Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido – Terça-feira de ondas desafiadoras – Assistam ao vídeo!

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O Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido abriu a segunda etapa do WSL Championship Tour 2022 em condições desafiadoras, com ondas de 10-15 pés e séries maiores bombando o dia todo na terça-feira no Havaí. Acessem ao link abaixo com o vídeo dos melhores momentos. Próxima chamada será neste quarta-feira às 7h30 no Havaí, 14h30 no Brasil.

Deivid Silva em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League

Dos oito brasileiros, Jadson André foi o único a estrear com vitória e Caio Ibelli ganhou a bateria entre líderes do ranking na repescagem. Nela, Miguel Pupo perdeu para o havaiano Seth Moniz a disputa pela última vaga para a terceira fase. As previsões indicam que Sunset Beach vai continuar com mar pesado e altas ondas na quarta-feira.

Miguel Pupo em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League

Caio Ibelli venceu a bateria que fechou a terça-feira e vai competir na que vai abrir a quarta-feira, disputando a primeira vaga para as oitavas de final com Conner Coffin. O peruano Lucca Mesinas entra na seguinte com outro norte-americano, Kolohe Andino. Na quinta bateria, tem Italo Ferreira contra o havaiano Barron Mamiya. Na sexta, Deivid Silva enfrenta o australiano Ryan Callinan. Na oitava, João Chianca encara o vice-líder do ranking, Seth Moniz, fechando a chave de cima do Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido, que vai apontar o primeiro finalista.

Seth Moniz em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League

O vice-campeão mundial Filipe Toledo e o big-rider havaiano Billy Kemper abrem a chave de baixo na nona bateria. Na décima, tem Samuel Pupo defendendo a quinta posição no ranking contra o australiano Ethan Ewing. Depois, Jadson André fecha a participação da seleção brasileira, disputando a penúltima vaga para as oitavas de final com o português Frederico Morais. Jadson tinha sido o único brasileiro a não passar nenhuma bateria no Billabong Pro Pipeline. Agora, foi o único a estrear com vitória no mar pesado de Sunset Beach.

Ethan Ewing em ação. Foto: Brent Bielmann – World Surf League

O potiguar foi o segundo a se apresentar na terça-feira. Semifinalista em Pipeline, Caio Ibelli já tinha sido mandado para a repescagem na segunda bateria, pelo peruano Lucca Mesinas e pelo japonês Kanoa Igarashi, que fez o maior placar do dia, 15,33 pontos. Jadson André competiu muito bem, foi certeiro na escolha das ondas e só surfou as duas que são computadas. Sem errar nada, mostrou atitude atacando forte os pontos mais críticos das ondas com seu backside, para somar notas 6,50 e 6,00. Por 11,50 pontos, superou os 9,10 do norte-americano Conner Coffin e os 7,90 do australiano Jordan Lawler, depois eliminado na repescagem.

Kanoa Igarashi em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League

“Passei um sufoco na bateria, que foi bem difícil porque o mar está pesado”, disse Jadson André. “Mas, eu sabia que a única coisa a fazer era ir lá, se posicionar bem e pegar duas ondas boas. Eu só surfei duas e era isso o que precisava, então estou feliz por poder mostrar o meu surfe com essa prancha do Tokoro, que tenho uns 4 anos já. Tudo aqui é sintonia, manter a calma, respirar e estou feliz por, finalmente, surfar uma bateria boa esse ano, com uma boa estratégia, fazendo o que eu precisava fazer”.

Curiosamente, a terça-feira em Sunset Beach inverteu o resultado de Pipeline. Um dos últimos colocados, Jadson André, foi o único brasileiro a começar com vitória, enquanto os melhores nos tubos de Pipeline ficaram em último nas suas primeiras baterias no Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido. Kelly Slater entrou na terceira bateria, pela primeira vez vestindo a lycra amarela de número 1 do ranking, implantada pela World Surf League em 2014. Era a primeira vez que ele liderava o ranking numa etapa, desde então.

LÍDERES NA REPESCAGEM: Kelly Slater tem outro tabu em uma das poucas praias no mundo onde nunca conseguiu uma vitória, Sunset Beach, que está voltando a sediar uma etapa do WSL Championship Tour após quase duas décadas. A última foi em 2003 e depois virou palco do encerramento do WSL Qualifying Series. Era a primeira bateria do Kelly com 50 anos de idade, completados na sexta-feira passada. E ele não foi bem, só conseguindo surfar duas ondas na casa dos 4 pontos. O havaiano Barron Mamiya venceu por 11,40 pontos, o australiano Callum Robson ficou em segundo com 9,83 e Slater terminou em último com 8,94.

Kelly Slater em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League

Mas, o maior ídolo do esporte aproveitou a segunda chance de classificação na primeira bateria eliminatória do Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido. Foi no sufoco. Kelly largou na frente com notas 6,67 e 6,33 nas primeiras ondas que surfou, porém não conseguiu nada melhor depois. O sul-africano Matthew McGillivray estava em último e saltou para o primeiro lugar com 5,90 e 7,67 em duas ondas seguidas. No final, o havaiano Koa Smith conseguiu um 7,10 e quase eliminou Slater na onda que surfou nos últimos segundos. Ele precisava de 5,90 e a nota saiu 5,67, terminando em terceiro com 12,77 pontos, contra 13,00 do Slater e 13,57 do sul-africano.

Depois do campeão do Billabong Pro Pipeline, o vice-campeão Seth Moniz também caiu para a repescagem na décima bateria, perdendo para os californianos Kolohe Andino e Nat Young. Na 11.a, o outro semifinalista do Brasil em Pipeline ficou igualmente em último contra o americano Jake Marshall e o australiano Jack Robinson. Miguel Pupo e Caio Ibelli, que começaram a temporada 2022 dividindo o terceiro lugar no ranking, acabaram escalados juntos com o vice-líder, Seth Moniz, para disputar as duas últimas vagas para a terceira fase na repescagem.

Kolohe Andino em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League

O mar continuava desafiador, com séries enormes de ondas que entravam fechando tudo em Sunset Beach. Novamente, Miguel Pupo não conseguiu mostrar o seu surfe nas condições extremas da terça-feira. Ao contrário, Caio Ibelli começou bem a bateria com nota 5,33 e surfou uma ainda melhor que valeu 5,37, para liderar todo o confronto com os 10,70 pontos que totalizou. Seth Moniz também tinha um 5,33 e na última onda conseguiu 3,93 para superar Miguel Pupo por 9,26 a 6,83 pontos. Essa foi a única baixa do Brasil.

PASSAGEM DIRETA: Dos oito surfistas da “seleção brasileira”, seis passaram direto para a terceira fase do Hurley Pro Sunset Beach. Após a única vitória de Jadson André, o campeão mundial de 2019 e campeão olímpico, Italo Ferreira, encarou dois havaianos mais acostumados a surfar em Sunset grande na bateria seguinte. Ele começou bem, atacando forte de backside para largar na frente com nota 6,00. Billy Kemper passou a frente com 5,53 e 4,33, até Italo somar um 5,67 para supera-lo por 11,67 a 9,86 pontos. A vitória foi de Ezekiel Lau, tetracampeão em etapas do QS em Sunset Beach, que atingiu 12,43 pontos com 5,70 e 6,73.

Italo Ferreira em ação. Foto: Brent Bielmann – World Surf League

Mais dois brasileiros estreariam no confronto seguinte, porém o havaiano Kai Lenny não compareceu por estar adoentado. Então, Filipe Toledo e João Chianca se classificaram automaticamente para a terceira fase, sem precisar entrar no mar. O próximo brasileiro a competir foi Samuel Pupo na sétima bateria, que surfou bem uma onda que valeu 5,83. O havaiano Imaikalani Devault também recebeu um 5,83 e na seguinte recebeu a maior nota do dia – 8,93 – com uma série de manobras de alto risco numa onda enorme. Os dois estreantes na elite mandaram para a repescagem o número 5 do CT 2021, Morgan Cibilic.

Imaikalani deVault em ação. Foto: Brent Bielmann – World Surf League

Assim como Samuel Pupo, Deivid Silva também passou direto para a terceira fase em segundo lugar na sua bateria, vencida por outro novato no CT 2022, o australiano Jackson Baker. Eles deixaram mais um cabeça de chave em último lugar, o norte-americano Griffin Colapinto. Depois do Deivid, Miguel Pupo fechou a participação brasileira na primeira fase, sendo superado pelo australiano Jack Robinson em outra vitória de um estreante na elite, o norte-americano Jake Marshall.

ASSISTAM AO VÍDEO CLICANDO NO PLAYER ABAIXO:

Day 1 Highlights | Florence Sets The Pace Early At Hurley Pro Sunset Beach:

PRÓXIMAS BATERIAS DO HURLEY PRO SUNSET BEACH:

TERCEIRA FASE – 1.o=Oitavas de Final / 17.o lugar com US$ 10.000 e 1.330 pts:

1.a: Conner Coffin (EUA) x Caio Ibelli (BRA)
2.a: Kolohe Andino (EUA) x Lucca Mesinas (PER)
3.a: Jordy Smith (AFR) x Jackson Baker (AUS)
4.a: Leonardo Fioravanti (ITA) x Ezekiel Lau (HAV)
5.a: Italo Ferreira (BRA) x Barron Mamiya (HAV)
6.a: Deivid Siva (BRA) x Ryan Callinan (AUS)
7.a: Morgan Cibilic (AUS) x Nat Young (EUA)
8.a: Seth Moniz (HAV) x João Chianca (BRA)
9.a: Filipe Toledo (BRA) x Billy Kemper (HAV)
10: Ethan Ewing (AUS) x Samuel Pupo (BRA)
11: Griffin Colapinto (EUA) x Connor O´Leary (AUS)
12: John John Florence (HAV) x Jake Marshall (EUA)
13: Kelly Slater (EUA) x Matthew McGillivray (AFR)
14: Jack Robinson (AUS) x Callum Robson (AUS)
15: Frederico Morais (PRT) x Jadson André (BRA)
16: Kanoa Igarashi (JPN) x Imaikalani Devault (HAV)

PRIMEIRA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=Segunda Fase:

1.a: Johanne Defay (FRA), Gabriela Bryan (HAV), Molly Picklum (AUS)
2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Malia Manuel (HAV), Bronte Macaulay (AUS)
3.a: Carissa Moore (HAV), Bettylou S. Johnson (HAV), Moana J. Wong (HAV)
4.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Brisa Hennessy (CRI), Luana Silva (HAV)
5.a: Lakey Peterson (EUA), Isabella Nichols (AUS), Courtney Conlogue (EUA)
6.a: Tyler Wright (AUS), Stephanie Gilmore (AUS), India Robinson (AUS)

RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA NO HAVAÍ:

PRIMEIRA FASE DO HURLEY PRO SUNSET BEACH:
———— 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Jordy Smith (AFR)=12.50, 2-Ryan Callinan (AUS)=8.33, 3-Matthew McGillivray (AFR)=6.84
2.a: 1-Kanoa Igarashi (JPN)=15.33, 2-Lucca Mesinas (PER)=10.17, 3-Caio Ibelli (BRA)=7.64
3.a: 1-Barron Mamiya (HAV)=11.40, 2-Callum Robson (AUS)=9.83, 3-Kelly Slater (EUA)=8.94
4.a: 1-Jadson André (BRA)=11.50, 2-Conner Coffin (EUA)=9.10, 3-Jordan Lawler (AUS)=7.90
5.a: 1-Ezekiel Lau (HAV)=12.43, 2-Italo Ferreira (BRA)=11.67, 3-Billy Kemper (HAV)=9.86
6.a: 1-Filipe Toledo (BRA), 2-João Chianca (BRA), w.o-Kai Lenny (HAV)
7.a: 1-Imaikalani Devault (HAV)=14.76, 2-Samuel Pupo (BRA)=9.00, 3-Morgan Cibilic (AUS)=8.43
8.a: 1-John John Florence (HAV)=12.83, 2-Ethan Ewing (AUS)=11.20, 3-Owen Wright (AUS)=9.84
9.a: 1-Jackson Baker (AUS)=10.77, 2-Deivid Silva (BRA)=9.63, 3-Griffin Colapinto (EUA)=8.73
10: 1-Kolohe Andino (EUA)=12.20, 2-Nat Young (EUA)=10.93, 3-Seth Moniz (HAV)=7.97
11: 1-Jake Marshall (EUA)=13.27, 2-Jack Robinson (AUS)=12.40, 3-Miguel Pupo (BRA)=5.87
12: 1-Leonardo Fioravanti (ITA)=9.33, 2-Frederico Morais (PRT)=8.43, 3-Connor O´Leary (AUS)=1.33

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=33.o lugar com US$ 9.750 e 265 pts:

1.a: 1-Matthew McGillivray (AFR)=13.57, 2-Kelly Slater (EUA)=13.00, 3-Koa Smith (HAV)=12.77
2.a: 1-Billy Kemper (HAV)=11.66, 2-Morgan Cibilic (AUS)=6.43, 3-Owen Wright (AUS)=5.67
3.a: 1-Connor O´Leary (AUS)=13.54, 2-Griffin Colapinto (EUA)=12.17, 3-Jordan Lawler (AUS)=6.60
4.a: 1-Caio Ibelli (BRA)=10.70, 2-Seth Moniz (HAV)=9.26, 3-Miguel Pupo (BRA)=6.83

COVID-19: A saúde e segurança dos atletas, funcionários e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um protocolo mais completo possível para a proteção de todos em relação ao COVID-19. Os procedimentos incluem triagem antes do evento, testes contínuos e controle para a circulação mínima de pessoas no local da competição.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

TRANSMISSÃO AO VIVO: O Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido será realizado com apoio da Hurley, Shiseido, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Havaianas, Expedia, Flying Embers, Pura Vida, Spectrum Hawaii, 805 e Da Fin. O prazo desta segunda etapa do World Surf League Championship Tour 2022 vai até 23 de fevereiro no Havaí e poderá ser assistida ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, pelo WSL app, pelo YouTube da WSL e também pelos canais Sportv no Brasil a partir das quartas de final.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – World Surf League

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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