Os Primeiros Raios da Tempestade – Com Bruno Bocayuva e Neco Padaratz, neste sábado no Instagram – Vejam o Vídeo

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O jornalista e apresentador de programas, Bruno Bocayuva, neste sábado as 18:30 em seu programa live no Instagram “Os primeiros Raios da Tempestade”, terá como o entrevistado da vez, Neco Padaratz.

Neco Padaratz em ação. Foto: Osvaldo Pok Junior

O retrospecto de Neco Padaratz na ASP:

Caçula de Flavio, Neco carregou desde amador a expectativa de que brigaria pelo primeiro título mundial de um brasileiro no surfe profissional. Conquistou seu primeiro campeonato pro com apenas 13 anos em uma etapa do circuito catarinense em 1989.

Flávio Padaratz  e Neco Padaratz. Foto: Arquivo Pessoal

A primeira vitória no WQS veio em 1995; conquistou mais nove até 2009, tornando-se recordista brasileiro de vitórias no Qualifying e quarto maior vencedor da história do circuito, atrás apenas de Sunny Garcia (22), Rob Machado (13) e Andy Irons (12). Foi bicampeão em 2003 e 2004, igualando feito do irmão Flávio Padaratz e do australiano Jake Paterson – somente os títulos de Neco foram consecutivos.

Canal Woohoo – Relembre o dia decisivo da prova do WCT de 1999 em Huntington Beach, Califórnia (EUA). Na ocasião, Victor Ribas, Neco Padaratz e Fabio Gouveia dominaram as fases decisivas do evento e o havaiano Sunny Garcia foi o único intruso da festa nas semifinais. Neco Padaratz foi o campeão e Fabio Gouveia vice-campeão.

1995 – Nescau Surf Energy – Joaquina (SC), Brasil
1996 – Town and Country Pro – Itamambuca (SP), Brasil
1998 – Reef Brazil Classic – Joaquina (SC), Brasil
1999 – Maresia Surf Floripa – Mole (SC), Brasil
1999 – Ceará Pro – Icaraí (CE), Brasil
2003 – Hang Loose Pro – Noronha (PE), Brasil
2003 – The Mr Price Pro – Durban, África do Sul
2004 – Salomon Masters – Margaret River, Austrália
2006 – Vodafone Open Billabong – Newcastle, Austrália
2009 – CocaCola Saquarema Pro – Itaúna (RJ), Brasil

Neco integrou o WCT em dez temporadas entre 1997 e 2010 (sem contar 2005, quando foi afastado por suposto doping). Disputou três finais (duas seguidas, feito inédito para um brasileiro no WCT) e venceu duas: Huntington, em 1999, e Hossegor, em 2002. Até ser igualado por Adriano de Souza em 2011, era o único brasileiro com duas vitórias no formato WT, criado em 1992 (Fábio Gouveia tem mais vitórias (4) e Teco também tem duas conquistas, mas a maior parte no formato antigo do circuito).

Equipe Porto Rico. Foto: Beto Issa

Pelas contas do Datasurfe, seja como integrante da elite ou convidado, Neco competiu em 94 etapas do WCT entre 1997 e 2010. Seu melhor resultado foi na estreia, quando terminou entre os top 16:

1997 – 13º | disputou 11 das 12 etapas
1998 – 41º | disputou 6 das 11 etapas
1999 – disputou duas etapas
2000 – 27º | disputou todas as 13 etapas
2001 – 25º | disputou 4 das 5 etapas
2002 – 21º | disputou 9 das 12 etapas
2003 – 28º | disputou 11 das 12 etapas
2004 – 28º | disputou todas as 11 etapas
2005 – disputou 4 etapas
2007 – 21º | disputou todas as 10 etapas
2008 – 43º | disputou 7 das 10 etapas
2009 – disputou no Brasil como wildcard
2010 – disputou as primeiras 5 etapas

1997 – No primeiro ano no WCT, competiu em 11 das 12 etapas e terminou em 13º. A temporada de estréia foi a única em que terminou entre os top 16, após fazer três semifinais (Kirra, Lacanau e Sintra) e chegar às quartas-de-final em Chiba.

1998 – No segundo ano no WCT, competiu em apenas 6 das 11 etapas e terminou em 41º. Após alcançar as quartas-de-final em três etapas (Coke, Marui e J-Bay), afastou-se do tour durante o Op Pro para tratar de problemas de saúde. Perdeu cinco eventos e a vaga no WCT.

1999 – Reconquistou a vaga na elite ao terminar o WQS em 12º. Competiu em duas etapas do WCT como convidado (EUA e Brasil). Em Huntington, ganhou vaga após ser finalista do WQS na mesma praia, na semana anterior. Eliminou os líderes do ranking (Mark Occhilupo, Michael Campbell, Michael Lowe e Sunny Garcia) e venceu a primeira final brasileira do WCT, contra Fábio Gouveia. No Rio de Janeiro foi às quartas-de-final.

2000 – Em seu terceiro ano no WCT, competiu em todas as 13 etapas e terminou em 27º. Uma temporada com altos e baixos intensos: seguidos 33º, o quase afogamento em Teahupoo, até enfim alcançar as oitavas-de-final em Huntington e Portugal, as quartas em Lacanau e a semifinal no Rio de Janeiro.

2001 – Em sua quarta temporada no WCT, competiu em 4 das 5 etapas e terminou em 25º. Houve apenas 5 etapas por causa do atentado de 11 de setembro e Neco não voltou a Teahupoo. Seu melhor resultado foi as quartas-de-final no Rio de Janeiro.

2002 – Em seu quinto ano no WCT, competiu em 9 das 12 etapas e terminou em 21º. Perdeu três etapas (Teahupoo, Tavarua e J-Bay) por problemas de saúde, depois fez duas finais seguidas na Europa contra Andy Irons – conquistou em Hossegor sua segunda vitória no WCT. Chegou também à semifinal em Sunset, em baterias de quatro competidores.

2003 – Em seu sexto ano no WCT, competiu em 11 das 12 etapas e terminou em 28º. Após fazer as quartas-de-final na etapa de abertura na Gold Coast, não foi à Teahupoo e chegou às oitavas apenas mais uma vez, em Trestles.

2004 – Em seu sétimo ano WCT, competiu em todas as 11 etapas e repetiu o 28º da temporada anterior. Seu melhor resultado foi as oitavas-de-final em três eventos: Gold Coast, Hossegor e Brasil.

2005 – No que seria sua oitava temporada no WCT, competiu em quatro das cinco primeiras etapas. Recebeu uma nota 10 em Teahupoo (superando de vez o trauma) e chegou às oitavas em Fiji; em Jeffrey’s Bay, recebeu a punição da ASP por suposto doping e foi afastado por um ano do tour.

Neco Padaratz em ação. Foto: Fosters ASP World Tour – Billabong Pro

2006 – Retornou à elite ao terminar o ano em 7º no WQS.

2007 – Em sua oitava temporada de fato no WCT, competiu em todas as 10 etapas e terminou em 21º. Passou do round 3 apenas no segundo semestre: chegou às quartas-de-final em Hossegor e Imbituba, e às oitavas em Trestles e Pipeline.

2008 – Em sua nona temporada no WCT, competiu nas primeiras 7 das 10 etapas e terminou em 43º. Seu melhor resultado foi as oitavas-de-final em Bells Beach. Em Trestles, sofreu a contusão nas costas. Abriu mão de pedir uma das vagas da ASP para o ano seguinte por considerar que não estava plenamente recuperado.

2010 – Após ganhar vaga da ASP por contusão, competiu nas primeiras cinco etapas da temporada e chegou três vezes ao round 3. Perdeu a vaga com a redução da elite em agosto, após Teahupoo.

Neco participou em onze das 19 edições da etapa brasileira do circuito desde 1992, e foi o melhor brasileiro (ou um dos) em três ocasiões: 2000, 2001 e 2007.

Neco no WCT Brasil:
1997 – Round 2
1999 – Quartas-de-final
2000 – Semifinal
2001 – Quartas-de-final
2002 – Round 3
2003 – Round 3
2004 – Oitavas-de-final
2006 – Round 2
2007 – Quartas-de-final
2009 – Round 3
2010 – Round 3

HISTORIA: Devemos muito aos nossos primeiros campeões que foram os desbravadores. Iniciando com Pepê Lopes que tornou-se o primeiro surfista brasileiro a vencer uma etapa do circuito mundial válido pela IPS (International of Professionals Surfers), o saudoso Waimea 5000, realizado no Arpoador em 1976 terminando entre os 18 melhores surfistas do mundo em 1976. Ele também foi sexto colocado no Pipe Masters do Havaí (o melhor brasileiro do ranking antes de Gabriel Medina). Pepê se sobressaia nas ondas grandes e tinha ótima colocação nos tubos em Pipeline.

Como não temos mais entre nós o nosso saudoso Pepê, o primeiro entrevistado do programa foi Daniel Friedmann, Campeão do Waimea 5000, realizado no Quebra Mar em 1977, vencendo justamente Pepê Lopes em uma final brazuca empolgante. Depois foi a vez de Fábio “Fia” Gouveia, um dos surfistas mais bem sucedidos do Brasil, de sua geração, campeão mundial amador em 1988, pela ISA, terminando na 5º posição em 1992 no Circuito Mundial (WCT) da extinta ASP. Sendo um dos responsáveis pela valorização do surf no Brasil e pelo reconhecimento internacional do surf brasileiro junto com Flavio “Teco” Pararatz que também já foi entrevistado.

Brasileiros no Tour. Foto: Sebastian Rojas

Teco Pararatz, entre as suas principais conquistas estão o 1º lugar no Alternativa Surf Masters na Barra (RJ) em 1991, o 1º Lugar em Hossegor Pro na França em 1994, naquela final inesquecível contra o Kelly Slater. Ricardo Tatuí, surfista profissional e competidor da extinta ASP, que começou a correr o Circuito Mundial em 1993, e que em 1994 na Etapa da França em Biarritz, o Quiksilver Surfmasters, Ricardo Tatuí, derrotou na grande final o Norte-americano, Jeff Booth. No último Sábado foi a vez de Victor Ribas que em sua extensa carreira, colecionou alguns feitos significativos: melhor colocação de um representante nacional no WCT (3º em 1999); segundo brasileiro com maior número de temporadas na elite (13, uma a menos que Peterson Rosa); quatro vezes top 16.

Assim como Fábio Gouveia, Peterson Rosa, Neco Padaratz e Adriano de Souza, Vitinho disputou três finais no WCT e venceu uma, no Gotcha Lacanau Pro, na França em 1995 derrotando na grande final o norte-americano, Todd Holland. Neste sábado será a vez de Neco Padaratz. Bruno esta pensando em dar continuidade convidando outros integrantes brasileiros do WCT que também construiram resultados significativos no Tour Mundial.

Fontes: Gustavo Cabral – Datasurfe

Reportagem e Edição: Edson “Adrena” Andrade

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