Corona Open Montañita Surf City apresentado por Hyundai New Tucson 2022 – Lotação máxima de inscritos no Equador.

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128 surfistas de 13 países esgotaram as vagas do Corona Open Montañita Surf City apresentado por Hyundai New Tucson 2022.

Theo Fresia em ação. Foto: Pascal Rosales / Montañita

A WSL Latin America deu a largada no seu primeiro evento desde o início da pandemia do Covid-19, abrindo a primeira das duas etapas seguidas do WSL Qualifying Series no Equador. 64 surfistas disputaram a primeira fase masculina na quarta-feira de boas ondas em Montañita, na Península de Santa Elena. Já as 32 surfistas da categoria feminina ficaram para estrear na quinta-feira, a partir das 8h00 no Equador, 10h00 no Brasil, ao vivo pelo www.wsllatinamerica.com

Gabriel Vargas em ação. Foto: Pascal Rosales / Montañita

A quantidade de inscritos do Equador impressionou, com 36 surfistas na competição masculina, apenas um a menos do Brasil. A lista dos países participantes prossegue com cinco representantes do Chile, Já o Peru, Argentina e Costa Rica com quatro cada um, Panamá com dois e com um o Uruguai, Venezuela, Estados Unidos e Portugal. Dos 96 concorrentes ao título masculino, 64 competiram na primeira fase e metade avançou para enfrentar os 32 cabeças de chave mais bem colocados no ranking da World Surf League.

Entre os 36 equatorianos, 34 estrearam na quarta-feira de boas ondas no point break de direitas de Montañita. Eles ganharam a maioria das 16 baterias, sete contra cinco vitórias do Brasil, uma do Peru, uma do Chile, uma da Costa Rica e uma do Panamá. Dos 11 países com surfistas na categoria masculina, apenas dois só entram na disputa na segunda fase, a Argentina com quatro cabeças de chave e o Uruguai com um.

O Corona Open Montañita Surf City apresentado por Hyundai New Tucson 2022 começou com uma dobradinha brasileira de Kim Matheus e Junior Rocha, sobre dois equatorianos. Mas, os donos da casa deram o troco no segundo confronto do dia, com Santiago Garcia fazendo os recordes da primeira fase, nota 7,00 na melhor onda surfada na quarta-feira e imbatíveis 13,00 pontos. O também equatoriano Jorge Sangachi passou junto com ele, eliminando o peruano Joule Zimmermann.

Santiago Garcia em ação. Foto: Pascal Rosales / Montañita

ATLETAS OLÍMPICOS – Na terceira bateria estreou o primeiro dos três participantes classificados para disputar medalhas na estreia do surfe como modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio 2020, o chileno Manuel Selman. Ele passou para a segunda fase, mas em segundo lugar em outra vitória equatoriana, de Adrian Zambrano, por 9,85 a 9,15 pontos.

Manuel Selman em ação. Foto: Pascal Rosales / Montañita

“Estou superfeliz em estar aqui em Montañita novamente competindo. É o meu primeiro QS após a pandemia e estou contente em fazer parte deste evento, que de qualquer forma é um preparatório para Tóquio também”, disse Manuel Selman. “Eu estou vindo de El Salvador (onde conseguiu sua vaga para as Olimpíadas no ISA Games) e lá o nível estava bem alto, com muitos competidores do CT. Mas, aqui em Montañita estão os melhores da América do Sul e os locais do Equador, então é difícil também e estou feliz por ter avançado”.

O outro atleta olímpico que competiu na quarta-feira foi o peruano Lucca Mesinas, que também avançou em segundo na vitória brasileira de Pedro Bianchini.

Pedro Bianchini em ação. Foto: Pascal Rosales / Montañita

O equatoriano Adrian Zambrano também ficou feliz pela estreia vitoriosa: “Eu quero agradecer a Deus e aos organizadores desse evento, que é um sonho para o Equador, porque há muito tempo não tinha um QS aqui. Estou muito feliz em estar competindo em casa e quero fazer o melhor para o meu país. A meta é chegar na final e espero que o título fique em casa, isso é o mais importante. Sei que não é fácil, mas estamos aqui como guerreiros equatorianos que somos. Quero agradecer minha família, meus patrocinadores e vamos com tudo”.

Adrian Zambrano em ação. Foto: Pascal Rosales / Montañita

Além de Manuel Selman e Lucca Mesinas, o argentino Leandro Usuña é o outro atleta olímpico nestas duas etapas do WSL Qualifying Series, que marcam a volta do Equador ao Circuito Mundial de Surfe Profissional, depois de 15 anos. Ele é o cabeça de chave da quinta bateria da segunda fase. Na categoria feminina, também tem três participantes classificadas para as Olimpíadas de Tóquio, a equatoriana Dominic Barona, a peruana Daniella Rosas e a brasileira Silvana Lima, que fez parte da elite mundial da World Surf League até 2019.

Lucca Mesinas em ação. Foto: Pascal Rosales / Montañita

VAGAS NO CHALLENGER SERIES – O Corona Open Montañita Surf City vai até domingo em Montañita e na próxima semana tem outra etapa com status QS 1000 na Península de Santa Elena, o Corona Open Salinas Surf City apresentado por Hyundai New Tucson 2022 na Playa de La Fae, em Salinas. Estes dois eventos definirão as vagas da WSL Latin America para o Challenger Series. Serão indicados dez homens e cinco mulheres para disputar as etapas classificatórias para a elite do World Surf League Championship Tour 2022.

O ranking feminino da WSL Latin America é liderado por três peruanas, Daniella Rosas em primeiro lugar, Anali Gomez em segundo e Sol Aguirre em terceiro. Mas, a batalha está aberta com os 2.000 pontos que estarão em jogo no Equador. A argentina Josefina Ané é a quarta colocada e a brasileira Silvana Lima está em quinto lugar, seguida de perto por Dominic Barona, que vai competir em casa por ser local de Montañita.

Na categoria masculina, estão no Equador cinco dos dez surfistas que estão se classificando para o Challenger Series, o atual campeão sul-americano da WSL Latin America, João Chianca, os também brasileiros Rafael Teixeira, Samuel Pupo, Alejo Muniz e o uruguaio Marco Giorgi. Todos fazem parte da lista dos 32 cabeças de chave que estrearão na segunda e última fase de 16 baterias do Corona Open Montañita Surf City apresentado por Hiyundai New Tucson.

IGUALDADE DE GÊNEROS – A batalha pelos primeiros 1.000 pontos do Equador no ranking masculino da WSL Latin America, será reiniciada após a estreia das meninas na quinta-feira. Esses dois eventos são realizados com a igualdade na premiação incentivada pela World Surf League, com a campeã recebendo os mesmos 2.000 dólares oferecidos para o vencedor do título masculino. Quem ficar em segundo lugar nas finais, ganha 900 dólares, quem perder em terceiro nas semifinais leva 550 dólares e quem terminar em quinto lugar nas quartas de final, embolsa 250 dólares cada um.

A categoria masculina começou com 96 surfistas de 11 países. Na quarta-feira, estrearam 64 representantes de 9 nações, com 32 avançando para enfrentar os 32 cabeças de chave da segunda fase. O único inscrito dos Estados Unidos e da Venezuela já perderam, então o título segue sendo disputado por 64 surfistas de 9 países, porque entram na briga a Argentina e o Uruguai.

Na competição feminina, todas as 32 participantes de 7 países foram divididas em 8 baterias com 4 surfistas. As duas melhores de cada avançam para disputar classificação para as quartas de final na segunda fase. A maioria das inscritas é do Equador, com 10 surfistas, contra 9 do Brasil, 5 do Peru, 4 da Argentina, 2 de Porto Rico, 1 do Panamá e 1 do Havaí, que não teve ninguém competindo na categoria masculina, assim como Porto Rico.

O Corona Open Montañita Surf City apresentado por Hyundai New Tucson 2022 no point break de Montañita na Península de Santa Elena, está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e www.wsllatinamerica.com e pelo aplicativo grátis da World Surf League, clicando em EVENTS e QS.

BATERIAS DO CORONA OPEN MONTAÑITA SURF CITY:

PRIMEIRA FASE – 3.o=65.o lugar (53 pts) e 4.o=81.o lugar (40 pts):

H1: 1-Kim Matheus (BRA), 2-Junior Rocha (BRA), 3-Roberto Rodriguez (ECU), 4-Shadi Bayoumi (ECU)
H2: 1-Santiago Garcia (ECU), 2-Jorge Sangachi (ECU), 3-Fabio Dalpelo (ECU), 4-Joule Zimmermann (PER)
H3: 1-Adrian Zambrano (ECU), 2-Manuel Selman (CHL), 3-Maximiliano Saenz (ECU), w.o-Pablo Silva (ECU)
H4: 1-Snaider Parrales (ECU), 2-Gabriel Arturo Vargas (PER), 3-Felipe Rodriguez (ECU), 4-Tab Textor (EUA)
H5: 1-Juan Yanez (ECU), 2-Rafael Silva (PRT), 3-Luy Arman (BRA), 4-Fabricio Rocha (BRA)
H6: 1-Guillermo Satt (CHL), 2-Juliano Auad Klaere (ECU), 3-Daniel Flores (ECU), w.o-Hector Eguez (ECU
H7: 1-Theo Fresia (BRA), 2-Adrian Dapelo (ECU), 3-Joau Garcia (ECU), 4-Cayetano Plaza Oleas (ECU)
H8: 1-Pedro Bianchini (BRA), 2-Lucca Mesinas (PER), 3-Bruce Burgos (ECU), 4-Andy Rivera (ECU)
H9: 1-Alberto Herrera (CRI), 2-Diego Aguiar (BRA), 3-Felipe Ximenes (BRA), 4-Jefferson Panezo (ECU)-
H10: 1-Rafael Clemente (ECU), 2-Wesley Leite (BRA), 3-Kalani Garcia (PAN), 4-Luis Sangachi (ECU)
H11: 1-Luan Carvalho (BRA), 2-Andy Chacon (CRI), 3-Cristhian Rojas (ECU), w.o-Aurelio Prieto (ECU)
H12: 1-Felipe Oliveira (BRA), 2-Darshan Antequera (CRI), 3-Ramon Loor (ECU), 4-Rafael Romero (ECU)
H13: 1-Raul Rios (PER), 2-João Ricardo (BRA), 3-Erick Garcia (ECU), 4-Kevin Navas (ECU)
H14: 1-Alex Suarez (ECU), 2-Gustavo Borges (BRA), 3-Damian Borbor (ECU), 4-Dennis Picado (CRI)
H15: 1-Carlos Gonçalves (ECU), 2-Gustavo Dvorquez (CHL), 3-Hedieferson Junior (BRA), 4-Nehomar Romero Hernandez (VEN)
H16: 1-Luis Lopez (PAN), 2-Jose Loor (ECU), 3-Daniel Guerrero (ECU), 4-Carlos Borbor (ECU)

SEGUNDA FASE – 3.o=33.o lugar (66 pts) e 4.o=49.o lugar (60 pts):

H1: Alejo Muniz (BRA), Niccolas Padaratz (BRA), Kim Matheus (BRA), Jorge Sangachi (ECU)
H2: Robson Santos (BRA), Roberto Araki (CHL), Santiago Garcia (ECU), Junior Rocha (BRA)
H3: José Gundesen (ARG), Tomas Lopez Moreno (ARG), Adrian Zambrano (ECU), Gabriel Arturo Vargas (PER)
H4: Marcos Correa (BRA), Leon De La Torre (CHL), Snaider Parrales (ECU), Manuel Selman (CHL)
H5: Leandro Usuna (ARG), Ryan Kainalo (BRA), Juan Yanez (ECU), Juliano Auad Klaere (ECU)
H6: Renan Peres Pulga (BRA), Pedro Dib (BRA), Guillermo Satt (CHL), Rafael Silva (PRT)
H7: Pedro Neves (BRA), Igor Moraes (BRA), Theo Fresia (BRA), Lucca Mesinas (PER)
H8: Samuel Pupo (BRA), Israel Barona (ECU), Pedro Bianchini (BRA), Adrian Dapelo (ECU)
H9: João Chianca (BRA), Jonathan Zambrano (ECU), Alberto Herrera (CRI), Wesley Leite (BRA)
H10: Leo Casal (BRA), Fernando Junior (BRA), Rafael Clemente (ECU), Diego Aguiar (BRA)
H11: Victor Bernardo (BRA), Kaue Germano (BRA), Luan Carvalho (BRA), Darshan Antequera (CRI)
H12: Matheus Navarro (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Felipe Oliveira (BRA), Andy Chacon (CRI)
H13: Rafael Teixeira (BRA), Luan Hanada (BRA), Raul Rios (PER), Gustavo Borges (BRA)
H14: Eduardo Motta (BRA), Uriel Sposaro (BRA), Alex Suarez (ECU), João Ricardo (BRA)
H15: Edgard Groggia (BRA), Santiago Muniz (ARG), Carlos Gonçalves (ECU), Jose Loor (ECU)
H16: Marco Giorgi (URY), Pericles Dimitri (BRA), Luis Lopez (PAN), Gustavo Dvorquez (CHL)

PRIMEIRA FASE – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=25.o lugar (75 pts):

H1: Summer Macedo (HAV), Kalea Gervasi (PER), Yasmin Dias (BRA), Lucia Indurain (ARG)
H2: Julia Duarte (BRA), Isabela Saldanha (BRA), Xiomara Bowen (ECU), Susana Berrezueta (ECU)
H3: Sol Aguirre (PER), Jolari Carreras (PRI), Marina Rezende (BRA), Cristina Vargas (ECU)
H4: Daniella Rosas (PER), Maya Karl (PRI), Naire Marquez (BRA), Cristina Game (ECU)
H5: Dominic Barona (ECU), Julia dos Santos (BRA), Andrea Vlieg (PAN), Isabela Bottero (ECU)
H6: Taina Hinckel (BRA), Lucia Cosoleto (ARG), Silvana Lima (BRA), Fanny Villao (ECU)
H7: Melanie Giunta (PER), Coco Cianciarulo (ARG), Genesis Garcia (ECU), Wendy Velasquez (ECU)
H8: Josefina Ane (ARG), Sophia Medina (BRA), Arena Rodriguez Vargas (PER), Iliana Aguirre (ECU)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin America

Edição: Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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