Rip Curl Newcastle Cup apresentado pela Corona – Próxima chamada 6h45 da quinta-feira na Austrália, 17h45 de quarta-feira no Brasil.

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A quarta-feira amanheceu com ondas muito pequenas em Merewether Beach e o Rip Curl Newcastle Cup apresentado pela Corona ficou mais um dia sem competição na Austrália. Uma nova chamada foi marcada para as 6h45 da quinta-feira na Austrália, 17h45 da quarta-feira no fuso horário de Brasília.

Adriano de Souza em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

O prazo da segunda etapa do World Surf League Championship Tour 2021 vai até domingo e as previsões são otimistas para encerrar o evento em boas condições neste restante de semana. As próximas baterias têm nomes de peso, o bicampeão mundial Gabriel Medina abrindo a terceira fase e a heptacampeã Stephanie Gilmore na primeira quarta de final feminina.

“Infelizmente, hoje (quarta-feira) ficamos com poucas ondas aqui em Merewether, depois do bom swell (ondulação) que entrou ontem com boas ondas para fazer quatorze baterias”, disse a vice-presidente de circuitos da WSL e diretora de prova no Rip Curl Newcastle Cup. “Mas, estamos confiantes na previsão das ondas que é promissora para os quatro últimos dias do evento, então voltaremos amanhã (quinta-feira) para ver como vai estar o mar”.

A terça-feira amanheceu com séries de 3-5 pés em Merewether Beach para a continuação da etapa que inaugural da “perna australiana” do World Surf League Championship Tour 2021 em Newcastle. Dos 03 brazucas que competiram na terça-feira, somente o campeão mundial Adriano de Souza se classificou. Mineirinho aproveitou a segunda chance de classificação para a terceira fase, mas Jadson André ficou na repescagem e pelas oitavas de final femininas que fecharam o dia, Tatiana Weston-Webb também acabou eliminada pela australiana Isabella Nichols. Dez brasileiros seguem na disputa do título e Gabriel Medina foi escalado para abrir a terceira fase.

Jadson André em ação. Foto: Caitlin Miers – WSL

A terça-feira em Newcastle foi iniciada pela repescagem feminina e Adriano de Souza entrou no terceiro confronto do dia, pela primeira rodada eliminatória dos homens. Mineirinho enfrentou dois australianos nas direitas de Merewether Beach, onde já foi campeão de uma etapa do WSL Qualifying Series em 2008. Ele não começou bem, mas depois achou uma boa onda para entrar na briga pelas duas primeiras vagas para a terceira fase com nota 6,33.

A seguinte foi melhor, abriu uma parede mais sólida para o campeão mundial começar com um grande arco, seguido por uma batida forte jogando água pra cima, emendando com um cutback, mais um e finalizou com um ataque na junção. Adriano vibrou com a onda que valeu a maior nota da bateria, 7,33. Com ela, assumiu a liderança, porém no final Owen Wright surfou uma onda que ganhou 6,60 para vencer por 13,77 a 13,66 pontos. Os dois avançaram para a terceira fase e Matt Banting terminou em 33.o lugar com 11,00 pontos.

“Estou muito feliz em estar aqui em Newcastle, um lugar onde eu já venci. Meu maior objetivo era surfar da melhor forma possível e, quando não consigo, eu fico muito bravo”, disse Adriano de Souza. “Acho que nessa bateria eu consegui mostrar o meu melhor e por isso fico muito empolgado. Meu objetivo mesmo é fazer o meu melhor, independente do resultado. Nesse campeonato, consegui trazer um pouco desse espírito nesse rounde 2 e espero que no próximo os meus santos protetores possam me trazer boas ondas como eu gosto”.

Adriano de Souza agora vai disputar a terceira vaga para as oitavas de final do Rip Curl Newcastle Cup com o francês Jeremy Flores na terceira fase. A primeira batalha será a do bicampeão mundial e vice-líder no ranking 2021 da World Surf League, Gabriel Medina, com o australiano Connor O´Leary. O segundo brasileiro a competir na terça-feira foi o potiguar Jadson André, que não conseguiu passar pela repescagem e foi eliminado em 33.o lugar.

Quem brilhou nessa última bateria masculina do dia foi o italiano Leonardo Fioravanti. Ele achou boas ondas para mostrar a potência do seu surfe e estabelecer novos recordes para o campeonato, batendo as marcas do australiano Ryan Callinan na primeira fase. O italiano aumentou a maior nota de 7,93 para 9,00 e a pontuação de 15,26 para 15,67. O californiano Conner Coffin ficou com a última vaga para a terceira fase somando 12,33 pontos, contra 9,40 da primeira baixa do Brasil em Newcastle, Jadson André.

Leonardo Fioravanti em ação. Foto: Caitlin Miers – WSL

“Estou me sentindo muito bem agora, porque as ondas estavam muito difíceis na primeira fase”, disse Leonardo Fioravanti. “Eu acho que estou surfando bem, mas fiz escolhas horrorosas naquela bateria. Nessa, só queria escolher ondas melhores, então estou muito satisfeito por ter conseguido mostrar o meu surfe. O engraçado é que eu ia usar uma prancha Sharpeye, mas um moleque bateu em mim e arrancou minha quilha. Parece que foi praga (risos). Aí troquei por outra que funcionou muito bem na bateria, então foi bom até”.

Logo após o encerramento da repescagem, foi iniciada a terceira fase feminina, valendo classificação para as quartas de final. As ondas estavam bem inconsistentes com a mudança de maré em Merewether Beach, mas a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore confirmou o favoritismo no duelo australiano com Macy Callaghan.

Stephanie Gilmore em ação. Foto: Caitlin Miers – WSL

Depois aconteceram três “zebras” seguidas, a primeira delas com a gaúcha Tatiana Weston-Webb sendo barrada por uma estreante na elite deste ano, a australiana Isabella Nichols. Ambas falharam nas primeiras ondas que surfaram, mas Isabella achou uma boa para mandar duas rasgadas muito fortes no outside e mais uma série de manobras até o inside, recebendo nota 7,50 dos juízes. Tatiana só conseguiu entrar na briga na metade da bateria, verticalizando seu ataque de backside com duas pancadas em outra direita boa que valeram 6,33.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Caitlin Miers – WSL

Só que a australiana logo responde com grandes manobras e ganha 6,60, deixando a brasileira precisando de 7,77 pontos para vencer. Na primeira etapa do CT 2021 no Havaí, Tatiana eliminou Isabella Nichols nessa mesma terceira fase, mas o máximo que conseguiu depois foi 6,20. Por 14,10 a 12,53 pontos, a australiana repetiu a vitória sobre a gaúcha na primeira fase em Newcastle e vai enfrentar Stephanie Gilmore nas quartas de final.

Isabella Nichols em ação. Foto: Caitlin Miers – WSL

“Eu adoro surfar contra a Tati, porque ela sempre ganhou de mim e é quem me motiva mais do que qualquer outra surfista”, revelou Isabella Nichols. “Quando eu vi que ia competir contra ela de novo, claro que fiquei um pouco nervosa. Mas, ao mesmo tempo, bem animada para mostrar o meu talento. Agora vai ser contra a Stephanie que surfa muito bem também. Nunca disputei uma bateria com ela, então já estou bem ansiosa”.

Tatiana comentou sobre a inesperada derrota: “Acho que a Isabella se deu bem porque todas as ondas dela abriram mais até o inside. Eu achei que estava surfando bem e se minhas ondas tivessem conectado também, eu teria recebido as notas para vencer. Estou um pouco frustrada porque eu queria continuar competindo. Ficamos muito tempo sem eventos e eu adoro competir, adoro surfar e estou feliz porque estamos podendo viajar de novo. Só sinto saudades da minha família, mas temos o melhor trabalho do mundo”.

O resultado surpreendeu porque Tatiana defendia a terceira posição no ranking 2021 na Austrália. Só que as zebras estavam soltas em Newcastle e a outra semifinalista da primeira etapa em Pipeline no Havaí, também foi eliminada no duelo seguinte. A segunda favorita a cair foi a experiente Sally Fitzgibbons, que foi batida pela também australiana Keely Andrew por uma larga vantagem de 14,23 a 9,23 pontos.

Sally Fitzgibbons em ação. Foto: Caitlin Miers – WSL

Na disputa seguinte, mais uma zebra, dessa vez contra a surfista que competia com a lycra amarela do Jeep Leaderboard, por ter sido a campeã da primeira etapa da história do CT feminino nos tubos de Pipeline. A australiana Tyler Wright viu a norte-americana Courtney Conlogue começar bem com uma nota 7,00 e liderar toda a bateria. A número 1 do ranking não conseguiu achar boas ondas e a californiana avançou por 12,30 a 10,74 pontos.

Com a derrota em nono lugar, Tyler Wright pode perder a liderança no CT 2021 para a atual campeã mundial, Carissa Moore, que conquistou seu quarto título em 2019. A havaiana igualou os recordes femininos do Rip Curl Newcastle Cup registrados pela californiana Caroline Marks na primeira fase, também somando uma nota 8,00 no placar de 14,93 pontos contra a convidada desta etapa, a australiana Philippa Anderson.

Carissa Moore em ação. Foto: Matt Dunbar – WSL

Agora, se passar mais uma bateria, contra a francesa Johanne Defay nas quartas de final, Carissa Moore já ultrapassa os 12.610 pontos que Tyler Wright ficou no ranking. Quem se classificar neste confronto, enfrentará na segunda semifinal a vencedora do duelo da ainda recordista nas ondas de Merewether Beach, Caroline Marks, com Bronte Macaulay.

PRÓXIMAS BATERIAS DO RIP CURL NEWCASTLE CUP:

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final ou 17.o lugar com 1.330 pontos:

1.a: Gabriel Medina (BRA) x Connor O´Leary (AUS)
2.a: Frederico Morais (PRT) x Adrian Buchan (AUS)
3.a: Jeremy Flores (FRA) x Adriano de Souza (BRA)
4.a: Julian Wilson (AUS) x Jack Robinson (AUS)
5.a: John John Florence (HAV) x Morgan Cibilic (AUS)
6.a: Seth Moniz (HAV) x Wade Carmichael (AUS)
7.a: Ryan Callinan (AUS) x Crosby Colapinto (EUA)
8.a: Owen Wright (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
9.a: Italo Ferreira (BRA) x Jackson Baker (AUS)
10.a: Michel Bourez (TAH) x Griffin Colapinto (EUA)
11.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Ethan Ewing (AUS)
12.a: Caio Ibelli (BRA) x Deivid Silva (BRA)
13.a: Jordy Smith (AFR) x Alex Ribeiro (BRA)
14.a: Peterson Crisanto (BRA) x Conner Coffin (EUA)
15.a: Jack Freestone (AUS) x Yago Dora (BRA)
16.a: Filipe Toledo (BRA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

QUARTAS DE FINAL – Derrota=5.o lugar com 4.745 pontos:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Isabella Nichols (AUS)
2.a: Courtney Conlogue (EUA) x Keely Andrew (AUS)
3.a: Carissa Moore (HAV) x Johanne Defay (FRA)
4.a: Caroline Marks (EUA) x Bronte Macaulay (AUS)

RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA NO RIP CURL NEWCASTLE CUP:

SEGUNDA FASE MASCULINA – 3.o=33.o lugar com 265 pontos:

1.a: 1-Owen Wright (AUS)=13.77, 2-Adriano de Souza (BRA)=13.66, 3-Matt Banting (AUS)=11.00
2.a: 1-Julian Wilson (AUS)=12.80, 2-Jack Robinson (AUS)=10.90, 3-Mikey Wright (AUS)=8.67
3.a: 1-Michel Bourez (TAH)=13.34, 2-Connor O´Leary (AUS)=11.33, 3-Matthew McGillivray (AFR)=8.43
4.a: 1-Leonardo Fioravanti (ITA)=15.67, 2-Conner Coffin (EUA)=12.33, 3-Jadson André (BRA)=9.40

OITAVAS DE FINAL FEMININAS – 9.o lugar com 2.610 pontos:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) 12.50 x 10.93 Macy Callaghan (AUS)
2.a: Isabella Nichols (AUS) 14.10 x 12.53 Tatiana Weston-Webb (BRA)
3.a: Keely Andrew (AUS) 14.23 x 9.23 Sally Fitzgibbons (AUS)
4.a: Courtney Conlogue (EUA) 12.30 x 10.74 Tyler Wright (AUS)
5.a: Carissa Moore (HAV) 14.93 x 8.34 Philippa Anderson (AUS)
6.a: Johanne Defay (FRA) 12.60 x 9.23 Nikki Van Dijk (AUS)
7.a: Bronte Macaulay (AUS) 10.83 x 8.33 Lakey Peterson (EUA)
8.a: Caroline Marks (EUA) 8.66 x 7.93 Brisa Hennessy (CRI)

SEGUNDA FASE – 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos:

1.a: 1-Brisa Hennessy (CRI)=13.00, 2-Keely Andrew (AUS)=6.63, 3-Malia Manuel (HAV)=3.67
2.a: 1-Macy Callaghan (AUS)=11.34, 2-Johanne Defay (FRA)=9.00, 3-Sage Erickson (EUA)=5.30

TRANSMISSÃO AO VIVO – O Rip Curl Newcastle Cup apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo grátis da World Surf League e pelos canais ESPN Brasil. A próxima chamada para as repescagens masculina e feminina será as 7h15 do domingo na Austrália, 18h15 do sábado no Brasil.

Perna australiana do WSL Championship Tour 2021*:

*Todas as etapas e datas estão sujeitas a alterações devido às restrições aplicáveis relacionadas ao COVID-19, incluindo restrições globais de viagens.

• Rip Curl Newcastle Cup apresentado pela Corona: 01-11 de abril
• Rip Curl Narrabeen Classic apresentado pela Corona: 16-26 de abril
• Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona: 02-12 de maio
• Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona: 16-26 de maio

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

O Rip Curl Newcastle Cup apresentado pela Corona é orgulhosamente apoiado por nossos parceiros: Rip Curl, Corona, Agência Governamental de Turismo e Eventos de NSW Destination, City of Newcastle, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Harvey Norman, Bonsoy, Boost Mobile, Dometic Outdoor, Bond University, BF Goodrich, Burton Automotive e Oakberry.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin America

Edição Texto e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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