Lembranças de um pentacampeão alagoano de Handsurf – Vejam o Vídeo

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No ano de 1989, aos 19 anos de idade, Sivory Farias se encontrava na praia de Jatiúca aguardando a chamada para a bateria de mais um campeonato de handsurf de Alagoas.

Sivory Farias em ação. Foto: Érico Peixoto

Sivory vinha há 3 anos lutando para conquistar um título, mas havia um atleta imbatível: Ricardo Márcio “Índio” (In Memoriam). Provido de muita garra, técnica e habilidade, Índio era o cara a ser vencido a cada evento. No entanto, se encontrava invicto nos últimos anos até chegar em 1989.

Ricardo Márcio “Índio” (In Memoriam). Foto: Arquivo Pessoal

Num campeonato de alto nível, o título seria disputado de uma forma intensa. Ao chegar na bateria final do evento, Sivory precisa desbanca-lo para se tornar campeão alagoano pela primeira vez. Em uma bateria acirrada de 15 minutos, Índio começou bem e já manobrando forte em uma onda, saindo assim na frente. Logo depois, Sivory fez uma boa onda, mas Índio pegou uma melhor e logo voltou a liderar a bateria.

Mas algo ainda estava por vir. Faltando poucos minutos, uma onda para esquerda se formou. Com sangue nos olhos, Sivory remou forte e consegui entrar. Fez então uma rasgada e emendou com um parafuso. Mas para finalizar a onda, chegou de forma agressiva atacando a junção. Naquele instante, todos que estavam na praia assistindo a bateria pensaram que Sivory ia fazer uma batida.

Sivory Farias em ação. Foto: Érico Peixoto

Hoje aos seus 49 anos de idade, o alagoano afirma ter surpreendido a todos, inclusive os juízes, ao realizar um floater, tirando todo o corpo da água e flutuando por trás da onda. “Ninguém nunca na história do handsurf de Alagoas tinha conseguido completar a manobra. Foi algo inédito. Todos vibraram!”, relembra Sivory.

E para conseguir tal feito, o atleta vinha treinando a manobra se espelhando no surfista Richie Collins, do qual é muito fã até hoje. Em suas palavras, “Collins era um dos mestres na execução dessa manobra e eu assistia muitas fitas VHS para assimilar cada detalhe. Era impressionante observar a distância que ele conseguia percorrer na crista da onda.”.

De fato, a maestria do surfista era algo fora do comum para aquela época. E visando inovar o handsurf de Alagoas, Sivory passava quase todo o seu tempo no mar tentando fazer algo que ninguém tinha conseguido fazer ainda com o palmar na mão: o bendito floater.

Sivory Farias em ação. Foto: Érico Peixoto

E atualmente poucos são os handsurfers que conseguem completar essa manobra arrancando aplausos daquele que estão assistindo. Mas quando isso acontece a euforia toma conta da praia porque se já não é tão simples fazê-la sob a prancha quem dirá com o próprio corpo na crista da onda?

Fica então a pergunta: o handsurf de Alagoas é ou não é uma forma única e radical de praticar o handsurf?

VEJAM O VÍDEO ABAIXO:
Bate-papo com Sivory Farias, o experiente Pentacampeão Alagoano de Handsurf

Mais informações:

https://www.instagram.com/paradaleticia/

https://www.youtube.com/c/ElaNoMar

Reportagem: Leticia Parada

Texto: Sivory Farias

Edição: Edson “Adrena” Andrade

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