Corona Open J-Bay – Tatiana Weston e Ethan Ewing vencem em Jeffreys Bay – Assistam aos vídeos!

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A brazuca Tatiana Weston-Webb  e Ethan Ewing fizeram histórias com os títulos do Corona Open J-Bay conquistados nas ótimas ondas da na África do Sul. Acessem aos links abaixo com os vídeos dos melhores momentos.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

ASSISTAM AOS VÍDEOS COM OS MELHORES MOMENTOS, CLICANDO NOS PLAYERS ABAIXO:

Every Excellent Wave From The Corona Open J-Bay:

Corona Open J-Bay – Top 5 Moments Final Day:

Everything You Missed From Final Day:

Com a vitória sobre a bicampeã mundial Tyler Wright batendo recorde de pontos na grande final, subiu da sexta para a terceira posição no ranking do World Surf League (WSL) Championship Tour 2022. Já a outra decisão foi australiana, com Ethan Ewing vencendo Jack Robinson, depois de passar por Yago Dora nas semifinais. Italo Ferreira e Samuel Pupo ficaram nas quartas de final, que abriram o último dia na África do Sul.

Ethan Ewing em ação. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

Agora, só resta uma etapa para definir os top-5 e as top-5 que vão disputar os títulos mundiais no Rip Curl WSL Finals, em setembro na Califórnia, o Outerknown Tahiti Pro nos dias 11 a 21 de agosto nos temidos tubos de Teahupoo. Tatiana Weston-Webb destruiu as direitas de Supertubes com seu backside vertical e se tornou a primeira campeã surfando de costas para as ondas em Jeffreys Bay. Foi a sua quarta vitória em doze finais em etapas do CT. No último dia do Corona Open J-Bay, derrotou duas campeãs mundiais, a pentacampeã Carissa Moore nas semifinais e a bicampeã Tyler Wright na grande final.

Tatiana Weston-Webb, Tyler Wright, Ethan Ewing e Jack Robinson. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

“Eu surfei hoje mais no instinto e todo mundo sabe que eu adoro surfar de backside. Fazia tempo que não conseguia uma conexão tão boa num evento e estou muito feliz pela vitória”, disse Tatiana Weston-Webb. “Na verdade, eu procurei me divertir bastante durante todo o evento e acho que isso fez a diferença. Com muita fé em Deus, acredito que estou no caminho certo e quero agradecer ao meu marido (o surfista Jessé Mendes), porque sem ele eu não seria uma pessoa melhor como sou hoje (risos). Um beijo também aos meus pais e dedico essa vitória ao meu irmão, que sempre me incentivou a surfar ondas maiores”.

E realmente Tatiana Weston-Webb se destacou nas grandes ondas de 6-8 pés com séries maiores do Corona Open J-Bay. Foi em Jeffreys Bay, onde a brasileira conseguiu a maior somatória da sua carreira em etapas do CT, 18,54 pontos somando uma nota 9,77 nas quartas de final em 2018. E agora, também nas direitas de Supertubes, ela fez as suas melhores apresentações nessa temporada. Na bateria das quartas de final, que fechou a quinta-feira, registrou os recordes femininos do campeonato, nota 9,27 e 17,20 pontos.

DECISÃO DO TÍTULO: Na sexta-feira, aumentou para 17,50 o recorde de pontos na decisão com Tyler Wright. Tatiana já começou forte, detonando uma série de sete manobras numa longa direita que pegou em Supertubes e foi até a sessão de Impossibles. Ela largou na frente com nota 7,83, contra 7,50 da bicampeã mundial. Na segunda onda, a brasileira mandou um rasgadão jogando água pra cima, emendou um “off the top”, mais um pancadão e outro debaixo do lip, que valeram 8,50.

Tyler Wright em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

Sua terceira e última onda foi ainda melhor, a maior da bateria e seu ataque de backside foi insano, sempre nos pontos mais críticos da onda. Começou com um cutback abrindo um grande leque de água, a onda armou o paredão para ela mandar um rasgadão invertendo a direção da prancha com muita força no pé de trás, seguindo com um snap, mais uma rasgada e um batidão debaixo do lip explodindo a junção. Os juízes deram nota 9,0 para ela aumentar o maior placar do Corona Open J-Bay para 17,50, seu recorde de pontos também na temporada 2022 do CT. Tyler Wright passou a precisar de uma nota 10 para vencer, mas o máximo que conseguiu foi 8,17, totalizando 15,67 pontos.

CONFRONTOS NO CT: Tatiana já havia derrotado a bicampeã mundial na primeira fase do Corona Open J-Bay. Ainda assim, a australiana continua em vantagem nos confrontos com a brasileira em etapas do CT, mas a diferença diminuiu para 12 a 10. Tatiana também conseguiu superar Carissa Moore pela décima vez em baterias do CT, mas a havaiana ganhou 15 dela. A pentacampeã mundial cometeu uma interferência, entrando numa onda da brasileira e a penalidade praticamente decidiu a batalha pela segunda vaga na grande final.

Carissa Moore cometendo interferência em Tatiana Weston-Webb. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

Depois da havaiana conquistar seu quinto título mundial na melhor de três contra Tatiana na estreia do Rip Curl WSL Finals, em Trestles no ano passado, esta foi a quarta semifinal que as duas disputaram esse ano. A brasileira ganhou a primeira em Portugal, onde conseguiu a sua primeira vitória no CT 2022. Carissa deu o troco em G-Land na Indonésia e no Oi Rio Pro em Saquarema, mas Tatiana empatou esse confronto particular agora na África do Sul.

WSL FINALS: Com os 10.000 pontos da vitória no Corona Open J-Bay, Tatiana Weston-Webb subiu da sexta para a terceira posição no ranking, entrando no grupo das top-5 que vão disputar o título mundial no Rip Curl WSL Finals. A decisão vai acontecer em um único dia, no que tiver as melhores ondas em Trestles no período de 8 a 16 de setembro na Califórnia. As únicas que já garantiram seus nomes são as duas surfistas que estão à frente da brasileira, a líder Carissa Moore e a vice-líder, Johanne Defay.

Lineup de Jeffreys Bay, Eastern Cape, South Africa. Foto: Alan van Gysen – World Surf League

Tatiana é uma das oito surfistas com chances matemáticas na briga pelas três últimas vagas, que serão decididas no Outerknown Tahiti Pro. Esta será a primeira vez que uma etapa feminina do CT será realizada nos temidos tubos de Teahupoo, que será o palco do surfe nas Olimpíadas de 2024 na França. Tatiana tem uma boa vantagem e pode até confirmar seu nome nas top-5 se passar uma bateria, mas para não depender de resultados de ninguém, se garante mesmo se vencer mais uma e chegar nas semifinais.

A australiana Stephanie Gilmore, derrotada na semifinal de campeãs mundiais com Tyler Wright na sexta-feira, se manteve em quarto lugar no ranking e a costa-ricense Brisa Hennessy é a quinta colocada. As outras concorrentes são Tyler Wright, que subiu da oitava para a sexta posição com o vice-campeonato no Corona Open J-Bay, Lakey Peterson, que caiu do terceiro para o sétimo lugar, Gabriela Bryan em oitavo e Isabella Nichols em nono.

TOP-5 MASCULINO: No ranking masculino, apenas os líderes também já estão garantidos entre os top-5, Filipe Toledo e Jack Robinson. Com a vitória na África do Sul, Ethan Ewing tirou o terceiro lugar do brasileiro Italo Ferreira. Para não depender dos resultados dos outros sete surfistas com chances matemáticas na batalha pelas três últimas vagas, o australiano confirma seu nome nas quartas de final do Outerknown Tahiti Pro e o campeão olímpico precisa chegar nas semifinais.

Italo Ferreira em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

O norte-americano Griffin Colapinto ocupa a quinta posição no ranking e é o mais ameaçado, principalmente pelo japonês Kanoa Igarashi. A briga entre eles é fase a fase, enquanto John John Florence e Callum Robson têm que chegar na grande final no Taiti para ultrapassar a pontuação do Colapinto. Já os outros concorrentes, o australiano Connor O´Leary e os irmãos Miguel e Samuel Pupo, só conseguem isso com a vitória nos tubos de Teahupoo.

Samuel Pupo em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

FINAL AUSTRALIANA: A final australiana do Corona Open J-Bay foi apenas a segunda da história da etapa sul-africana em Jeffreys Bay e a primeira da carreira de Ethan Ewing na divisão de elite da World Surf League. Ele já havia chegado em três semifinais esse ano. A primeira foi em Sunset Beach, no Havaí, onde perdeu para Kanoa Igarashi. As outras foram na Austrália e ele foi só foi derrotado pelos campeões das duas etapas, por Filipe Toledo em Bells Beach e Jack Robinson em Margaret River.

Para chegar em sua primeira final, Ethan Ewing derrotou um bicampeão em Jeffreys Bay nas quartas de final, o sul-africano Jordy Smith, depois passou pelo brasileiro Yago Dora, que quase consegue a virada no final. Jack Robinson já tinha três vitórias no currículo, a primeira no México sobre o brasileiro Deivid Silva, a segunda em Margaret River batendo o bicampeão mundial John John Florence e a terceira em G-Land, derrotando Filipe Toledo na Indonésia.

Na África do Sul, Jack Robinson abriu a sexta-feira deixando Samuel Pupo em quinto lugar no Corona Open J-Bay e nas semifinais passou pelo japonês Kanoa Igarashi, que tinha vingado a derrota na final olímpica para Italo Ferreira nas quartas de final. Os dois australianos deram um verdadeiro show nas direitas de Jeffreys Bay, com cada um tenho chances de mostrar suas manobras nas ondas excelentes do último dia.

O vice-líder do ranking começou melhor, com nota 8,83 na primeira onda. Ethan Ewing respondeu com 7,17 e 7,67 nas duas primeiras que surfou e na terceira fez uma série impressionante de grandes rasgadas e batidas verticais, para ganhar nota 9,13 dos juízes. Depois, o máximo que Jack Robinson foi 7,47 e a vitória de Ethan Ewing foi definida por meio ponto de diferença, no placar encerrado em 16,80 a 16,30 pontos.

Jack Robinson em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

“O Jack (Robinson) vem fazendo um ano incrível e tem sido uma inspiração para mim”, disse Ethan Ewing. “Eu ainda não tinha vencido no CT e este é um dos eventos dos sonhos para ganhar, então estou muito feliz. Essa temporada tem sido muito boa para mim. Sinto que estou conseguindo mostrar realmente o meu surfe, me sentindo mais confortável nas baterias. Agora vamos para Teahupoo. Não surfei muito lá, mas estou ansioso para competir no Taiti”.

MELHOR BRASILEIRO: Na semifinal contra Yago Dora, Ethan Ewing também conseguiu uma nota na casa dos 9 pontos, que foi decisiva para garantir sua vitória. O melhor brasileiro no Corona Open J-Bay vinha se destacando nas direitas de Jeffreys Bay, com seu ataque de backside arrancando a maior nota do campeonato (9,50) na quinta-feira. O australiano abriu a bateria com 9,07, que somou com o 7,97 recebido em sua terceira onda. Yago ficou precisando de 8,88 para vencer e destruiu uma onda nos minutos finais, fazendo uma série incrível de oito batidas e rasgadas executadas com pressão e velocidade. Mas, a nota saiu 8,70 e Ethan Ewing avançou para a grande final por uma pequena diferença de 17,04 a 16,87 pontos.

“Esse evento foi sensacional, essas ondas são incríveis e foi fantástico poder chegar nas semifinais”, disse Yago Dora. “Foi uma batalha boa com o Ethan (Ewing) e estou feliz pelo meu desempenho aqui. Eu tinha dificuldades de conseguir bons resultados surfando de backside, mas tudo fluiu muito bem aqui, apesar do susto que levei ali. Eu tive que sair de uma onda que estava fechando, acabei pulando e senti um impacto no ombro quando caí na água. Fiquei assustado porque estou voltando de uma lesão, mas parece que está tudo bem”.

Yago Dora em ação. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

Yago Dora teve que fazer uma cirurgia no pé, pela contusão sofrida no ano passado. A recuperação foi longa e ele não pôde competir na primeira metade do World Surf League Championship Tour 2022. Com isso, perdeu sua vaga na elite, mas esta já foi a quarta etapa que ele participou substituindo atletas lesionados. A expectativa agora, é se terá chances também competir no Outerknown Tahiti Pro, nos dias 11 a 21 de agosto em Teahupoo.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO CORONA OPEN J-BAY:

Campeão: Ethan Ewing (AUS) por 16,80 pts (9,13+7,67) – US$ 100.000 e 10.000 pts
Vice-campeão: Jack Robinson (AUS) com 16,30 pts (8,83+7,47) – US$ 63.000 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 40.000 e 6.085 pontos:

1.a: Jack Robinson (AUS) 15,80 x 13,17 Kanoa Igarashi (JPN)
2.a: Ethan Ewing (AUS) 17,04 x 15,50 Yago Dora (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos:

1.a: Jack Robinson (AUS) 12,83 x 7,83 Samuel Pupo (BRA)
2.a: Kanoa Igarashi (JPN) 15,43 x 15,00 Italo Ferreira (BRA)
3.a: Yago Dora (BRA) 15,00 x 10,83 Connor O´Leary (AUS)
4.a: Ethan Ewing (AUS) 11,50 x 7,03 Jordy Smith (AFR)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:

Campeã: Tatiana Weston-Webb (BRA) por 17,50 pts (9,00+8,50) – US$ 100.000 e 10.000 pts
Vice-campeã: Tyler Wright (AUS) com 15,67 pts (8,17+7,50) – US$ 63.000 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 40.000 e 6.085 pontos:

1.a: Tyler Wright (AUS) 14,26 x 11,00 Stephanie Gilmore (AUS)
2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 9,60 x 5,50 Carissa Moore (HAV)

TOP-10 DO WORLD SURF LEAGUE 2022 – 9 etapas:

1.o: Filipe Toledo (BRA) – 53.360 pontos
2.o: Jack Robinson (AUS) – 48.025
3.o: Ethan Ewing (AUS) – 40.970
4.o: Italo Ferreira (BRA) – 39.130
5.o: Griffin Colapinto (EUA) – 36.800
6.o: Kanoa Igarashi (JPN) – 35.525
7.o: Callum Robson (AUS) – 31.900
8.o: John John Florence (HAV) – 30.685
9.o: Miguel Pupo (BRA) – 30.185
9.o: Connor O´Leary (AUS) – 30.185

Outros brasileiros:

11: Samuel Pupo (BRA) – 29.910 pontos
12: Caio Ibelli (BRA) – 28.110
22: Jadson André (BRA) – 18.035
23: Yago Dora (BRA) – 17.880
24: Gabriel Medina (BRA) – 15.890

RANKING WORLD SURF LEAGUE 2022 – 9 etapas:

1.a: Carissa Moore (HAV) – 52.925 pontos
2.a: Johanne Defay (FRA) – 47.610
3.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 42.610
4.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 41.625
5.a: Brisa Hennessy (CRI) – 40.285
6.a: Tyler Wright (AUS) – 39.070
7.a: Lakey Peterson (EUA) – 39.005
8.a: Gabriela Bryan (HAV) – 35.155
9.a: Isabella Nichols (AUS) – 34.675
10.a: Courtney Conlogue (EUA) – 32.100

Covid-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o www.worldsurfleague.com A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com

O Corona Open J-Bay, nona etapa do World Surf League Championship Tour na África do Sul, foi realizado com patrocínio da Corona, Pura Vida, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Expedia, além da Kouga Municipality, South Africa Tourism, Eastern Cape Parks e Tourism Agency.

Reportagem: João Carvalho – World Surf League (WSL)

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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