Hang Loose Surf Attack – Conheça os Campeões !!!

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O Hang Loose Surf Attack 2019 não ser encerrado de outra forma, com disputas acirradas e emocionantes. Novamente com ondas pequenas, de meio metro, mas com muito sol, o terceiro e último dia da 4ª etapa na Praia de Juquehy, em São Sebastião, teve a definição dos campeões de mais duas categorias.

Sunny Pires em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

Na feminina (sub16), Sophia Gonçalves, garantiu o título ainda na semifinal. Já entre os caçulas da petit (10 anos para baixo), o paranaense Anuar Chiah comemorou o título do ranking, mas por ser de outro estado, Kailani Rennó, de Ubatuba, foi declarado o campeão paulista. Os dois atletas repetiram os resultados de 2018. Por cidades, São Sebastião confirmou o favoritismo e levou, mais uma vez, o título por equipes, com uma vitória convincente sobre Ubatuba.

Anuar Chiah em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

O grande destaque individual em Juquehy foi o ubatubense Ryan Kainalo, que já tinha faturado o título da iniciante na etapa passada e agora venceu a sua categoria e também a acima, a mirim (sub16). Murillo Coura, de São Sebastião, também com o título antecipado da estreante (sub12), ratificou a conquista, com nova vitória e ainda foi o quarto na iniciante.

Murillo Coura em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

Na feminina, Luana Reis, talento que vem despontando em São Sebastião, “carimbou” a faixa da campeã Sophia Gonçalves, com sua primeira vitória no Hang Loose. Na petit, mais uma festa local, com João Vitor. Além dos vitoriosos, chamaram a atenção Sunny Pires, também representando São Sebastião, com o segundo na iniciante e o terceiro na mirim; e Eduardo Mulford, de Ubatuba, que disputou o título paulista da petit até a bateria final, ficando em terceiro na sua faixa etária e em quarto na estreante.

Luana Reis em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

Depois de 14 anos, a Praia de Juquehy voltou a receber uma etapa do Hang Loose Surf Attack e, mesmo com ondas pequenas, as disputas foram um sucesso, com mais de 200 participantes. Na categoria feminina, Sophia Gonçalves poderia até mesmo ficar em quinto lugar, mas avançou para a final e brigou pela vitória até o final. Chegou a liderar boa parte da disputa, até Luana Reis tirar um 4,10 e pular de terceira para primeira e também fazer uma grande festa. A nova campeã também comemorou a inédita conquista.

Sophia Gonçalves em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

“A minha emoção é muito grande. É um campeonato tão importante com tantas atletas boas. Fico muito feliz em dar este passo. Esta etapa foi difícil, pelas condições do mar, sem muitas ondas, mas me superei e isso para mim foi importante, porque uma atleta tem de estar preparada para qualquer situação”, disse Sophia, que na segunda etapa perdeu ainda nas quartas-de-final, mas não desanimou.

“Só me motivou. Quando eu perco, eu tento tirar da situação ruim algo bom, pois sei que tenho muito que galgar para chegar lá. Dedico esse título a Deus, à minha família e ao Instituto Gabriel Medina pois tudo que sei foi através dos treinos, e o Polaco, meu técnico, que sempre está comigo nas competições”, acrescentou a atleta de apenas 13 anos.

Na petit, Anuar garantiu o bicampeonato do Circuito e faltava, então, a decisão de quem seria o campeão paulista. Campeão em 2018, Kailani cometeu interferência (atrapalhou a onda do rival e foi punido com a perda de parte de uma de suas notas) na semi e acabou ficando em quinto lugar, mesmo tirando um 8.

Assim, abriu caminho para seu conterrâneo Eduardo Mulford tentar a conquista. Para isso, ele precisava vencer e começou muito bem a final, com uma nota 6, ficando na ponta boa tarde da disputa, até que João Vitor garantiu um 6,75 e assumiu a ponta. Com isso, Kailani foi novamente o campeão paulista.

Na iniciante, Ryan Kainalo confirmou o favoritismo. Sunny Pires se mostrou um forte rival, mas o campeão teve as duas melhores notas da final, fechando com um 6,90. Depois, na estreante, Murillo Coura garantiu a sua terceira vitória em quatro etapas, com a melhor nota da bateria, um 7. Na disputa por cidades, os donos da casa mostraram grande superioridade. Das seis finais, foram quatro vitórias, sendo que nas outras duas categorias, tiveram o segundo lugar. Como prêmio, São Sebastião ganha um prêmio de R$ 2,5 mil da Federação Paulista de Surf.

Ryan Kainalo em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

Se nas ondas, as disputas foram acirradas, mesmo em condições difíceis, na areia, a diversão foi grande nas tendas da Hang Loose e seus parceiros, com muitos jogos, como ping-pong, brincadeiras, desenhos e gincanas. A ideia é sempre criar um ambiente alegre para os jovens talentos que estão começando nas disputas, assim como foi com Gabriel Medina, Filipe Toledo, Adriano de Souza e tantos outros surfistas que também passaram pelo Circuito iniciado em 1998.

SÁBADO – Com mar pequeno, disputas acirradas e emocionantes, o Hang Loose Surf Attack conheceu mais dois campeões paulistas neste sábado (26), no segundo dia da etapa final, que está sendo realizada na Praia de Juquehy, em São Sebastião. Foram duas conquistas “caseiras”, com Daniel Adisaka faturando o seu terceiro título seguido no Circuito, o segundo na júnior (sub18), ao vencer a final numa onda no último minuto, e Cauã Gonçalves na mirim (sub16), com o segundo lugar na categoria, também nos instantes decisivos.

Kailani Rennó em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

Entre os mais velhos, Daniel Adisaka só poderia pensar em vitória para comemorar o título e repetiu as boas apresentações de sexta-feira, quando garantiu a maior média do evento, 14,80 pontos. Na final, com poucas ondas, ele começou muito bem, com 7,75, mas viu Diego Aguiar, de Ubatuba, ir para primeiro na soma das duas ondas. Precisava apenas de uma nota 4 para garantir a vitória e só conseguiu virar o placar no último minuto, com 4,25.

Ele chegou a sair do mar, sem saber o resultado, se ajoelhou na areia, com seus pais, Jackson e Claudia ao seu lado, aguardando a divulgação da nota e, ao ouvir a nota do locutor Paulo Issa, vibrou muito. Didi foi o segundo, seguido do conterrâneo Lucas Lisboa e do guarujaense Pedro Pupo.

Daniel Adisaka em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

“Foi bizarro! Eu mentalizei em apenas fazer meu surf, fiquei focado 100% no meu desempenho e o resultado seria consequência. Cheguei muito confiante, estava conectado com o mar e no minuto final Deus me presenteou com a onda da virada”, vibrou. “Sou muito grato a Deus por isso, por que sem ele nada disso teria acontecido”, disse o surfista de 17 anos, campeão paulista mirim em 2017 e júnior no ano passado.

No ranking, somando as três melhores etapas, Dani terminou com a mesma pontuação do também sebastianense Caio Costa, que está competindo no ISA World Junior Championship, nos Estados Unidos, e ficou com título no desempate do quarto resultado. Ele iniciou o Circuito com o 25º lugar, competindo em Maresias. Depois, levou a vitória em Ubatuba e foi o quinto em Guarujá. “Estou treinando muito e sei que tudo isso é fruto do meu esforço. Encerro minha participação no Hang Loose em grande estilo, com sentimento de dever cumprido. Agora é pensar no Pro Júnior”, falou.

Feliz com o título, Daniel fez questão de lembrar todos que colaboraram diretamente na conquista. “Esse título representa muito para mim. Tenho meu técnico Alex Leco, que está sempre comigo em todos os treinos, seja na derrota ou na vitória, o Instituto, os meus pais, que acreditam e investem em mim, minha família, meu manager Felipe Freitas, o Rodrigo, que me fornece os melhores equipamentos de surf, o Xanadu, pelo trabalho nas pranchas, e a Vissla, meu patrocinador”, ressaltou.

“Dedico esse título à minha mãe. Com certeza ela faz total parte disso. Ela mora comigo, me dá tudo que preciso em casa, faz comida, se dedica 100% para mim. Ela é a mulher da minha vida, sem dúvidas”, elogiou. “E ela deve estar lendo isso agora, mas não pode chorar (risos). Te amo sua linda”, brincou o surfista, que é de Ubatuba, mas há três anos mora em Maresias para treinar e tem a companhia diária da mãe.

Depois, na mirim, Cauã era o único com chances de tirar o título das mãos de Diego Aguiar, que perdeu logo na estreia, ficando apenas na 25ª posição. Para isso, só interessava a vitória ou o segundo lugar. Ryan Kainalo, de Ubatuba assumiu a ponta, o novo campeão estava em segundo até que perdeu a posição para Sunny Pires, também de São Sebastião, mas conseguiu reverter a virada.

Ryan Kainalo, que este ano já garantiu o título paulista iniciante (sub14), ainda tirou um 7,25 para ratificar o primeiro lugar. Sunny ficou em terceiro e Guilherme Fernandes, que defende Ubatuba, mas também mora em Maresias, ficou em quarto. No ranking final, o catarinense Heitor Mueller terminou em primeiro lugar, mesmo não competindo nessa etapa (também está no ISA Junior Championship) sendo o campeão do Circuito.

Cauã Gonçalves, terminou em segundo na classificação geral, apenas nove pontos à frente de Diego Aguiar, ficando com o título estadual. “Foi muito emocionante. Eu não esperava. Fui para a etapa do Guarujá, para treinar, porque eu tinha o Pro-Júnior e não esperava chegar no final da temporada com o título paulista. Mas consegui vencer e vi que havia possibilidade de ser campeão. Então, treinei bastante com muito foco e deu certo”, festejou.

Cauã Gonçalves em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

“Esse título representa muita dedicação”, reforçou o surfista, dedicando o título à família, sobretudo os pais Raquel e Erasmo, o Mazinho. “Eles batalharam comigo esses últimos anos. Eu não vinha muito bem nas competições, mas eles sempre acreditaram e, graças a Deus, está aí toda a recompensa”, reconheceu o atleta de 16 anos.

O sábado ainda contou com disputas nas outras quatro categorias do Circuito, a feminina (sub16), a iniciante (sub14), a estreante (sub12) e a petit (sub10). Entre as meninas, a melhor apresentação foi de Mayara Zampieri, de São Sebastião, mas na briga pelo título, Sophia Gonçalves, mais um talento local deu um passo importante, se classificando para a semifinal. Ela será declarada campeã sem nem precisar avançar para a final, se ficar em quinto lugar. Nairê Marquez, de Ubatuba, e Kemily Sampaio, de Praia Grande, ainda seguem com chances.

Mayara Zampieri em ação. Foto: Munir El Hage / FMA

RESULTADOS

CATEGORIA FEMININA (SUB16)

1 Luana Reis – São Sebastião
2 Sophia Gonçalves – São Sebastião
3 Kemily Sampaio – Praia Grande
4 Mayara Zampieri – São Sebastião
CAMPEÃ DO CIRCUITO E PAULISTA – Sophia Gonçalves – São Sebastião

CATEGORIA PETIT (SUB10)

1 João Vitor – São Sebastião
2 Anuar Chiah – PR
3 Eduardo Mulford – Ubatuba
4 Kalani Robles – Ubatuba
CAMPEÃO DO CIRCUITO – Anuar Chiah – PR
CAMPEÃO PAULISTA – Kailani Rennó – Ubatuba

CATEGORIA ESTREANTE (SUB12)

1 Murillo Coura – São Sebastião
2 Kailani Rennó – Ubatuba
3 Ryan Coelho – PR
4 Eduardo Mulford – Ubatuba
CAMPEÃO DO CIRCUITO E PAULISTA – Murilo Coura – São Sebastião

CATEGORIA INICIANTE (SUB14)

1 Ryan Kainalo – Ubatuba
2 Sunny Pires – São Sebastião
3 Tierres Alves – Mongaguá
4 Murillo Coura – São Sebastião
CAMPEÃO DO CIRCUITO E PAULISTA – Ryan Kainalo – Ubatuba

CATEGORIA MIRIM (SUB16)

1 Ryan Kainalo – Ubatuba
2 Cauã Gonçalves – São Sebastião
3 Sunny Pires – São Sebastião
4 Guilherme Fernandes – Ubatuba
CAMPEÃO DO CIRCUITO – Heitor Mueller – SC
CAMPEÃO PAULISTA – Cauã Gonçalves – São Sebastião

CATEGORIA JÚNIOR (SUB18)

1 Daniel Adisaka – São Sebastião
2 Diego Aguiar – Ubatuba
3 Lucas Lisboa – Ubatuba
4 Pedro Pupo – Guarujá
CAMPEÃO DO CIRCUITO E PAULISTA – Daniel Adisaka – São Sebastião

CIDADES

1 São Sebastião
2 Ubatuba
3 Praia Grande
4 Guarujá
CAMPEÃO – São Sebastião

O Hang Loose Surf Attack 2019 teve os patrocínios de Sthill, Super Tubes, Surf Trip, Kyw, Overboard Action Sports Store, Hot Water, Rhyno Foam e CT Wax. Apoios da Prefeitura Municipal de São Sebastião, Associação de Surf de São Sebastião (ASSS), Governo do Estado de São Paulo/Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, com divulgação de Waves e FMA Notícias. Organização da Federação Paulista de Surf.

 

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