Brasileiro de Surf Feminino – Covid-19, faz Família Dantas adiar evento para 2021

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A pandemia do Covid-19 obrigou a Família Dantas a adiar o Brasileiro de Surf Feminino para 2021. O campeonato exclusivo para as categorias femininas criado pelo surfista Wiggolly Dantas vinha sendo realizado desde 2015 na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, sendo que no ano passado foram três etapas.

Camila Cássia em ação. Foto: Daniel Smorigo

“Infelizmente não temos como realizar o evento diante dessa situação enfrentada em nosso País, por conta da pandemia. A verba que seria destinada pelo Governo Federal para o nosso Circuito, foi destinada à área da saúde, que neste momento é a prioridade”, afirmou Eliane Dantas, responsável pela organização. “Nossos patrocinadores estão na mesma situação, sem saber o que vai acontecer e preferimos aguardar”, reforçou.

Família Dantas. Foto: Daniel Smorigo

Wiggolly Dantas lamentou ter de interromper a série de campeonatos exclusivos para as meninas, mas está confiante que o evento estará de volta no próximo ano. “Não tínhamos o que fazer. É um momento delicado e estamos também pensando na saúde de todos. Ano passado crescemos, com três etapas, estamos animados, mas com a pandemia, tivemos de tomar essa decisão. Vamos ter esperança e fé para o ano que vem”, falou Guigui.

O evento chancelado pela Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp) começou em 2015 e nas duas primeiras edições vitórias de atletas que já estiveram entre as melhores do Mundo, coincidentemente duas vice-campeãs mundiais do Championship Tour (CT), primeiro a catarinense Jaqueline Silva e depois a cearense Silvana Lima, classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Depois, a festa foi “caseira”, com Luana Coutinho e em 2018, quem levou a melhor foi a catarinense Tainá Hinckel.

Já em 2019 o Wiggolly Dantas apresenta Brasileiro de Surf Feminino cresceu, com três etapas, todas com R$ 20 mil de premiação, sendo as duas últimas realizadas graças ao convênio firmado entre a União, por intermédio da Secretaria Especial do Esporte, do Ministério da Cidadania, e a Prefeitura Municipal de Ubatuba.

Júlia Duarte em ação. Foto: Daniel Smorigo

A emenda parlamentar somou forças com os patrocinadores, entre eles, a Wizard by Pearson, parceira oficial desde a edição inicial. O campeonato envolvia as categorias:  surf profissional, pro júnior, longboard e as categorias de base, do sub10 ao sub16.

A cearense Yanca Costa levou na abertura, a pernambucana Monik Santos faturou a segunda disputa, enquanto que na final Camila Cassia, garantiu sua primeira vitória no evento e o bicampeonato nacional. Foram mais de 100 atletas, inclusive de outros países, como Argentina, Peru e até do Havaí.

Além de Camila, comemoraram os títulos brasileiros as cariocas Júlia Duarte, na pro júnior, e Mainá Thompson, na longboard; o talento local Nairê Marquez na sub16 e sub14; a paranaense Gabriely Vasque na sub12; e a paulista Carol Bastides foi a melhor brasileira no ranking, na sub10, atrás apenas da peruana Catalina Zariquiey.

Catalina Zariquiey em ação. Foto: Daniel Smorigo

“Desejamos, de coração, que as atletas e famílias estejam bem e se cuidando. Estaremos de prontidão para realizar no próximo ano esse evento tão esperado por todos”, completou Eliane Dantas.

Reportagem:  Fábio Maradei – FMA

Edição: Edson “Adrena” Andrade

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