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Elétron Energy apresenta: Oi Hang Loose Pro Contest 2020 – Yago, Ian e Alejo vão brigar pelo titulo em Noronha.

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Vice-campeão no ano passado, o catarinense Yago Dora volta para Fernando de Noronha determinado a vencer o Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest 2020, a etapa do WSL Qualifying Series status 5000, que abre o calendário latino-americano do Circuito Mundial a partir da próxima terça-feira (11).

Yago Dora em ação. Foto: Fabriciano Junior

Finalista nos dois últimos eventos do QS no Brasil, o surfista de 23 anos sabe da importância de garantir um bom resultado, ainda mais “em casa”. Ele chega à etapa ainda mais motivado depois da final no Volcom Pipe Pro, em Pipeline, no Havaí, e espera repetir a grande performance de 2019, quando terminou o ranking do QS em terceiro lugar, mesmo se classificando pelo World Surf League Championship Tour (CT) para a sua terceira temporada seguida este ano.

“Meu objetivo é vencer a etapa de Noronha. Ano passado eu cheguei muito perto. Numa final apertada, acabei perdendo nos últimos minutos. Senti esse gostinho até o final da bateria e me foi tirado e esse ano espero conseguir a vitória. É um lugar que amo muito e seria incrível vencer lá”, diz, lembrando o terceiro lugar no Havaí. “A final de Pipe foi bem importante para mim. É muito bom começar o ano passando várias baterias chegando na final de um evento muito forte é um bom treino”, reforça.

Yago, Alfio e Jadson comemorando. Foto: Fabio Maradei

Para ele, ter feito a final em Noronha no ano passado e vir direto de uma decisão em Pipeline é garantia de confiança para seguir surfando bem. “Só me faz me sentir melhor com o meu surf e continuar num ritmo bom. Esse é o único grande evento que temos confirmado no Brasil até agora no QS o que o torna mais importante ainda. Depois do CT de Saquarema é o campeonato mais importante que a gente tem no nosso País e espero que cada vez mais possa ter etapas desse porte no Brasil”, afirma.

“Competir no Brasil é sempre muito bom. A gente passa a maioria do tempo competindo fora daqui. Quando tem em casa é sempre muito legal. Recebe todo carinho do público, surfa mais confortável”, admite Yago, que em 2018 foi campeão da etapa em Maresias e ano passado também teve como grande resultado a vitória no emblemático US Open QS 10000, em Huntington Beach, Califórnia/EUA.

Em 2020 o surfista catarinense inicia a sua terceira temporada seguida no CT mais confiante e preparado. “Estou bem empolgado. Em 2019 aprendi bastante, sobre mim mesmo e competição. Esse ano me sinto mais pronto e preparado para colher grandes resultados”, revela o surfista, que tem como onda preferida Pipeline, onde conseguiu dois quintos lugares nos dois anos que competiu no CT. “Me identifico muito, coloquei muito tempo e dedicação nessa onda para evoluir”, comenta o atleta, também falando das ondas que precisa melhorar. “Principalmente as direitas de manobra. É um ponto que tenho trabalhado bastante, mas em todas as ondas dá para melhorar sempre”, completa.

IAN GOUVEIA – Filho do ídolo Fabinho Gouveia, Ian Gouveia, quer voltar à elite mundial e busca bom início de temporada no QS em Fernando de Noronha

A relação da família Gouveia com Fernando de Noronha é antiga e muito próxima. O patriarca Fábio Gouveia é um velho conhecido nas ondas, competiu muitos anos e hoje é o diretor de prova do Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest, a mais tradicional etapa do Circuito Mundial no Brasil e que terá início na próxima terça-feira (11), nas ondas da Praia da Cacimba do Padre.

Fabio Gouveia em ação. Foto: Daniel Smorigo – WSL

Seu filho, o pernambucano Ian Gouveia visita a Ilha desde criança, antes mesmo de saber surfar, segue a trajetória de competidor e aparece como um dos destaques do evento, chegando com objetivos definidos. Ele acompanhou, in loco, todas as etapas realizadas em Noronha, desde 2000, algumas como torcedor de seu pai e, só a partir de 2008, passou a competir, sendo que em 2009 garantiu o seu melhor resultado, um quinto lugar, sendo barrado pelo campeão Bruno Santos.

Ian Gouveia em ação. Foto: Daniel Smorigo – WSL

Neste ano, ele retorna ao arquipélago sonhando com a vitória para iniciar a temporada muito bem, em busca de sua requalificação ao World Surf League Championship Tour (CT). Soma-se ao objetivo de garantir uma boa pontuação, ser o evento de seu patrocinador desde os tempos de amador. “Realmente eu fui em todas as etapas do Hang Loose Pro Contest em Noronha. A primeira vez foi em 2000. Não lembro, mas devo ter surfado no ‘insidezinho’ da Cacimba. Naquela época só pegava onda na espuminha”, conta.

“A expectativa é sempre a melhor possível, é um lugar que gosto de ir, que mais me sinto em casa. É uma onda que eu tenho bastante conhecimento, por ir desde muito pequeno e porque sou fã de tubos. Com certeza é um grande sonho vencer uma etapa do Hang Loose Pro Contest, não só porque o meu pai já venceu e ser um evento do meu patrocinador, mas por ser um campeonato de prestígio muito grande”, diz.

Vale lembrar que na história do evento, iniciada ainda em 1986, seu pai, Fabinho, foi o primeiro brasileiro a vencer, em 1990. Em Noronha foram 14 edições, de 2000 a 2012 e o retorno no ano passado. De todas as etapas realizadas na ilha, Ian tem como principal lembrança a de 2009.

Família Gouveia. Foto: Hard Core.

“Meu momento favorito. Tinha 15 ou 16 anos e foi espetacular, altas ondas, peguei altos tubos e fiz umas baterias animais, com caras muito fortes”, recorda Ian, que estampa o cartaz oficial do evento este ano, surfando uma onda em Noronha, com foto do experiente Clemente Coutinho.

Para 2020, a meta é clara. Retornar ao CT, sendo campeão do QS. “Estou preparado, treinando muito, com foco. 2019 foi um ano de muito aprendizado e agora é a hora de colocar a experiência em prática, de ser uma boa temporada no QS, com o título”, anuncia o surfista de 27 anos, que integrou a elite mundial em 2017 e 2018, tendo seu melhor resultado um terceiro lugar em Pipeline, Havaí, em sua primeira temporada.

ALEJO MUNIZ – Confiante no retorno ao CT, é mais um destaque no Oi Hang Loose Pro Contest, apresentado por Elétron Energy, em Fernando de Noronha

Alejo Muniz em ação. Foto: Daniel Smorigo – WSL

Em 2010, ele subiu ao pódio pela primeira vez, em terceiro lugar e garantiu sua classificação ao Championship Tour (CT). No ano seguinte, retornou e foi o campeão, em uma das principais conquistas de sua carreira. Em nova fase, confiante em sua volta à elite mundial, o catarinense Alejo Muniz aparece como um dos grandes destaques.

A competição com status 5000 será disputada na Praia da Cacimba do Padre, que o surfista de Bombinhas conhece muito, desde os 13 anos de idade. O atleta está totalmente recuperado da cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho direito, na lesão que sofreu justamente durante a etapa de Noronha no ano passado.

Ele acredita que a vivência na onda, incluindo a vitória, podem ser uma vantagem para conseguir outro bom resultado e iniciar bem a temporada. “Eu acho que a experiência de ter vencido ajuda sim. Fora tantas vezes que fui para lá, tanto para competir como surfar. Noronha é um lugar de altas ondas, você tem de estar no momento certo para fazer as notas e acho que nessa hora o conhecimento conta bastante”, avalia.

“Noronha é uma onda que eu me identifico bastante, que quebra perto da areia, forte, tubular e me faz lembrar um pouco a minha praia, em Bombinhas. Acho que isso que me ajudou a vencer lá. Já consegui um primeiro e um terceiro. Não sei se chego como um dos favoritos, até por ter ficado quase o ano inteiro sem competir, mas estou me sentindo bem e pronto”, revela o atleta de 29 anos.

Depois da cirurgia, em março, ele ficou seis meses em recuperação, e em seu retorno, gostou de sua performance, retornando em setembro na perna europeia. Ele acredita que possa fazer uma grande temporada para estar de volta ao CT em 2021. Ele esteve no CT de 2011 a 2016 e por pouco não retornou em 2018. “Quando voltei a competir, estava em 670 do ranking e terminei em 47. Foi um pulo gigante. Estou me sentindo pronto, quero competir e ver o que vai dar. O objetivo é voltar para o CT”, enfatiza.

“Me considero bastante jovem até por tudo que já passei e com grandes chances de voltar. A expectativa é sempre a melhor e tenho de pensar o mais positivo possível. Esse ano está tudo certo, com a equipe que montei, a melhor que tive em todos os anos de competição, estou me sentido forte, preparado. Isso me dá bastante confiança”, reforça o surfista.

Em 2011, ele venceu na final o australiano Dion Atkinson e considera um de seus principais resultados na carreira até hoje, e o terceiro lugar no ano anterior também teve grande importância, por ter colaborado diretamente para seu ingresso no CT. “Na vitória, era meu primeiro ano de CT. Fui com o Paulo Kid, meu técnico e nem esperava vencer. Foi incrível por ser um evento de tanto prestígio no mundo do surf. No ano anterior, fiquei em terceiro, resultado que me fez entrar para o CT”, lembra.

“Eu nem sabia se ia correr o QS, por ser muito jovem e ter feito semifinal, meu melhor resultado na temporada, foi muito legal. É um momento marcante”, complementa Alejo, que tem boas recordações da ilha. “A primeira vez eu fui por um patrocinador, tinha 13 anos, era bem novinho, e quando cheguei não acreditei naquelas ondas. Nunca tinha viajado para nenhum lugar e vi aqueles tubos quebrando com aquela água clara. Foi uma experiência de paixão. Pensei: quero surfar sempre aqui para sempre”, conta.

Além da equipe de apoio que montou, Alejo demonstra satisfação total com seus patrocinadores, comentando que todas as empresas são brasileiras. “Muito orgulho de representar essas marcas e serei eternamente grato por acreditarem em mim e no meu sonho. Só tenho a agradecer. Sou uma pessoa de muita sorte. No momento que eu perdi meu patrocinador principal e meu segundo patrocinador, perdi os dois juntos, alguns meses depois já estava com nova marca, que é a Vida Marinha, aqui de Santa Catarina, que está apostando em mim”, agradece.

O Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest é uma realização da World Surf League (WSL) com patrocínios da Oi e Elétron Energy, através da Lei de Incentivo ao Esporte, do Governo de Pernambuco, tendo como proponente o Instituto Incentiva, e da Hang Loose.

Reportagem: Fabio Maradei – FMA Notícias

Edição: Edson Andrade

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