Os Primeiros Raios da Tempestade – Com Bruno Bocayuva e Ricardo Tatuí, neste sábado no Instagram.

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O jornalista e apresentador de programas, Bruno Bocayuva, neste sábado as 18:30 em seu programa live no Instagram “Os primeiros Raios da Tempestade”, terá como o entrevistado da vez, Ricardo “Tatui” Aguiar.

Ricardo “Tatuí” Aguiar em ação. Foto: Tony D`Andrea

Sempre aos Sábados as 18:30, o programa visa debater o processo evolutivo dos surfistas brasileiros no Circuito Mundial desde 1976 da época das extintas IPS e ASP e que atualmente os brasileiros dominam o Circuito Mundial da WSL

Ricardo Tatuí, surfista profissional e competidor da extinta ASP. Já venceu surfistas de peso como Kelly Slater. Começou a correr o Circuito Mundial em 1993, terminando na 45º posição. Em 1994 na Etapa do Mundial na França em Biarritz, o Quiksilver Surfmasters, Ricardo Tatuí derrotou na grande final o Norte-americano, Jeff Booth, terminando na 38º posição do rankin a mesma que também terminou em 1995.

Carreira na Extinta ASP:

Ano – P.Rank- Pontos-  Q.Eventos
1995       38º       2,720       10
1994       38º       2,808       01
1993       45º        1,600       06
1991        74º        2,595        15
1990       78º        3,142         11

Ricardo Aguiar, nasceu na Região Serrana na Cidade de Nova Friburgo e quando se mudou para a Cidade de Niterói não demorou muito, iniciando no surf, no principio dos anos 80, Tatuí começou surfando nas ondas da Pedra do Itapuca na Praia de Icarai. Campeão Niteroiense em todas as categorias que competiu desde 1984, sempre foi um competidor nato. Foi campeão pela extinta OSP (Organização dos Surfistas Profissionais do Rio de Janeiro) em 1988, ainda como amador.

Circuito Carioca década de 80 , Ricardo era presença constante nos pódios. Aqui junto com Eraldo Gueiros, Rodrigo Rezende e Sergio Noronha na Praia de Geriba em Búzios. Foto: Basilio Bosque Ruy

Ricardo fez parte da Equipe brasileira do ISA World Surfing Games, Campeonato Mundial Amador em Aguadilla, Porto Rico em 1988, Formando equipe na Open com: Fábio Gouveia (Campeão Mundial), Zé Paulo, Wagner Pupo, Amauri Piu Pereira e Rodrigo Resende. Na Junior, a equipe era composta por Flávio Padaratz, Fernando Graça. As demais modalidades, foram representadas por Rico de Souza no Longboard, por Sérgio Peixe no Kneeboard, por Marcos Portinari no Bodyboard, por Tanira Damasceno e Brigite Mayer no Feminino, e com os Alternates: Neco Padaratz e Dedé Farah.

Equipe Porto Rico. Foto: Beto Issa

Ricardo em 1991 ingressou no seleto grupo dos Top 16 da Abrasp, terminando na 07º colocação. Em 1992, foi o vice-campeão brasileiro, atrás somente do baiano Jojó de Olivença. Neste ano venceu a Sérgio Noronha na grande final do Tabletes Valda Pro na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro e foi vice no Brasil Surf Renner em Torres, Rio Grande do Sul perdendo para Flávio “Teco” Padaratz.

Em 1993 terminou o Circuito na 04º colocação, apesar de ter vencido apenas uma etapa a 2ª etapa Circuito Limão Brahma na Prainha, sobre Tinguinha Lima. Conseguiu 03 vice-campeonatos no Op Floripa Pro Joaquina em Santa Catarina, onde foi derrotado pelo paulista Tinguinha Lima. Perdeu para o baiano Armando Daltro no Maresia Beach Park em Porto das Dunas no Ceara e amargou mais um vice no Alternativa Pro na Barra da Tijuca para Peterson Rosa.

Em 1994 mais um vice campeonato brasileiro, desta vez quem levou o titulo foi o Paranaense Peterson Rosa. Foi um ano com bastante regularidade, mas somente uma grande final no Seaway Classic em Maracaípe, Pernambuco, onde foi superado pelo paraibano Fábio Gouveia. Em 1996 voltou a vencer um evento profissional brasileiro o Dedinho Surf Pro no Pico do Cemitério, em Barra do Jucú, Espírito Santo, vencendo na final o cearense, Fábio Silva.

Morador da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, Brasil, até os dias de hoje, continua surfando muito com seu estilo polido de sempre. Além de surfista profissional, ele também atua como micro empresário e apresentador de programas de Tv. No momento está como apresentador do Programa Surfland que em breve retornará agora na emissora, Rede Tv. Além do Título do WCT na França, foi o primeiro campeão de surf na Pororoca, campeão brasileiro amador e carioca, campeão carioca profissional, campeão carioca Master em 2010, Terceiro no ranking brasileiro Master 2010 e Vice Brasileiro Profissional em 2002 e em 2004.

Entrevistando , Gabriel Pensador, para o programa Surfland. Foto: Markinhos Carvalho

Ricardo dos anos 1999 a 2012, foi Diretor do “Projeto Tatuí” direcionado para crianças da rede pública de ensino, o projeto visava ajudar os jovens no surf, mas foi sendo alterado ao longo dos anos , além da pratica do esporte, eram oferecidas atividades extras como forma de incentivar o exercício da cidadania. No Instituto Tatuí, Ricardo contou com a ajuda de profissionais do surf e de educação física, e apostava também na conscientização ambiental como primeiro passo para construir um cidadão melhor. O Instituto, foi considerado pela Prefeitura Municipal de Niterói, através da Lei 3001, de Utilidade Pública.

O projeto teve como objetivo usar o esporte como ferramenta para a educação e socialização de meninos e meninas das escolas das redes municipal e estadual de ensino.“Quando aprendermos a respeitar o meio ambiente estaremos dando o primeiro passo para uma convivência saudável e harmoniosa”, finaliza Ricardo Tatuí.

Tatuí é dono de uma tranquilidade e simplicidade extrema e de uma simpatia cativante com suas piadas e sacadas hilárias. Sempre sorrindo, Ricardo está constantemente rodeado de amigos e com os olhos vidrados nas ondas e não para de competir.

Aqui com seu Amigo e Adversário de longas datas Victor Ribas. Foto: Fabriciano Junior

Nos próximos programas Bruno Bocayuva, terá a companhia de outros Campeões: Amanhã dia 23/05 será a vez de Ricardo Tatui e na sequencia: 30/05 Victor Ribas e 06/06 Neco Padaratz. Sempre aos Sábados as 18:30, imperdível !!!

HISTORIA: Devemos muito aos nossos primeiros campeões que foram os desbravadores. Iniciando com Pepê Lopes que tornou-se o primeiro surfista brasileiro a vencer uma etapa do circuito mundial válido pela IPS (International of Professionals Surfers), o saudoso Waimea 5000, realizado no Arpoador em 1976 terminando entre os 18 melhores surfistas do mundo em 1976. Ele também foi sexto colocado no Pipe Masters do Havaí (o melhor brasileiro do ranking antes de Gabriel Medina). Pepê se sobressaia nas ondas grandes e tinha ótima colocação nos tubos em Pipeline.

Como não temos mais entre nós o nosso saudoso Pepê, o primeiro entrevistado do programa foi Daniel Friedmann, Campeão do Waimea 5000, realizado no Quebra Mar em 1977, vencendo justamente Pepê Lopes em uma final brazuca empolgante.

Depois foi a vez de Fábio “Fia” Gouveia, um dos surfistas mais bem sucedidos do Brasil, de sua geração, campeão mundial amador em 1988, pela ISA, terminando na 5º posição em 1992 no Circuito Mundial (WCT) da extinta ASP. Sendo um dos responsáveis pela valorização do surf no Brasil e pelo reconhecimento internacional do surf brasileiro junto com Flavio “Teco” Pararatz que foi o entrevistado do último sábado.

Teco Pararatz, entre as principais conquistas estão o 1º lugar no Alternativa Surf Masters na Barra (RJ) em 1991, o 1º Lugar em Hossegor Pro na França em 1994, naquela final inesquecível contra o Kelly Slater.

Fontes: Datasurfe e Facebook Oficial

Reportagem e Edição: Edson “Adrena” Andrade

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