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Os Primeiros Raios da Tempestade – Com Bruno Bocayuva e Teco Padaratz, neste sábado no Instagram – Vejam o Vídeo.

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O jornalista e apresentador de programas, Bruno Bocayuva, neste sábado as 18:30 em seu novo programa live no Instagram “Os primeiros Raios da Tempestade”, terá o entrevistado da vez, será Flávio “Teco” Padaratz.

Flávio Padaratz em ação. Foto: Divulgação

Sempre aos Sábados as 18:30, o programa visa debater o processo evolutivo dos surfistas brasileiros no Circuito Mundial desde 1976 da época das extintas IPS e ASP. Se Atualmente os brasileiros dominam o Circuito Mundial da WSL. Flávio Padaratz, mais conhecido como Teco Padaratz, nasceu em Blumenau em 19 de abril de 1971, porém foi em Balneário Camboriú onde tudo começou. Com apenas 14 anos de idade, o então shaper e surfista Avelino Bastos se ofereceu para ser seu Shaper, coach e empresário, pois acreditou em seu potencial. Com 17 anos, Teco se mudou para Florianópolis onde se tornou surfista profissional, desde então nunca mais parou.

Flávio Padaratz em ação. Foto: Divulgação

O litoral catarinense serviu de porto seguro e local de aperfeiçoamento para conseguir deixar a sua marca nos circuitos mundiais e na história do surf brasileiro. Falando em conquistas, as principais foram o 1º lugar no Alternativa Surf Masters na Barra (RJ) em 1991, o 1º Lugar em Hossegor Pro na França em 1994 naquela final inesquecível contra o Kelly Slater.

Bi-campeão mundial do World Men’s Qualifying Series(WQS), em 1992 e o outro em 1999. Diferente de Gouveia, Flávio Padaratz não estendeu a carreira no SuperSurf após aposentar-se da ASP. Adquiriu a licença da etapa brasileira do WCT e tornou-se promotor do evento, entre outras atividades em terra firme. Teco tem dos irmãos também surfistas, Charles e Neco Padaratz, e é considerado um dos maiores ídolos do surfe brasileiro.

Fabio Gouveia no inicio da carreira com seu parceiro, Flávio Padaratz. Foto: Foto: Beto Issa

DOCUMENTÁRIO: Em 2012, o cineasta e publicitário, Alex Miranda junto com Flávio Padaratz, proprietário da Trator Filmes, lançaram o documentário “Cut-back”, que retratou os dramas, vitórias e derrotas na carreira do surfista.

VEJAM ABAIXO O VÍDEO:

Cut Back / Teco Padaratz. Um filme da Trator Filmes. Dir. Alex Miranda

ARTISTA: Além de surfista existe o lado artístico, que poucos tem conhecimento, mas na verdade Teco, sempre teve um envolvimento com a música, mesmo quando surfava profissionalmente. Em 1994, formeou a minha primeira banda, o “Surf Explícito”, onde foi baterista e compositor. Tempos depois, conheceu o mago Christiaan Oyens e juntos lançaram a banda El Niño em 2008, onde chegaram a lançar uma faixa para a trilha sonora da novela Malhação.

Flávio Padaratz surfista, artista e empresário. Foto: Divulgação

Depois disto Flávio, já lançou três discos solos, sendo o primeiro chamado ‘Verdade Sempre’, em 2010, o segundo foi o disco ‘Solitário’ em 2014 e o mais recente trabalho, o qual considera a sua obra prima, o álbum ‘Summer Time’. “Um som bem acústico, porém com ritmos envolventes, que servem perfeitamente para começar o dia com uma energia extremamente positiva” comentou, Flávio Padaratz.

EMPRESARIO: Teco também tem o seu lado empresarial com as parcerias com a Magnet e a Fabrica de pranchas customizadas Powerlight. A Magnet é uma empresa de artigos para surfe criada em 01/10/2013 em Florianópolis, Santa Catarina, a partir da fabricação de parafinas em parceria e atestadas pelo próprio Teco Padaratz. Inicialmente começou com as parafinas da linha Classic, evoluindo para as parafinas Glue e Super Glue em 2014 e Power Grip em 2015.

“Nosso objetivo é proporcionar ao surfista produtos de alta performance e que satisfaçam as suas mais variadas necessidades na água para um melhor desempenho, buscando sempre inovar no desenvolvimento dos produtos”. As parafinas foram desenvolvidas com uma nova tecnologia que proporciona maior aderência e durabilidade na prancha, podendo ser utilizada por muito mais tempo e sem perder a eficiência. Hoje a Magnet também possui uma linha de acessórios e equipamentos de surfe”. Comentou, Teco Padaratz

Flávio Padaratz surfista, artista e empresário. Foto: Divulgação

Já a Fabrica Powerlight é uma outra parceria com, Guga Arruda, Sergio Laus e Fábio Duarte. Disponibilizando uma equipe de especialistas para conversar com os surfistas e orienta-los na escolha da prancha mágica e certa para a sua evolução no surf. “Escolher a prancha certa é fundamental para evoluir no Surf. Todo surfista, desde o iniciante, até o avançado, tem características e gostos diferentes oferecendo toda a consultoria para os surfistas” Comentou, Teco Padaratz

RETROSPECTOS:

Flávio Padaratz compartilha com Fábio Gouveia o mérito de ter aberto as portas do circuito mundial para os surfe brasileiro. A dupla começou a competir integralmente no tour em 1989. Teco foi o primeiro brasileiro a derrotar Kelly Slater em uma final de WCT. Ao todo, Teco disputou cinco decisões na primeira divisão do surfe mundial e venceu duas; além dessas, fez outras oito semifinais.

As duas vitórias no tour mundial/WCT:

1991 – Alternativa Pro, Barra da Tijuca
1994 – Rip Curl Pro Landes, Hossegor

Os três vice-campeonatos:

1989 – Gunston 500, África do Sul (perdeu para Brad Gerlach)
1990 – Alternativa Pro, Barra da Tijuca (perdeu para Brad Gerlach)
2000 – Rip Curl Bells Beach, Austrália (perdeu para Sunny Garcia)

Após a criação do WCT, Teco esteve nove vezes na elite – é o sexto brasileiro com maior número de temporadas. Foi três vezes top 16 – em duas delas ficou entre os dez primeiros. Competiu ao todo em 165 eventos da primeira divisão do surfe mundial entre 1988 e 2003.

Classificação no tour ano-a-ano:

Pré-WCT:
1988 – 65º | disputou 9 das 24 etapas
1989 – 43º | disputou 23 das 25 etapas
1990 – 28º | disputou 20 das 21 etapas
1991 – 17º | disputou todas as 17 etapas
WCT:
1992 – 15º | disputou todas as 11 etapas
1993 – 18º | disputou todas as 10 etapas
1994 – 8º | disputou todas as 10 etapas
1995 – 17º | disputou todas as 10 etapas
1996 – 36º | disputou todas as 14 etapas
2000 – 10º | disputou todas as 13 etapas
2001 – 18º | disputou todas as 5 etapas
2002 – 27º | disputou 10 das 12 etapas
2003 – 31º | disputou 11 das 12 etapas

No World Qualifying Series, circuito em que foi bicampeão em 1992 e 1999, conquistou 3 vitórias entre 1992 e 2002, duas delas no exterior.
1992 – Brazil Surf Open, Torres (RS)
1996 – OP Pukas Pro, Espanha
2002 – Orange Lacanau/Gotcha Pro, França

No cenário nacional, venceu a etapa decisiva no primeiro ano do SuperSurf, em 2000 – na Vila de Imbituba, derrotou Fábio Gouveia na final.

Um breve retrospecto cronológico:

1988
No ano em que se profissionalizaram, Teco e Gouveia chegaram ao round 2 em duas das três etapas no Brasil – no Sundek Classic e no Hang Loose; também competiram em algumas etapas no exterior, como na Austrália, onde Padaratz novamente varou as triagens em Bondi Beach e Newcastle.

1989
Em seu primeiro ano integral no circuito, Teco chegou a decisão do Gunston 500 – perdeu para Brad Gerlach. Foi a primeira final de um brasileiro na ASP (as anteriores foram pela IPS). Também foi às oitavas no Margaret River Masters.

1990
Na semana anterior a conquista de Gouveia no Guarujá, Teco disputou sua segunda final no tour – no Alternativa, na Barra da Tijuca, foi novamente derrotado por Gerlach. Também alcançou duas semifinais seguidas – em Huntington Beach e em Lacanau – e repetiu as oitavas em Margaret River, na Austrália. Terminou o ano entre os back 14, ou seja, a partir do ano seguinte não precisaria mais disputar as triagens.

1991
Teco (como Gouveia) fez as oitavas nas duas primeiras etapas, em Manly e Bells; depois foi às quartas nas Ilhas Reunião e em Durban. No Brasil, chegou novamente à final do Alternativa, na Barra da Tijuca, quando enfim debutou no alto do pódio. No Hawaii, alcançou as quartas em Haleiwa. Ficou de fora dos top 16 por uma posição, mas com vaga garantida para o primeiro WCT da história.
Em 1991 Teco também venceu a etapa de abertura do Circuito Brasileiro da Abrasp.

1992
No ano de estréia do WCT, Teco chegou pela primeira vez aos top 16. Fez a semi em Hossegor, as quartas em Narrabeen e as oitavas em Lacanau e no Marui. Também conquistou o primeiro título do WQS em disputa – o primeiro título mundial profissional de um brasileiro.

1993
Com resultados semelhantes aos do ano anterior – semi em Bells, quartas no Marui, oitavas em Narrabeen, Miyazaki e Pipemasters – não repetiu a colocação entre os top 16 por apenas duas vagas.

1994
No ano em que conquistou sua segunda vitória no tour (a primeira no WCT), em Hossegor, Teco alcançou sua melhor colocação no WCT – 8º, pela primeira vez entre os top 10. Além da vitória (em que bateu Kelly Slater na final), chegou à semi nas Ilhas Reunião e às oitavas em Biarritz, no Pipemasters e em Narrabeen.

1995
Novamente ficou de fora dos top 16 por uma posição – seu melhor resultado foi as quartas-de-final em Hossegor; e chegou às oitavas em cinco etapas: Bells, Marui, G-Land, Huntington e Barra da Tijuca.

1996
Apesar da semifinal em Kirra e de chegar às oitavas três vezes (Saint Leu, Huntington e Pipeline), perdeu a vaga após cinco anos consecutivos na elite. Conquistou seu segundo evento no WQS (o primeiro no exterior, na Espanha), mas terminou o Qualifying em 25º.

1997 e 1998
Em 1997, participou como wildcard da etapa brasileira do WCT, na Barra da Tijuca, mas perdeu no round 2. Foram dois anos em que sequer chegou aos top 30 do WQS.

1999
Como Gouveia no ano anterior, Teco voltou com tudo às competições. Retornou à elite após conquistar o bicampeonato no WQS, feito inédito até então. Na etapa brasileira do WCT, na Barra da Tijuca, ganhou vaga de wildcard e foi às quartas-de-final.

2000
Reestreou no WCT chegando aos top 10 com uma de suas melhores campanhas: vice em Bells, foi à semi em J-Bay, às quartas em Mundaka e Portugal, e às oitavas em Teahupoo, Fiji e Rio de Janeiro.

2001
Na temporada de cinco etapas (devido ao 11 de setembro), Teco começou bem – oitavas em Bells e semi em Teahupoo – e ficou de fora dos top 16 por duas posições. No WQS, ficou em quinto.

2002
Contraiu malária no Tahiti, o que o tirou também das etapas de Tavarua e J-Bay. Quatro resultados mais expressivos – quartas em Mundaka e Pipeline, oitavas em Bells e Sunset – o mantiveram na elite ocupando a última vaga disponível pelo ranking WCT. Alcançou sua terceira vitória no WQS, novamente no exterior, desta vez na França.

2003
Em seu ano de despedida da elite, Teco só passou do round 2 no segundo semestre: foi às quartas em Mundaka e às oitavas em Sunset.

HISTORIA: Devemos muito aos nossos primeiros campeões que foram os desbravadores. Iniciando com Pepê Lopes que tornou-se o primeiro surfista brasileiro a vencer uma etapa do circuito mundial válido pela IPS (International of Professionals Surfers), o saudoso Waimea 5000, realizado no Arpoador em 1976 terminando entre os 18 melhores surfistas do mundo em 1976. Ele também foi sexto colocado no Pipe Masters do Havaí (o melhor brasileiro do ranking antes de Gabriel Medina). Pepê se sobressaia nas ondas grandes e tinha ótima colocação nos tubos em Pipeline.

Como não temos mais entre nós o nosso saudoso Pepê, o primeiro entrevistado do programa foi Daniel Friedmann, Campeão do Waimea 5000, realizado no Quebra Mar em 1977, vencendo justamente Pepê Lopes em uma final brazuca empolgante. Daniel assim como Pepê, foram integrantes da primeira geração de surfistas profissionais brasileiros. Surfista com estilo mais polido de sua geração, Daniel é shaper, empresario e diretor de eventos de surf. No sábado passado foi a vez de Fábio Gouveia, um dos surfistas mais bem sucedidos do Brasil, de sua geração, campeão mundial amador em 1988, pela ISA, terminando na 5º posição em 1992 no Circuito Mundial (WCT) da extinta ASP. sendo um dos responsáveis pela valorização do surf no Brasil e pelo reconhecimento internacional do surf brasileiro.

Nos próximos programas Bruno Bocayuva, terá a companhia de outros Campeões: Amanhã dia 16/05, será a vez Flavio Padaratz, e na sequencia: 23/05 Ricardo Tatui, 30/05 Victor Ribas, 06/06 Neco Padaratz. Sempre aos Sábados as 18:30, imperdível !!!

Fontes: Datasurfe ,Wikipedia e Site Oficial

Reportagem e Edição: Edson “Adrena” Andrade

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