Em cartaz, “Meu Nome é Bagdá” – Assistam ao vídeo!

Publicado por AdrenaNews 0

A cena do skate nunca esteve tão em alta como nos dias atuais. Agora os adeptos dos carrinhos, invadem as telas dos cinemas em principio no eixo São Paulo/Rio de Janeiro, com o longa metragem “Meu Nome é Bagdá”.

Grace Orsato em ação. Foto: Luh Barreto

O filme de Caru Alves de Souza, que entrou em cartaz somente agora pelas restrições de públicos nos cinemas, vem na repercussão e na popularidade da modalidade, principalmente após o sucesso das três medalhas de pratas em Tóquio, entre elas a da maranhense, Rayssa Leal, de 13 anos. Lançado na mostra Generation 14plus, no Festival de Berlim em 2020, o filme conquistou o prêmio de melhor filme. Estrelado pela jovem atriz baiana de 23 anos, Grace Orsato, moradora da capital paulista.

CRÍTICAS ADOROCINEMA:

Meu Nome é Bagdá – Desbravando o mundo e aprendendo com ele.

Por: Barbara Demerov
3,5 – Bom

O roteiro de Meu Nome é Bagdá é simples, não possuindo inúmeros elementos que direcionem a história a caminhos complexos ou de difícil conclusão. A história é sobre Bagdá (Grace Orsato) e ponto. Tudo o que acontece no espaço de 90 minutos é resultado de sua presença em cena – seja nas pistas de skate com amigos, no salão de beleza com a mãe ou em casa com suas irmãs.

Mas o que o filme de Caru Alves de Souza tem de sobra é sentimento. Desde o campo da adolescência, com todas as inconstâncias, até a temática do skate, com a presença majoritária de amigos e não amigas, Bagdá navega por seus horizontes com bastante personalidade e uma presença marcante. O espectador acompanha tudo isso com o olhar da jovem e, com isso, o filme nunca deixa de ser divertido ou empolgante.

Há certas repetições de discurso ao longo da narrativa (especialmente sobre a presença feminina na área do skate), mas elas não incomodam a ponto de quebrar o ritmo de Meu Nome é Bagdá. A direção e montagem deixam bem claro que o intuito é mostrar o mundo privado de Bagdá e a cinzenta São Paulo a partir de um ponto de vista íntimo, não sob um olhar mais geral e distanciado.

Aos poucos, ela conhece mais garotas skatistas e passa a perceber a falta que existe nesta área que deseja se profissionalizar; mas ao mesmo tempo, também vê a truculência policial bastante exaltada com skatistas da periferia e ganha gosto por filmar as pessoas ao seu redor. Seu possível interesse com cinema nunca é abordado de forma mais próxima – apenas a vemos andar por aí com uma filmadora -, mas de qualquer forma isso evidencia o espírito independente da protagonista. Bagdá faz o que bem entender e está se descobrindo, afinal.

Grace Orsato e suas colegas de cena em ação. Foto: Luh Barreto

Os ótimos momentos de Meu Nome é Bagdá estão sempre relacionados à família da jovem, com Karina Buhr interpretando uma mãe amorosa e duas irmãs mais novas que trazem muita simpatia à história. As melhores cenas são tão naturais que nem parecem que há um roteiro por trás delas; o que é um grande mérito, pois assim os acontecimentos são equilibrados entre a leveza afetiva e os desafios que nascem fora daquela zona de conforto.

Bagdá ainda não sabe ao certo como será seu futuro: ela vive e enfrenta o agora, e é nisso que o filme foca quase que estritamente. Este é um retrato atual e muito próximo da adolescência como ela é, adicionando uma parcela extra de atualidade ao falar sobre comportamentos machistas e sororidade feminina. Há muitos diálogos que são proferidos como se a câmera não estivesse ali, num estilo de conversa informal. Apesar de não soarem espontâneos em algumas passagens, o significado é bem acentuado. O maior mérito de Meu Nome é Bagdá é a aproximação verdadeira que possui com sua protagonista, o que resulta numa obra com muitas ramificações, mas sem nenhum exagero. O foi Filme visto no 70º Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro de 2020.

Locais de exibições:

Espaço Itaú de Cinema Rio de Janeiro
Praia de Botafogo 316 – Botafogo 22250-970 Rio de Janeiro
Dublado – Horário: 19:00
Ingressos online disponíveis, escolha um horário para comprar

Estação NET Rio
Rua Voluntários da Pátria 35 – Botafogo 22270-000 Rio de Janeiro
Dublado – Horário: 19:00

Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação 01307-001 São Paulo
Dublado – Horário: 15:30 e 21:10
Ingressos online disponíveis, escolha um horário para comprar

Espaço Itaú de Cinema Augusta
Rua Augusta 1470/1475 – Consolação 01305-100 São Paulo
Dublado – Horário: 16:00

ASSISTAM AO VÍDEO NO PLAYER ABAIXO:

MEU NOME É BAGDÁ | trailer
1.598 visualizações – Estreou em 21 de out. de 2020

Sinopse: Bagdá (Grace Orsato) é uma skatista de 17 anos, que vive na Freguesia do Ó, um bairro da periferia da cidade de São Paulo. Bagdá anda de skate com um grupo de meninos skatistas do bairro e passa boa parte de seu tempo com sua família e as amigas de sua mãe (Micheline – Karina Buhr). Juntas elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Quando Bagdá finalmente encontra um grupo de meninas skatistas, sua vida muda.

FICHA TÉCNICA:

Direção – Caru Alves de Souza
Produção – Rafaella Costa e Caru Alves de Souza
Produção Executiva – Rafaella Costa
Roteiro – Caru Alves de Souza e Josefina Trotta
Direção de Fotografia – Camila Cornelsen
Montagem – Willem Dias, AMC
Direção de Arte – Marinês Mencio
Direção de Produção – Stella Rainer
Supervisão de Som e Mixagem – Pedro Noizyman
Produção – Manjericão Filmes
Coprodução – Tangerina Entretenimento
Trailer produzido por – Reel Suspect

Reportagem: Edson “Adrena” Andrade (Fonte: Adoro Cinema)

Edição: Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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