Boost Mobile Gold Coast Pro – Segunda-feira de ótimas ondas em Snapper Rocks – Assistam ao vídeo!

Publicado por AdrenaNews 0

Nesta segunda-feira, terceiro dia de disputas pelo Boost Mobile Gold Coast Pro, foi mais um dia de altas performances nas longas e perfeitas direitas de 3-5 pés em Snapper Rocks. Acessem ao link abaixo com o vídeo dos melhores momentos.

Jadson André em ação. Foto: Andrew Shield – World Surf League

ASSISTAM AO VÍDEO COM OS MELHORES MOMENTOS, CLICANDO NO PLAYER ABAIXO:

Boost Mobile Gold Coast Pro Day 3 Highlights:

Com ondas perfeitas, abrindo longas paredes nas direitas de Snapper Rocks, foram disputadas mais 19 baterias do Boost Mobile Gold Coast Pro na Austrália. Dos doze brasileiros que competiram na segunda-feira, apenas Jadson André, Michael Rodrigues, Alex Ribeiro e Lucas Silveira, avançaram para disputar vagas para as oitavas de final na terceira fase.

Michael Rodrigues em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

Já o Peru saiu da briga pelos títulos masculino e feminino da etapa de abertura do World Surf League Challenger Series (CS) 2022. O potiguar Jadson André, que já está com sua vaga garantida para o World Surf League Championship Tour de 2023, foi o primeiro brasileiro a se classificar na terceira bateria da segunda fase em Snapper Rocks. Ele passou em segundo lugar no confronto vencido pelo espanhol Adur Amatriain. Ambos eliminaram o havaiano Imaikalani Devault, que saiu da elite no novo corte no meio da temporada e tenta a reclassificação pelo Challenger Series.

Adur Amatriain em ação. Foto: Andrew Shield – World Surf League

Três brasileiros já tinham perdido, antes do Jadson André competir. Mateus Herdy e Marco Fernandez caíram na primeira bateria da segunda fase do Boost Mobile Gold Coast Pro. Na segunda, Samuel Pupo terminou em último e outra baixa foi Willian Cardoso na sexta bateria. Na sétima, três surfistas da América do Sul enfrentaram um top do CT já confirmado para 2023, Callum Robson, que fez os primeiros recordes da segunda-feira, nota 9,07 e 16,40 pontos.

Callum Robson em ação. Foto: Matt Dunbar – World Surf League

O cearense Michael Rodrigues ganhou a disputa pela segunda vaga e avançou junto com o australiano para a próxima fase. Com os 11,87 pontos das notas 6,60 e 5,27 nas melhores ondas que surfou, superou os 9,37 do peruano Lucca Mesinas e os 9,20 do paulista Thiago Camarão. Duas baterias depois, teve mais uma participação dupla do Brasil e apenas um se classificando, Alex Ribeiro.

João Chianca ficou em último, em outra vitória de um australiano do CT já garantido para 2023, Jackson Baker. Na 11.a e penúltima bateria do dia, Alejo Muniz foi eliminado junto com Kelly Slater, pelo italiano Leonardo Fioravanti e o norte-americano Cam Richards.

Leonardo Fioravanti em ação. Foto: Andrew Shield – World Surf League

E na que fechou a segunda-feira, Lucas Silveira ganhou a disputa pela última vaga para a terceira fase, do francês Jorgann Couzinet e de outro brasileiro, Matheus Navarro. Nesta bateria, o havaiano Ezekiel Lau registrou novos recordes para o Boost Mobile Gold Coast Pro.

Ezekiel Lau em ação. Foto: Andrew Shield – World Surf League

Com carvings poderosos, batidas e rasgadas abrindo grandes leques de água, Zeke Lau já começou forte, com nota 8,50 na sua primeira onda. Depois, só no último minuto achou outra boa e botou pra dentro de um belo tubo, saiu e foi fazendo uma série quase interminável de oito manobras, na direita que abriu uma longa parede até a beira. Essa onda valeu 9,57, a maior nota do evento. Com ela, Ezekiel Lau totalizou 18,07 pontos, superando os 17,50 da estreia de Jadson André no sábado em Snapper Rocks.

“Foi uma bateria muito louca”, disse Ezekiel Lau. “Tive que ser paciente no início e esperei um tempão para surfar minha primeira onda, enquanto meus adversários vinham conseguindo boas notas. Mas, comecei bem com uma ótima pontuação e consegui fazer aquela onda incrível no final. Mas, foi uma bateria estressante do início ao fim. As ondas estão excelentes e estou me sentindo bem confiante para seguir avançando no evento”.

BRASILEIROS CLASSIFICADOS: Entre os quatro brasileiros classificados para a terceira fase, apenas Jadson André ficou na chave de cima, que vai apontar o primeiro finalista do Boost Mobile Gold Coast Pro. O potiguar vai participar da primeira batalha por duas vagas nas oitavas de final, com o português Vasco Ribeiro e o havaiano Ian Gentil. Depois, só na quinta bateria tem Alex Ribeiro contra dois australianos, Callum Robson e Oscar Berry. Na sexta, Michael Rodrigues enfrenta o marroquino Ramzi Boukhiam e outro australiano, Jackson Baker. E na sétima, está Lucas Silveira com o italiano Leonardo Fioravanti e o norte-americano Nolan Rapoza.

FEMININO: Na categoria feminina, a peruana Arena Rodriguez Vargas foi eliminada pelas australianas Nikki Van Dijk e Macy Callaghan. Já a brasileira Tatiana Weston-Webb, está na bateria que ficou para abrir a terça-feira. Ela vai disputar classificação para as oitavas de final com a bicampeã mundial Tyler Wright, a havaiana Coco Ho e a francesa Vahine Fierro.

Coco Ho em ação. Foto: Andrew Shield – World Surf League

PRÓXIMAS BATERIAS DO BOOST MOBILE GOLD COAST PRO:

SEGUNDA FASE – 3.a=17.o lugar (2.000 pts) e 4.a=25.o lugar (1.800 pts):

5.a: Tyler Wright (AUS), Tatiana Weston-Webb (BRA), Coco Ho (HAV), Vahine Fierro (TAH)
6.a: Molly Picklum (AUS), Kobie Enright (AUS), Amuro Tsuzuki (JPN), Teresa Bonvalot (PRT)
7.a: Stephanie Gilmore (AUS), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Bronte Macaulay (AUS), Sophie McCulloch (AUS)
8.a: Isabella Nichols (AUS), Zahli Kelly (AUS), Brianna Cope (HAV), Yolanda Hopkins (PRT)

OITAVAS DE FINAL – baterias já formadas – 9.o lugar com 3.500 pts:

1.a: Gabriela Bryan (HAV) x Luana Silva (HAV)
2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Kirra Pinkerton (AUS)
3.a: Malia Manuel (HAV) x Nikki Van Dijk (AUS)
4.a: Macy Callaghan (AUS) x Caitlin Simmers (EUA)

TERCEIRA FASE MASCULINA – 1.o e 2.o=Oitavas de Final:
———-3.o=17.o lugar com 2.000 pontos

1.a: Jadson André (BRA), Vasco Ribeiro (PRT), Ian Gentil (HAV)
2.a: Conner Coffin (EUA), Sheldon Simkus (AUS), Adur Amatriain (ESP)
3.a: Connor O´Leary (AUS), Morgan Cibilic (AUS), Alister Reginato (AUS)
4.a: Maxime Huscenot (FRA), Dylan Moffat (AUS), Timothee Bisso (FRA)
5.a: Callum Robson (AUS), Alex Ribeiro (BRA), Oscar Berry (AUS)
6.a: Jackson Baker (AUS), Michael Rodrigues (BRA), Ramzi Boukhiam (MAR)
7.a: Leonardo Fioravanti (ITA), Lucas Silveira (BRA), Nolan Rapoza (EUA)
8.a: Ezekiel Lau (HAV), Julian Wilson (AUS), Cam Richards (EUA)

RESULTADOS DOS SUL-AMERICANOS NA SEGUNDA-FEIRA:

SEGUNDA FASE – 3.o=25.o lugar (750 pts) e 4.o=37.o lugar (650 pts):

1.a: 1-Ian Gentil (HAV), 2-Sheldon Simkus (AUS), 3-Mateus Herdy (BRA), 4-Marco Fernandez (BRA)
2.a: 1-Conner Coffin (EUA), 2-Vasco Ribeiro (PRT), 3-Rio Waida (IDN), 4-Samuel Pupo (BRA)
3.a: 1-Adu Amatriain (ESP), 2-Jadson André (BRA), 3-Imaikalani Devault (HAV), 4-Hiroto Ohhara (JPN)
6.a: 1-Dylan Moffat (AUS), 2-Alister Reginato (AUS), 3-Willian Cardoso (BRA), 4-Jordan Lawler (AUS)
7.a: 1-Callum Robson (AUS), 2-Michael Rodrigues (BRA), 3-Lucca Mesinas (PER), 4-Thiago Camarão (BRA)
9.a: 1-Jackson Baker (AUS), 2-Alex Ribeiro (BRA), 3-Mihimana Braye (TAH), 4-João Chianca (BRA)
11: 1-Leonardo Fioravanti (ITA), 2-Cam Richards (EUA), 3-Kelly Slater (EUA), 4-Alejo Muniz (BRA)
12: 1-Ezekiel Lau (HAV), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Jorgann Couzinet (FRA), 4-Matheus Navarro (BRA)

SEGUNDA FASE – 3.a=17.o lugar (2.000 pts) e 4.a=25.o lugar (1.800 pts):

4.a: 1-Macy Callaghan (AUS), 2-Nikki Van Dijk (AUS), 3-Brisa Hennessy (CRI), 4-Arena Rodriguez (PER)

CHALLENGER SERIES: O Challenger Series é o novo caminho para a elite do World Surf League Championship Tour. Em sete das oito etapas confirmadas para 2022, participam 96 surfistas na categoria masculina e 64 na feminina. As duas primeiras serão na Austrália, depois passa pela África do Sul, Estados Unidos, Portugal, França e a do Brasil é a penúltima, com o Corona Saquarema Pro apresentado pelo Banco do Brasil nos dias 5 a 13 de novembro, sendo decisivo na batalha pelas vagas para o CT 2023. Apenas na última etapa, no Havaí, o número de competidores é reduzido para 80 homens e 48 mulheres.

Para definir os dez classificados para completar o grupo dos top-34 que vão disputar o CT em 2023 e as cinco últimas vagas para a elite feminina das top-17, os rankings irão computar apenas os cinco melhores resultados de cada surfista. Os top-34 e as top-17 deste ano, têm participação garantida em todas as oito etapas, mas quem já está garantido para o CT 2023 e terminar entre os dez primeiros colocados, ou entre as cinco melhores do Challenger Series, dispensam a vaga para os próximos dos rankings. Já os que não competirem nos eventos, seus lugares serão ocupados por surfistas convidados pela World Surf League. Quem não é top do CT, para chegar neste novo campo de batalha por vagas na elite, tem que se classificar pelos rankings regionais do Qualifying Series dos sete escritórios da WSL no mundo.

O QS da WSL Latin America indicou dez homens e quatro mulheres na temporada 2021/2022, encerrada no LayBack Pro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis na Praia Mole. Os classificados foram o argentino Santiago Muniz e os brasileiros Michael Rodrigues, Alex Ribeiro, Wilian Cardoso, Eduardo Motta, Wesley Leite, Marco Fernandez, Robson Santos, Matheus Navarro e Raoni Monteiro, que não foi para a Austrália e Jessé Mendes entrou no seu lugar. Na categoria feminina, foram duas brasileiras, a campeã sul-americana Sophia Medina e Laura Raupp, e duas peruanas, Daniella Rosas e Arena Rodriguez Vargas.

COVID-19: A saúde e segurança dos atletas, staff e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um robusto protocolo de segurança para todos, em relação ao Covid-19. Os procedimentos incluem triagem pré-evento em conformidade com as diretrizes estaduais e locais, que recomenda o uso de máscara em toda a arena do evento.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

TRANSMISSÃO AO VIVO: A brasileira Tatiana Weston-Webb está na bateria que ficou para abrir a terça-feira. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, pelo WSL app, pelo YouTube da WSL

Mais informações sobre o surfe mundial no www.worldsurfleague.com e notícias em português no www.wsllatinamerica.com 

Reportagem: João Carvalho – World Surf League

Edição Textos e Imagens: Edson “Adrena” Andrade

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