Campeonato Mundial de Skeleton – Nicole Silveira, conquista o melhor resultado do Brasil em Mundiais – Assistam ao Vídeo.

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Nicole Silveira, de 26 anos, conquistou o melhor resultado da história do país em um Mundial de Skeleton .

Nicole Silveira em ação. Foto: Divulgação IBSF

O feito foi alcançado nesta sexta-feira, em Altenberg, na Alemanha. A atleta, que mira os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, terminou o campeonato na 17ª colocação, ficando à frente de representantes de países com grande tradição no skeleton. A marca, aliás, também mostrou a considerável evolução da brasileira. Em 2019, ficou em 25º lugar. Em 2020, 24º.

No comparativo com o Mundial do ano anterior, não é apenas a colocação que chama atenção. Em 2020, a melhor descida da brasileira foi de 1:00.63. Este ano, a melhor marca teve grande salto: 59.18.

Nicole estreou na edição de 2021 do Mundial na quinta-feira. Na primeira descida, obteve o tempo de 1min00s08 e alcançou a 21ª posição. Ao marcar 59s23 na descida seguinte, ficou em 13º lugar, encerrando o dia em 17º. Nesta sexta, os tempos da brasileira melhoraram ainda mais. Com 59s19 na terceira descida e 59s18, na quarta, ficou em 19ª e 17ª, respectivamente. Após as quatro oportunidades, somou tempo total de 3min57s73 e ficou em 17º lugar.

Nicole Silveira em ação. Foto: Divulgação IBSF

“O objetivo deste Mundial era terminar em top 20. Terminei em 17º lugar, então estou muito feliz. Todas as descidas foram o meu recorde e as minhas velocidades eram semelhantes às das top 3, então acho que começaram a me respeitar na pista. Viram que tenho potencial e que eu estou lá para brigar mesmo pelas vagas e não só qualificar. Estou muito feliz mesmo”, disse Nicole.

O momento de Nicole, em termos esportivos, não poderia ser melhor. Depois de alcançar a melhor marca da carreira, ao disputar a Copa Intercontinental de Skeleton, em Königssee, também na Alemanha, a gaúcha fez o tempo combinado de 1:44.31 após duas descidas. A melhor marca pessoal. A atleta, que tem grandes objetivos pela frente, não esconde a alegria do próprio feito – que inclusive a deixou à frente de concorrentes de países com tradição na modalidade, como Estados Unidos e Canadá.

“Depois de lá, algumas coisas parece que começaram a dar um “clique” em mim. Foi minha primeira competição vindo de Copa do Mundo para uma intercontinental, então a pressão era menor. Mas este ano eu tenho trabalhado bastante a parte mental, que faz grande diferença no esporte. E, por conta disso e por ter mais experiência, as coisas estão indo no caminho certo. Acho que até mais rapidamente do que eu e meu treinador estávamos esperando. Ele está bem feliz”, afirma.

ASSISTAM AO VÍDEO NO PLAYER ABAIXO:

Altenberg | BMW IBSF World Championships 2021 – Women’s Skeleton Heat 4 | IBSF Official

A evolução, no entanto, não ilude a brasileira. Consciente de que o momento é de foco no próprio desenvolvimento, com os pés no chão.

Reportagem: Renan Turra – MT90 Marketing Esportivo / Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG)

Edição: Edson “Adrena” Andrade

 

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