Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger – Peruano confirmado na elite.

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A batalha pelas últimas vagas para o WSL Championship Tour 2022 teve mais um capítulo com alegria e drama no sábado no Havaí pelo Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger. Lucca Mesinas é o primeiro peruano a entrar para a elite da WSL.

Lucca Mesinas em ação. Foto: Brent Bielmann – World Surf League

Mais cinco nomes foram confirmados na lista dos doze indicados pelo ranking do Challenger Series. Um deles o de Lucca Mesinas, que será o primeiro surfista do Peru a figurar na elite masculina dos melhores do mundo. Do Brasil, Samuel Pupo e João Chianca são as últimas esperanças de classificação. Samuca passou para as quartas de final do Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger, mas Chumbinho perdeu e sua vaga no G-12 está ameaçada por cinco surfistas. A briga continua neste domingo, a partir das 8h00 no Havaí, 15h00 no Brasil, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Samuel Pupo em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League

Lucca Mesinas é o primeiro peruano a entrar no seleto grupo dos melhores surfistas do mundo, mas seu país já foi muito bem representado na elite feminina, por Sofia Mulanovich. Foi ela quem conseguiu acabar com uma hegemonia da australiana Layne Beachley, que conquistou seis títulos mundiais consecutivos, de 1998 até 2003. A peruana trouxe o primeiro troféu de número 1 do mundo para a América do Sul em 2004. Depois, Piccolo Clemente conquistou dois títulos mundiais no Longboard em 2013 e 2015 e agora Lucca Mesinas vai defender a bandeira do Peru na elite do World Surf League Championship Tour em 2022.

Ele chegou no Havaí dividindo o sexto lugar no ranking com o brasileiro João Chianca. Lucca não passou da sua estreia no Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger no primeiro dia do evento, iniciado na sexta-feira, 26 de novembro. Ficou então só acompanhado de fora, na torcida para não sair da lista dos 12 indicados pelo WSL Challenger Series. Chianca passou sua primeira bateria, mas foi eliminado no sábado, junto com outro brasileiro no quarto confronto das oitavas de final, Thiago Camarão.

Com a derrota, João e Lucca permaneceram com os mesmos 11.000 pontos, mas caíram para o décimo lugar no ranking, que está classificando até o 14.o colocado, posição que passou a ser ocupada por Samuel Pupo. Além de Samuca, mais quatro surfistas têm chances matemáticas de ultrapassar os dois, que podem terminar empatados em 14.o lugar, ou seja, em último na zona de classificação para o CT 2022. Só que a vaga ficaria com Lucca Mesinas, por ter o melhor resultado entre eles, de 5.000 pontos contra 4.000 do João Chianca.

A espera foi agonizante nessa semana, pois a continuação do Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger vinha sendo adiada desde terça-feira, aguardando que o mar apresentasse boas ondas para rolar o evento. Na sexta-feira, entrou um swell que deixou as condições insurfáveis. No sábado, continuaram difíceis e apenas os homens competiram nas séries desafiadoras de 8-10 pés, bombando o dia todo no Alli Beach Park de Haleiwa.

Sete brasileiros tinham chances matemáticas na briga pelas últimas vagas para o CT 2022. Jessé Mendes foi o primeiro a cair, na terceira bateria do dia, perdendo para o bicampeão mundial John John Florence e um concorrente direto, o australiano Jacob Willcox. Na disputa seguinte, João Chianca e Thiago Camarão foram eliminados por dois surfistas que nem estão na disputa por classificação, o já garantido na elite, Jack Robinson, da Austrália, e o jovem Shion Crawford, do Havaí, que tinha barrado o novo top do CT, Lucca Mesinas, na estreia do peruano em Haleiwa.

John John Florence em ação. Foto: Brent Bielmann – World Surf League

Depois, Alex Ribeiro também saiu da batalha, só surfando uma onda na quinta bateria do dia. Aí veio a com participação tripla do Brasil, que acabou sendo vencida pelo australiano Kalani Ball. Na disputa pela outra vaga para as quartas de final, Samuel Pupo superou Wiggolly Dantas e Caio Ibelli, recuperando o último lugar no G-12 para o CT 2022.

“Estou muito feliz. Já passei duas baterias, acho que falta só mais uma pra me classificar e é aquela coisa né, vamos ver quem vai funcionar sob pressão e espero avançar mais essa”, disse Samuel Pupo. “Até agora, as duas baterias que disputei foram em condições bem difíceis, então espero que, na próxima, as ondas estejam melhores para mostrar o meu surfe. Mas, estou avançando e é isso que importa”.

Samuca tirou Jordan Lawler da lista, que foi eliminado no confronto seguinte pelo também australiano Liam O´Brien e pelo havaiano Ian Gentil. Na última bateria do dia, o português Vasco Ribeiro também saiu da disputa por vagas no G-12, sendo barrado junto com Deivid Silva, que já está garantido na “seleção brasileira” da WSL por mais um ano. Os dois perderam para outros dois concorrentes ao título mundial de 2022, o australiano Connor O´Leary e o japonês Kanoa Igarashi.

Samuel Pupo também respondeu sobre como será disputar o WSL Championship Tour junto com o seu irmão mais velho, Miguel Pupo: “Seria o maior sonho da vida! Eu e meu irmão viajando juntos no Tour, será incrível. Mas, tem muita coisa pela frente ainda. Não quero pensar nisso agora e só na minha próxima bateria. Eu sinto que as coisas estão vindo para o meu lado, então quero aproveitar”.

A bateria que ele pode confirmar de vez sua classificação para o CT 2022, será a última das quartas de final do Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger. Nela, Samuca vai enfrentar um adversário direto por vaga, Billy Stairmand, da Nova Zelândia, além de dois australianos já garantidos no G-12, Connor O´Leary e Liam O´Brien. Outros dois concorrentes estão na chave de baixo, que vai indicar os dois últimos finalistas. Ou seja, dos quatro, apenas dois poderão chegar na decisão do título em Haleiwa.

CINCO CONCORRENTES: O neozelandês precisa ser vice-campeão no mínimo, para ultrapassar os 11.000 pontos de João Chianca e Lucca Mesinas e os 10.400 do Samuel Pupo. É a mesma situação do havaiano Ian Gentil, que compete na terceira quarta de final, com o australiano Kalani Ball que já necessita da vitória em Haleiwa. Eles vão encarar dois tops do CT, o japonês Kanoa Igarashi e o californiano Griffin Colapinto, que estão no topo do ranking, mas dispensam as vagas do WSL Challenger Series por já estarem garantidos na elite de 2022.

O outro surfista que pode entrar no G-12 é o australiano Jacob Willcox. Ele é a principal ameaça para Samuel Pupo e João Chianca e o único que está na chave de cima do Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger, que definirá os dois primeiros finalistas. Willcox abre as quartas de final com três já confirmados no CT 2022, seu compatriota Jack Robinson, o havaiano Ezekiel Lau e o americano Jake Marshall. Se ele passar para as semifinais, já iguala os 10.400 pontos do Samuel Pupo e atinge 11.600 se chegar na grande final.

Jacob Willcox em ação. Foto: Brent Bielmann – World Surf League

Mas, a vaga do João Chianca pode ser confirmada na terceira quarta de final. Isso se Ian Gentil e Kalani Ball perderem para os favoritos Kanoa Igarashi e Griffin Colapinto. A outra chance é na última bateria, se Billy Stairmand for barrado por Samuel Pupo, Connor O´Leary e Liam O´Brien. Somente Samuca já garante sua classificação se passar para as semifinais, ou em caso de eliminação dos outros quatro concorrentes pelas últimas vagas no CT 2022.

CONFIRMADOS NO CT 2022: Enquanto quatro surfistas brigam pelas vagas do João Chianca, que está em décimo lugar no ranking, do australiano Jackson Baker em 12.o, do costa-ricense Carlos Munoz em 13.o e do Samuel Pupo em 14.o, cinco tiveram seus nomes confirmados no CT 2022 no sábado. Os australianos Liam O´Brien e Callum Robson se garantiram quando passaram para as quartas de final do Haleiwa Challenger. Eles subiram para o sexto e nono lugar no ranking, respectivamente.

Já o californiano Nat Young, o havaiano Imaikalani Devault e o peruano Lucca Mesinas, foram oficializados pela combinação dos resultados das oitavas de final. No momento, Young ocupa a sétima posição, Devault está na oitava e Mesinas na décima. Outros três já estavam com suas vagas confirmadas, o havaiano Ezekiel Lau que assumiu a liderança do WSL Challenger Series no sábado, o australiano Connor O´Leary em quarto lugar e o americano Jake Marshall em quinto. Entre eles, estão Kanoa Igarashi na vice-liderança e Griffin Colapinto em terceiro lugar.

Ezekiel Lau em ação. Foto: Brent Bielmann – World Surf League

O Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger tem prazo até 7 de dezembro para fechar o Challenger Series 2021 e as listas dos 12 homens e das 6 mulheres que vão completar a elite que disputará os títulos mundiais de 2022 no WSL Championship Tour. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo da WSL e a primeira chamada do domingo será as 7h30 no Havaí, 14h30 no fuso horário de Brasília.

PRÓXIMAS BATERIAS DO HALEIWA CHALLENGER:

QUARTAS DE FINAL – 3.o=9.o lugar (US$ 3.200 e 3.600 pts) e 4.o=13.o (US$ 2.950 e 3.400 pts):

1.a: Jack Robinson (AUS), Ezekiel Lau (HAV), Jake Marshall (EUA), Jacob Willcox (AUS)
2.a: John John Florence (HAV), Conner Coffin (EUA), Callum Robson (AUS), Shion Crawford (HAV)
3.a: Kanoa Igarashi (JPN), Griffin Colapinto (EUA), Ian Gentil (HAV), Kalani Ball (AUS)
4.a: Connor O´Leary (AUS), Liam O´Brienn (AUS), Samuel Pupo (BRA), Billy Stairmand (NZL)

OITAVAS DE FINAL – 3.a=17.o lugar (US$ 2.400 e 2.200 pts) e 4.a=25.o (US$ 1.900 e 1.800 pts):

1.a: Carissa Moore (HAV), Alyssa Spencer (EUA), Pauline Ado (FRA), Zoe McDougall (HAV)
2.a: Gabriela Bryan (HAV), Caitlin Simmers (EUA), Yolanda Hopkins (PRT), Brianna Cope (HAV)
3.a: Brisa Hennessy (CRI), Vahine Fierro (FRA), Philippa Anderson (AUS), Tia Blanco (EUA)
4.a: Sage Erickson (EUA), Luana C. Silva (HAV), Leticia C. Bilbao (ESP), Dimity Stoyle (AUS)
5.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Molly Picklum (AUS), Savanna Stone (HAV), Teresa Bonvalot (PRT)
6.a: Lakey Peterson (EUA), India Robinson (AUS), Sara Wakita (JPN), Minami Nonaka (JPN)
7.a: Macy Callaghan (AUS), Sawyer Lindblad (EUA), Sarah Baum (AFR), Summer Macedo (BRA)
8.a: Caroline Marks (EUA), Coco Ho (HAV), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Amuro Tsuzuki (JPN)

RESULTADOS DO SÁBADO EM HALEIWA BEACH:

OITAVAS DE FINAL – 3.o=17.o lugar (US$ 2.400 e 2.200 pts) e 4.o=25.o lugar (US$ 1.900 e 1.8000 pts):

1.a: 1-Jake Marshall (EUA), 2-Conner Coffin (EUA), 3-Seth Moniz (HAV), 4-Matthew McGillivray (AFR)
2.a: 1-Ezekiel Lau (HAV), 2-Callum Robson (AUS), 3-Charly Quivront (FRA), 4-Crosby Colapinto (EUA)
3.a: 1-John John Florence (HAV), 2-Jacob Willcox (AUS), 3-Jessé Mendes (BRA), 4-Jack Freestone (AUS)
4.a: 1-Shion Crawford (HAV), 2-Jack Robinson (AUS), 3-Thiago Camarão (BRA), 4-João Chianca (BRA)
5.a: 1-Griffin Colapinto (EUA), 2-Billy Stairmand (NZL), 3-Luke Swanson (HAV), 4-Alex Ribeiro (BRA)
6.a: 1-Kalani Ball (AUS), 2-Samuel Pupo (BRA), 3-Wiggolly Dantas (BRA), 4-Caio Ibelli (BRA)
7.a: 1-Liam O´Brien (AUS), 2-Ian Gentil (HAV), 3-Cody Young (HAV), 4-Jordan Lawler (AUS)
8.a: 1-Connor O´Leary (AUS), 2-Kanoa Igarashi (JPN), 3-Vasco Ribeiro (PRT), 4-Deivid Silva (BRA)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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