Corona Open J-Bay – Show de surf nas excelentes ondas de quinta-feira em Jeffreys Bay – Assistam aos vídeos!

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Os brazucas comandaram o espetáculo nas excelentes ondas da quinta-feira, batendo todos os recordes do Corona Open J-Bay na África do Sul. Acessem aos links abaixo com os vídeos dos melhores momentos.

Lineup Jeffreys Bay, Eastern Cape, South África. Foto: Beatriz Ryder – World Surf League

ASSISTAM AOS VÍDEOS COM OS MELHORES MOMENTOS, CLICANDO NOS PLAYERS ABAIXO:

Corona Open J-Bay – Highlights Day 2:

Corona Open J-Bay – Top 5 Moments Day 2:

O campeão mundial Italo Ferreira e Samuel Pupo, fizeram as maiores somatórias, Yago Dora ganhou a maior nota e Tatiana Weston-Webb fechou o dia com as maiores marcas femininas desta nona etapa do WSL Championship Tour. Tati, passou para as semifinais, enquanto Italo Ferreira, Samuel Pupo e Yago Dora, se classificaram para as quartas de final. Na quinta-feira, foi utilizado o sistema “overlapping heats” na categoria masculina, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente, para aproveitar as excelentes condições do mar.

Italo Ferreira em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

Jeffreys Bay estava bombando longas direitas de 6-10 pés, abrindo paredes perfeitas que atravessavam a sessão de Supertubes até Impossibles. Os brazucas participaram das cinco primeiras baterias do dia e venceu quatro, com Filipe Toledo, Miguel Pupo, Italo Ferreira e Caio Ibelli, aproveitando a segunda chance de classificação para as oitavas de final. A única baixa na repescagem foi Jadson André.

Jadson André em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

Depois, dos seis brasileiros que competiram, metade avançou para as quartas de final. As oitavas de final masculinas foram iniciadas logo após a repescagem, com um duelo brasileiro do líder do ranking, Filipe Toledo, com Yago Dora. Era a décima vez que os dois se enfrentavam em etapas do CT e Filipe estava invicto. A última foi nas semifinais do Oi Rio Pro em Saquarema e a escrita parecia que ia continuar, apesar de Yago começar na frente com nota 5,67 em sua primeira onda.

Filipe Toledo em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

Depois, Filipe assumiu a ponta com seu repertório de manobras progressivas e surfando tubos rápidos, para somar 6,83 e 6,00 em duas ondas seguidas. Mas, Yago pegou a maior da bateria, que abriu o paredão para ele mostrar a potência do seu backside, abrindo grandes leques de água nas rasgadas e batidas verticais sempre nos pontos mais críticos, até entrar num tubo que foi rápido. Mas, rodou outro e ele ficou mais profundo de grabrail, sumiu lá dentro e ressurgiu na baforada. Os juízes deram nota 9,50 para Yago Dora vencer por 15,17 a 12,83 pontos, quebrando a invencibilidade de Filipe Toledo sobre ele em etapas do CT.

Yago Dora em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

“Foi uma onda realmente incrível, um presente, porque eu precisava de uma nota boa para passar”, disse Yago Dora. “Eu estava um pouco nervoso, mas eu sabia que tinha a oportunidade de conseguir a nota quando entrei na onda. Não esperava pegar um tubo e acabei pegando dois, então estou muito feliz. É uma sensação incrível, mas na real, você não tem ideia quando está dentro do tubo, porque depende da visão da praia. Pensei que ia ser um 7 e fiquei amarradão quando ouvi 9,5. Eu gosto muito dessa onda e estou tentando aproveitar ao máximo as oportunidades de substituir atletas lesionados nessas etapas, porque minha vaga de wildcard (convidado) era só para o ano que vem”.

Apesar da derrota, Filipe Toledo não perdeu a liderança do ranking na África do Sul e vai competir com a lycra amarela no Outerknown Tahiti Pro, nos tubos de Teahupoo, onde serão definidos os top-5 e as top-5 para disputar os títulos mundiais da temporada no Rip Curl WSL Finals, em Trestles, na Califórnia (EUA). Filipe já está confirmado nesse grupo e o australiano Jack Robinson, vice-líder do ranking, garantiu sua vaga na quinta-feira, com a classificação para as quartas de final eliminando Kelly Slater. Na categoria feminina, as duas primeiras colocadas, Carissa Moore e Johanne Defay, também já estão entre as top-5.

Na segunda bateria para as quartas de final, Samuel Pupo, registrou um novo recorde de 16,94 pontos para o Corona Open J-Bay. Era a segunda vez que ele enfrentava o número 8 do ranking e derrotou Callum Robson mais uma vez. Essa é a primeira vez que Samuca compete em Jeffreys Bay, mas mostrou muita segurança no seu frontside agressivo, para arrancar a segunda maior nota do campeonato até ali, 9,17. Na onda seguinte, Samuel Pupo surfou forte de novo para atingir 16,94 pontos, com nota 7,77.

Samuel Pupo em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

RECORDE DE PONTOS: Essa somatória do Samuel Pupo só foi ultrapassada pelo campeão mundial Italo Ferreira, que fez um duelo de backsiders no confronto seguinte, com Nat Young. O californiano começou bem, com nota 7,17. Mas, Italo já destruiu a segunda onda que surfou, com batidas e rasgadas executadas com pressão e velocidade. Ele ganhou 8,17 e repetiu esse ataque feroz de backside em outra boa onda que valeu 8,47. Com essas duas notas, Italo chegava a 16,64 pontos, abaixo ainda do recorde de Samuel Pupo.

Só que o potiguar criado nas direitas do Pontal de Baía Formosa, pegou outra onda excelente em Supertubes e detonou mais uma série de manobras, até pegar um tubo longo na finalização. Os juízes deram o mesmo 9,17 do Samuca, para Italo Ferreira aumentar o recorde de pontos do Corona Open J-Bay para 17,64 de 20 possíveis. Foi, simplesmente, a melhor apresentação do campeão olímpico no CT esse ano, ultrapassando os 17,47 pontos que tinha conseguido nas direitas de Punta Roca, em El Salvador.

“Foi uma bateria bem divertida. Eu estava assistindo as outras antes da minha e fiquei empolgado para entrar na água, porque tem altas ondas”, disse Italo Ferreira. “Eu só tentei escolher as melhores ondas e surfar o melhor possível. Estou exausto agora, mas ansioso para o dia final. Surfei bem cedo hoje e sabia que ia ser um dia de altas ondas, então estou feliz por ter conseguido me classificar e pronto para amanhã”, afirmou Italo, que garante sua vaga nos top-5 se vencer o Corona Open J-Bay.

Depois dessa segunda vitória seguida dos brazucas nas oitavas de final, vieram duas eliminações. O japonês Kanoa Igarashi pegou as melhores ondas que entraram no duelo contra Caio Ibelli e venceu por uma tranquila vantagem de 16,26 a 11,77 pontos.

Caio Ibelli em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

Já na bateria seguinte, Miguel Pupo quase consegue a classificação, mas acabou derrotado pelo australiano Connor O´Leary, por uma pequena diferença de 12,77 a 11,97 pontos. Miguel e Caio terminaram em nono lugar no Corona Open J-Bay, empatados com Filipe Toledo.

Miguel Pupo em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

SEMIFINAIS FEMININAS: Após as oitavas de final masculinas, as quartas de final femininas fecharam a quinta-feira de mar clássico em Jeffreys Bay. A bicampeã mundial Tyler Wright derrotou a vice-líder do ranking, Johanne Defay, na primeira bateria. Ela vai fazer uma semifinal australiana com a heptacampeã Stephanie Gilmore, que surfou belos tubos para vencer o confronto de gerações com a estreante na elite, Gabriela Bryan, do Havaí.

Stephanie Gilmore em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

Já a batalha pela segunda vaga na grande final do Corona Open J-Bay, será entre as duas melhores surfistas do mundo em 2021, a pentacampeã Carissa Moore e a vice-campeã mundial, Tatiana Weston-Webb. Será a quarta vez que as duas se enfrentarão em semifinais esse ano. A brasileira ganhou a primeira em Supertubos, onde foi campeã do MEO Pro Portugal. Mas, a havaiana a derrotou em G-Land na Indonésia e no Oi Rio Pro em Saquarema. Se ganhar agora, Tatiana entra no grupo das top-5 para o Rip Curl WSL Finals.

RECORDISTA ABSOLUTA: Na quinta-feira, Carissa Moore passou pela norte-americana Caroline Marks e Tatiana Weston-Webb acabou fazendo a sua melhor apresentação na temporada 2022 do WSL Championship Tour contra a costa-ricense Brisa Hennessy. Nenhuma mulher conseguiu surfar tão forte de backside nas direitas de Jeffreys Bay, como a brasileira. Com suas batidas verticais e rasgadas no topo das ondas, sempre jogando muita água pra cima, já largou na frente com notas 7,83 e 7,93 nas primeiras que surfou.

Carissa Moore em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

Mas, o melhor ainda estava por vir. Para fechar com chave de ouro um dia de ondas espetaculares, Tatiana destruiu uma direita perfeita com uma série de manobras impressionantes, que arrancaram nota 9,27 dos juízes. Com ela, atingiu 17,20 pontos indo direto para o topo das duas listas de recordes do Corona Open J-Bay. Foi, também, a maior nota e a maior somatória que Tatiana Weston-Webb conseguiu esse ano.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Alan Van Gysen – World Surf League

“Eu estava bem focada em fazer minhas manobras mais arriscadas e aquela última onda foi muito boa, ficou em pé, perfeita, então foi bem divertido”, disse Tatiana Weston-Webb. “Eu só queria aproveitar, porque passei o dia todo vendo essas ondas maravilhosas e finalmente tive a minha oportunidade de surfar. Nem estou pensando muito no Final 5, acho que ainda não digeri direito aquela final contra a Carissa (Moore). Mas, se eu chegar, tenho a confiança para surfar bem em situações de bastante pressão. Só que, no momento, estou concentrada em fazer meu melhor em cada bateria e feliz pela oportunidade de surfar essas ondas perfeitas de hoje aqui”.

PRÓXIMAS BATERIAS DO CORONA OPEN J-BAY:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos:

1.a: Jack Robinson (AUS) x Samuel Pupo (BRA)
2.a: Italo Ferreira (BRA) x Kanoa Igarashi (JPN)
3.a: Connor O´Leary (AUS) x Yago Dora (BRA)
4.a: Ethan Ewing (AUS) x Jordy Smith (AFR)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 40.000 e 6.085 pontos:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) x Tyler Wright (AUS)
2.a: Carissa Moore (HAV) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA NA ÁFRICA DO SUL:

SEGUNDA FASE – 17.o lugar com US$ 12.125 e 1.330 pontos:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 14,33 x 6,76 Joshe Faulkner (AFR)
2.a: Miguel Pupo (BRA) 12,30 x 11,66 Seth Moniz (HAV)
3.a: Italo Ferreira (BRA) 13,34 x 11,84 Luke Thompson (AFR)
4.a: Caio Ibelli (BRA) 14,07 x 11,83 Jake Marshall (EUA)
5.a: Griffin Colapinto (EUA) 15,00 x 11,03 Jadson André (BRA)
6.a: Kelly Slater (EUA) 12,26 x 9,23 Barron Mamiya (HAV)
7.a: Callum Robson (AUS) 12,93 x 10,40 Jackson Baker (AUS)
8.a: Jordy Smith (AFR) 16,93 x 14,80 Kolohe Andino (EUA)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 13.500 e 3.320 pontos:

1.a: Yago Dora (BRA) 15,17 x 12,83 Filipe Toledo (BRA)
2.a: Jack Robinson (AUS) 15,77 x 12,87 Kelly Slater (EUA)
3.a: Samuel Pupo (BRA) 16,94 x 11,00 Callum Robson (AUS)
4.a: Italo Ferreira (BRA) 17,64 x 14,74 Nat Young (EUA)
5.a: Kanoa Igarashi (JPN) 16,26 x 11,77 Caio Ibelli (BRA)
6.a: Connor O`Leary (AUS) 12,77 x 11,97 Miguel Pupo (BRA)
7.a: Jordy Smith (AFR) 16,77 x 7,27 Griffin Colapinto (EUA)
8.a: Ethan Ewing (AUS) 15,76 x 14,00 Matthew McGillivray (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos:

1.a: Tyler Wright (AUS) 14,00 x 11,76 Johanne Defay (FRA)
2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16,26 x 12,17 Gabriela Bryan (HAV)
3.a: Carissa Moore (HAV) 14,50 x 7,83 Caroline Marks (EUA)
4.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 17,20 x 13,67 Brisa Hennessy (CRI)

Covid-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o www.worldsurfleague.com A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com

O Corona Open J-Bay tem prazo até o dia 21 de julho para fechar esta nona etapa do World Surf League Championship Tour na África do Sul, realizada com patrocínio da Corona, Pura Vida, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Expedia, além da Kouga Municipality, South Africa Tourism, Eastern Cape Parks e Tourism Agency.

Reportagem: João Carvalho – World Surf League (WSL)

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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