Quiksilver/Roxy Pro G-Land – 04 Brazucas nas quartas de final em Grajagan Bay – Assistam ao vídeo!

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03 brazucas passaram para as quartas de final do Quiksilver Pro G-Land na sexta-feira nas longas esquerdas de 3-4 pés em Grajagan Bay. Acessem ao link abaixo com o vídeo com os melhores momentos.

Lineup G-Land, Banyuwangi, Indonésia. Foto: Ed Sloane – World Surf League

ASSISTAM AO VÍDEO, CLICANDO NO PLAYER ABAIXO:

Roxy Pro G-Land Highlights Day 3:

TRANSMISSÃO AO VIVO: A primeira chamada para as quartas de finais serão as 07h15 de sábado na Indonésia, 21h15 desta sexta-feira aqui no Brasil. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, pelo WSL app, pelo YouTube da WSL Para os fãs do Brasil, as quartas de final somente serão transmitidos pelo WorldSurfLeague.com e pelo canal SporTV

O Quiksilver/Roxy Pro G-Land, sexta etapa do World Surf League Championship Tour 2022 pode terminar neste sábado aqui no Brasil, domingo na Indonésia. Na sexta-feira foram realizadas duas rodadas de oito baterias do Quiksilver Pro G-Land, utilizando o sistema “overlapping heats”, com dois confrontos de 46 minutos sendo disputados simultaneamente. A bateria seguinte começava na metade do anterior, ou seja, após 23 minutos. Estratégia para recuperar o tempo perdido com cinco dias sem competição masculina na Indonésia.

O dia começou com um duelo brasileiro abrindo a primeira fase eliminatória nas ondas de high performance da sexta-feira sem tubos, mas abrindo longas esquerdas de 3-4 pés para manobras de bordas e aéreos em G-Land. O vice-campeão mundial e líder do ranking 2022, Filipe Toledo, foi rápido em pegar duas ondas no início, para usar seu arsenal de manobras e largar na frente com notas 6,50 e 5,83.

Filipe Toledo em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

Yago Dora demorou para surfar, mas começou no mesmo nível, com 6,13 acertando um aéreo de frontside na sua primeira onda. Depois, o catarinense só conseguiu surfar mais uma, enquanto Filipe achou outra boa para fazer um floater, mandar um rasgadão e mais duas batidas executadas com pressão e velocidade. Com a nota 6,90 recebida, Filipe abriu 7,27 pontos de vantagem nos 8 minutos finais. Yago teria que conseguir a maior nota da bateria, só que o tempo acabou e Filipe avançou para as oitavas de final, por 13,40 a 10,63 pontos. Na bateria seguinte o sul-africano, Matthew McGillivray derrotou o brazuca Caio Ibelli, que não encontrou boas ondas em sua bateria.

Na quinta bateria o potiguar Jadson André, despachou o havaiano que esta na briga direta por vagas entre os top-5 do ranking, grupo que vai disputar o título mundial da temporada no Rip Curl WSL Finals, em setembro na Califórnia. A vítima foi o vencedor da etapa de Sunset Beach, Barron Mamiya, na repescagem.

Barron Mamiya em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

A seguir Samuel Pupo surpreendeu o onze vezes campeão mundial, eliminando Kelly Slater, na onda que pegou nos últimos segundos. Ele precisava de 4,84 e conseguiu 5,40 para vencer por 8,90 a 8,34 pontos. Slater é o primeiro surfista que o caçula dos Pupo, venceu em duas baterias neste ano. A outra vitória foi na primeira fase da etapa de Portugal.

Kelly Slater em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

Na abertura das oitavas de final, Jadson André, barrou outro havaiano desta vez o bicampeão mundial John John Florence em uma bateria de poucas ondas. Jadson usou os aéreos nos minutos finais, para virar o placar para 9,53 a 9,37 pontos do vice-líder do ranking. Os brasileiros vibraram muito com a vitória surpreendente sobre um dos melhores surfistas do mundo.

Jadson André super feliz. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

“Estou muito feliz agora, acho que nunca estive tão feliz”, disse Jadson André. “Não só pelo que fiz nessa bateria, mas por causa de tudo que tem acontecido para mim neste último mês. Você nunca imagina que vai ganhar do John John (Florence) com duas notas de 4 pontos, mas aconteceu. Eu sabia que precisava fazer algo grande para vencê-lo, então fui para os aéreos. Isso prova que você nunca deve desistir, porque tudo pode acontecer. Estou muito feliz, nossa, estou na Lua agora”.

Quem também garantiu a classificação nos minutos finais foi o tricampeão mundial Gabriel Medina. Seu adversário, Kolohe Andino, nem saiu do mar porque disputou a última bateria da repescagem, que terminou quando foi iniciada a segunda oitava de final. O californiano chegou a passar a frente quando restavam 10 minutos para o término.

Gabriel Medina em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Mas, Medina achou uma onda que abriu a parede para fazer um floater, seguido por uma batida forte, um layback animal e finalizar com um aéreo rodando. Ele precisava de 5,35 e recebeu 7,17, abrindo 6,74 pontos de vantagem sobre o americano nos 5 minutos finais. Na contagem regressiva, o tricampeão mundial ainda pegou outra onda boa, para selar a vitória somando nota 7,50 no maior placar do dia, 14,67 a 10,67 pontos.

“O início da bateria foi um pouco lento de ondas e eu queria me manter ocupado, então foi o que fiz, mas estava difícil”, disse Gabriel Medina, que só agora está voltando a competir, depois do tricampeonato mundial conquistado em setembro na Califórnia. “Felizmente, encontrei duas ondas no final para passar a bateria e foi bom, porque agora vou enfrentar meu grande amigo, Jadson André, nas quartas de final. Eu tenho me divertido bastante aqui na Indonésia com toda a galera e me sinto realmente pronto e preparado para mais competição”.

Na quarta bateria o japonês Kanoa Igarashi, eliminou o paulista Samuel Pupo por 12,67 a 8,17 pontos, Samuca tinha se classificado para as oitavas de final, derrotando Kelly Slater na repescagem.

Samuel Pupo em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

Na sequencia o vice-campeão mundial Filipe Toledo vingou a derrota sofrida para Rio Waida na primeira fase do Quiksilver Pro G-Land. O indonesiano já o havia eliminado na etapa do México no ano passado, então o placar estava em 2 a 0. Mas o brazuca não deu mole despachando, por 11,23 a 8,57, Waida

“É sempre difícil enfrentar wildcards (convidados, como o Yago Dora e o Rio Waida)”, disse Filipe Toledo. “Eles não têm pressão alguma por cortes ou títulos, podem apenas se divertir e sempre dificultam pra gente. O Rio (Waida) me derrotou no México e aqui na primeira fase, então eu realmente precisava ficar esperto e tentar pegar várias ondas. Eu tinha uma estratégia em mente e funcionou. O mar vai estar melhor amanhã e espero que a previsão se confirme, para a gente ter mais oportunidades de surfar”.

Na sexta bateria o californiano Griffin Colapinto ganhou uma das melhores baterias da sexta-feira em G-Land com Miguel Pupo, superando o brasileiro por 14,17 a 13,67 pontos.

Miguel Pupo em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

Connor derrotou o campeão mundial e medalhista olímpico, Italo Ferreira, na bateria que fechou a sexta-feira com poucas ondas para os dois competidores poderem mostrar o seu surfe. A vitória do australiano foi por apenas 9,93 a 7,90 pontos e o potiguar de Baía Formosa já saiu do grupo dos top-5 do ranking. Italo foi ultrapassado pelo japonês Kanoa Igarashi, com o nono lugar no Quiksilver Pro G-Land, empatado com Samuel e Miguel Pupo.

Italo Ferreira em ação. Foto: Ed Sloane – World Surf League

QUARTAS DE FINAL: Com a classificação, Medina garantiu o Brasil nas semifinais do Quiksilver Pro G-Land, pois vai enfrentar Jadson André na abertura das quartas de final. Quem vencer, disputará a primeira vaga na grande final com o australiano Jack Robinson ou o japonês Kanoa Igarashi, que estão na bateria seguinte. Na chave de baixo, que vai apontar o segundo finalista, tem Filipe Toledo defendendo a liderança do ranking contra Griffin Colapinto e o australiano Connor O´Leary disputando a última vaga para as semifinais com o sul-africano Matthew McGillivray.

Depois de vingar as derrotas para Rio Waida, Filipe Toledo vai tentar fazer o mesmo contra Griffin Colapinto, que venceu a decisão do título do MEO Pro Portugal, que eles disputaram em Supertubos esse ano. O californiano ganhou uma das melhores baterias da sexta-feira em G-Land com Miguel Pupo, superando o brasileiro por 14,17 a 13,67 pontos. Filipe e Griffin vão se enfrentar no terceiro duelo das quartas de final, que vai começar com um confronto brasileiro, entre o tricampeão mundial Gabriel Medina e Jadson André.

BATERIAS QUE VÃO ABRIR O SÁBADO NA INDONÉSIA:

QUARTAS DE FINAL DO ROXY PRO G-LAND:
————5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos

1.a: Carissa Moore (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)
2.a: Lakey Peterson (EUA) x Tatiana Weston-Webb (BRA)
3.a: Brisa Hennessy (CRI) x Bronte Macaulay (AUS)
4.a: Johanne Defay (FRA) x Stephanie Gilmore (AUS)

QUARTAS DE FINAL DO QUIKSILVER PRO G-LAND:
————5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos

1.a: Gabriel Medina (BRA) x Jadson André (BRA)
2.a: Jack Robinson (AUS) x Kanoa Igarashi (JPN)
3.a: Filipe Toledo (BRA) x Griffin Colapinto (EUA)
4.a: Connor O´Leary (AUS) x Matthew McGillivray (AFR)

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA EM G-LAND

SEGUNDA FASE – 17.o lugar com US$ 12.125 e 1.330 pontos:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 13,40 x 10,63 Yago Dora (BRA)
2.a: Matthew McGillivray (AFR) 11,84 x 8,10 Caio Ibelli (BRA)
3.a: Kanoa Igarashi (JPN) 13,67 x 9,83 Jackson Baker (AUS)
4.a: Connor O´Leary (AUS) 12,00 x 11,30 Jordy Smith (AFR)
5.a: Jadson André (BRA) 12,27 x 11,03 Barron Mamiya (HAV)
6.a: Samuel Pupo (BRA) 8,90 x 8,34 Kelly Slater (EUA)
7.a: Jake Marshall (EUA) 11,50 x 9,37 Callum Robson (AUS)
8.a: Kolohe Andino (EUA) 12,10 x 10,73 Nat Young (EUA)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 13.500 e 3.320 pontos:

1.a: Jadson André (BRA) 9,53 x 9,37 John John Florence (HAV)
2.a: Gabriel Medina (BRA) 14,67 x 10,67 Kolohe Andino (EUA)
3.a: Jack Robinson (AUS) 11,17 x 2,23 Jake Marshall (EUA)
4.a: Kanoa Igarashi (JPN) 12,67 x 8,17 Samuel Pupo (BRA)
5.a: Filipe Toledo (BRA) 11,23 x 8,57 Rio Waida (IDN)
6.a: Griffin Colapinto (EUA) 14,17 x 13,67 Miguel Pupo (BRA)
7.a: Matthew McGillivray (AFR) 14,50 x 8,87 Ethan Ewing (AUS)
8.a: Connor O´Leary (AUS) 9,93 x 7,90 Italo Ferreira (BRA)

Covid-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

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Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

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Reportagem: João Carvalho – World Surf League (WSL)

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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