Quiksilver/Roxy Pro G-Land – Jack e Johanne, vencem nas boas ondas de sábado em Grajagan Bay – Assistam aos vídeos!

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O australiano Jack Robinson e a francesa Johanne Defay, festejaram os títulos Quiksilver/Roxy Pro G-Land no sábado de boas ondas de 3-4 pés em Grajagan Bay. Acessem aos links abaixo com os vídeos com os melhores momentos.

Lineup G-Land, Banyuwangi, Indonesia. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

ASSISTAM AOS VÍDEOS, CLICANDO NOS PLAYERS ABAIXO:

Roxy Pro G-Land Highlights Final Day:

Excellent Waves Quiksilver/Roxy Pro G-Land:

Jack Robinson, conquistou seu segundo titulo seguido no World Surf League Championship Tour 2022, tirando a vitória de Filipe Toledo no Quiksilver Pro G-Land, com uma onda surfada nos últimos segundos da grande final contra o líder do ranking na Indonésia. Jack já havia derrotado Gabriel Medina também por décimos de diferença e de virada no minuto final da bateria pelas semis.

Jack Robinson em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Pelo Roxy Pro G-Land, a francesa Johanne Defay manteve a invencibilidade em finais contra a pentacampeã mundial Carissa Moore, que retomou a liderança do ranking na Ilha de Java ao vencer a brasileira Tatiana Weston-Webb na bateria pelas semis.

Johanne Defay em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Depois de duas etapas na Austrália e uma na Indonésia, os melhores surfistas do mundo vão atravessar o planeta até a América Latina, para disputar os próximos desafios da temporada. O primeiro marca a estreia de El Salvador e da América Central no calendário do WSL Championship Tour, com o Surf City El Salvador Pro nos dias 12 a 20 deste mês na praia de Punta Roca, em La Libertad. Na sequência, tem o retorno do Oi Rio Pro apresentado pela Corona em Saquarema, nos dias 23 a 30 também de junho na Praia de Itaúna, na Capital Nacional do Surf da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

A decisão do Quiksilver Pro G-Land no sábado de ondas de 3-4 pés, foi um tira-teima entre os vencedores das duas etapas da Austrália. O campeão do Rip Curl Pro Bells Beach, Filipe Toledo, pegou a primeira onda e já arriscou o aéreo, mas não completou. O vencedor do Margaret River Pro, Jack Robinson, também começou errando a primeira manobra, mas logo surfou outra onda que lhe rendeu nota 5,33. Enquanto o brasileiro tinha a prioridade de escolher a próxima onda, o australiano ficou pegando as que Filipe deixava passar.

Filipe Toledo em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

Filipe ficou esperando uma onda boa e escolheu bem, pegando uma esquerda da série que abriu um paredão para atacar forte de backside, com batidas verticais e mais duas manobras para ganhar 7,83 dos juízes. Com essa nota, ficou precisando de 4,00 para assumir a ponta e pegou uma onda pequena, mas faz três ataques e recebeu 5,33, abrindo 6,67 pontos de vantagem há 7 minutos do fim da bateria. O mar estava bastante irregular, com as séries demorando a entrar, mas o australiano fica pacientemente aguardando por uma onda.

Ele já tinha feito isso na semifinal contra Gabriel Medina, derrotando o tricampeão mundial na onda que pegou no final da bateria. O tempo foi passando, 5 minutos, 3, 2 e chega a série no último minuto. Jack deixa passar algumas ondas e pegou uma faltando 5 segundos, mandou duas batidas fortes, finalizando com outra na junção. A nota demorou para ser anunciada, os juízes ficaram analisando, comparando com as outras ondas utilizando o recurso do vídeo e a nota saiu 7,00, com Jack Robinson virando o placar para 13,50 a 13,16 pontos de Filipe Toledo.

Gabriel Medina em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

“Tenho que agradecer ao Oceano por me mandar aquela última onda nos segundos finais. Foi inacreditável”, disse Jack Robinson. “Eu me mantive calmo e confiante, acreditando que ia vir uma onda para mim. Este esporte é imprevisível e muito louco. Estou encarando cada evento com muito foco e é ótimo conseguir conquistar duas vitórias consecutivas. Dedico este título ao meu amigo John Dutton, de Margaret River, que faleceu há alguns dias. Ele veio aqui para G-Land várias vezes e, possivelmente, foi ele que me mandou essa onda no final”.

Filipe Toledo, Carissa Moore, Johanne Defay e Jack Robinson. Foto: Ed Sloane – World Surf League

“Foi uma experiência muito legal conhecer um lugar novo, estar aqui no meio da selva nesses dias, então estou feliz por tudo”, disse Filipe Toledo. “Essa foi a primeira vez que venho para cá e agradeço a todos que trabalharam tanto para nos proporcionar essa ótima experiência aqui. Estou feliz por estar na posição que estou e espero continuar lutando, dando o meu melhor e fazendo tudo o que posso para manter a lycra amarela até o fim da temporada”.

Jack Robinson de virada no último minuto, derrotou na semifinal Gabriel Medina. O tricampeão mundial tinha vencido o duelo brasileiro com Jadson André nas quartas de final, com um recorde de 17,27 pontos, somando as notas 8,77 e 8,50 das melhores ondas que surfou no point break de esquerdas de Grajagan Bay, ou G-Land. Já a disputa pela primeira vaga na grande final, foi decidida nas ondas surfadas nos últimos minutos. A do Medina ganhou nota 7,00, mas a do australiano valeu 7,83 e definiu a vitória por 13,90 a 13,33 pontos.

Jadson André em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Se Jack Robinson acabou com as chances de acontecer uma final brasileira entre os atuais campeão e vice-campeão mundial no Quiksilver Pro G-Land, Filipe Toledo também impediu uma decisão australiana na Indonésia, derrotando Connor O´Leary. Ele garantiria o primeiro lugar no ranking se passasse para a final e vai usar a lycra amarela da World Surf League pela terceira etapa seguida, na estreia do Surf City El Salvador Pro, última parada antes do Oi Rio Pro apresentado pela Corona em Saquarema, nos dias 23 a 30 de junho na Praia de Itaúna.

Connor O’Leary em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

O australiano assumiu a vice-liderança do ranking quando passou para as semifinais, eliminando o japonês Kanoa Igarashi nas quartas de final, que também entrou no grupo dos top-5 que vão decidir o título mundial da temporada no Rip Curl WSL Finals, em Trestles, na Califórnia. Filipe Toledo continua com a lycra amarela de número 1 do ranking, agora com Jack Robinson em segundo, John John Florence em terceiro, Kanoa em quarto e Ethan Ewing em quinto lugar. O campeão olímpico Italo Ferreira perdeu nas oitavas de final do Quiksilver Pro G-Land e caiu da quinta para a sexta posição no ranking.

Kanoa Igarashi em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Pelo Roxy Pro G-Land o primeiro título feminino em G-Land da história, foi disputado por Carissa Moore e Johanne Defay. A havaiana havia perdido as outras duas finais esse ano e tentava a 25.a vitória da sua carreira em etapas do CT. A francesa só tinha quatro, mas duas foram sobre a pentacampeã mundial, em 2016 nas Ilhas Fiji e no ano passado no Surf Ranch. E Johanne Defay manteve a invencibilidade, com o início fulminante em duas ondas que valeram notas 7,50 e 6,50.

Carissa Moore em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

Carissa começou com 4,83 e ficou precisando de 9,17 para vencer. Só há 8 minutos do fim, ela achou uma onda boa para mostrar o seu surfe, com batidas verticais de backside de cabeça pra baixo, para voltar ao jogo com nota 8,50. A desvantagem caiu para 5,50, porém não entrou mais nada de ondas e Johanne Defay conquistou o título do Roxy Pro G-Land por 14,00 a 13,33 pontos. Com a vitória, a francesa tirou o terceiro lugar no ranking da australiana Tyler Wright.

“É surreal vencer este evento neste lugar incrível”, disse Johanne Defay. “Foi uma longa semana aqui na selva e as ondas em G-Land estavam perfeitas hoje. É muito especial para mim, poder vencer a Carissa Moore, o que é sempre muito difícil. Eu venho da Ilha Reunião, o Oceano Índico é o meu lar e já tive algumas vitórias aqui na Indonésia. Agora, ser a primeira mulher a vencer aqui em G-Land, um lugar tão especial, é realmente incrível e estou muito feliz”.

Apesar da terceira derrota nas três finais que fez em etapas do CT esse ano, Carissa Moore também ficou feliz pelo resultado, que a recolocou no topo do ranking. “Essa é a minha primeira vez aqui e fiquei um pouco nervosa para me acostumar com a onda. Mas, foi ótimo fazer a final com a Johanne (Defay). Eu vejo o quanto ela trabalha para evoluir, então fico feliz por ela também. Eu cometi alguns erros na final, então vou tentar corrigir isso, mas me diverti bastante essa semana neste lugar incrível”.

A brasileira Tatiana Weston-Webb passou pela norte-americana Lakey Peterson nas quartas de final, mas perdeu a reedição da decisão do título mundial de 2021 no Rip Curl WSL Finals. A pentacampeã Carissa Moore pegou as melhores ondas que entraram na bateria, para fazer sua terceira final esse ano. Mesmo assim, Tatiana ganhou cinco posições no ranking e entrou no grupo das top-5, subindo do décimo para o quinto lugar.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

RESULTADOS DO SÁBADO DECISIVO NA INDONÉSIA:

FINAL DO QUIKSILVER PRO G-LAND:

Campeão: Jack Robinson (AUS) por 13,50 pts (7,00+6,50) – US$ 100.000 e 10.000 pts
Vice-campeão: Filipe Toledo (BRA) com 13,16 pts (7,83+5,33) – US$ 63.000 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 40.000 e 6.085 pontos:

1.a: Jack Robinson (AUS) 13,90 x 13,33 Gabriel Medina (BRA)
2.a: Filipe Toledo (BRA) 12,00 x 10,47 Connor O´Leary (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 17,27 x 11,66 Jadson André (BRA)
2.a: Jack Robinson (AUS) 14,17 x 11,47 Kanoa Igarashi (JPN)
3.a: Filipe Toledo (BRA) 12,60 x 8,84 Griffin Colapinto (EUA)
4.a: Connor O´Leary (AUS) 12,77 x 7,07 Matthew McGillivray (AFR)

FINAL DO ROXY PRO G-LAND:

Campeã: Johanne Defay (FRA) por 14,00 pts (7,50+6,50) – US$ 100.000 e 10.000 pts
Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 13,33 pts (8,50+4,83) – US$ 63.000 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 40.000 e 6.085 pontos:

1.a: Carissa Moore (HAV) 13,83 x 7,50 Tatiana Weston-Webb (BRA)
2.a: Johanne Defay (FRA) 13,66 x 13,33 Bronte Macaulay (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos:

1.a: Carissa Moore (HAV) 14,87 x 13,14 Sally Fitzgibbons (AUS)
2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 13,36 x 13,03 Lakey Peterson (EUA)
3.a: Bronte Macaulay (AUS) 12,43 x 9,83 Brisa Hennessy (CRI)
4.a: Johanne Defay (FRA) 12,90 x 12,60 Stephanie Gilmore (AUS)

RANKING DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR – 6 etapas:

1.o- Filipe Toledo (BRA) – 32.240 pontos
2.o- Jack Robinson (AUS) – 32.160
3.o- John John Florence (HAV) – 26.695
4.o- Kanoa Igarashi (JPN) – 23.365
5.o- Ethan Ewing (AUS) – 22.905
6.o- Italo Ferreira (BRA) – 22.215
7.o- Griffin Colapinto (EUA) – 22.150
8.o- Miguel Pupo (BRA) – 20.790
9.o- Barron Mamiya (HAV) – 19.300
10.o- Callum Robson (AUS) – 19.090
11.o- Caio Ibelli (BRA) – 18.150
12.o- Kolohe Andino (EUA) – 18.025
13.o- Jordy Smith (AFR) – 17.460
14.o- Connor O´Leary (AUS) – 17.460
15.o- Kelly Slater (EUA) – 17.310
16.o- Samuel Pupo (BRA) – 16.035
16.o- Nat Young (EUA) – 16.035
18.o- Matthew McGillivray (AFR) – 15.745
19.o- Seth Moniz (HAV) – 15.470
20.o- Jadson André (BRA) – 14.045
20.o- Jake Marshall (EUA) – 14.045
22.o- Jackson Baker (AUS) – 10.630
23.o- Gabriel Medina (BRA) – 7.145
24.o- Rio Waida (IDN) – 3.320
25.o- Yago Dora (BRA) – 2.390

RANKING DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR – 6 etapas:

1.a- Carissa Moore (HAV) – 30.830 pontos
2.a- Brisa Hennessy (CRI) – 30.320
3.a- Johanne Defay (FRA) – 28.980
4.a- Tyler Wright (AUS) – 26.050
5.a- Tatiana Weston-Webb (BRA) – 23.915
6.a- Lakey Peterson (EUA) – 23.850
7.a- Stephanie Gilmore (AUS) – 22.930
8.a- Isabella Nichols (AUS) – 22.575
9.a- Courtney Conlogue (EUA) – 22.135
10.a- Gabriela Bryan (HAV) – 21.715
11.a- Bronte Macaulay (AUS) – 20.570
12.a- Sally Fitzgibbons (AUS) – 17.320

Covid-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19.

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Reportagem: João Carvalho – World Surf League (WSL)

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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