Rip Curl Pro Bells Beach – Filipe Toledo é o Brasil nas semis – Assistam aos vídeos!

Publicado por AdrenaNews 0

O sábado foi mais um dia de boas ondas em Bells pelo sexto dia de disputas do Rip Curl Pro Bells Beach, 4ª etapa do WSL Championship Tour 2022. Apenas 4 baterias foram disputadas e Filipe Toledo é o Brasil nas semis. Acessem aos links abaixo com os vídeos dos melhores momentos.

Filipe Toledo em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

ASSISTAM AOS VÍDEOS COM OS MELHORES MOMENTOS, CLICANDO NOS PLAYERS ABAIXO:

Rip Curl Pro Bells Beach – Highlights Day6:

All The Excellent Waves Men’s Quarters:

Top 5 Moments Men’s Quarters:

Owen Wright vs Ethan Ewing | Rip Curl Pro Bells Beach – Quarterfinals Heat Replay:

John John Florence vs Filipe Toledo | Rip Curl Pro Bells Beach – Quarterfinals Heat Replay:

Callum Robson vs Miguel Pupo | Rip Curl Pro Bells Beach – Quarterfinals Heat Replay:

Italo Ferreira vs Jack Robinson | Rip Curl Pro Bells Beach – Quarterfinals Heat Replay:

As semifinais ficaram para abrir o domingo decisivo. A primeira chamada as 7h00 na Austrália, 18h00 do sábado no Brasil, e o último dia será transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo canal SporTV.

No dia do seu aniversário de 27 anos, o camisa 77 da seleção brasileira, Filipe Toledo, voltou a ocupar a primeira posição no ranking do World Surf League Championship Tour. Ele retribui a derrota para John John Florence na decisão do título do último Rip Curl Pro Bells Beach em 2019 , batendo os recordes do dia nas ondas de 6-7 pés do Bowl de Bells na tarde do sábado na Austrália.

Filipe Toledo, atendendo seus fãs. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

“Certamente, foi um presente de aniversário de Deus, tenho certeza disso”, disse Filipe Toledo. “Eu estava orando antes da bateria começar e a primeira onda boa veio para mim, então todas as orações foram atendidas. Quando você começa a bateria com uma onda boa, tem que fazer logo a segunda nota, especialmente contra alguém como o John John (Florence). Estou muito feliz em ganhar dele e eu amo vir para Bells. É um momento especial, estou sem minha família aqui, mas eu amo vocês. Isso significa muito para mim”.

A liderança no ranking foi confirmada com a queda dos outros brasileiros que estavam na briga, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Eles perderam para dois australianos, no último minuto das suas baterias, para a alegria da torcida que lotou a praia no sábado.

Miguel Pupo em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Três australianos passaram para as semifinais, mas por décimos de diferença. Miguel Pupo foi derrotado por 13,54 a 13,00 pontos por Callum Robson e Italo Ferreira perdeu por 14,00 a 13,80, para Jack Robinson. As duas baterias foram decididas nas ondas surfadas no último minuto. Já Filipe fez os recordes do sábado na vitória sobre John John Florence por 16,40 a 14,76, com uma nota 9,63 na melhor onda do dia. Ele vai enfrentar Ethan Ewing na primeira semifinal.

Italo Ferreira em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

A comissão técnica do Rip Curl Pro Bells Beach aguardou pelas melhores condições do novo swell que entrou no sábado. As quartas de final só foram iniciadas as 15h00 na Austrália, 2h00 da madrugada no Brasil. Com isso, as semifinais ficaram para abrir o último dia do evento, que ainda tem prazo até quarta-feira para ser encerrado. A melhor bateria foi a reedição da final de 2019, entre Filipe Toledo e o havaiano John John Florence.

John John Florence em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

“Ele (John John Florence) vinha sendo o destaque do evento e é sempre bom ganhar de alguém como ele. Ainda mais aqui em Bells, onde ele me venceu naquela final de 2019”, disse Filipe Toledo. “Na minha opinião, a bateria dele com o João (Chianca) dias atrás aqui, foi a bateria do ano. Você nunca sabe o que vai acontecer na próxima onda dele. Mas, o mar hoje está mais complicado de surfar, bem balançado, então sabia que seria mais difícil ele tirar um 7,9 pra me vencer. E eu só queria ter mais uma nota pra somar com o 9 da primeira e garantir o primeiro lugar. Estou feliz que deu certo e eu segui para as semifinais”.

Filipe já abriu a bateria com a maior nota do dia e a segunda maior do Rip Curl Pro Bells Beach. Os juízes deram 9,63 na onda destruída por uma série de quatro manobras muito fortes, sempre buscando o ponto mais crítico com maior grau de dificuldade para atacar. Em todas, Filipe usou o pé de trás, para inverter a direção da prancha levantando grandes leques de água. Ele ainda atravessou a sessão de espuma e finalizou com um batidão na junção. John John também começou bem com nota 8,43, aproveitando todo espaço da onda executando batidas, rasgadas e o seu layback característico de finalização.

Aí veio uma longa calmaria, até as séries voltarem a entrar com boas ondas para os dois surfarem. John John começou arriscando os aéreos acertando, assumindo a liderança com nota 6,33. Mas, Filipe achou outra onda que abriu uma parede para o camisa 77 da seleção brasileira usar suas variedades de manobras progressivas e ganhar nota 6,77 no seu aniversário de 27 anos. Com ela, reassumiu a ponta deixando John John precisando de 7,98 para vencer nos 7 minutos finais. Só que não veio mais ondas com potencial, a vitória de Filipe foi confirmada por 16,40 a 14,76 e os dois se cumprimentaram na saída do mar.

Depois, Filipe foi atender aos fãs na entrada da arena do evento, dando autógrafos, tirando fotos, com vários brasileiros cantando parabéns a você para ele. Enquanto isso, ninguém surfou nada nos primeiros 15 minutos da bateria seguinte e ela foi reiniciada, para Miguel Pupo e Callum Robson terem novamente os 35 minutos para disputar a segunda quarta de final do Rip Curl Pro Bells Beach. O brasileiro logo pegou uma onda, mas caiu na primeira manobra. O australiano entrou na seguinte e começou com nota 4,27.

Callum Robson em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Miguel respondeu com 4,83, mas Callum veio numa onda melhor e maior, que abriu uma parede para fazer mais manobras e ganhar nota 7,67. O brasileiro seguiu errando na escolha, mas reagiu no final, quando já precisava de 8,31 para vencer. Ele, enfim, pegou uma boa onda boa usando toda a verticalidade do seu backside e retornar para a disputa com uma nota 7,60.

A diferença caiu para 5,95 e no último minuto achou outra onda para mandar duas batidas fortes, uma de cabeça pra baixo, seguindo com uma série de rasgadas até finalizar com um ataque explosivo na junção. Miguel vibrou, mas a média da nota ficou em 5,40 e ele não conseguiu virar o placar, que terminou em 13,54 a 13,00 pontos para o australiano Callum Robson.

Na última bateria do dia, aconteceu o mesmo, com séries passando dos 8 pés. Foi mais um confronto entre um australiano e um brasileiro. O aussie surfando de frontside e o brazuca de backside nas direitas de Bells Beach. Os dois iniciaram com notas baixas e Italo Ferreira pegou a primeira boa, mandando batidas e rasgadas muito fortes, abrindo grandes leques de água. Na última manobra, a prancha não aguentou a pressão e quebrou.

O campeão olímpico e vencedor do Rip Curl Pro Bells Beach em 2018, recebeu nota 6,40 nessa onda. Jack Robinson logo surfou outra que valeu 5,83 e retomou a liderança, mas a batalha seguiu onda a onda. Italo voltou ao primeiro lugar com nota 7,10 e tudo foi decidido nas ondas que eles pegaram no último minuto. O brasileiro vibrou bastante após destruir a dele com batidas verticais e grandes rasgadas. Só que Robinson também surfou muito bem e as notas demoraram para sair. Jack precisava de 6,51 para vencer.

Jack Robinson em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

A praia inteira, que torceu intensamente a cada onda dele, ficou na expectativa. Como era a última bateria, os juízes tinham mais tempo para analisar as duas ondas, revendo os vídeos. Minutos depois, as notas são anunciadas: 6,70 para Italo Ferreira e 7,00 para Jack Robinson, que venceu por 14,00 a 13,80 pontos. Com isso, ficou formada uma semifinal 100% australiana, entre ele e Callum Robson. Na outra, Filipe Toledo enfrentará outro aussie, Ethan Ewing.

Ethan Ewing em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

ÚLTIMO DIA DO RIP CURL PRO BELLS BEACH 2022:

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 25.000 e 6.085 pontos:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
2.a: Callum Robson (AUS) x Jack Robinson (AUS)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 25.000 e 6.085 pontos:

1.a: Tyler Wright (AUS) x Courtney Conlogue (EUA)
2.a: Carissa Moore (HAV) x Brisa Hennessy (CRI)

RESULTADOS DO SÁBADO EM BELLS BEACH:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 16.000 e 4.745 pontos:

1.a: Ethan Ewing (AUS) 16,33 x 11,17 Owen Wright (AUS)
2.a: Filipe Toledo (BRA) 16,40 x 14,76 John John Florence (HAV)
3.a: Callum Robson (AUS) 13,54 x 13,00 Miguel Pupo (BRA)
4.a: Jack Robinson (AUS) 14,00 x 13,80 Italo Ferreira (BRA)

COVID-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19. Os procedimentos incluem triagem pré-evento em conformidade com as diretrizes estaduais e locais, que recomenda o uso de máscara em toda a arena do evento.

TRANSMISSÃO AO VIVO: O prazo desta quarta etapa do World Surf League Championship Tour 2022 vai até o dia 20 na Austrália, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, pelo WSL app, pelo YouTube da WSL e pelo canal SporTV

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

O Rip Curl Pro Bells Beach acontece com patrocínio da Rip Curl, Visit Vic, Red Bull, Shiseido, Oakley, Hydro Flask, Expedia, Surf Coast Shire, TAC, Bond University, Harvey Norman, Bonsoy, Boost Mobile, Oakberry, Dometic, Coopers, FCS e Pura Vida.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – World Surf League

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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