MEO Vissla Pro Ericeira – Brazucas se destacam na segunda-feira em Portugal.

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Brazucas se destacam na segunda-feira no MEO Vissla Pro Ericeira em Portugal. Próximas chamadas a partir as 8h00 desta terça-feira em Ribeira D´Ilhas, 4h00 no Brasil.

Caio Ibelli em ação. Damien Poullenot – WSL

Nesta segunda-feira foram realizadas mais quinze baterias nas boas ondas de 3-4 pés em Ribeira D´Ilhas, na Reserva Mundial de Surf de Ericeira, em Portugal. Onze surfistas do Brasil competiram e Caio Ibelli e Silvana Lima estrearam batendo recordes do WSL Challenger Series 2021.

Silvana Lima em ação. Damien Poullenot – WSL

Alejo Muniz, Michael Rodrigues, Jessé Mendes também avançaram e mantiveram maioria brasileira, com 12 classificados entre os 48 que seguem na briga do título. Entre as mulheres, Summer Macedo e Silvana passaram para a segunda fase, que continua as 8h00 da terça-feira em Ericeira, 4h00 da madrugada no Brasil, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Michael Rodrigues em ação. Damien Poullenot – WSL

O segundo dia do MEO Vissla Pro Ericeira começou pelas seis baterias restantes da primeira fase masculina e prosseguiu com mais nove dos dezesseis confrontos da rodada inicial feminina. Weslley Dantas ficou em último na bateria que abriu a segunda-feira, mas na segunda Caio Ibelli brilhou nas direitas de Ribeira D´Ilhas. Ele destruiu uma onda com dois ataques muito fortes no crítico e finalizou com um layback animal na junção, ganhando nota 8,50 dos juízes. Luel Felipe também surfou bem uma onda que valeu 7,07.

Os dois comemoravam uma dobradinha brasileira, até o australiano Jackson Baker conseguiu 6,70 na sua última onda, para superar o pernambucano por uma pequena diferença de 12,87 a 12,27 pontos. Luel foi eliminado junto com o sul-africano Shane Sykes. Já Caio Ibelli, ainda achou outra onda boa para mandar o seu layback na junção e somar 6,90 na vitória por 15,40 pontos. A nota 8,50 e esse placar, são as maiores marcas do Brasil e da América do Sul nas duas etapas do WSL Challenger Series 2021.

“Estou muito feliz por estar aqui em Portugal, em Ericeira. Tem altas ondas hoje (segunda-feira), as condições estão perfeitas e estou muito feliz em conseguir um 8,50 e um 6,90 para vencer”, disse Caio Ibelli, que tenta se manter na seleção brasileira do CT, com uma das 12 vagas em disputa no WSL Challenger Series. “Estou muito confiante, bem relaxado e espero poder mostrar meu surfe cada vez mais, para conseguir um bom resultado aqui em Portugal”.

Na categoria feminina, Silvana Lima também achou boas ondas para atacar forte com seu frontside, variando batidas e rasgadas abrindo grandes leques de água nas direitas de Ribeira D´Ilhas. Ela ganhou nota 8,83 com uma série de manobras potentes combinadas com velocidade. Depois, sacramentou a vitória sobre as francesas Pauline Ado e Tessa Thyssen e a americana Sawyer Lindblad, com outra onda muito bem surfada, que valeu 7,57. Com essa nota, atingiu o maior placar feminino do ano no WSL Challenger Series 2021.

“Eu sempre me sinto bem aqui em Portugal, minhas pranchas estão muito boas e por isso que meu surfe está tão solto assim”, disse Silvana Lima. “Eu estou bem confiante e fiquei muito feliz por ter surfado bem. Apesar de que está muito frio aqui e eu odeio frio (risos). Eu nem treinei antes da bateria. Sei que não é uma boa estratégia, mas meu primeiro surfe foi na bateria. O mar está um pouco difícil, mas tentei pegar as ondas boas das séries e deu certo”.

Como não participou do US Open of Surfing, que abriu o WSL Challenger Series 2021 na semana passada, Silvana Lima só agora está entrando na briga pelas seis vagas para o World Surf League Championship Tour 2022. Na segunda fase, vai competir junto com outra brasileira, Summer Macedo, a mesma que ela derrotou na final do Corona Salinas Open, em junho no Equador. As duas vão enfrentar Leilani McGonagle (CRI) e Molly Picklum (AUS), no segundo confronto da segunda fase em Portugal.

OUTRAS BRASILEIRAS: Summer Macedo liderou até o minuto final, a sua bateria de estreia em Ericeira contra três australianas. As duas que estavam sendo eliminadas, pegaram ondas e ficou a expectativa pelas notas. Sophie McCulloch precisava de 4,83 e conseguiu 5,77, para tirar a vitória da brasileira. Já Dimity Stoyle, recordista de pontos (15,10) do US Open of Surfing, não conseguiu a nota que precisava e Summer Macedo avançou em segundo lugar, por 10,43 a 10,30 pontos da outra australiana eliminada, Ellie Brooks.

O Brasil ainda teve a irmã do tricampeão mundial Gabriel Medina competindo como convidada no MEO Vissla Pro Ericeira. Sophia Medina entrou na primeira bateria e estava se classificando até os 5 minutos finais, quando a top do CT 2021, Keely Andrew, conseguiu uma nota 8,00 para pular do terceiro para o primeiro lugar. A costa-ricense Leilani McGonagle, que liderava, passou em segundo e Sophia terminou em 33.o lugar no evento, ficando a frente da japonesa Amuro Tsuzuki, que competiu no CT esse ano e nas Olimpíadas.

SUL-AMERICANAS: Entre as outras sul-americanas classificadas para o WSL Challenger Series, pelo ranking regional da WSL Latin America, a única que estreou na segunda-feira foi a argentina Josefina Ané. As condições do mar já estavam difíceis, com longos intervalos entre as séries e sua bateria foi até reiniciada, após 10 minutos sem entrar nada de ondas. Depois, Josefina só pegou duas ondas fracas e terminou em último, na disputa que classificou a portuguesa Yolanda Hopkins e a havaiana Zoe McDougall.

As outras três surfistas da América do Sul estão nos confrontos que vão abrir a terça-feira em Portugal. A peruana Daniella Rosas está na 13.a bateria, a quarta a entrar no mar no terceiro dia, com a australiana Macy Callaghan que disputou o CT esse ano, a havaiana Luana Coelho Silva e a espanhola Janire Gonzalez Etxabarri. Na disputa seguinte, entram a também peruana Sol Aguirre e a equatoriana Dominic Barona, com a japonesa Mahina Maeda e a campeã do US Open of Surfing, Caitlin Simmers.

NOVOS RECORDES DO ANO: A norte-americana está em segundo lugar no ranking do WSL Challenger Series, liderado por Gabriela Bryan. A havaiana quer se manter na frente da corrida pelas seis vagas para o CT 2021 e estreou batendo os recordes de Silvana Lima no MEO Vissla Pro Ericeira, logo na bateria seguinte a da brasileira. Gabriela Bryan massacrou sua primeira onda com uma série de manobras executadas com pressão e velocidade, que arrancaram nota 9,50. A segunda foi boa também, para somar 7,67 e se tornar a recordista absoluta do WSL Challenger Series 2021, com 17,17 pontos.

Gabriela Bryan em ação. Damien Poullenot – WSL

Na categoria masculina, o igualmente havaiano Imaikalani Devault, também tinha ultrapassado os recordes de Caio Ibelli na única bateria sem participação brasileira da segunda-feira em Ribeira D´Ilhas. Ele aumentou o recorde de nota do dia de 8,50 para 8,67 e atingiu 16,17 pontos, que é o maior placar do WSL Challenger Series 2021 na categoria masculina. Imaikalani defende vaga no G-12 que se classifica para o CT 2022 e terá que encarar dois brasileiros no seu próximo desafio em Portugal, Alejo Muniz e Jessé Mendes.

Imaikalani Devault em ação. Damien Poullenot – WSL

MAIORIA BRASILEIRA: Eles e Caio Ibelli e Michael Rodrigues, mantiveram a maioria do Brasil entre os concorrentes ao título do MEO Vissla Pro Ericeira. Esta segunda etapa do WSL Challenger Series 2021 começou com 21 brasileiros entre os 96 participantes de 19 países. Mais um entrou na segunda-feira, Victor Bernardo, na vaga do norte-americano Ian Crane, que não apareceu em Portugal. Vitinho acabou entrando na bateria onde já estavam dois brasileiros e os três perderam para o australiano Callum Robson. Somente Jessé Mendes se classificou, com Victor e Alex Ribeiro sendo eliminados.

Jessé Mendes em ação. Damien Poullenot – WSL

O cearense Michael Rodrigues ganhou a disputa seguinte e Alejo Muniz venceu a bateria que fechou a primeira fase. Nela, o australiano Sheldon Simkus conquistou a última vaga para a segunda fase, com ambos eliminando dois portugueses, o top da elite, Frederico Morais, e Afonso Antunes. Com isso, o único surfista de Portugal a seguir na briga do título em Ericeira é Vasco Ribeiro, que está no grupo dos 12 que se classificam para o CT 2022.

Alejo Muniz em ação. Damien Poullenot – WSL

Entre os 48 surfistas divididos nas 12 baterias da segunda fase, 12 são do Brasil, 10 da Austrália, 7 dos Estados Unidos, 5 da França, 4 do Havaí, 2 do Japão, 2 da África do Sul, 1 de Portugal, 1 do Peru, 1 do Uruguai, 1 da Costa Rica, 1 de Barbados e 1 de Marrocos. São tantos brasileiros que, em apenas 3 baterias não haverá algum disputando vagas para a rodada classificatória para as oitavas de final do MEO Vissla Pro Ericeira.

VAGAS PARA O CT 2022: O WSL Challenger Series vai completar a elite que disputará os títulos mundiais no World Surf League Championship Tour 2022, classificando 12 surfistas para a categoria masculina e seis para a feminina. Serão quatro etapas e os rankings irão computar três resultados, com um deles podendo ser a maior pontuação obtida nas etapas do WSL Qualifying Series de 2020 disputadas até o mês de março, antes do Circuito Mundial ser cancelado por causa da pandemia do Covid-19.

O US Open of Surfing apresentado pela Shiseido abriu a batalha pelas vagas para o CT semana passada na Califórnia. Agora, tem o MEO Vissla Pro Ericeira, que vai até o próximo domingo em Ribeira D´Ilhas, Portugal, depois o Quiksilver Pro France de 16 a 24 também de outubro em Hossegor, França, com o Haleiwa Challenger fechando o WSL Challenger Series 2021 de 26 de novembro a 7 de dezembro em Haleiwa Beach, no Havaí.

TRANSMISSÃO AO VIVO: O MEO Vissla Pro Ericeira está sendo transmitido ao vivo de Ribeira D´Ilhas pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo grátis da WSL, lembrando que o fuso horário de Portugal é de 4 horas a mais do Brasil, então se a competição começar as 8h00 na Reserva Mundial de Surf de Ericeira, serão 4h00 da madrugada no horário de Brasília.

BATERIAS DOS SUL-AMERICANOS NO MEO VISSLA PRO ERICEIRA:

PRIMEIRA FASE – 3.o=49.o lugar (US$ 775 e 400 pts) e 4.o=73.o lugar (US$ 600 e 350 pts):

Baterias que abriram a segunda-feira:

19: 1-Crosby Colapinto (EUA), 2-Ramzi Boukhiam (MAR), 3-Beyrick De Vries (HOL), 4-Weslley Dantas (BRA)
20: 1-Caio Ibelli (BRA), 2-Jackson Baker (AUS), 3-Luel Felipe (BRA), 4-Shane Sykes (AFR)
21: 1-Callum Robson (AUS), 2-Jessé Mendes (BRA), 3-Victor Bernardo (BRA), 4-Alex Ribeiro (BRA)
22: 1-Michael Rodrigues (BRA), 2-Michael Dunphy (EUA), 3-Rio Waida (IDN), 4-Cody Young (HAV)
24: 1-Alejo Muniz (BRA), 2-Sheldon Simkus (AUS), 3-Frederico Morais (PRT), 4-Afonso Antunes (PRT)

PRIMEIRA FASE – 3.a=33.o lugar (US$ 1.000 e 700 pts) e 4.o=49.o lugar (US$ 775 e 600 pts):

1.a: 1-Keely Andrew (AUS), 2-Leilani McGonagle (CRI), 3-Sophia Medina (BRA), 4-Amuro Tsuzuki (JPN)
2.a: 1-Sophie McCulloch (AUS), 2-Summer Macedo (BRA), 3-Ellie Brooks (AUS), 4-Dimity Stoyle (AUS)
4.a: 1-Silvana Lima (BRA), 2-Pauline Ado (FRA), 3-Tessa Thyssen (FRA), 4-Sawyer Lindblad (EUA)
8.a: 1-Yolanda Hopkins (PRT), 2-Zoe McDougall (HAV), 3-Sarah Baum (AFR), 4-Josefina Ane (ARG)

Realizada até a 9.a bateria na segunda-feira:

13: Macy Callaghan (AUS), Daniella Rosas (PER), Luana C. Silva (HAV), Janire G. Etxabarri (ESP)
14: Caitlin Simmers (EUA), Mahina Maeda (JPN), Dominic Barona (EQU), Sol Aguirre (PER)

SEGUNDA FASE – 3.o=25.o lugar ($ 1.500 e 750 pts) e 4.o=37.o lugar ($1.000 e 650 pts):

1.a: Deivid Silva (BRA), Connor O´Leary (AUS), Jake Marshall (EUA), Marcos Correa (BRA)
2.a: Sebastian Zietz (HAV), Ezekiel Lau (HAV), João Chianca (BRA), Marco Giorgi (URU)
3.a: Lucca Mesinas (PER), Jorgann Couzinet (FRA), Jordan Lawler (AUS), Slade Prestwich (AFR)
5.a: Italo Ferreira (BRA), Nat Young (EUA), Thiago Camarão (BRA), Charles Martin (FRA)
6.a: Cam Richards (EUA), Hiroto Ohhara (JPN), Gatien Delahaye (FRA), Mateus Herdy (BRA)
7.a: Kanoa Igarashi (JPN), Ian Gouveia (BRA), Cole Houshmand (EUA), Eli Hanneman (HAV)
8.a: Liam O´Brien (AUS), Patrick Gudauskas (EUA), Samuel Pupo (BRA), Dylan Moffat (AUS)
10: Caio Ibelli (BRA), Wade Carmichael (AUS), Cooper Chapman (AUS), Crosby Colapinto (EUA)
11: Michael Rodrigues (BRA), Callum Robson (AUS), Sheldon Simkus (AUS), Joshua Burke (BRB)
12: Alejo Muniz (BRA), Jessé Mendes (BRA), Imaikalani Devault (HAV), Michael Dunphy (EUA)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin América

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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