MEO Rip Curl Pro Portugal – Previsões para os próximos dias.

Publicado por AdrenaNews 0

A quarta-feira amanheceu com ondas pequenas e vento desfavorável em Supertubos, para dar a largada ao penúltimo desafio do World Surf League Championship Tour 2019, que pode definir os títulos mundiais da temporada em Portugal.

Line Up de Peniche. Foto: Damien Poullenot / WSL

As previsões indicam boas ondas para esta quinta, sexta e sábado, com ondas de dois metros a dois metros e meio, reduzindo o tamanho no domingo. O prazo do MEO Rip Curl Pro vai até 28 de outubro e a próxima chamada foi marcada para as 9h00 da quinta-feira em Peniche, 5h00 da madrugada no fuso horário de Brasília. Essa etapa também é decisiva na disputa pelas vagas para os Olimpíadas de Tokyo 2020 no Japão e para permanecer na divisão de elite do esporte.

Estrutura montada em Peniche. Foto: Damien Poullenot / WSL

As baterias de estreia dos três surfistas que lideram o ranking e aguardavam o anúncio dos convidados para o MEO Rip Curl Pro Portugal, já foram completadas. O português Miguel Blanco vai enfrentar o número 1 do Jeep Leaderboard, Gabriel Medina, e o francês Joan Duru, vice-campeão na final com o potiguar Italo Ferreira em Supertubos no ano passado. Essa é a sexta bateria da primeira fase e outro português, Vasco Ribeiro, foi para a quinta, do vice-líder Filipe Toledo e do havaiano Ezekiel Lau. A quarta, encabeçada pelo sul-africano Jordy Smith, número 3 do ranking, foi completada pelo jovem americano Crosby Colapinto.

WILD CARDS – Crosby Colapinto venceu em Peniche o trials do Meo Rip Curl Pro Portugal em condições difíceis com ondas de um metro com fortes ventos. Vasco Ribeiro, é o atual 67º classificado no ranking mundial do Qs. Já o também português, bicampeão nacional em títulos da Liga MEO Surf, Miguel Blanco, foi premiado com um wildcard por parte do MEO para competir frente aos melhores surfistas do Mundo. Frederico Morais, foi o primeiro a receber o ‘wildcard’ da WSL ele que é atual sexto do ranking do Qs, volta a competir, é a sexta vez que compete está etapa, sendo que em 2018 não precisou de um convite, uma vez que fazia parte da elite. O melhor resultado do surfista cascalense na Praia de Supertubos aconteceu em 2015, quando foi eliminado pelo norte-americano Brett Simpson, nas quartas de final, terminando a prova na quinta colocação.

Crosby Colapinto comemorando a sua vaga. Foto: Divulgação – Rip Curl

VEJAM ABAIXO O VÍDEO COM OS MELHORES MOMENTOS DO TRIALS:

Para entrar no seleto grupo de apenas cinco surfistas que conseguiram três títulos mundiais no circuito iniciado em 1976, a condição mínima para Gabriel Medina é chegar na final do MEO Rip Curl Pro Portugal. Ele já conseguiu isso duas vezes na carreira, em 2012 quando perdeu a decisão para Julian Wilson e em 2017, derrotando o mesmo australiano. São duas combinações de resultados possíveis para sacramentar o tricampeonato antecipado, antes mesmo do Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada em dezembro no Havaí.

O título pode ser garantido com a simples classificação de Medina para a grande final em Supertubos, desde que o também paulista Filipe Toledo não tenha passado da terceira fase, o potiguar Italo Ferreira não conseguido chegar nas oitavas de final (9.o lugar) e nem o sul-africano Jordy Smith e o californiano Kolohe Andino nas semifinais (3.o). Caso conquiste sua segunda vitória em Portugal, Medina festejará o tricampeonato se Filipe não tiver chegado nas oitavas de final, nem Italo nas semifinais e Jordy ou Kolohe não serem o outro finalista.

Coletiva de imprensa. Foto: Damien Poullenot / WSL

“Eu sei que posso conquistar o título aqui, mas não estou focando nisso”, confessou Gabriel Medina. “Eu só quero me concentrar em cada bateria e focar em vencer este evento. Eu comecei o ano um pouco devagar e as coisas começaram a melhorar depois de J-Bay (vitória na África do Sul). Mas, eu sempre começo cada evento do zero, sem pensar se venci o anterior, ou como estou no ranking. Todos começam cada evento no mesmo ponto de partida e estou feliz por estar de volta aqui, com minha família, então espero que seja um ótimo evento”.

TETRACAMPEONATO – Enquanto Gabriel Medina tenta seu terceiro título mundial, a havaiana Carissa Moore está até mais próxima do tetracampeonato. Ela pode conseguir isso já nas semifinais, desde que a vice-líder, Lakey Peterson, não tenha passado nenhuma bateria em Supertubos, a também californiana Caroline Marks não seja uma das finalistas e a australiana Sally Fitzgibbons não vença o MEO Rip Curl Pro Portugal. A cearense Silvana Lima é uma das adversárias da estreia de Carissa Moore na terceira bateria, completada por outra havaiana convidada para esta etapa, Alana Blanchard.

Carissa foi a vencedora da última vez que o CT feminino passou por Peniche em 2010. Se repetir o feito, garante o título antes da última etapa na Ilha de Maui, Havaí, se Lakey Peterson não tiver chegado nas semifinais. A havaiana também pode confirmar o tetracampeonato antecipado com a classificação para a grande final, desde que Lakey tenha perdido antes das quartas de final e Caroline Marks não vença o campeonato.

“Estou superanimada por estar de volta à Peniche”, disse Carissa Moore. “Quando estávamos na França, procurei no Youtube o último evento que tivemos aqui para relembrar e foi muito bom. Não só eu, mas acho que todas as meninas estão felizes em voltar a ter uma etapa aqui. Eu estou tentando não pensar muito na corrida pelo título, mas é muito especial estar nesta posição. Sei que ainda há trabalho para ser feito, por isso vou tentar o meu melhor”.

Enquanto Carissa tenta mais um título mundial, a cearense Silvana Lima busca dois objetivos nesta reta final da temporada, conseguir entrar no grupo das dez primeiras do ranking que são mantidas na elite para o ano que vem e a vaga para as Olimpíadas de Tokyo 2020 no Japão. Ela está em 12.o lugar no ranking e precisa chegar nas quartas de final em Portugal para superar a pontuação atual da última colocada no G-10, a costa-ricense Brisa Hennessy.

VAGAS NAS OLIMPÍADAS – Já a batalha pela vaga nas Olimpíadas é contra a neozelandesa Paige Hareb, que está em 16.o no ranking e tem que chegar nas semifinais para ultrapassar os atuais 22.020 pontos da Silvana. Já a gaúcha Tatiana Weston-Webb, em oitavo lugar, está praticamente garantida para a estreia do surfe nos Jogos Olímpicos, assim como Gabriel Medina. Entre os homens, a disputa da segunda vaga do Brasil pelo ranking da World Surf League, está bem acirrada entre o vice-líder do ranking, Filipe Toledo, e Italo Ferreira, quarto colocado. Ambos já têm vitórias em Supertubos e Italo defende o título conquistado no ano passado, quando deixou Medina nas semifinais e derrotou o francês Joan Duru na decisão.

O MEO Rip Curl Pro Portugal será transmitido ao vivo de Peniche pelo www.worldsurfleague.com e pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League. No Brasil, os canais ESPN também vão passar toda a competição ao vivo de Portugal, onde o fuso horário é de 4 horas a mais do Brasil. A primeira chamada da quinta-feira foi marcada para as 9h00 em Peniche, serão 5h00 da madrugada no Brasil.

PRIMEIRA FASE DO MEO RIP CURL PRO PORTUGAL:
——–1.o e 2.o=Terceira Fase e 3.o=Segunda Fase

1.a: Kanoa Igarashi (JPN), Willian Cardoso (BRA), Ricardo Christie (NZL)
2.a: Kolohe Andino (EUA), Griffin Colapinto (EUA), Soli Bailey (AUS)
3.a: Italo Ferreira (BRA), Yago Dora (BRA), Frederico Morais (PRT)
4.a: Jordy Smith (AFR), Caio Ibelli (BRA), Crosby Colapinto (EUA)
5.a: Filipe Toledo (BRA), Ezekiel Lau (HAV), Vasco Ribeiro (PRT)
6.a: Gabriel Medina (BRA), Joan Duru (FRA), Miguel Blanco (PRT)
7.a: Owen Wright (AUS), Jack Freestone (AUS), Jadson André (BRA)
8.a: Jeremy Flores (FRA), Deivid Silva (BRA), Leonardo Fioravanti (ITA)
9.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Jessé Mendes (BRA)
10: Seth Moniz (HAV), Adrian Buchan (AUS), Peterson Crisanto (BRA)
11: Ryan Callinan (AUS), Wade Carmichael (AUS), Sebastian Zietz (HAV)
12: Kelly Slater (EUA), Michel Bourez (TAH), Michael Rodrigues (BRA)

PRIMEIRA FASE FEMININA – 1.a e 2.a=Oitavas de Final e 3.a=Segunda Fase:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Brisa Hennessy (CRI), Paige Hareb (NZL)
2.a: Lakey Peterson (EUA), Nikki Van Dijk (AUS), Macy Callaghan (AUS)
3.a: Carissa Moore (HAV), Silvana Lima (BRA), Alana Blanchard (HAV)
4.a: Caroline Marks (EUA), Johanne Defay (FRA), Keely Andrew (AUS)
5.a: Courtney Conlogue (EUA), Tatiana Weston-Webb (BRA), Bronte Macaulay (AUS)
6.a: Stephanie Gilmore (AUS), Malia Manuel (HAV), Coco Ho (HAV)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 9 etapas:

01: Gabriel Medina (BRA) – 48.015 pontos
02: Filipe Toledo (BRA) – 45.730
03: Jordy Smith (AFR) – 43.515
04: Italo Ferreira (BRA) – 42.400
05: Kolohe Andino (EUA) – 41.250
06: Kanoa Igarashi (JPN) – 35.430
07: Owen Wright (AUS) – 34.780
08: John John Florence (HAV) – 33.220
09: Jeremy Flores (FRA) – 31.450
10: Julian Wilson (AUS) – 29.525
11: Ryan Callinan (AUS) – 27.535
11: Seth Moniz (HAV) – 27.535
13: Kelly Slater (EUA) – 27.035
14: Michel Bourez (TAH) – 24.835
15: Wade Carmichael (AUS) – 23.705
16: Adrian Buchan (AUS) – 23.500
17: Conner Coffin (EUA) – 21.355
18: Deivid Silva (BRA) – 20.855
19: Jack Freestone (AUS) – 20.705
20: Willian Cardoso (BRA) – 19.930
21: Griffin Colapinto (EUA) – 19.640
22: Yago Dora (BRA) – 19.365

Outros brasileiros:

23: Caio Ibelli (BRA) – 19.075 pontos
26: Michael Rodrigues (BRA) – 16.585
28: Peterson Crisanto (BRA) – 15.810
29: Jessé Mendes (BRA) – 13.820
31: Jadson André (BRA) – 12.190
35: Adriano de Souza (BRA) – 8.995
42: Mateus Herdy (BRA) – 1.860
44: Krystian Kymerson (BRA) – 1.330
52: Alex Ribeiro (BRA) – 265

TOP-10 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 8 etapas:

01: Carissa Moore (HAV) – 57.260 pontos
02: Lakey Peterson (EUA) – 49.935
03: Sally Fitzgibbons (AUS) – 46.815
04: Caroline Marks (EUA) – 46.020
05: Courtney Conlogue (EUA) – 41.080
06: Stephanie Gilmore (AUS) – 40.855
07: Malia Manuel (HAV) – 35.155
08: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 34.610
09: Johanne Defay (FRA) – 33.815
10: Brisa Hennessy (CRI) – 25.495
12: Silvana Lima (BRA) – 22.020
20: Tainá Hinckel (BRA) – 2.610

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão. A WSL vem promovendo os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 230 eventos globais masculinos e femininos no ano para definir os campeões mundiais do World Surf League Championship Tour, Big Wave Tour, Redbull Airborne, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, além do WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, enquanto incentiva a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial. Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis da WSL. A World Surf League é pioneira em streaming online para uma enorme legião de fãs apaixonados e interessados em ver as grandes estrelas, como Kelly Slater, Stephanie Gilmore, John John Florence e muitos brasileiro, como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb, competindo no campo de jogo mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes no mundo. Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

Reportagem: João Carvalho

Edição: Edson Andrade

Tenha lindas artes exclusivas
mag72