MEO Pro Portugal apresentado pela Rip Curl – Brazucas se destacam nas ondas de sábado em Supertubos – Assistam ao vídeo!

Publicado por AdrenaNews 0

Brazucas se destacam nas boas ondas de sábado em Supertubos, pelo MEO Pro Portugal apresentado pela Rip Curl. Acessem ao link abaixo com o vídeo dos melhores momentos.

Supertubos, Peniche em Portugal. Foto: Thiago Diz – WSL

ASSISTAM AO VÍDEO CLICANDO NO PLAYER ABAIXO:

Highlights Day 3 | Clean Conditions Provide A Canvas For High Performance Ripping:

TRANSMISSÃO AO VIVO:  O MEO Pro Portugal apresentado pela Rip Curl,  A Primeira chamada será as 7h30 deste domingo em Portugal, 4h30 no Brasil, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, pelo WSL app, ou pelo YouTube da WSL

As líderes do ranking, Brisa Hennessy e Malia Manuel e o número 1 da categoria masculina, Barron Mamiya, foram eliminados neste terceiro dia, que começou com as oitavas de final femininas e na sequencia nove baterias da terceira fase masculina. As condições do mar em Supertubos têm variado a cada dia. No primeiro, os aéreos arrancaram as maiores notas do dia. Na sexta-feira, foram os tubos e o sábado foi dia para mostrar as manobras de bordas nas direitas e esquerdas de Supertubos, apesar de que alguns tubos e aéreos executados.

Johanne Defay em ação. Foto: Damien Poullenot – WSL

O que não mudou foi a paralisação durante a manhã, por causa da maré muito seca, só retornando após o meio-dia na enchente da maré. As surfistas mais experientes superando as mais jovens na maioria das baterias. Na primeira, Johanne Defay barrou a novata na elite, Molly Picklum. A segunda foi entre duas veteranas e a heptacampeã mundial, Stephanie Gilmore, derrotou Sally Fitzgibbons.

Stephanie Gilmore em ação. Foto: Damien Poullenot – WSL

Na terceira, Courtney Conlogue eliminou a líder do ranking, Brisa Hennessy. Ainda pela manhã, Lakey Peterson despachou outra estreante, Isabella Nichols, e a pentacampeã mundial Carissa Moore superou Bronte Macaulay. A seguir a paralização por melhores mais uma vez foi decretada.

Carissa Moore em ação. Foto: Damien Poullenot – WSL

Quando a competição retornou as 12h30 (9h30 no Brasil), a escrita continuou com a bicampeã mundial Tyler Wright fazendo os recordes do dia até ali em Supertubos, nota 7,50 e 14,17 pontos, contra outra novata no CT, Gabriela Bryan. No confronto seguinte, Tatiana Weston-Webb superou essas marcas mostrando um frontside agressivo nas direitas, atacando forte as ondas com manobras executadas com muita pressão e velocidade. A gaúcha somou notas 7,83 e 7,00 para derrotar mais uma estreante, Luana Silva, por 14,83 a 10,83 pontos.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Damien Poullenot – WSL

“Esse ano parece que estou com um pouco de dificuldade para entrar em sintonia com o mar nas baterias, mas agora consegui mostrar que o meu surfe ainda é muito forte”, disse a atual vice-campeã mundial, Tatiana Weston-Webb. “Eu amo Portugal. Sempre tem muito apoio brasileiro aqui e isso é muito especial pra gente. Estou muito feliz e me sinto em casa aqui”.

Tatiana está competindo com o nome de Michelle Kwan na sua lycra, homenageando a bicampeã olímpica e pentacampeã mundial de patinação artística, na campanha promovida pela World Surf League para celebrar o Dia Internacional da Mulher. “Quando eu era bem jovem, minha primeira memória assistindo uma competição, foi a Michelle Kwan nas Olimpíadas, ganhando medalha de ouro. Foi muito lindo e inspirador para eu querer ser atleta e competir nas Olimpíadas também. Lembro de estar assistindo junto com minha mãe e ela falando: olha como ela é boa, um dia você vai conseguir ser igual a ela! Então, agradeço minha mãe também, que sempre me inspirou e me incentivou a fazer esportes”.

A única brasileira na elite das 17 participantes do WSL Championship Tour, vai disputar a última vaga para as quartas de final do MEO Pro Portugal apresentado pela Rip Curl com outra novata, India Robinson, que derrotou a vice-líder do ranking, Malia Manuel.

India Robinson em ação. Foto: Damien Poullenot – WSL

Depois das oitavas de final femininas, mais nove baterias da terceira fase masculina fecharam o sábado de praia lotada em Supertubos. O bicampeão das duas últimas edições desta etapa do CT em Supertubos, em 2018 e 2019, Italo Ferreira, ganhou a primeira bateria das oitavas contra o havaiano Imaikalani Devault, por 11,83 a 8,03 pontos.

Italo Ferreira em ação. Foto: Damien Poullenot – WSL

Com as condições irregulares do mar, ele usou a tática de pegar o máximo de ondas possíveis, somando notas 6,00 e 5,83 das melhores que surfou. Italo mostrou seu surfe de borda e até arriscou aéreos também, para seguir na busca por um inédito tricampeonato em Portugal. O próximo desafio do campeão olímpico será contra Miguel Pupo, na abertura das oitavas de final.

Miguel Pupo, venceu um duelo histórico no sábado, o primeiro contra o seu irmão mais jovem, Samuel, na divisão de elite do surfe mundial. Enquanto Miguel completava 237 baterias disputadas em 86 etapas do CT, o novato na seleção brasileira deste ano, chegava a 12.a em apenas 5 eventos. A experiência foi determinante para a vitória.

Miguel Pupo em ação. Foto: Thiago Diz – WSL

Miguel começou bem, manobrando forte numa esquerda, para largar na frente com nota 5,67. Samuca foi rápido para assumir a ponta, somando 4,33 e 4,90 em duas ondas seguidas. Miguel foi mais seletivo na escolha das melhores e retomou o primeiro lugar com uma nota 4,00. Samuel Pupo, foi pegando uma atrás da outra, até achar uma direita boa há 7 minutos do fim, que renderam duas manobras mais explosivas que valeram nota 6,00. Mas, Miguel pegou uma esquerda 3 minutos depois, que armou a rampa para voar num aéreo rodando. Ele vibra na aterrissagem e os juízes dão nota 6,20, que garante a vitória por 11,87 a 10,90 pontos.

Os dois se abraçam carinhosamente na areia e Miguel Pupo confessou: “Estou com o coração partido, mas a gente tentou dar um show e acho que nós dois ficamos um pouco nervosos. Tive sorte de achar uma onda boa no início, que me deixou mais confiante. Aí fiquei tentando completar um aéreo e fui com tudo naquela onda que apareceu no final. Ele faz parte dessa nova geração que sabe fazer todo tipo de aéreo, então sabia que ele poderia fazer um”.

Miguel também falou sobre esse fato histórico para sua família, de disputar uma bateria com seu irmão na divisão de elite do esporte. Eles são filhos do hoje shaper de pranchas, Wagner Pupo, que foi surfista de destaque no Circuito Brasileiro Profissional por muitos anos. “É um sonho ter meu irmão no Tour. Chegamos no dia das finais em Pipeline, que já foi um sonho, e ficamos imaginando fazer uma final juntos. Não aconteceu lá no Havaí, mas realizamos esse sonho aqui e sabemos que na competição tudo fica na água, pois amo ele e espero seguir representando bem a família nas próximas baterias”.

RECORDES DO DIA: Depois dessa bateria entre os irmãos Pupo, o próximo brasileiro a competir foi o vice-campeão mundial Filipe Toledo, que não deu qualquer chance para o australiano Owen Wright. Filipe usou o seu arsenal de manobras progressivas, variando cada ataque nos pontos mais críticos das direitas e esquerdas de Supertubos, para fazer os recordes do dia entre os homens. Ele foi o único a tirar três notas acima de 7 e somou o 7,67 da primeira onda, com o 7,77 da terceira, para atingir o maior placar do sábado. Somente os 15,44 pontos que totalizou, superaram os 14,83 da Tatiana Weston-Webb.

Filipe Toledo em ação. Foto: Damien Poullenot – WSL

“Foi uma bateria bem divertida. As ondas ficaram boas, limpas, mas com a maré cheia não tinha tubos, ficou mais alta performance mesmo”, disse Filipe Toledo, campeão da etapa portuguesa do CT em 2015, vencendo o show de aéreos contra Italo Ferreira na final. “Eu estava procurando por umas rampas para mandar os aéreos também, mas minha estratégia era conseguir duas notas boas antes dele. Não lembro a última vez que surfei contra o Owen (Wright), mas é sempre uma honra, porque ele é um dos meus surfistas favoritos no Tour”.

OUTROS BRASILEIROS: Depois das três vitórias brasileiras, veio a primeira baixa numa bateria de poucas ondas. O californiano Conner Coffin teve mais sorte em pegar duas esquerdas boas no início e liderou todo o duelo contra João Chianca. Ele demorou a surfar sua primeira onda e não conseguiu reverter o resultado, encerrado em 13,17 a 12,50 pontos. Chumbinho terminou em 17.o lugar e já saiu da lista dos 22 primeiros colocados no ranking, que participarão da segunda metade da temporada. Terá que tentar se recuperar nas duas etapas da perna australiana, em Bells Beach e Margaret River.


João Chianca em ação. Foto: Thiago Diz – WSL

Mais dois brasileiros ainda vão competir na terceira fase em Portugal, que continua neste domingo com a décima bateria começando as 7h30 em Peniche, 4h30 da madrugada no Brasil. Caio Ibelli e Jadson André disputarão as duas últimas vagas para as oitavas de final contra dois surfistas dos Estados Unidos, logo após o peruano Lucca Mesinas enfrentará outro norte-americano, Kolohe Andino. Jadson tentará entrar na lista dos 22 e terá um confronto direto por vaga com Griffin Colapinto na penúltima bateria. E a última será entre o número 4 e número 5 do ranking, Caio Ibelli e Kelly Slater, respectivamente.

RESULTADOS DO MEO PRO PORTUGAL NO SÁBADO:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 13.000 e 2.610 pontos:

1.a: Johanne Defay (FRA) 11,10 x 9,04 Molly Picklum (AUS)
2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 11,00 x 10,27 Sally Fitzgibbons (AUS)
3.a: Courtney Conlogue (EUA) 10,26 x 7,50 Brisa Hennessy (CRI)
4.a: Lakey Peterson (EUA) 10,54 x 9,06 Isabella Nichols (AUS)
5.a: Carissa Moore (HAV) 13,17 x 8,07 Bronte Macaulay (AUS)
6.a: Tyler Wright (AUS) 14,17 x 6,20 Gabriela Bryan (HAV)
7.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 14,83 x 10,83 Luana Silva (HAV)
8.a: India Robinson (AUS) 10,34 x 9,73 Malia Manuel (HAV)

TERCEIRA FASE – 17.o lugar com US$ 10.000 e 1.330 pontos:

1.a: Italo Ferreira (BRA) 11,83 x 8,03 Imaikalani Devault (HAV)
2.a: Miguel Pupo (BRA) 11,87 x 10,90 Samuel Pupo (BRA)
3.a: Jordy Smith (AFR) 10,20 x 9,36 Barron Mamiya (HAV)
4.a: Connor O´Leary (AUS) 12,57 x 12,50 Morgan Cibilic (AUS)
5.a: Filipe Toledo (BRA) 15,44 x 9,40 Owen Wright (AUS)
6.a: Jake Marshall (EUA) 12,93 x 9,00 Leonardo Fioravanti (ITA)
7.a: Conner Coffin (EUA) 13,17 x 12,50 João Chianca (BRA)
8.a: Callum Robson (AUS) 11,93 x 11,34 Jack Robinson (AUS)
9.a: Kanoa Igarashi (JPN) 12,17 x 9,53 Justin Becret (FRA)

PRÓXIMOS CONFRONTOS DO MEO PRO PORTUGAL:

TERCEIRA FASE – 17.o lugar com US$ 10.000 e 1.330 pontos:

10: Ezekiel Lau (HAV) x Frederico Morais (PRT)
11: Ethan Ewing (AUS) x Nat Young (EUA)
12: John John Florence (HAV) x Ryan Callinan (AUS)
13: Seth Moniz (HAV) x Jackson Baker (AUS)
14: Kolohe Andino (EUA) x Lucca Mesinas (PER)
15: Griffin Colapinto (EUA) x Jadson André (BRA)
16: Kelly Slater (EUA) x Caio Ibelli (BRA)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 13.000 e 2.610 pontos:

1.a: Italo Ferreira (BRA) x Miguel Pupo (BRA)
2.a: Jordy Smith (AFR) x Connor O´Leary (AUS)
3.a: Filipe Toledo (BRA) x Jake Marshall (EUA)
4.a: Conner Coffin (EUA) x Callum Robson (AUS)
5.a: Kanoa Igarashi (JPN) x vencedor do 10.o duelo da Terceira Fase

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 16.000 e 4.745 pontos:

1.a: Johanne Defay (FRA) x Stephanie Gilmore (AUS)
2.a: Lakey Peterson (EUA) x Courtney Conlogue (EUA)
3.a: Carissa Moore (HAV) x Tyler Wright (AUS)
4.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x India Robinson (AUS)

COVID-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19. Os procedimentos incluem triagem pré-evento em conformidade com as diretrizes estaduais e locais, que recomenda o uso de máscara em toda a arena do evento.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

O MEO Pro Portugal apresentado pela Rip Curl, conta com o patrocínio da MEO, Rip Curl, Corona, Portugal Turismo, Red Bull, SHISEIDO, Hydro Flask, Oakley, Havaianas, Expedia, Pura Vida, EDP, Millennium, Hertz e Sambazon. O prazo desta terceira etapa do World Surf League Championship Tour 2022, vai até 13 de março em Peniche. Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – World Surf League

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

Tenha lindas artes exclusivas