Jeep Surf Ranch Pro – Filipe fez os recordes da sexta-feira nas ondas perfeitas do Surf Ranch – Vejam aos Vídeos!

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Filipe Toledo comandou o show na abertura do Jeep Surf Ranch Pro apresentado pela Adobe na Califórnia. Assistam aos Vídeos!

Filipe Toledo em ação: Pat Nolan / World Surf League

“A vibe está demais aqui. Estou com a minha família, meus filhos, meus amigos e está sendo incrível”, disse Filipe Toledo. “Eu passei os últimos 3 meses na Australia, em seguida fui para El Salvador e estou muito feliz por finalmente estar em casa. Essa energia é o meu combustível para sair todos os dias e fazer meu trabalho. Eu usei uma prancha quadriquilha (quatro quilhas) e senti que andei bem rápido nas manobras com ela. Ainda estou testando qual eu vou usar, mas as duas pranchas que surfei hoje estão ótimas”.

O Jeep Surf Ranch Pro apresentado pela Adobe foi iniciado na sexta-feira e Filipe Toledo comandou o show de surfe nas ondas perfeitas produzidas pela máquina idealizada por Kelly Slater no meio do deserto da Califórnia, Estados Unidos. Filipe fez os recordes do primeiro dia, 17,80 pontos somando a nota 8,87 surfando de frontside nas direitas, com 8,93 dos seus aéreos de backside nas esquerdas. Outras duas vitórias brasileiras foram conquistadas por Yago Dora e Tatiana Weston-Webb na única bateria feminina. Gabriel Medina, Italo Ferreira e mais 04 brasileiros entram neste sábado.

Yago Dora em ação: Pat Nolan / World Surf League

O bicampeão dessa etapa do World Surf League Championship Tour na piscina, Gabriel Medina, o defensor do título mundial, Italo Ferreira, e mais quatro brasileiros estreiam neste sábado, a partir das 8h00 na Califórnia, 12h00 no Brasil.

Filipe é o melhor surfista nas direitas do Surf Ranch. É dele as cinco maiores notas nas outras duas edições desta etapa, 9,80 na final de 2018, 9,63 na final de 2019, além do 9,27, 9,17 e 9,00 recebidos nas primeiras fases. Na sexta-feira não foi diferente e voltou a mostrar sua incrível variedade de manobras progressivas e inovadoras, ficando bem profundo nos tubos também, para ganhar 8,87 na primeira direita que surfou. Na esquerda, conseguiu 7,47 para já tirar a liderança do japonês Kanoa Igarashi na classificação geral.

Nesta rodada inicial, os surfistas entram duas vezes na piscina para surfar uma direita e uma esquerda e Filipe focou em melhorar essa nota. Ele já começou forte, mandando um aéreo full rotation no início e destruindo a onda com uma pancada atrás da outra, até entrar no tubo de backside, ficando lá dentro, entocado, saindo e voando em mais um aéreo reverse na saída. Os juízes deram 8,93 para Filipe atingir sua maior somatória em três anos no Surf Ranch. Os 17,80 pontos que totalizou, só ficaram abaixo das vitórias de Gabriel Medina com 17,86 na final de 2018 e 18,86 em 2019.

Filipe foi vice-campeão nestas duas edições da etapa do World Surf League Championship Tour no Surf Ranch. O bicampeão Gabriel Medina só vai estrear neste sábado, assim como o atual campeão mundial, Italo Ferreira, e mais quatro brasileiros. Eles estão nas duas últimas baterias formadas por seis surfistas, com os dois primeiros de cada se garantindo na segunda fase. Além deles, os doze que conseguirem as maiores somatórias, também terão mais uma chance de aumentar suas notas em uma terceira volta na piscina.

NÚMERO 13 – Uma curiosidade na sexta-feira foi que todos os brasileiros que competiram, até o português Frederico Morais, usaram o número 13 e o nome de Adriano de Souza em suas lycras. Foi uma homenagem para o capitão da seleção brasileira do CT, que está encerrando sua carreira neste seu 16.o ano consecutivo na elite dos melhores surfistas do mundo. Mineirinho competiu na mesma bateria de Yago Dora e chegou a igualar a maior nota nas direitas, 7,83 do japonês Kanoa Igarashi, antes de Filipe Toledo bater todos os recordes.

“Nossa, vai doer ficar sem ele no Tour”, disse Filipinho. “Ele é um legend no esporte e não só para os brasileiros. Ele está no Tour há muito tempo, competiu contra o Kelly Slater no auge, o Andy Irons, só ícones e agora está competindo com a gente, tendo tanta história por trás. O significado do número que ele usa na lycra, tudo isso tem muito peso e estou honrado de usar essa lycra para homenagear ele neste evento”.

Adriano de Souza terminou o primeiro dia liderando a lista dos doze que vão seguir na disputa do título, com os 13,80 pontos que atingiu na terceira bateria. Ele acabou superado pelos 14,27 do australiano Owen Wright e os 14,37 do Yago Dora, que garantiram seus nomes na segunda fase. Até a estreia do Filipe, Yago tinha a maior nota do dia, 8,50 na primeira esquerda que surfou. O catarinense vinha se destacando nos treinos e é um dos candidatos ao título.

Adriano de Souza em ação: Foto: Tony Heff / World Surf League

“Sim, eu me sinto muito bem nessa onda. Acho que ela encaixa com o meu surfe e me sinto muito confortável aqui”, disse Yago Dora. “Mas, ela também mostra todos seus pontos fracos, de como você consegue sua performance numa onda longa e manobrável. A direita foi meu ponto fraco nas outras etapas, mas sinto que melhorei muito meu backhand e estou me sentido bem. Acho que preciso acertar o aéreo no final da direita e posso surfar com mais força na esquerda, então tem o que melhorar ainda. Mas, venho treinado bastante para isso”.

Além de Yago Dora, Filipe Toledo e Adriano de Souza, mais três titulares da seleção brasileira do CT estrearam na sexta-feira. O primeiro foi Miguel Pupo, que ficou em quarto lugar na bateria que abriu o Jeep Surf Ranch Pro apresentado pela Adobe. Na lista dos doze melhores do primeiro dia, sem contar os dois primeiros de cada bateria, Pupo está em terceiro lugar com 12,23 pontos. Deivid Silva é o quinto colocado com 11,90 e Peterson Crisanto é o sétimo com 11,07 pontos.

Miguel Pupo em ação. Foto: Steve Morris / World Surf League

ESTREIAS DO SÁBADO – Mais quatro brasileiros estão na quinta bateria, que vai abrir o sábado no Surf Ranch. O primeiro a surfar será o reforço da seleção brasileira nesta etapa, o atual campeão mundial Junior da WSL, Lucas Vicente. Alex Ribeiro será o segundo a entrar na piscina, depois tem dois australianos até a vez de Caio Ibelli, com Italo Ferreira fechando essa bateria.

Na última estão Jadson André e o invicto no Surf Ranch, Gabriel Medina, que vai competir com a lycra amarela de número 1 do ranking 2021 da World Surf League. Os dois primeiros de cada bateria terão mais uma chance de aumentar suas notas numa terceira entrada na piscina. Junto com eles, os doze que conseguirem as maiores somatórias nas duas primeiras voltas. Destes 24, somente os oito melhores do Qualifying se classificam para a rodada semifinal.

BRASILEIRA NA FRENTE – Na categoria feminina, é o mesmo sistema, com as 18 competidoras divididas em três baterias com seis cada, classificando as duas primeiras para a rodada extra. Na sexta-feira só rolou a primeira e a gaúcha Tatiana Weston-Webb começou bem, somando nota 8,00 com seu frontside vertical na primeira esquerda que surfou, com 6,83 surfando de backside na direita. A brasileira largou na frente com 14,83 pontos, contra 13,57 da heptacampeã mundial Stephanie Gilmore, que ficou em segundo lugar.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Tony Heff / World Surf League

“Este evento na piscina é bem diferente, porque você fica sempre tentando superar suas próprias notas e fazer o seu melhor”, disse Tatiana Weston-Webb, que ocupa a terceira posição no ranking do CT 2021. “Uma das minhas metas é melhorar aqui e fiquei muito feliz quando recebi uma nota 8,00. Sei que ainda posso evoluir na direita e tentar umas manobras gigantes na esquerda. Meu técnico falou para simplificar tudo, fazer a leitura natural da onda, ter confiança no meu equipamento e surfar meu melhor, então foi o que tentei fazer”.

A VOLTA DE SLATER – Outra atração do primeiro dia foi o retorno de Kelly Slater às competições. Ele só participou da abertura do WSL Championship Tour 2021 em dezembro no Havaí, onde foi até as semifinais e terminou em terceiro lugar. Depois se contundiu e ficou de fora das quatro etapas da “perna australiana”, só voltando agora no Jeep Surf Ranch Pro apresentado pela Adobe, na onda que criou em Lemoore, no deserto da Califórnia.

Kelly Slater em ação: Pat Nolan / World Surf League

O onze vezes campeão mundial surfou bem, principalmente em sua segunda volta na piscina, somando notas 7,43 na direita e 6,27 na esquerda, suficientes para vencer a segunda bateria por 13,70 pontos. O paulista Deivid Silva teve a honra de entrar depois dele, mas terminou em quarto lugar com 11,90 pontos, com o californiano Conner Coffin ficando com a segunda vaga direta para a segunda fase com 13,00 pontos.

O Jeep Surf Ranch Pro apresentado pela Adobe está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo e Youtube da World Surf League e pelos canais da ESPN Brasil. Esta sexta etapa do WSL Championship Tour 2021 recomeça as 8h00 do sábado na Califórnia, 12h00 no Brasil.

CHANCES IGUAIS – No Jeep Surf Ranch Pro, o formato de competição é diferente das outras etapas, com chances iguais para todos e premiando o atleta mais completo, computando uma nota recebida surfando de frontside, com uma de backside. A onda criada pela máquina do Surf Ranch é perfeita, com seções de tubos e paredes lisinhas para fazer várias manobras de borda e até voar nos aéreos.

Peterson Crisanto em ação. Foto: Tony Heff / World Surf League

Na rodada inicial masculina, os 36 participantes são divididos em 6 baterias de 6 atletas. Cada um surfa quatro ondas, uma direita e uma esquerda em cada uma das duas entradas na piscina. Serão somadas a maior nota recebida nas direitas, com a maior nas esquerdas. Os dois melhores de cada bateria seguem na disputa do título, junto com mais 12 que totalizarem mais pontos no geral. Já os 12 piores são eliminados da competição.

Os 24 classificados têm mais uma chance de aumentar suas notas, surfando uma direita e uma esquerda, podendo trocar pelas notas que computou nas duas primeiras voltas. Destes 24, somente os que conseguirem as oito maiores somatórias, avançam para a semifinal. As pontuações são zeradas e esses oito voltam a surfar quatro ondas em duas entradas na piscina, pegando uma direita e uma esquerda em cada volta.

Novamente, será computada a maior nota recebida nas direitas e a maior nas esquerdas. Os dois que somarem mais pontos nesta rodada, vão decidir o título do Jeep Surf Ranch Pro. Na grande final, eles vão surfar mais quatro ondas em duas entradas na piscina. O campeão será quem conseguir mais pontos, somando a maior nota das direitas com a maior das esquerdas.

RIP CURL WSL FINALS – O Jeep Surf Ranch Pro apresentado pela Adobe, é a sexta das oito etapas que formarão os rankings para definir os top-5 e as top-5 que vão disputar os títulos mundiais da temporada no Rip Curl WSL Finals, no melhor dia de ondas em Lower Trestles no período de 9 a 17 de setembro na Califórnia. As outras serão em agosto, o Corona Open Mexico apresentado pela Quiksilver nos dias 10 a 20 em Barra de La Cruz, marcando o retorno do Mexico após 15 anos e o Outerknown Tahiti Pro, do dia 24 a 3 de setembro, com as meninas voltando a competir nos temidos tubos de Teahupoo.

ASSISTAM AOS VÍDEOS NOS PLAYERS ABAIXO:

Melhores Momentos: Filipe Toledo 18-6-2021:

Melhores Momentos: Yago Dora 18-6-2021:

Melhores Momentos: Adriano de Souza 18-6-2021:

Melhores Momentos: Tatiana Weston-Webb 18-6-2021:

JEEP SURF RANCH PRO APRESENTADO PELA ADOBE:

PRIMEIRA FASE DO QUALIFYING (ordem de entrada na piscina):

1.a- 1-Kanoa Igarashi (JPN)=15.33, 2-Griffin Colapinto (EUA)=12.43, 3-Connor O´Leary (AUS)=12.40, 4-Miguel Pupo (BRA)=12.23, 5-Ethan Ewing (AUS)=11.17, 6-Nat Young (EUA)=9.90
2.a- 1-Kelly Slater (EUA)=13.70, 2-Conner Coffin (EUA)=13.00, 3-Ryan Callinan (AUS)=12.16, 4-Deivid Silva (BRA)=11.90, 5-Matthew McGillivray (AFR)=9.07, 6-Michael Dunphy (EUA)=8.43
3.a- 1-Yago Dora (BRA)=14.37, 2-Owen Wright (AUS)=14.27, 3-Adriano de Souza (BRA)=13.80, 4-Morgan Cibilic (AUS)=10.90, 5-Patrick Gudauskas (EUA)=9.34, 6-Mikey Wright (AUS)=6.00
4.a- 1-Filipe Toledo (BRA)=17.80, 2-Frederico Morais (PRT)=13.67, 3-Peterson Crisanto (BRA)=11.07, 4-Leonardo Fioravanti (ITA)=10.93, 5-Eli Hanneman (HAV)=8.93, 6-Liam O´Brien (AUS)=7.03

Baterias que vão abrir o sábado:

5.a- Lucas Vicente (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Wade Carmichael (AUS), Jack Robinson (AUS), Caio Ibelli (BRA), Italo Ferreira (BRA)
6.a- Jabe Swierkocki (EUA), Adrian Buchan (AUS), Jack Freestone (AUS), Jadson André (BRA), Seth Moniz (HAV) e Gabriel Medina (BRA)

PRIMEIRA FASE FEMININA (ordem de entrada na piscina):

Bateria que fechou a sexta-feira:

1.a- 1-Tatiana Weston-Webb (BRA)=14.83, 2-Stephanie Gilmore (AUS)=13.57, 3-Isabella Nichols (AUS)=12.53, 4-Malia Manuel (HAV)=12.13, 5-Brisa Hennessy (CRI)=10.03, 6-Alyssa Spencer (EUA)=9.43

Baterias do sábado:

2.a- Coco Ho (HAV), Amuro Tsuzuki (JPN), Nikki Van Dijk (AUS), Courtney Conlogue (EUA), Johanne Defay (FRA) e Sally Fitzgibbons (AUS)
3.a- Caitlin Simmers (EUA), Kirra Pinkerton (EUA), Sage Erickson (EUA), Keely Andrew (AUS), Caroline Marks (EUA) e Carissa Moore (HAV)

TOP-16 DO QUALIFYING NO PRIMEIRO DIA:

01: Filipe Toledo (BRA) – 17,80 pontos (D-8,87+8,93-E)
02: Kanoa Igarashi (JPN) – 15,33 pontos (D-7,83+7,50-E)
03: Yago Dora (BRA) – 14,37 pontos (D-5,87+8,50-E)
04: Owen Wright (AUS) – 14,27 pontos (D-7,37+6,90-E)
05: Adriano de Souza (BRA) – 13,80 pontos (D-7,83+5,97-E)
06: Kelly Slater (EUA) – 13,70 pontos (D-7,43+6,27-E)
07: Frederico Morais (PRT) – 13,67 pontos (D-7,00+6,67-E)
08: Conner Coffin (EUA) – 13,00 pontos (D-7,17+5,83-E)
09: Miguel Pupo (BRA) – 12,83 pontos (D-6,23+6,60-E)
10: Griffin Colapinto (EUA) – 12,43 pontos (D-5,33+7,10-E)
11: Connor O´Leary (AUS) – 12,40 pontos (D-5,57+6,83-E)
12: Ryan Callinan (AUS) – 12,16 pontos (D-6,53+5,63-E)
13: Deivid Silva (BRA) – 11,90 pontos (D-5,77+6,13-E)
14: Ethan Ewing (AUS) – 11,17 pontos (D-7,67+3,50-E)
15: Peterson Crisanto (BRA) – 11,07 pontos (D-5,67+5,40-E)
16: Leonardo Fioravanti (ITA) – 10,93 pontos (D-5,20+5,73-E)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin America

Edição: Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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