Rip Curl Pro Bells Beach – Começa o prazo neste fim de semana em Bells.

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Neste sábado inicio de noite aqui no Brasil, começo da manhã de domingo em Bells Beach, começa o prazo para o Rip Curl Pro Bells Beach, quarta etapa do World Surf League Championship Tour 2022.

Bells. Foto: Ed Sloane – WSL

O prazo vai até o dia 20 de abril na Austrália, as previsões de direitas clássicas com bom tamanho em Bells, são pouco animadoras, nos primeiros dias do prazo de realização as ondas ficarão em torno de meio a um metro, melhorando um poucos nos dias seguintes mas nada acima de um metro e meio com formações irregulares por causa dos ventos moderados a fortes.

Nesta quinta-feira em Bells Beach foram realizada as baterias do Victorian Rip Curl Trials 2022, as triagens foram disputadas com uma grande quantidade de surfistas locais em busca por uma vaga nos confrontos com os surfistas da elite do surf mundial. O jovem australiano Tully Wylie e à promessa norte-americana Alyssa Spencer, venceram seus adversários e conquistaram suas vagas.

Alyssa Spencer em ação. Foto: Divulgação – WSL

Pelo masculino estiveram competindo 18 surfistas locais. Tully Wylie, superou Xavier Huxtable, Bohdie Williams e Lewy Oates. Com este triunfo Tully Wylie garantiu a estreia em provas do CT, ele que terminou a mais recente temporada do QS regional da Austrália e Oceania no 25.º posto do ranking, não apresentando qualquer resultado expressivo ao longo da carreira no QS e também no Pro Júnior. Na rodada inaugural em Bells, Wylie vai enfrentar o líder mundial Kanoa Igarashi e também o rookie peruano Lucca Mesinas.

Tully Wylie em ação. Foto: Divulgação – WSL

No feminino o formato foi diferente, uma vez que além de 16 surfistas locais a Rip Curl convidou ainda quatro surfistas do seu time internacional, a norte-americana Alyssa Spencer, a japonesa Amuro Tsuzuki e ainda as australianas, Kobe Enright e Ellie Harrison. Nas baterias iniciais o destaque foi para a ex-top mundial, Nikki VAn Dijk, que dominou. Contudo, nenhuma das surfistas locais conseguiram fazer frente às convidadas, com a final vencida por Alissa, seguida Kobe, Ellie e Amuro, respectivamente.

Esta será a segunda experiência de Spencer no CT, depois de no ano passado ter participado da etapa do Surf Ranch, onde terminou no 9.º lugar. Alyssa foi a campeã do QS regional. A norte-americana, terá um bom teste para os Challenger Series que começam em maio onde é favorita a conquistar uma das vagas para o CT 2023. A jovem surfista, de 19 anos, vai ter uma prova de fogo na estreia em Bells, uma vez que vai competir na companhia da campeã mundial e olímpica Carissa Moore. A australiana Isabella Nichols é a outra surfista presente nesta bateria.

O tricampeão mundial Mick Fanning é um dos convidados para participar do evento.Ele foi escalado na quinta bateria com o atual vice-campeão mundial Filipe Toledo e Samuel Pupo. A seleção brasileira da WSL continua formada por nove surfistas, com Caio Ibelli substituindo Gabriel Medina, como nas outras três etapas. Além do tricampeão mundial, Yago Dora também segue desfalcando o time masculino.

Mick Fanning em ação. Foto: Ed Sloane – WSL

“Bells era o convite que eu realmente queria”, disse Mick Fanning. “Eu recebi para Narrabeen no ano passado, mas para Bells era o que eu mais desejava. É um lugar que está muito perto do meu coração, então estou bem animado para competir lá. Eu gosto muito da onda de Bells. A velocidade dela, as paredes abrindo e o fato de ser um point break de direitas. Eu amo tudo que vem com Bells, a história, as falésias, a reunião da galera no estacionamento, é tudo incrível. É um lugar que está guardado no meu coração”.

Foi no Rip Curl Pro Bells Beach que Mick Fanning encerrou sua carreira de 17 anos competindo na elite da World Surf League. A última bateria foi na grande final de 2018, quando o campeão olímpico Italo Ferreira festejou sua primeira vitória em etapas do CT, impedindo que o australiano se tornasse o primeiro pentacampeão do evento mais tradicional do calendário mundial. Nas 43 etapas disputadas desde o primeiro circuito em 1976, três surfistas venceram o Rip Curl Pro quatro vezes, Mark Richards em 1978/1979/1980/1982, Kelly Slater em 1994/2006/2008/2010 e Mick Fanning em 2001/2012/2014/2015.

“Conseguir tocar o sino pela quinta vez, algo que ninguém fez, além da Gail Couper (na década de 60, antes do Circuito Mundial), será incrível”, disse Mick Fanning. “Cheguei perto disso durante minha carreira, mas agora só quero me concentrar em fazer uma boa exibição. Quando eu estava no Tour, minha preparação era intensa, treinando sem parar. Desta vez, estou focando apenas em surfar bem, me certificando em estar no nível dos melhores do mundo”.

Depois de passar alguns anos tratando de uma lesão no joelho, Fanning voltou a vestir a lycra de competição em 2021, participando também como convidado do Rip Curl Narrabeen Classic apresentado pela Corona em Sidney. Assim como quando encerrou sua carreira, a última bateria que disputou em Narrabeen Beach foi contra Italo Ferreira, na terceira fase. O tricampeão mundial ganhou 22 etapas do CT e a primeira delas tinha sido 20 anos atrás, no mesmo Rip Curl Pro Bells de 2001 e igualmente com convite da Rip Curl.

Os brasileiros decidiram os títulos das três últimas edições desta etapa. Em 2017, Caio Ibelli ficou em segundo lugar na final com o sul-africano Jordy Smith. Em 2018, Italo Ferreira conquistou sua primeira vitória em etapas do CT, na bateria que marcou a despedida de Mick Fanning das competições. E em 2019, Filipe Toledo foi vice-campeão na decisão contra o havaiano John John Florence. Ainda teve Adriano de Souza, primeiro brasileiro a badalar o sino do troféu da vitória em Bells em 2013. Mineirinho chegou na final novamente em 2015, quando Mick Fanning igualou o tetracampeonato de Mark Richards e Kelly Slater.

Italo Ferreira e Mick Fanning. Foto: Kelly Cestari – WSL

TRANSMISSÃO AO VIVO:  O Rip Curl Pro Bells Beach será realizado com patrocínio da Rip Curl, Visit Vic, Red Bull, Shiseido, Oakley, Hydro Flask, Expedia, Surf Coast Shire, TAC, Bond University, Harvey Norman, Bonsoy, Boost Mobile, Oakberry, Dometic, Coopers, FCS e Pura Vida. O prazo desta quarta etapa do World Surf League Championship Tour 2022 começa dia 10 de abril e vai até o dia 20 na Austrália ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, pelo WSL app, ou pelo YouTube da WSL World Surf League, com transmissão especial no Brasil pelo Globoplay.com e a partir das quartas de final pelos canais SporTV.

PRIMEIRA FASE DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

01: Seth Moniz (HAV), Callum Robson (AUS), Ryan Callinan (AUS)
02: Italo Ferreira (BRA), Ezekiel Lau (HAV), Imaikalani Devault (HAV)
03: Kelly Slater (EUA), Nat Young (EUA), Owen Wright (AUS)
04: Griffin Colapinto (EUA), Leonardo Fioravanti (ITA), Mikey Wright (AUS)
05: Filipe Toledo (BRA), Samuel Pupo (BRA), Mick Fanning (AUS)
06: Kanoa Igarashi (JPN), Lucca Mesinas (PER), Tully Wylie (AUS)
07: Jordy Smith (AFR), Frederico Morais (PRT), Matthew McGillivray (AFR)
08: John John Florence (HAV), Connor O´Leary (AUS), Jackson Baker (AUS)
09: Conner Coffin (EUA), Caio Ibelli (BRA), João Chianca (BRA)
10: Kolohe Andino (EUA), Jack Robinson (AUS), Jadson André (BRA)
11: Miguel Pupo (BRA), Jake Marshall (EUA), Deivid Silva (BRA)
12: Barron Mamiya (HAV), Ethan Ewing (AUS), Morgan Cibilic (AUS)

PRIMEIRA FASE DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

1.a: Lakey Peterson (EUA), Gabriela Bryan (HAV), Courtney Conlogue (EUA)
2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Sally Fitzgibbons (AUS), Bronte Macaulay (AUS)
3.a: Carissa Moore (HAV), Isabella Nichols (AUS), Alyssa Spencer (EUA)
4.a: Brisa Hennessy (CRI), Stephanie Gilmore (AUS), Molly Picklum (AUS)
5.a: Johanne Defay (FRA), India Robinson (AUS), Luana Silva (HAV)
6.a: Malia Manuel (HAV), Tyler Wright (AUS), Bettylou Sakura Johnson (HAV)

TOP-22 DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR 2022 – 3 etapas:

1.o- Kanoa Igarashi (JPN) – 17.290 pontos
2.o- Kelly Slater (EUA) – 14.650
2.o- Barron Mamiya (HAV) – 14.650
4.o- Filipe Toledo (BRA) – 14.440
5.o- Seth Moniz (HAV) – 13.875
6.o- Caio Ibelli (BRA) – 13.500
7.o- Griffin Colapinto (EUA) – 12.660
8.o- John John Florence (HAV) – 12.160
9.o- Jordy Smith (AFR) – 11.385
10.o- Italo Ferreira (BRA) – 10.735
11.o- Miguel Pupo (BRA) – 9.670
12.o- Kolohe Andino (EUA) – 9.395
12.o- Jake Marshall (EUA) – 9.395
14.o- Ethan Ewing (AUS) – 8.745
15.o- Connor O´Leary (AUS) – 7.970
15.o- Callum Robson (AUS) – 7.970
15.o- Nat Young (EUA) – 7.970
18.o- Conner Coffin (EUA) – 7.405
18.o- Jack Robinson (AUS) – 7.405
18.o- Ezekiel Lau (HAV) – 7.405
18.o- Samuel Pupo (BRA) – 7.405
18.o- Lucca Mesinas (PER) – 7.405

Outros sul-americanos:

23.o- João Chianca (BRA) – 5.980 pontos
27.o- Deivid Silva (BRA) – 4.915
27.o- Jadson André (BRA) – 4.915
35.o- Miguel Tudela (PER) – 1.330
39.o- Gabriel Medina (BRA) – 795
39.o- Yago Dora (BRA) – 795

TOP-10 DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR 2022 – 3 etapas:

1.a- Brisa Hennessy (CRI) – 17.355 pontos
2.a- Carissa Moore (HAV) – 16.495
2.a- Lakey Peterson (EUA) – 16.495
4.a- Tatiana Weston-Webb (BRA) – 15.220
5.a- Malia Manuel (HAV) – 15.155
6.a- Johanne Defay (FRA) – 14.235
7.a- Tyler Wright (AUS) – 13.440
8.a- India Robinson (AUS) – 12.100
9.a- Gabriela Bryan (HAV) – 11.305
10.a- Moana Jones Wong (HAV) – 11.045

COVID-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19. Os procedimentos incluem triagem pré-evento em conformidade com as diretrizes estaduais e locais, que recomenda o uso de máscara em toda a arena do evento.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

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Reportagem: João Carvalho – World Surf League

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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