Corona Open México apresentado pela Quiksilver – 08 Brazucas nas Oitavas de Final.

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Em mais um dia de boas ondas de 4-6 pés em Barra de La Cruz, foram definidos nesta quarta-feira os confrontos das oitavas de final masculina e feminina do Corona Open Mexico apresentado pela Quiksilver em Oaxaca.

Gabriel Medina em ação. Foto: Thiago Diz – WSL

08 Brazucas da seleção brasileira da WSL se classificaram na quarta-feira, com o líder do ranking, Gabriel Medina, o vice-líder, Italo Ferreira, e Yago Dora, Jadson André, Deivid Silva e Mateus Herdy, seguindo na disputa do título desta sétima etapa do WSL Championship Tour. Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima já tinham se garantido na terça-feira e conheceram suas adversárias após a repescagem que abriu o segundo dia.

Mateus Herdy em ação. Foto: Tony Heff – WSL

A quarta-feira começou pelos últimos colocados nas baterias da primeira fase, com um número recorde este ano de seis brasileiros disputando a repescagem do Corona Open Mexico apresentado pela Quiksilver. Cinco aproveitaram a segunda chance de classificação e a única eliminação aconteceu no confronto 100% brasileiro vencido por Jadson André, com o capitão da seleção brasileira, Adriano de Souza, passando em segundo lugar e Alex Ribeiro terminando em último no evento. Antes, Yago Dora, Deivid Silva e Peterson Crisanto já tinham se classificado nas duas primeiras baterias do dia.

Peterson Crisanto em ação. Foto: Tony Heff – WSL

Para aproveitar a boa condição do mar e adiantar a competição, a comissão técnica da World Surf League decidiu utilizar o sistema “overlapping heats” na terceira fase, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente, cada uma com 45 minutos de duração.

O número 1 do ranking, Gabriel Medina, entrou na primeira e começou bem, manobrando forte com batidas retas de backside e finalizando com um aéreo para largar na frente com nota 7,00. O taitiano Michel Bourez demorou mais de 20 minutos para surfar a primeira onda, mas já iniciou com um tubo, seguido por fortes manobras de borda para ganhar nota 8,00. Os dois surfaram de novo e a onda do Gabriel valeu 6,00, só que Michel conseguiu 5,10 e ficou na frente nos minutos finais.

Michel Bourez em ação. Foto: Thiago Diz – WSL

Medina ainda pegou uma onda pequena, mas ela abriu para fazer algumas manobras e voar num “gorkin-flipp”, aéreo criado por Aaron Cormican, e seguiu atacando a onda com várias batidas e rasgadas até o inside. Ele precisava de 6,11 para vencer e os juízes deram 7,50, virando o placar para 14,50 a 13,70 pontos.

“Foi uma bateria muito difícil, mas acreditei até o final”, disse Gabriel Medina, após garantir a primeira vaga nas oitavas de final. “As ondas estão boas, mas as séries demoram muito para entrar e no final fiquei rezando para ter mais uma oportunidade. Eu sabia que precisava mandar um manobrão e nem lembro direito o que fiz (risos). Eu não fico treinando muito essa manobra (gorkin-flipp). Já acertei antes, mas fazia tempo que não arriscava, então obrigado Deus por essa (risos) e estou pronto para a próxima”.

E na próxima, Medina terá que surfar mais, porque vai enfrentar o melhor surfista nas direitas de Barra de La Cruz, Ethan Ewing. O jovem australiano já havia conseguido a maior nota na terça-feira (8,83) e voltou a mostrar toda a potência e versatilidade do seu surfe, para atingir 18,07 pontos, somando notas 9,20 e 8,87. Os novos recordes do Corona Open Mexico foram registrados no segundo duelo da terceira fase, contra o sul-africano Matthew McGillivray.

Ethan Ewing em ação. Foto: Thiago Diz – WSL

No terceiro, o norte-americano Kolohe Andino despachou o medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, Kanoa Igarashi, que estava em sexto lugar no ranking do CT, na briga direta por uma vaga no grupo dos top-5 que vai disputar o título mundial no Rip Curl WSL Finals, em setembro em Trestles, na Califórnia. Seu adversário na segunda oitava de final será Deivid Silva, que venceu o duelo verde-amarelo com o capitão da seleção brasileira da WSL.

Deivid Silva em ação. Foto: Tony Heff – WSL

DUELO BRASILEIRO – Adriano de Souza só competiu com brasileiros na quarta-feira. Ele já tinha passado na repescagem contra Jadson André e Alex Ribeiro e pela primeira vez enfrentava o também guarujaense Deivid Silva em etapas do CT. Mineirinho liderou desde o início, mas Deivid reagiu no final, achando boas ondas para mandar batidas verticais de backside e ganhar notas 7,33 e 6,40. Com elas, virou o resultado para 13,73 a 12,63 pontos.

Adriano de Souza em ação. Foto: Tony Heff – WSL

“Estou muito feliz por ter passado, mas fico triste por ter sido contra o Mineiro, que é o nosso capitão da seleção brasileira”, lamentou Deivid Silva. “Mas, eu precisava de um bom resultado para tentar manter meu lugar no CT. O capitão pegou duas ondas boas no início e na minha cabeça só pensei em concentrar para surfar uma onda boa e depois outra. Aí consegui aquele 7.33 que surfei bem e a outra peguei quando faltavam só 10 segundos pra terminar a bateria”.

SÉRIE DE DERROTAS – Na disputa seguinte, o peruano Lucca Mesinas foi eliminado pelo australiano número 4 do ranking, Morgan Cibilic, depois veio uma série de derrotas brasileiras. Começou com Filipe Toledo só completando uma onda em toda a bateria contra um dos convidados desta etapa, Rio Waida. A onda foi boa e valeu nota 8,00, mas o jovem surfista da Indonésia tinha um 5,83 e no minuto final conseguiu um 5,50, para vencer por 11,33 a 10,23 pontos. Filipe permanece em terceiro lugar no ranking e o único que pode ultrapassa-lo é Morgan Cibilic, mas só se o australiano vencer o Corona Open Mexico apresentado pela Quiksilver em Oaxaca.

Filipe Toledo em ação. Foto: Thiago Diz – WSL

Depois da inesperada eliminação em 17.o lugar de Filipe Toledo, campeão da etapa passada no Surf Ranch, Caio Ibelli foi barrado pelo australiano Jack Robinson e Peterson Crisanto perdeu para o português Frederico Morais.

Caio Ibelli em ação. Foto: Thiago Diz – WSL

Na bateria seguinte, Yago Dora conseguiu uma virada espetacular no último minuto contra outro australiano, Mikey Wright. A nota 6,87 recebida, garantiu a vitória por uma pequena diferença de 12,80 a 12,10 pontos. Yago está em nono no ranking, ainda tenta uma vaga nos top-5 e nas oitavas de final terá um confronto direto com o décimo colocado, Frederico Morais.

Yago Dora em ação. Foto: Tony Heff – WSL

“Ele (Frederico Morais) surfa muito e a gente estava na água juntos na bateria simultânea, então sei que vou ter que dar um gás pra vencer ele”, disse Yago Dora. “Eu tenho menos experiência em baterias simultâneas, mas eu gosto porque consigo surfar mais ondas e pegar umas sem prioridade (de escolha da próxima) para aquecer, antes de arriscar manobras mais ousadas. Eu sinto que ainda estou aprendendo sobre como usar a estratégia certa. Acho que escolher bem as ondas é fundamental, então fiquei feliz com o que fiz nessa bateria”.

MEDALHA DE OURO – Outra vitória brasileira foi conquistada na sequência, com o primeiro medalha de ouro da história do surfe nas Olimpíadas, Italo Ferreira. O atual campeão mundial liderou desde o início, mas Wade Carmichael mostrou seu “power surf” numa onda que valeu 7,33, superando as notas 6,67 e 6,63 que Italo estava computando. O australiano ficou precisando de 5,97 para assumir a ponta e conseguiu exatamente isso na onda que surfou quando restavam 10 minutos para o término da bateria.

Italo Ferreira em ação. Foto: Tony Heff – WSL

A disputa ficou empatada em 13,30 pontos, com Wade na frente por ter a maior nota. Italo falhou na primeira tentativa de retomar o primeiro lugar. Ele pegou outra onda há 4 minutos do fim e atacou forte de backside, com rasgadas jogando água pra cima e pauladas verticais com muita raça até o fim. Os juízes deram o mesmo 7,33 da maior nota do australiano, confirmando a vitória de Italo Ferreira por 14,00 a 13,30 pontos.

“Foi uma bateria muito difícil”, admitiu Italo Ferreira. “Eu peguei umas ondas boas fazendo rasgadas fortes no outside e finalizando com manobras dinâmicas no inside, mas achei as notas meio baixas. Gostei da minha última onda e achei que fiz tudo que podia para mostrar um surfe mais dinâmico para os juízes. Mas, tudo bem, estou no jogo, estou curtindo e é sempre bom competir contra os melhores surfistas do mundo”.

DUELO DE CAMPEÕES MUNDIAIS – Nas oitavas de final, Italo Ferreira terá pela frente o melhor surfista de todos os tempos, Kelly Slater. O onze vezes campeão mundial surfou bem para derrotar Miguel Pupo por 14,60 a 12,50 pontos, mas ainda não conseguiu vencer o atual campeão mundial, que ganhou as seis baterias que eles disputaram em etapas do CT.

Miguel Pupo em ação. Foto: Tony Heff – WSL

Na entrevista que deu na transmissão ao vivo, Kelly Slater disse que seu objetivo é ganhar estas duas últimas etapas, para entrar no grupo dos top-5 que vai disputar o título mundial no Rip Curl WSL Finals, de 9 a 17 de setembro na Califórnia.

Kelly Slater em ação. Foto: Tony Heff – WSL

Os dois vão brigar pela penúltima vaga para as quartas de final do Corona Open Mexico apresentado pela Quiksilver e a última será disputada por dois brasileiros, o experiente Jadson André que entrou na elite do CT em 2010 e o jovem Mateus Herdy, campeão mundial Pro Junior da WSL em 2018. Jadson tirou sua maior nota esse ano, 7,83, para despachar o havaiano Seth Moniz por 13,33 a 11,17 pontos. E Mateus fechou a quarta-feira usando os aéreos para derrotar o número 5 do ranking, Griffin Colapinto, por 14,50 a 13,80 pontos.

Jadson André em ação. Foto: Tony Heff – WSL

TRANSMISSÃO AO VIVO – O Corona Open Mexico apresentado pela Quiksilver é patrocinado pela Corona, Quiksilver, Jeep, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Expedia, DraftKings e está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo da WSL, com os brasileiros podendo acompanhar esta sétima etapa do World Surf League Championship Tour 2021 também pelos canais ESPN Brasil.

RIP CURL WSL FINALS – Restam apenas esta etapa para definir os grupos dos top-5 e das top-5 que vão disputar os títulos mundiais da temporada 2021 no Rip Curl WSL Finals. A decisão será no melhor dia de ondas no período de 9 a 17 de setembro em Lower Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. Depois do Corona Open Mexico apresentado pela Quiksilver em Barra de La Cruz, em Oaxaca, de 10 a 20 de agosto no México, seria a vez do  Outerknown Tahiti Pro, de 24 de agosto a 3 de setembro nos perigosos tubos de Teahupoo, mas a etapa foi cancelada.

PRÓXIMAS BATERIAS DO CORONA OPEN MEXICO:

OITAVAS DE FINAL – Derrota=9.o lugar com 2.610 pontos:

1.a: Gabriel Medina (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
2.a: Kolohe Andino (EUA) x Deivid Silva (BRA)
3.a: Morgan Cibilic (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
4.a: Conner Coffin (EUA) x Jeremy Flores (FRA)
5.a: Jack Robinson (AUS) x Rio Waida (IDN)
6.a: Yago Dora (BRA) x Frederico Morais (PRT)
7.a: Italo Ferreira (BRA) x Kelly Slater (EUA)
8.a: Jadson André (BRA) x Mateus Herdy (BRA)

OITAVAS DE FINAL – Derrota=9.o lugar com 2.610 pontos:

1.a: Johanne Defay (FRA) x Brisa Hennessy (CRI)
2.a: Caroline Marks (EUA) x Malia Manuel (HAV)
3.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Macy Callaghan (AUS)
4.a: Courtney Conlogue (EUA) x Keely Andrew (AUS)
5.a: Carissa Moore (HAV) x Silvana Lima (BRA)
6.a: Tyler Wright (AUS) x Isabella Nichols (AUS)
7.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Sage Erickson (EUA)
8.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

RESULTADOS DO CORONA OPEN MEXICO NA QUARTA-FEIRA:

TERCEIRA FASE – Derrota=17.o lugar com 1.330 pontos:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 14.50 x 13.70 Michel Bourez (TAH)
2.a: Ethan Ewing (AUS) 18.07 x 9.33 Matthew McGillivray (AFR)
3.a: Kolohe Andino (EUA) 14.07 x 13.43 Kanoa Igarashi (JPN)
4.a: Deivid Silva (BRA) 13.73 x 12.63 Adriano de Souza (BRA)
5.a: Morgan Cibilic (AUS) 15.04 x 9.67 Lucca Mesinas (PER)
6.a: Leonardo Fioravanti (ITA) 13.37 x 9.87 Owen Wright (AUS)
7.a: Conner Coffin (EUA) 11.33 x 8.33 Adrian Buchan (AUS)
8.a: Jeremy Flores (FRA) 13.73 x 13.17 Ryan Callinan (AUS)
9.a: Rio Waida (IDN) 11.33 x 10.23 Filipe Toledo (BRA)
10: Jack Robinson (AUS) 12.24 x 10.80 Caio Ibelli (BRA)
11: Frederico Morais (PRT) 13.74 x 12.44 Peterson Crisanto (BRA)
12: Yago Dora (BRA) 12.80 x 12.10 Mikey Wright (AUS)
13: Italo Ferreira (BRA) 14.00 x 13.30 Wade Carmichael (AUS)
14: Kelly Slater (EUA) 14.60 x 12.50 Miguel Pupo (BRA)
15: Jadson André (BRA) 13.33 x 11.17 Seth Moniz (HAV)
16: Mateus Herdy (BRA) 14.50 x 13.80 Griffin Colapinto (EUA)

SEGUNDA FASE – REPESCAGEM – 3.o=33.o lugar com 265 pontos:

1.a: 1-Peterson Crisanto (BRA)=14.33, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=13.66, 3-Diego Cadena (MEX)=10.37
2.a: 1-Deivid Silva (BRA)=10.44, 2-Yago Dora (BRA)=9.33, 3-Jhony Corzo (MEX)=7.93
3.a: 1-Jadson André (BRA)=10.84, 2-Adriano de Souza (BRA)=9.07, 3-Alex Ribeiro (BRA)=7.57
4.a: 1-Seth Moniz (HAV)=15.37, 2-Matthew McGillivray (AFR)=11.64, 3-Connor O´Leary (AUS)=8.67

SEGUNDA FASE – REPESCAGEM – 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos:

1.a: 1-Isabella Nichols (AUS)=13.20, 2-Macy Callaghan (AUS)=11.86, 3-Regina Pioli (MEX)=8.07
2.a: 1-Sage Erickson (EUA)=13.67, 2-Keely Andrew (AUS)=11.50, 3-Shelby Detmers (MEX)=9.50

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

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Reportagem: João Carvalho – WSL Latin America

Edição: Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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