Boost Mobile Margaret River Pro apresentando por Corona – 08 Brazucas já estão classificados para o terceiro round – Vejam os Vídeos.

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Confirmando as previsões, o Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona começou com ondas grandes e desafiadoras em Main Break. Vejam os Vídeos.

Gabriel Medina em ação. Foto: Cait Miers – WSL

O domingo na Austrália foi de muitas emoções. 08 Brazucas já estão classificados para o terceiro round. O show nas ondas enormes deve continuar na segunda-feira com a primeira chamada as 7h00 na Austrália, 20h00 do domingo no Brasil.

Peterson Crisanto em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

A terceira etapa da “perna australiana” começou com vitória brasileira de Tatiana Weston-Webb na primeira bateria do domingo em Main Break. A gaúcha liquidou as australianas Keely Andrew e Macy Callaghan com duas batidas fortes de backside na mesma onda que valeram nota 7,67.

Tatiana Weston-Webb em ação. Foto: Cait Miers – WSL

Tati foi ultrapassada pela tetracampeã mundial Carissa Moore, que ganhou 8,33 com um rasgadão invertendo a direção da prancha e uma batida forte na junção. Tanto a havaiana, que lidera o ranking da World Surf League, como Tatiana, que está em terceiro lugar, estrearam com vitórias em Margaret River.

Carissa Moore em ação. Foto: Cait Miers – WSL

Já a vice-líder Caroline Marks foi surpreendida pela japonesa Amuro Tsuzuki que foi um dos destaques quando não se intimidou encarando um lip “casca grossa” e conquistando a melhor onda da bateria derrotando Marks e a havaiana Malia Manuel.

Amuro Tsuzuki em ação. Foto: Cait Miers – WSL

A categoria masculina foi iniciada após as seis baterias femininas e o bicampeão mundial Gabriel Medina foi o maior destaque brazuca com uma boa apresentação conquistando o maior placar entre os que competiram neste primeiro dia. A única baixa foi com Alex Ribeiro que não superou seus adversários e caiu para a repescagem na primeira bateria.

Alex Ribeiro em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

Porém na segunda bateria tivemos a primeira dobradinha brazuca com Filipe Toledo e Peterson Crisanto, sobre o australiano Connor O´Leary. As ondas foram subindo durante a manhã e algumas séries já passavam dos 10 pés quando eles entraram no mar. Cada um só conseguiu surfar as duas ondas que são computadas e Filipe venceu por 11,50 pontos com uma que pegou no início e a outra no último dos 35 minutos da bateria. Peterson também passou direto para a terceira fase somando 10,10 pontos, contra 8,36 do australiano.

Filipe Toledo em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

“Aqui é West Oz e se a previsão é de ondas grandes, vai realmente ter ondas grandes de verdade”, disse Filipe Toledo. “Eu me senti preparado e até troquei de prancha por uma maior antes da bateria, que funcionou bem. Eu geralmente uso uma 5’9’’ ou 5’10’’, mas aqui surfei com uma 6’3’’ mais pesada, com rabeta bem fina. Me senti confortável com ela e só foi um pouco complicado identificar onde eu deveria me posicionar lá fora. Foi bem difícil, mas estou feliz pela vitória e pelo Peterson (Crisanto) também ter passado junto comigo”.

O grande destaque do domingo foi o bicampeão mundial John John Florence, que arrancou a primeira nota 10 do ano no CT masculino num tubaço incrível. O havaiano ficou muito profundo, atravessando três, quatro placas que caíram antes de sair em pé e ainda mandar um batidão na junção. O surfe dele se encaixa muito bem com as ondas pesadas de Margaret River e ainda surfou outra onda boa para totalizar 17,50 pontos.

John John Florence em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

“Foi muito divertido e eu nem estava querendo ir naquela onda, porque parecia que ia fechar”, contou John John Florence, que venceu as duas últimas edições desta etapa de Margaret River em 2017 e 2019. “Eu entrei nela pensando em fazer umas manobras, então na última hora eu puxei para o tubo e ele continuou e continuou abrindo todo o caminho até o fim. Foi um tubo realmente imprevisível aqui em Main Break, mas certamente existem alguns bons por aí, se você conseguir encontra-los. Estou usando a mesma prancha que eu surfei aqui nos últimos anos e parece que sempre funciona muito bem”.

Na quarta bateria, o camisa 5 da seleção, Jadson André, avançou em segundo lugar na vitória do sul-africano Jordy Smith. Jadson André arrancou urros e suspiros, após dropar a maior onda do dia com aproximadamente 15 pés onde o potiguar não puxou o bico e com muita coragem botou pra baixo, porém a força da besta, foi maior engolindo e quebrando a prancha do brazuca destemido.

Jadson André em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

A seguir Ítalo Ferreira, enfrentou dois surfistas locais de Margaret River. O potiguar falhou nas duas primeiras ondas que pegou, mas na terceira acertou um reentry de backside muito forte debaixo do lip e fez mais duas manobras para ganhar nota 7,83. Mas, seus adversários também surfaram bem, com Jack Robinson recebendo nota 7,00 e Jacob Willcox conseguindo 6,97 para assumir a ponta há 15 minutos do fim da bateria mais disputada do domingo até ali.

Jacob Willcox em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

Robinson chegou a tirar a segunda vaga do brasileiro fazendo várias manobras numa onda que valeu 6,43. Ítalo responde numa bem maior, combinando um rasgadão no pocket da onda com uma batida reta de backside, para recuperar a liderança com nota 5,93. Só que Jacob pega uma morra e surfa muito forte, com ataques explosivos no crítico da onda para confirmar a vitória por 15,30 pontos com nota 8,33. No último minuto, Jack ainda tem a chance de fazer uma dobradinha australiana sobre o campeão mundial, mas Ítalo Ferreira se classifica em segundo lugar por uma pequena vantagem de 13,76 a 13,43 pontos.

Ítalo Ferreira em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

Outra dobradinha brazuca aconteceu na bateria dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, contra o jovem australiano Cyrus Cox de apenas 16 anos de idade. Medina estava voltando a vestir a lycra amarela de número 1 no ranking da World Surf League e escolheu bem as ondas para fazer o maior placar brasileiro do dia, 13,93 pontos. As ondas estavam muito grandes e ele pegou a maior da bateria, recebendo nota 7,43 com um rasgadão incrível debaixo do lip, seguido por um cutback e um batidão jogando água pra cima.

Gabriel Medina em ação. Foto: Cait Miers – WSL

“Estou feliz em ter passado a bateria e acho que vi uma das maiores ondas numa bateria que eu já competi, hoje aqui”, disse o bicampeão mundial, Gabriel Medina. “Foi uma sensação diferente, porque o mar está bem grande, difícil, mas estou feliz com minha performance e espero continuar avançando. Independente da situação, quero fazer o meu melhor. Tem sido divertido aqui, tenho conhecido mais o lugar dessa vez e estou feliz em surfar mais essa onda”.

No último minuto, Adriano de Souza surfou uma boa onda também para confirmar a segunda dobradinha brasileira por 10,07 a 7,17 pontos do australiano. Esta foi a terceira vez que Gabriel e Adriano se enfrentaram esse ano e Medina ganhou todas. Antes do CT 2021, Mineiro tinha superado o bicampeão mundial em oito das onze baterias que eles haviam disputado no CT, mas o placar agora está em 8 a 6. Entre os 11 titulares da seleção brasileira deste ano, Adriano de Souza é o único que venceu a etapa de Margaret River, em 2015.

Adriano de Souza em ação. Foto: Cait Miers – WSL

Outro destaque foi o sul-africano Matthew McGillivray que chegou perto dos recordes de John John Florence em Margaret River, manobrando forte nas direitas enormes de Main Break para atingir 17,33 pontos com notas 9,00 e 8,33. Ele e o australiano Wade Carmichael acabaram mandando para a repescagem o número 4 do ranking, Conner Coffin, californiano que foi vice-campeão na vitória de Gabriel Medina no Rip Curl Narrabeen Classic.

Matthew McGillivray em ação. Foto: Cait Miers – WSL

Duas baterias depois, o australiano Ryan Callinan quase consegue a segunda nota 10 do World Surf League Championship Tour 2021, com um ataque insano de backside numa direita gigantesca em Main Break. Três dos cinco juízes deram nota máxima para ele, mas os outros dois não e a média ficou em 9,93. Foi a segunda maior da temporada, também superando o 9,70 do aéreo incrível de Gabriel Medina na semifinal do Rip Curl Newcastle Cup.

Ryan Callinan em ação. Foto: Matt Dumbar – WSL

Na décima das doze baterias da primeira fase e que acabou sendo a última do domingo, Miguel Pupo garantiu a sétima classificação verde-amarela igualando a maior nota brasileira do dia, 7,83 do campeão mundial Italo Ferreira. Com ela, avançou em segundo lugar no confronto vencido pelo australiano Julian Wilson por 13,07 a 11,60 pontos, com o português Frederico Morais caindo para a repescagem com 7,93.

Miguel Pupo em ação. Foto: Cait Miers – WSL

Mais três brasileiros estão nas duas baterias que ficaram para abrir a segunda-feira do Boost Mobile Margaret River Pro. Na primeira do dia, Deivid Silva enfrenta o francês Jeremy Flores e o australiano Owen Wright. Na seguinte, que fecha a rodada inicial, Yago Dora e Caio Ibelli disputam as duas últimas vagas diretas para a terceira fase com o australiano Ethan Ewing. Certamente, será mais um dia de ondas desafiadoras em Main Break.

PRIMEIRA FASE DO BOOST MOBILE MARGARET RIVER PRO:

CATEGORIA MASCULINA – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Seth Moniz (EUA)=11.43, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=10.83, 3-Alex Ribeiro (BRA)=6.00
2.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=11.50, 2-Peterson Crisanto (BRA)=10.10, 3-Connor O´Leary (AUS)=8.36
3.a: 1-John John Florence (EUA)=17.50, 2-Michel Bourez (FRA)=12.00, 3-Mikey Wright (AUS)=7.50
4.a: 1-Jordy Smith (AFR)=11.27, 2-Jadson André (BRA)=7.83, 3-Reef Heazlewood (AUS)=7.10
5.a: 1-Jacob Willcox (AUS)=15.30, 2-Italo Ferreira (BRA)=13.76, 3-Jack Robinson (AUS)=13.43
6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=13.93, 2-Adriano de Souza (BRA)=10.07, 3-Cyrus Cox (AUS)=7.17
7.a: 1-Matthew McGillivray (AFR)=17.33, 2-Wade Carmichael (AUS)=9.60, 3-Conner Coffin (EUA)=6.76
8.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=13.94, 2-Leonardo Fioravanti (ITA)=12.06, 3-Jack Freestone (AUS)=11.84
9.a: 1-Ryan Callinan (AUS)=14.46, 2-Adrian Buchan (AUS)=7.57, 3-Morgan Cibilic (AUS)=4.93
10.a: 1-Julian Wilson (AUS)=13.07, 2-Miguel Pupo (BRA)=11.60, 3-Frederico Morais (PRT)=7.93

Ficaram para abrir a segunda-feira:

11.a: Jeremy Flores (FRA), Owen Wright (AUS), Deivid Silva (BRA)
12.a: Yago Dora (BRA), Caio Ibelli (BRA), Ethan Ewing (AUS)

CATEGORIA FEMININA – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=Segunda Fase:

1.a: 1-Tatiana Weston-Webb (BRA)=11.77, 2-Macy Callaghan (AUS)=10.84, 3-Keely Andrew (AUS)=8.67
2.a: 1-Amuro Tsuzuki (JPN)=11.56, 2-Caroline Marks (EUA)=11.33, 3-Malia Manuel (EUA)=8.77
3.a: 1-Carissa Moore (EUA)=13.66, 2-Nikki Van Dijk (AUS)=7.43, 3-Willow Hardy (AUS)=6.43
4.a: 1-Brisa Hennessy (CRI)=11.00, 2-Isabella Nichols (AUS)=7.93, 3-Stephanie Gilmore (AUS)=7.13
5.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=12.10, 2-Tyler Wright (AUS)=11.50, 3-Sage Erickson (EUA)=6.96
6.a: 1-Johanne Defay (FRA)=12.10, 2-Bronte Macaulay (AUS)=8.33, 3-Courtney Conlogue (EUA)=7.33

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de final / 3.a=17.o lugar e 1.045 pts:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS), Malia Manuel (EUA), Willow Hardy (AUS)
2.a: Courtney Conlogue (EUA), Keely Andrew (AUS), Sage Erickson (EUA)

O Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo Facebook, Youtube e aplicativo da WSL e pelos canais da ESPN Brasil. A próxima chamada será as 7h00 da segunda-feira em Margaret River, 20h00 do domingo no Brasil.

ASSISTAM AOS VÍDEOS NOS PLAYERS ABAIXO:

Plus Top 5 Moments From Margaret River:

Melhores Momentos: H3 SR John John Florence x Michel Bourez x Mikey Wright:

Melhores Momentos: H6 SR Gabriel Medina x Adriano de Souza x Cyrus Cox:

Melhores Momentos: H2 SR Filipe Toledo x Peterson Crisanto x Connor O’Leary:

Melhores Momentos: Tatiana Weston-Webb x Keely Andrew x Macy Callaghan:

PERNA AUSTRALIANA – As próximas etapas serão na região de West Austrália, o Boost Mobile Margaret River Pro de 02 a 12 de maio em Margaret River e o Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona de 16 a 26 de maio em Rottnest Island.

• Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona: 02-12 de maio
• Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona: 16-26 de maio

*Todas as etapas e datas estão sujeitas a alterações devido às restrições aplicáveis relacionadas ao COVID-19, incluindo restrições globais de viagens.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

O Boost Mobile Margaret River Pro apresentando por Corona é orgulhosamente apoiado por nossos parceiros Boost Mobile, Tourism Western Australia, Corona, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Rip Curl, Harvey Norman, Bonsoy, Dometic Outdoor, Bond University, Oakberry, Healthway e Shire of Augusta Margaret River.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

Reportagem: João Carvalho – WSL Latin America

Edição: Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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