonato com o maior placar das quatro edições desta etapa, 17,10 pontos.

Arena Rodrigues em ação. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

“A verdade é que o mar estava muito pequeno em 2019 e eu ganhei aquele evento com 5 (5,90) pontos de somatória”, lembrou Daniella Rosas. “Tinha sido minha primeira vez aqui e agora já cheguei conhecendo melhor o lugar e vim com confiança, com muita vontade de ganhar. Quero agradecer todas as pessoas no Peru, que estavam torcendo por mim, minha mãe, toda a minha família, meus patrocinadores, porque sem eles não seria possível estar onde eu estou e, principalmente, a Deus por ter me mandado boas ondas”.

PERUANO NA FINAL: Na categoria masculina, um peruano também despontou como favorito para quebrar a invencibilidade brasileira de títulos no Rip Curl Pro Playa Grande. Primeiro, Alonso Correa acabou com a chance de Santiago Muniz tentar a primeira vitória argentina da história em Mar del Plata. Em uma semifinal super disputada, o peruano superou o surfista que vinha se destacando nas ondas de Biologia, por 15,35 a 14,00 pontos, somando 7,70 e 7,65 contra duas notas 7,00 do argentino.

Santiago Muniz em ação. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

Na outra semifinal, o irmão mais velho de Santiago e ex-top do CT, Alejo Muniz, ganhou um duelo brasileiro com Gabriel André, igualmente por uma pequena vantagem de 14,15 a 13,25 pontos. A nota 7,50 da melhor onda surfada na bateria, foi decisiva para a vitória. Mas, Alejo saiu do mar sentindo uma contusão no joelho, aumentando a chance para Alonso Correa conseguir a primeira vitória peruana na etapa masculina do QS de Mar del Plata.

Gabriel André em ação. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

FINAL DOS RECORDES: Ele começou bem com nota 6,00 e logo destruiu uma esquerda com três pauladas de frontside, que valeram nota 8,00. Mas, Alejo ignorou as dores e deu o troco numa direita mais longa, detonada por uma série de batidas e rasgadas também de frontside até a beira, que arrancaram nota 9,00 dos juízes. Alonso pegou outra boa, fez uma manobra e entrou num tubo, mas ficou lá dentro.

Alejo ficou com a prioridade de escolher a próxima, aguardando por uma melhor. E pegou uma esquerda para mandar um rasgadão de backside no pocket da onda, uma batida vertical muito forte e mais um cutback pra finalizar. Os juízes deram nota 9,40 e Alejo assumiu a ponta com 18,40 pontos, chegando muito perto dos 18,70 do recorde histórico de Italo Ferreira em 2014, que continua sendo a maior somatória nos 8 anos do Rip Curl Pro Playa Grande.

Alonso Correa respondeu com três ataques muito potentes em outra onda grande em Biologia. Ele recebeu 9,10 e fez o segundo maior placar deste ano, 17,10 pontos. O peruano saiu da “combination” e passou a precisar de 9,31 para vencer. Alonso tentou uma vez, duas, mas somente na terceira acertou uma série de três manobras com pressão e velocidade, com a última mais explosiva na junção. A nota sai 8,25 e ele aumentou seu recorde para 17,35 pontos, mas não impediu a oitava vitória brasileira em Mar del Plata, por 18,40 pontos.

Alonso Correa em ação. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

Alejo saiu emocionado do mar e logo foi abraçado pelo seu irmão, Santiago, que o carregou nos ombros pela praia junto com amigos. É a primeira vez que ele compete na cidade onde nasceu e já conquistou o título. Apesar de argentino como o irmão, Alejo sempre competiu como brasileiro, por morarem em Santa Catarina desde crianças. Ele chegou na arena do evento chorando bastante, abraçando seu irmão novamente e é cumprimentado por todos, no caminho até a entrevista da transmissão ao vivo do evento pelo WorldSurfLeague.com.

“Estou muito emocionado, porque esse campeonato era muito especial para mim”, foram as primeiras palavras de Alejo Muniz. “Eu nasci aqui e nunca tinha competido aqui. Eu sabia que era um sonho do meu pai, da minha família, era um sonho meu também e poder ganhar aqui um título que eu buscava por muitos anos, é muito, muito especial para mim. Eu machuquei o joelho nas semifinais, mas a energia da minha família, meus amigos, dizendo que era só mais uma bateria, eu fui com tudo pra final”.

A vitória no Rip Curl Pro Playa Grande foi a sexta de Alejo Muniz em etapas do WSL Qualifying Series. As últimas tinham sido 7 anos atrás, no QS 10000 de Ballito na África do Sul e no QS 6000 de Newcastle, na Austrália, ambas em 2015. As outras foram no US Open of Surfing de 2013 na Califórnia, no Hang Loose Pro Contest de 2011 em Fernando de Noronha e a primeira foi no Estoril Pro de 2009 em Portugal. Alejo fez parte da elite da World Surf League até 2017 e começa na frente na busca por classificação pelo ranking regional da WSL Latin America, para tentar retornar a elite no Challenger Series de 2023.

Finalistas celebrando. Foto: Mariano Antúnez – Rip Curl Pro

“Quero felicitar também ao Alonso (Correa), que me fez surfar o meu melhor de todo o campeonato. E parabéns a todos que participaram do evento esse ano também”, destacou Alejo Muniz. “Eu quero aproveitar um pouco do que estou vivendo agora, quero ver melhor o que aconteceu com o meu joelho, porque na semana que vem já teremos outro campeonato no Brasil, tão importante como esse. Então, vou desfrutar um pouco com os amigos, a família, porque não tem muito tempo para o próximo evento já”.

RESULTADOS DO SÁBADO NO RIP CURL PRO PLAYA GRANDE:

DECISÃO DO QS 1000 MASCULINO:

Campeão: Alejo Muniz (BRA) por 18,40 pts (9,40+9,00) – US$ 2.000 e 1.000 pts
Vice-campeão: Alonso Correa (PER) com 17,35 pts (9,10+8,25) – US$ 900 e 800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 550 e 650 pontos:

1.a: Alonso Correa (PER) 15,35 x 14,00 Santiago Muniz (ARG)
2.a: Alejo Muniz (BRA) 14,15 x 13,25 Gabriel André (BRA)

DECISÃO DO QS 1000 FEMININO:

Bicampeã: Daniella Rosas (PER) por 17,10 pts (8,60+8,50) – US$ 2.000 e 1.000 pts
Vice-campeã: Arena Rodriguez Vargas (PER) com 11,00 pts (7,00+4,00) – US$ 900 e 800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 550 e 650 pontos:

1.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) 11,00 x 9,00 Karol Ribeiro (BRA)
2.a: Daniella Rosas (PER) 11,20 x 8.50 Kiany Hyakutake (BRA)

TOP-10 DO RANKING 2022/23 DA WSL LATIN AMERICA:

1.o: Alejo Muniz (BRA) – 1.000 pontos
2.o: Alonso Correa (PER) – 800
3.o: Santiago Muniz (ARG) – 650
3.o: Gabriel André (BRA) – 650
5.o: Lucas Vicente (BRA) – 500
5.o: Leo Casal (BRA) – 500
5.o: Heitor Mueller (BRA) – 500
5.o: Noel De La Torre (CHL) – 500
9.o: Leandro Usuna (ARG) – 350
9.o: Marcos Correa (BRA) – 350
9.o: Ryan Kainalo (BRA) – 350
9.o: Krystian Kymerson (BRA) – 350

TOP-10 DO RANKING 2022/23 DA WSL LATIN AMERICA:

1.a: Daniella Rosas (PER) – 1.000 pontos
2.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 800
3.a: Kiany Hyakutake (BRA) – 650
3.a: Karol Ribeiro (BRA) – 650
5.a: Taina Hinckel (BRA) – 500
5.a: Yanca Costa (BRA) – 500
5.a: Melanie Giunta (PER) – 500
5.a: Dominic Barona (ECU) – 500
9.a: Sophia Medina (BRA) – 350
9.a: Summer Macedo (BRA) – 350
9.a: Naire Marquez (BRA) – 350
9.a: Coco Cianciarulo (ARG) – 350

PRÓXIMOS EVENTOS: O Rip Curl Pro Playa Grande terminou no sábado e na próxima quinta-feira já começa mais uma batalha por 1.000 pontos nos rankings regionais de 2022/2023 da WSL Latin America no Brasil. Todos voltam da Argentina para Santa Catarina, para disputar na Praia da Ferrugem, em Garopaba, a primeira das três etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Depois, tem mais três eventos seguidos em maio, a Copa Sails of Change Galapagos nos dias 4 a 8 no Equador, a segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe de 12 a 15 em Salvador, na Bahia, e o Quiksilver & Roxy Iquique Pro de 17 a 22 também de maio no Chile.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – World Surf League

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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