Itacoatiara Big Wave 2022 – Tubos desafiadores na Laje do Shock – Assistam ao Vídeo!

Publicado por AdrenaNews 0

A Laje do Shock será palco das sessões de tow in do Itacoatiara Big Wave 2022. Acessem ao link abaixo com o vídeo e entendam porque ali quebram alguns dos mais potentes e desafiadores tubos do Brasil.

Gabriel Sampaio em ação. Foto: Tony D’Andrea.

ASSISTAM AO VÍDEO, CLICANDO NO PLAYER ABAIXO:

LAJE DO SHOCK – CIÊNCIA DA ONDA:

Palco das sessões de tow in do Itacoatiara Big Wave 2022 a Laje do Shock em Itacoatiara/Niterói possui um dos tubos mais potentes e desafiadores do Brasil. Saiba porque entendendo a ciência por trás dessa onda.

O presidente da Associação de Surf de Ondas Grandes e Tow In de Niterói, Alexey Wanick, explicou que em função das características do mar, Itacoatiara possibilita tanto o surfe na remada na praia quanto o tow in na Laje do Shock. “Foi pensando nessas características que desenvolvemos o IBW 2022, 1ª competição simultânea no Brasil de surfe de remada e tow in, contribuindo para consolidar Niterói como referência brasileira no surfe de ondas grandes.”

COMO FOI O PRIMEIRO DIA: Com chegada de um swell em Itacoatiara, a primeira janela do campeonato Big Wave atingiram séries entre seis e sete metros. Surfistas consagrados mundialmente entraram no mar em condições adversas com ajuda de jet ski. Gabriel Sampaio e Michaela Fregonese foram os destaques do primeiro dia

Ondas desafiadoras. Foto: Tony D’Andrea

Os atletas tiveram que entrar no mar de jet ski pela Praia de Itaipu para conseguirem descer nas remadas. Nomes como Gabriel Sampaio, Felipe Cesarano, Marcos Monteiro, Kalani Lattanzi e Gutemberg Goulart, entre outras feras, encararam a potência das ondas, já consideradas pelos organizadores como as mais difíceis já surfadas em Itacoatiara.

Marcos Monteiro em ação. Foto: Tony D’Andrea

No primeiro dia do IBW/2022, o niteroiense Gabriel Sampaio entrou três vezes no mar e conseguiu surfar uma onda de cerca de seis metros. “Surfar em Itacoatiara é sempre um grande desafio e, hoje, o mar estava bem grande e com a energia muito potente. O vento virou e a previsão se confirmou, então foi um grande desafio entrar remando por Itaipu. Consegui pegar três ondas muito boas e estou muito feliz com esse início do campeonato”, disse o surfista.

“Mais tarde a situação piorou e ficou muito ruim para os atletas entrarem, então tivemos que montar toda uma logística para colocar os atletas em segurança no mar, levando os surfistas por Itaipu de jet ski, contornando a pedra até chegar ao Costão, o que demorava, em média, cerca de 40 minuto. Com todas as dificuldades, o IBW teve um início histórico”, explicou o idealizador da prova, o presidente da Associação de Surf de Ondas Grandes e Tow In de Niterói, Alexey Wanick, que comemorou as condições oferecidas por Itacoatiara para a prática desse tipo de esporte.

Alexey explicou ainda que a organização optou por fazer o translado dos atletas de Jet sky quando perceberam que Kalani Lattanzi, um experiente surfista, estava com dificuldades de entrar na água por questão de segurança, deixando os atletas num local onde se surfa com segurança. Para ele, o balanço do primeiro dia foi muito positivo nesta primeira chamada, que aconteceu no maior swel do ano em condições muito extremas para a prática do surf. Outra ponderação é que a sessão, sendo as condições difíceis, terminou com todos os atletas em segurança e sem nenhum acidente.

A surfista Michaela Fregonese desceu uma das maiores ondas já surfada em Itacoatiara por uma mulher e em condições muito adversas. Segundo os organizadores do evento , as imagens da atleta Michaela Fregonese descendo na onda ainda serão avaliadas, mas, ao que tudo indica, ela conseguiu nesta primeira bateria descer a maior onda já surfada por uma atleta feminina em Itacoatiara.

Michaela Fregonese em ação. Foto: Tony D’Andrea

“Encaramos ondas de cerca de 15 a 20 pés de parede, o equivalente de seis a oito metros. Cheguei a passar mal e a pensar em desistir, mas resisti. Hoje foi o mar mais extremo que já surfei na vida”, afirmou a surfista veterana, Michaela Fregonese

A competição é aberta a qualquer surfista que, para se inscrever, deve enviar vídeos das ondas surfadas para a organização do evento. Após o encerramento da janela, previsto para 31 de agosto, as ondas serão julgadas por uma comissão de arbitragem profissional, utilizando os critérios da Liga Mundial para o surfe de ondas grandes. Serão, no total, até quatro chamadas para as sessões de surfe válidas para competição. O evento terá cobertura no Instagram no perfil @itacoatiarabigwave e também no portal Waves (www.waves.com.br). Surfistas da elite do surfe de ondas grandes estão disputando a premiação de R$ 100 mil, em janela que vai até 31 de agosto. Kalani Lattanzi confirmou que as correntes estavam fortes, mas disse que conseguiu se superar.

Kalani Lattanzi em ação. Foto: Tony D’Andrea

“Peguei duas ondas, não tenho ideia do tamanho, mas de 4 a 5 metros, com certeza. Tentei mais cedo entrar pela pedra, caí, rasguei a roupa de borracha e desisti de entrar por ali. As correntes estavam muito fortes, mas graças a Deus, não quebrei a prancha. Saí do mar com onda surfada e alguns arranhões. Itacoatiara tem as ondas mais pesadas do mundo e, hoje, surfei a maior de todas já surfadas nessa praia. A organização é formada por uma equipe classe A e, especialmente com o mar nessas condições, se superaram, estão de parabéns”, afirmou Kalani Lattanzi

O Secretário Municipal de Esportes e Lazer, Luiz Carlos Gallo, relembra que Niterói cada dia mais se reafirma como celeiro de atletas de qualidade em diversas modalidades, entre elas, o surfe. “Niterói é um celeiro de atletas e tem a tradição de sediar diversos eventos esportivos. É uma cidade que respira esporte. Pesquisei para entender como funcionava esse tipo de esporte para adaptá-lo para nossas praias e dar apoio na organização dos torneios de ondas gigantes na cidade. E, mais uma vez, com certeza, teremos a presença de atletas consagrados mundialmente disputando provas de surfe em Itacoatiara”, afirma Gallo.

“Este patrocínio é um exemplo do compromisso da Enel com o incentivo ao esporte e, além disso, dá destaque para o surfe como prática esportiva completa, apoiando atletas e promovendo a igualdade de gênero no segmento”, ressaltou Janaína Vilella, diretora de comunicação da Enel.

A Enel Distribuição Rio, subsidiária da multinacional italiana Enel, atende 66 municípios do estado do Rio de Janeiro, abrangendo 73% do território estadual, com cobertura de uma área de 32.188 km². A Região Metropolitana de Niterói e São Gonçalo e os municípios de Itaboraí e Magé representam a maior concentração do total de 2,7 milhões de clientes atendidos pela companhia. A estratégia de atuação da Enel é baseada no seu Plano de Sustentabilidade e nos compromissos assumidos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

Segundo os organizadores do IBW, as chamadas serão feitas com base na análise da previsão das grandes ondulações (swells). Na Praia de Itacoatiara, as chamadas são para surfe na remada e, na Laje do Shock (atrás da Pedra do Pampo Club), para o tow in. As chamadas (calls) dependem da previsão das ondas e ventos em cada um desses locais. Os sinais amarelos são emitidos com antecedência entre 5 e 7 dias e indicam a possibilidade de realização das sessões. Caso as previsões indiquem boas chances da ocorrência de grandes swells, com antecedência entre 48 e 72h são emitidos os sinais verdes. O IBW premia, além de surfistas, cinegrafistas e pilotos de jet ski que atuam no reboque de atletas.

Tubos enormes. Foto: Tony D’Andrea

O Itacoatiara Big Wave 2022 tem patrocínio da Enel Distribuição Rio, da Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura de Niterói e da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), com apoio da Arenque Surfboards, IBMR Centro Universitário, Organics e E-Vianna Personal.

Reportagem: Mauro Touguinhó – SMB Comuinicação

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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