CBSurf Pro Maresias Maceió 2022 – Será neste domingo as grandes finais – Assista ao vivo!

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Será neste domingo que conheceremos os grandes campeões da primeira etapa do CBSurf Pro Maresia Maceió 2022, a primeira chamada será às 7:45h para um possivel início às 8:00h. Acompanhe ao vivo pelo Canal da Confederação no YouTube o: CBSurfTV

Gabriel Klaussner em ação. Foto: Pablo Jacinto

Neste domingo o CBSurf Pro Maresia Maceió 2022, entra em seu último dia, acompanhe ao vivo pelo Canal da Confederação no YouTube o: CBSurfTV

O sábado amanheceu com ventos fracos e ondulações de três a quatro pés na série que fizeram a alegria dos classificados e tristeza dos eliminados. Os confrontos começaram no formato de homem a homem, a primeira bateria a entrar na agua foi um duelo de cearenses, o bicampeão brasileiro Messias Felix (2009/2012) contra Glauciano Rodrigues. Messias liderou boa parte da bateria nos cinco minutos para o final, Glauciano Rodrigues que já havia eliminado Adriano de Souza, inovou aplicando o único Kerrupt da competição, porém não suficiente para virar, a liderança de Messias começou a ficar ameaçada, Glauciano ganhou confiança, ele surfou mais uma esquerda mas não conseguiu a virada.

Messias Felix em ação. Foto: Pablo Jacinto

Na sequência, Hizunome Bettero pegou uma onda atrás da outra enquanto Willian Cardoso um dos competidores que se destacaram com as maiores médias, aguardava a onda boa que não apareceu, Panda pegou sua primeira onda faltando três minutos para o final continuando em combinação confirmando a vitória de Hizu. Michael Rodrigues começou seu confronto nas oitavas tentando os aéreos porém sem sucesso mudou de estratégia surfando ondas com rasgadas, rabetadas e batidas, eliminando o jovem Rodrigo Saldanha com a maior somatória do evento 16.00.

Michael Rodrigues em ação. Foto: Pablo Jacinto

Ryan Kainalo e Alex Ribeiro fizeram o primeiro encontro de gerações deste round, os dois surfaram em alto nível, usando manobras de borda e progressivas. Alex conseguiu maior êxito na escolha de ondas e também na estratégia, derrotando o jovem Ryan. Em outro confronto de gerações o jovem Gabriel Klaussner encontrou o experiente Alan Jhones, apesar de Alan está vivendo uma fase iluminada, ter surfado a última onda da bateria com chances reais de virar, quem avançou foi o Gabriel. Nos outros confrontos avançaram Samuel Igo, Yagê Araújo e Mateus Sena.

Pelo feminino com bateria de três na água as meninas iniciaram o show com Tainá Hinckel, Yanca Costa e Julia Duarte sobrando em suas baterias, elas mantiveram uma certa distância na pontuação com relação as segundas colocadas, Kemily Sampaio, Nalanda Carvalho e Julia Santos respectivamente, neste formato de três, duas passam, contudo, a mais vibrante bateria entre elas foi a terceira.

Concentradas. Foto: Pablo Jacinto

Mariana Areno, Larissa dos Santos e Karol Ribeiro fizeram aquilo que podemos chamar de bateria mais equilibrada no quesito “performance” de toda a competição, elas arrancavam gritos da plateia a cada onda, a busca pelas vagas para as quartas estava indefinida até o soar da sirene, ao final deste confronto avançaram Mariana Areno e Karol Ribeiro, as duas fizeram exatamente a mesma soma 12.83 pontos. Larissa dos Santos, surfista eliminada, somou 12.74 em seu placar, com essa soma Larissa passaria na primeira colocação de qualquer outra das três baterias das oitavas do feminino.

As quartas de final foram para a água com quatro surfistas nordestinos, Messias Felix, Samuel Igo, Yagê Araújo e Mateus Sena, três paulistas Hizunome Bettero, Alex Ribeiro e Gabriel Klaussner, e um surfista representando o sul Michael Rodrigues, natural de Brasília que começou a surfar no Ceará. Dos quatro nordestinos nas quartas de final três deles avançaram para as semi, Yagê foi o único que não avançou, ele surfou contra outro nordestino, Samuel Igo.

Yagê Araújo em ação. Foto: Pablo Jacinto

QUINTO DIA:

Na sexta-feira as chuvas voltaram a Maceió e com ela, muitos ventos, as disputas começaram as 9:00hs quando as chuvas e ventos diminuíram e os melhores surfistas do Brasil entraram na água. A primeira bateria a entrar na água foi a 9ª do 4º round, uma confronto entre dois extremos da competição, Paulo Moura, o surfista mais velho da etapa com 42 anos e Luan Ferreyra, o mais jovem do evento com apenas 15 anos.

Paulo Moura em ação. Foto: Pablo Jacinto

Depois de passar duas fases na primeira colocação, Paulo se viu no outro extremo da situação, Luan, o garoto pernambucano se impôs diante de todos, dentre eles o ídolo de seus pais, uma das maiores referencias do surfe pernambucano, Paulo Moura. Avançaram Luan Ferreyra e Yagê Araújo na 1ª e 2ª colocação respectivamente, com Paulo se despedindo da competição, voltando a assumir o cargo de vice-presidente da entidade.

No confronto seguinte outro experiente e tarimbado surfista parava diante da irreverência da juventude, com o mar menos alinhado a garotada teve uma pequena vantagem. Raoni Monteiro foi derrotado pelos jovens Lucas Catapam e Thales Araújo.

Gabriel Klaussner, um dos maiores talentos da nova geração, que nutre grandes expectativas conseguiu se classificar nas duas baterias que disputou neste dia. Na primeira passou em segundo atrás do também promissor Cauã Costa que fez o maior somatório do dia 15.17 pontos, no 5º round Klaussner e Mateus Sena passaram respectivamente na 1ª e 2º posições com a mesma pontuação, 11.93 pontos, o critério de desempate definiu quem passaria em qual posição. Eles eliminaram Lucas Catapam, que ficou com menos de um ponto abaixo dos vencedores, somando 11.00 pontos.

Cauã Costa vinha fazendo uma competição discreta, Thiago Camarão, Willian Cardoso, Alan Jhones, Hizunome Bettero, Glauciano Rodrigues e outros vinham atraindo os olhares mais atentos em virtude de suas performances mas, Cauã estabeleceu uma nova ordem, ele foi o primeiro surfista a fazer duas notas na casa dos oito pontos no mesmo dia, Cauã se encaixou perfeitamente nas condições difíceis. Messias Felix, Hizunome Bettero, Willian Cardoso, Alex Ribeiro, Michael Rodrigues e Ryan Kainalo, confirmaram o favoritismo e avançaram para o penúltimo dia de competição colocando seus nomes entre os 16 melhores.

Alan Jhones em ação. Foto: Pablo Jacinto

No feminino todas as favoritas avançaram, Tainá Hinckel, Yanca Costa e Silvana Lima se garantiram na fase mulher a mulher, mas, nenhuma delas alcançou a pontuação de Mariana Areno que anotou 14.27 no placar, marcando a maior pontuação do dia.

QUARTO DIA:

A quinta-feira as ondas não param de entrar no Pontal da Barra, recebendo os competidores da melhor maneira possível, com boas ondas e muito sol, combinação perfeita para quem vive o lifestyle do surfe. O dia começou com os homens na água, em uma das primeiras baterias do dia o campeão Brasileiro Arthur Silva competiu pela primeira vez, ele passou sua bateria na segunda colocação atrás do experiente baiano Bruno Galini.

Bruno Galini em ação. Foto: Pablo Jacinto

Thiago Camarão, o surfista que vinha fazendo os melhores somatórios nos rounds anteriores, sucumbiu diante de um Caetano Vargas inspiradíssimo e do notável Mateus Sena, Camarão encerrou precocemente sua apresentação em Maceió. Um dos mais relevantes surfistas alagoanos, Amando Tenório, mesmo surfando em casa acabou eliminado na última bateria do 3º round, nesta bateria passaram o sempre consistente Alan Jhones e uma de nossas maiores promessas, Gabriel Klaussner.

Caetano Vargas em ação. Foto: Pablo Jacinto

Com a desclassificação de Amando Tenório, o único surfista local a permanecer na competição era Bernardo Pigmeu, Bernardo estava escalado na 4ª bateria do 4º round, ele acabou eliminado por Rafael Venuto e Ryan Kainalo, deixando a competição em Maceió sem representantes alagoanos nos dias finais.

A surpresa do dia ficou por conta da derrota do Campeão Mundial Adriano de Souza, Mineiro ficou com a 4ª colocação em seu confronto, essa bateria foi bastante intensa, todos os surfistas pegaram muitas ondas. O paulista Hizunome Bettero se consolidou na primeira posição desde o início, Niccolas Padaratz, Glauciano Rodrigues e Adriano de Souza duelavam pela segunda vaga, eles trocavam de posição a todo momento, ao final Glauciano Rodrigues foi quem realmente avançou junto com Hizunome, depois da bateria Adriano escreveu: “Encerro a minha participação aqui em Maceió, obrigado a todos os locais pelo carinho, pelo incentivo, pelo apoio”.

Hizunome Bettero em ação. Foto: Pablo Jacinto

Mineiro declarou ter vindo ao evento em Maceió para tentar se manter entre os cinquenta melhores até o final do ano, buscando entrar em sintonia com seu corpo para o ano que vem pensar em competir de verdade. Se o objetivo de Adriano é manter-se ativo, para outros atletas a presença de um campeão mundial é fundamental para a evolução e projeção dos mais jovens. Glauciano Rodrigues, surfista que avançou na segunda colocação na bateria que Adriano foi eliminado disse: “Isso não vai mudar nada na vida do Mineiro, ele é um campeão mundial é um ídolo pra galera e pra mim foi uma honra ter ganhado dele”. Pílulas motivacionais como essa elevam ainda mais o nível de nossos surfistas, a presença de ícones é fundamental.

Glauciano Rodrigues em ação. Foto: Pablo Jacinto

Na bateria seguinte, o referencial de performance foi reajustado, Willian Cardoso, surfista que venceu a etapa do Circuito Mundial em Uluwatu, na Indonésia em 2018, colocou a régua lá no alto. Panda, como é carinhosamente chamado no ambiente do surfe, fez duas ondas que lhe renderam o maior somatório dos quatro primeiros dias, 15.84 pontos, o surfista de Santa Catarina já declarou que tem o sonho de ser campeão brasileiro, podemos dizer que ele está começando bem.

Alex Ribeiro e Michael Rodrigues, surfistas que saíram recentemente do circuito mundial, também passaram suas baterias na primeira colocação. Willian, Alex e Michael estão usando toda a experiência adquirida em anos de circuito mundial para conter o ímpeto desafiador da nova geração do surfe brasileiro.

Por volta das 10:40 as meninas colocaram todo seu encanto na água, uma de nossas maiores promessas, a catarinense Tainá Hinckel fez história ao ser a primeira mulher a passar uma bateria na nova era da Confederação. Yanca Costa, campeã brasileira de 2020 e Silvana Lima, tricampeã brasileira e vice-campeã mundial de 2008 e 2009 também avançaram suas baterias.

Silvana Lima em ação. Foto: Pablo Jacinto

A surpresa do dia ficou por conta da promessa Laura Raupp, que foi eliminada em sua primeira bateria por Kemily Sampaio e Alexia Monteiro, 1º e 2º colocadas respectivamente.

Laura Raupp em ação. Foto: Pablo Jacinto

O jovem e promissor surfista Leonardo Barcelos, local de Imbituba, teve uma carreira vitoriosa como amador, contudo ao se profissionalizar ele desistiu do surfe em virtude do baixo número de competições e baixas premiações, o garoto foi tentar a vida como guarda mar nos Estados Unidos. Ao saber da quantidade de etapas e premiação que a nova diretoria da Confederação iria disponibilizar aos atletas, Leonardo resolveu voltar para o Brasil e retomar a carreira de surfista profissional, hoje, depois de passar sua terceira bateria, Leonardo resolveu contar sua história para a organização e dizer que enfim seu sonho se transformou em realidade, viver do surfe.

TERCEIRO DIA:

A quarta-feira de competições em Maceió começou com o mar completamente alinhado, vento terral e expectativas de um longo dia de surfe, o que acabou se confirmando. As competições começaram às 8:30 e encerraram às 17:30h, ao todo foram disputadas 25 baterias entre confrontos do 2º e o 3º round. O sol que era um componente ausente nos dias iniciais, fez a combinação perfeita com o vento fraco, formando boas ondas o que resultou em belíssimas performances e um ótimo dia de surfe em Maceió.

José Francisco em ação. Foto: Pablo Jacinto

A buzina tocou dando início ao dia competitivo, Eduardo Motta foi o primeiro surfista de destaque da nova geração a cair na água, em uma bateria bastante disputada ele vinha se mantendo na segunda colocação mas acabou levando uma virada no final, passaram nesse confronto o catarinense Kaique Oliveira e Victor Costa. Daniel Adsaka, José Francisco o “Fininho” e Gustavo Borges, outros nomes em evidencia, expoentes da novíssima geração, também perderam suas baterias.

Ryan Kainalo, talvez o nome de maior relevância dentre aqueles considerados promessas, junto com Niccolas Padaratz e Marcos Correa, cumpriram seus objetivos avançando para o 4º round, Marcos passou na mesma bateria do campeão mundial Adriano de Souza, fazendo exatamente a mesma pontuação que Mineiro, 12.23 pontos, pelos critérios de desempate Marcos avançou na segunda colocação.

Niccolas Padaratz em ação. Foto: Pablo Jacinto

As grandes performances do dia mais uma vez ficaram por conta dos surfistas mais experientes, o vice-presidente da Confederação, o Pernambucano Paulo Moura, entrou na 17ª bateria do 2º round, aos 42 anos Paulo pegou a primeira onda da bateria imprimindo logo na saída um ritmo muito forte, conseguindo uma nota que lhe deixou confortável no confronto, ele foi superior durante toda a disputa e acabou passando na primeira colocação, competindo com garotos na casa dos 20 anos.

Raoni Monteiro, Thiago Camarão, Alan Jhones, Alex Ribeiro, o campeão mundial Adriano de Souza, Willian Cardoso e Hizunome Bettero seguiram os passos de Paulo e também avançaram suas baterias rumo ao quarto dia de competições. Três ausências foram sentidas no dia de hoje, Wiggolly Dantas, ex-surfista do circuito mundial, Flávio Nakagima e Odarci Nonato não apareceram em suas baterias.

Raoni Monteiro em ação. Foto: Pablo Jacinto

O surfista Paulo Moura, vice-presidente da Confederação Brasileira de Surfe aos 42 anos de idade é o mais velho a competir em Maceió, Moura mantém uma rotina disciplinada de atleta de alto rendimento, ele já foi surfista do circuito mundial e tem se dedicado ao surfe de ondas grandes, ele afirma viver seu melhor momento físico e mental, fato que lhe deu confiança para competir novamente na categoria de pranchinha. A presença de Moura e de outros ídolos a exemplo de Adriano de Souza e Willian Cardoso, é um fator que contribui para a evolução dos novos talentos, trazendo a certeza da longevidade do Brasil como principal celeiro de talentos do surfe mundial.

SEGUNDO DIA:

A terça-feira em Maceió começou com as baterias que restavam do primeiro round, para definir os confrontos do segundo. Otavio Lima, diretor de prova, optou por iniciar a competição as 8:30 em virtude da chuva, que apesar de pouca, era suficiente para tirar a visibilidade dos juízes. A terça-feira prometia ser um longo dia, com os principais nomes do esporte entrando na água. As notas e pontuações subiram, em relação ao dia de ontem e os experientes Thiago Camarão e Willian Cardoso foram responsáveis pelas maiores somas desses dois primeiros dias.

Willian Cardoso em ação. Foto: Firma Forte Film

Nomes consagrados do surfe brasileiro e mundial entraram na água. O primeiro deles foi Raoni Monteiro e o saquaremense se entendeu muito bem com as ondas do Pontal da Barra, passando em primeiro em sua bateria.
Junto com ele avançou na segunda colocação o capixaba Krystian Kymerson, campeão brasileiro de 2019.

A grande estrela do evento, Adriano de Souza, o Mineirinho, campeão mundial de 2015, estava na mesma bateria do ex-integrante da elite mundial, Willian Cardoso. Willian, que também é ex-surfista integrante do circuito mundial, carinhosamente chamado de Panda, foi vencedor da etapa de Uluwatu em 2018.

Adriano de Souza em ação. Foto: Firma Forte Film

Hoje em Maceió, Panda conseguiu lidar melhor com o mar do que o campeão mundial, fez a melhor nota da bateria, marcando uma nota 8.0 (oito pontos) e avançando em primeiro, deixando Adriano na segunda posição. Willian e Adriano desclassificaram dois surfistas da nova geração, Diego Brigido e João Victor.

Após a bateria Panda revelou: “Tenho o sonho de ser campeão brasileiro”. Ao lado, Mineiro declarou: “Estou buscando encontrar minha sincronia para o ano que vem e competir de verdade o Dream Tour”. Mineiro diminuiu o ritmo de surfe e de competição desde que se aposentou do circuito mundial em setembro do ano passado, na etapa do México.

Ian Gouveia, atleta com DNA da realeza do surfe brasileiro, por ser filho do fabuloso Fábio Gouveia, semifinalista da etapa de Pipeline em 2017 no Havaí, entrou na 9ª bateria do 2º round. O pernambucano ficou atrás do catarinense Wallace Vasco durante toda a bateria, mas nos segundos finais, pegou uma direita muito longe do centro técnico, e nessa onda o surfista fez sua melhor apresentação.

Esta onda foi responsável pela virada de Ian sobre Wallace e isso só foi possível em virtude da tecnologia. Os juízes recorreram ao sistema de replay para avaliar a onda de Ian. O sistema, que tem uma câmera de vídeo dedicada à cada um dos quatro atletas, está para o surfe assim como o VAR está para o futebol, mostrou a performance de Ian.

O CBSurf Pro Maresia Maceió 2022, apresentado pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), em parceria com a Dream Factory e apoio da Maresia, Fu-Wax, Silverbay, Federação de Surfe do Estado de Alagoas (FESEA) e Prefeitura Municipal de Maceió.

Reportagem: Marcos Oliveira – Comunicação CBSurf

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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