Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger – Começou o WSL Challenger Series do Havaí.

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Começou o Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger em um cenário perfeito, com Sol e boas ondas de 6-8 pés no Alii Beach Park de Haleiwa. O havaiano John John Florence foi grande destaque na abertura do WSL Challenger Series do Havaí.

John John Florence em ação. Foto: Brent Bielmann – WSL

A primeira chamada do sábado será as 7h30 no Havaí, 14h30 no Brasil. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo: www.worldsurfleague.com

Na sexta-feira John John conquistou os recordes do primeiro dia, com a maior nota 9,23 e a maior média, 18,30 pontos. Dos 14 participantes do Brasil no evento que fecha a lista dos 12 classificados para o WSL Championship Tour 2022, 8 competiram na sexta-feira e apenas 3 avançaram. João Chianca sexto colocado do ranking e Thiago Camarão e Jessé Mendes, que estão na briga direta pelas últimas vagas. Eles já passaram para as oitavas de final e mais seis brasileiros ainda vão estrear na batalha final do WSL Challenger Series 2021.

Estrutura do evento. Foto: Brent Bielmann – WSL

A primeira classificação verde-amarela veio na bateria que o bicampeão mundial John John Florence fez as marcas a serem batidas no Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger. O havaiano pegou boas ondas para mostrar um surfe espetacular, com laybacks incríveis, grandes rasgadas, batidas e aéreos sensacionais. Ele recebeu nota 7,17 em sua segunda onda, 8,33 na terceira, 9,23 na quarta e 9,07 na quinta, quando selou a vitória por 18,30 pontos.

Alguns surfistas cancelaram suas participações no evento e todas as baterias foram modificadas. Com isso, dois brasileiros foram parar na do bicampeão mundial. E logo dois bem próximos da briga pelas vagas para o CT 2022, Mateus Herdy na porta de entrada do G-12 e Thiago Camarão um pouco mais abaixo. Enquanto Mateus errava a finalização na maioria das suas ondas, Camarão mostrou segurança nas manobras e começou bem a bateria.

Ele conseguiu uma nota 7,47 na terceira onda que surfou e a seguinte foi melhor ainda. Thiago Camarão achou outra direita boa e mandou uma sequência de três manobras muito fortes de frontside, que arrancaram 9,17 dos juízes. Ou seja, surfou no mesmo nível de John John Florence. Com ela, atingiu 16,64 pontos, a maior pontuação brasileira nas quatro etapas do WSL Challenger Series 2021. Mateus Herdy acabou saindo da briga por vagas no CT 2022 e Camarão já subiu da 28.a para a 21.a posição, com a classificação para as oitavas de final.

Thiago Camarão em ação. Foto: Brent Bielmann – WSL

“É sempre emocionante surfar com os melhores do mundo, como o John John (Florence), e eu estava muito bem preparado mentalmente para a bateria”, disse Thiago Camarão. “Eu sabia que, tanto ele como os outros atletas, iriam fazer o melhor deles e eu teria que dar o meu máximo. Então, eu foquei muito no meu surfe, consegui pegar boas ondas e o meu foco é esse, bateria por bateria. Agora é acalmar os nervos e concentrar em me preparar para a próxima”.

DOBRADINHA BRASILEIRA:  Mais dois brasileiros entraram no confronto seguinte e nesse deu dobradinha verde-amarela sobre o australiano Wade Carmichael e Joshua Burke, de Barbados. João Chianca, o Chumbinho, chegou no Havaí em sexto lugar no ranking, mas tem que chegar nas semifinais do Haleiwa Challenger para aumentar os 11.000 pontos que está computando. Ele começou bem, mostrando um frontside agressivo nas direitas de Haleiwa, como as que surfou em casa na Praia de Itaúna, para chegar na final do Saquarema Surf Festival no último domingo.

Chumbinho largou na frente com nota 6,83, mas logo Jessé Mendes assumiu a ponta com notas 8,17 e 7,17 em duas ondas seguidas. Jessé mostrou um ataque de backside impressionante, com pancadas verticais nos pontos mais críticos das ondas. João Chianca também surfou forte mais uma direita boa, para consolidar a dobradinha brasileira somando nota 7,77 no placar de 14,60 pontos. Jessé ainda repetiu a dose com seu backside afiado e selou a vitória por 15,84, com a nota 7,67 da sua última onda.

Jessé Mendes em ação. Foto: Brent Bielmann – WSL

“A bateria foi boa, com o Wade (Carmichael) que já ganhou esse evento, o Chumbinho (João Chianca) que manda muito bem quando o mar está maior e eu estava só tentando acertar as manobras pra conseguir notas mais altas”, disse Jessé Mendes. “Essa foi a minha meta lá fora. O mar está baixando rápido, mas ainda tem bastante oportunidades para surfar. A bateria estava meio lenta no início, mas depois que peguei a primeira onda boa, eu já me empolguei e tentei manter o ritmo”.

OITAVAS DE FINAL: Na sexta-feira, foram realizadas 16 baterias, as 8 da rodada inicial e as 8 primeiras da segunda fase, quando entram os 48 pré-classificados pelo ranking mundial, já disputando vagas para as oitavas de final do Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger. Jessé Mendes foi para a terceira bateria, a do recordista absoluto, John John Florence. Os outros adversários são Jack Freestone e Jacob Willcox. Já João Chianca e Thiago Camarão, estão juntos na quarta com outro australiano e um havaiano, Jack Robinson e Shion Crawford, respectivamente.

Shion Crawford em ação. Foto: Tony Heff – WSL

Crawford entrou no evento na última hora, no lugar do brasileiro Weslley Dantas, que estava escalado na quarta bateria do dia e não compareceu. O jovem havaiano acabou eliminando o peruano Lucca Mesinas, que chegou no Havaí dividindo a sexta posição no ranking com João Chianca. Para ele, restou agora só aguardar o andamento da batalha final do WSL Challenger Series, para saber se será o primeiro surfista do Peru a entrar na elite do CT.

Outra derrota inesperada foi a do carioca Lucas Silveira. Ele divide o 17.o lugar no ranking com Mateus Herdy, logo abaixo do Samuel Pupo, 15.o colocado que está fechando o G-12 no momento. Isso porque três surfistas que estão à frente deles, já garantiram seus nomes na elite pelo ranking do CT 2021. Assim como Mateus, Lucas não passou da sua estreia em Haleiwa, perdendo para os australianos Jack Robinson e Jacob Willcox.

ESTREIAS NO SÁBADO: Se Lucca Mesinas perdeu no confronto que fechou a sexta-feira, outro peruano vai estrear no que vai abrir o sábado em Haleiwa Beach, Alonso Correa. Ele é o 26.o no ranking que está classificando até o 15.o colocado e tem chances de entrar no G-12 nesta última etapa. Alonso terá uma parada dura pela frente, os norte-americanos Griffin Colapinto já garantido no CT 2022 e Cole Houshmand que está em 21.o no Challenger Series, além do australiano Kalani Ball.

Mais seis brasileiros também vão estrear no sábado. Dois entram na segunda bateria do dia, a décima da segunda fase do Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger, Alex Ribeiro e Wiggolly Dantas. Na seguinte, tem Samuel Pupo iniciando a defesa da última posição no G-12 e o outro cabeça de chave desta 11.a bateria é o onze vezes campeão mundial, Kelly Slater. Na 12.a está Caio Ibelli, depois vem mais uma participação dupla, com Deivid Silva e Alejo Muniz na penúltima batalha por vagas nas oitavas de final.

SÓ DUAS BRASILEIRAS: No sábado também pode ser iniciada a categoria feminina e sem Silvana Lima. A cearense acabou cancelando a sua participação e todas as baterias tiveram que ser modificadas. A outra brasileira da primeira fase, Summer Macedo, estava escalada na segunda bateria e foi para a oitava e última. Já a peruana Daniella Rosas permaneceu na sexta, mas com outras adversárias após a saída da Silvana Lima, que ia estrear junto com ela.

Nenhuma das duas têm chances de brigar pelas seis vagas para a elite das top-17 do CT. A América do Sul vai continuar com apenas uma representante, Tatiana Weston-Webb, que neste ano foi vice-campeã mundial. A brasileira é uma das cabeças de chave da quinta das oito baterias da segunda fase, junto com a australiana Molly Picklum. Elas já estreiam disputando classificação para as quartas de final do Michelob ULTRA Pure Gold Haleiwa Challenger.

BATERIAS DOS SUL-AMERICANOS NO HALEIWA CHALLENGER:

PRIMEIRA FASE – 3.o=65.o lugar (US$ 650 e 300 pts) e 4.o=73.o (US$ 600 e 250 pts):

4.a: 1-Aritz Aranburu (ESP), 2-Shion Crawford (HAV), 3-Billy Kemper (HAV), 4-Rafael Teixeira (BRA)
7.a: 1-Ian Gentil (BRA), 2-Cody Young (HAV), 3-Ian Gouveia (BRA), 4-Sebastian Zietz (HAV)

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Oitavas de Final:

—-3.o=33.o lugar (US$ 1.200 e 700 pts) e 4.o=49.o (US$ 750 e 600 pts)

4.a: 1-Callum Robson (AUS), 2-Matthew McGillivray (AFR), 3-Edgard Groggia (BRA), 4-Keanu Asing (HAV)
5.a: 1-John John Florence (HAV), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Sheldon Simkus (AUS), 4-Mateus Herdy (BRA)
6.a: 1-Jessé Mendes (BRA), 2-João Chianca (BRA), 3-Joshua Burke (BRB), 4-Wade Carmichael (AUS)
7.a: 1-Jack Robinson (AUS), 2-Jacob Willcox (AUS), 3-Lucas Silveira (BRA), 4-Aritz Aranburu (ESP)
8.a: 1-Shion Crawford (HAV), 2-Jack Freestone (AUS), 3-Lucca Mesinas (PER), 4-Jorgann Couzinet (FRA)

——–Ficaram para abrir o sábado:

9.a: Griffin Colapinto (EUA), Cole Houshmand (EUA), Alonso Correa (PER), Kalani Ball (AUS)
10: Alex Ribeiro (BRA), Imaikalani Devault (HAV), Wiggolly Dantas (BRA), Kade Matson (EUA)
11: Kelly Slater (EUA), Samuel Pupo (BRA), Maxime Huscenot (FRA), Shane Sykes (AFR)
12: Caio Ibelli (BRA), Carlos Munoz (CRI), Cam Richards (EUA), Billy Stairmand (NZL)
15: Deivid Silva (BRA), Jordan Lawler (AUS), Alejo Muniz (BRA), Kauli Vaast (FRA)

OITAVAS DE FINAL – baterias já formadas na sexta-feira:

—-3.o=17.o lugar (US$ 2.400 e 2.200 pts) e 4.o=25.o lugar (US$ 1.900 e 1.8000 pts)

1.a: Conner Coffin (EUA), Seth Moniz (HAV), Jake Marshall (EUA), Matthew McGillivray (AFR)
2.a: Ezekiel Lau (HAV), Callum Robson (AUS), Charly Quivront (FRA), Crosby Colapinto (EUA)
3.a: John John Florence (HAV), Jack Freestone (AUS), Jessé Mendes (BRA), Jacob Willcox (AUS)
4.a: Jack Robinson (AUS), João Chianca (BRA), Thiago Camarão (BRA), Shion Crawford (HAV)

PRIMEIRA FASE – 3.a=33.o lugar (US$ 1.200 e 700 pts) e 4.a=41.o (US$ 1.125 e 650 pts):

6.a: Sara Wakita (JPN), Teresa Bonvalot (PRT), Daniella Rosas (PER), Samantha Sibley (EUA)
8.a: Bettylou Sakura Johnson (HAV), Sophie McCulloch (AUS), Summer Macedo (BRA), Janire Gonzalez Etxabarri (ESP)

SEGUNDA FASE – entrada das 16 cabeças de chave:

—–3.a=17.o lugar (US$ 2.400 e 2.200 pts) e 4.a=25.o (US$ 1.900 e 1.800 pts)

1.a: Carissa Moore (HAV), Alyssa Spencer (EUA), 1.a da 1.a da 1.a Fase e 2.a da 2.a
2.a: Gabriela Bryan (HAV), Caitlin Simmers (EUA), 1.a da 2.a e 2.a da 1.a
3.a: Brisa Hennessy (CRI), Vahine Fierro (FRA), 1.a da 3.a e 2.a da 4.a
4.a: Sage Erickson (EUA), Luana C. Silva (HAV), 1.a da 4.a e 2.a da 3.a
5.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Molly Picklum (AUS), 1.a da 5.a e 2.a da 6.a
6.a: Lakey Peterson (EUA), India Robinson (AUS), 1.a da 6.a e 2.a da 5.a
7.a: Macy Callaghan (AUS), Sawyer Lindblad (EUA), 1.a da 7.a e 2.a da 8.a
8.a: Caroline Marks (EUA), Coco Ho (HAV), 1.a da 8.a e 2.a da 7.a

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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