Billabong Pipe Masters apresentado pela Hydro Flask – Gabriel Medina é vice-campeão na final com John John Florence – Assistam ao Vídeo.

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O havaiano John John Florence começou a temporada 2021, com o pé direito vencendo e largando na frente do Jeep Leaderboard do World Surf League Championship Tour.

John John Florence em ação Foto: Tony Heff / World Surf League via Getty Images

No duelo de bicampeões mundiais que fechou a histórica 50.a edição do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons apresentado pela Hydro Flask, O havaiano venceu Gabriel Medina que disputou sua quinta final em dez participações na etapa havaiana.

Gabriel Medina em ação Foto: Brent Bielmann / World Surf League via Getty Images

“Estou feliz em ter feito a final. Eu caí na melhor onda, que foi o meu erro, mas estou feliz pela minha performance”, disse Gabriel Medina. “É muito bom estar competindo. Fico orgulhoso por ter surfado altas ondas nesse campeonato e estou animado para os próximos eventos. Foi muito bom começar bem o ano e que Deus me abençoe no restante da temporada. Mas, é bateria por bateria, campeonato por campeonato e espero fazer o meu melhor, sempre”.

Ele ganhou a edição de 2018 e, nas semifinais, vingou a derrota na decisão do título mundial de 2019 para Ítalo Ferreira. Mas, John John impediu a terceira vitória brasileira consecutiva em Pipeline, por uma pequena vantagem de 11,77 a 11,10 pontos. A próxima etapa para os homens e as mulheres, é novamente no Havaí, de 19 a 28 de janeiro em Sunset Beach.

Ítalo Ferreira em ação Foto: Brent Bielmann / World Surf League via Getty Images

As finais aconteceram em condições difíceis do mar na tarde do domingo, sem muitas ondas boas entrando nas baterias. O brasileiro pegou a primeira, surfando um tubo rápido nas esquerdas de Pipeline que recebe nota 4,33. Ele logo bota pra dentro em outro nas direitas do Backdoor, que vale 4,43. O havaiano opta em esperar por uma onda melhor e só faz a primeira depois de 15 minutos do início da bateria, mas não completa o tubo. Medina pega a onda de trás e sai em pé, recebendo 6,67 para se manter na frente por 11,10 a 1,00.

Os dois bicampeões mundiais entraram juntos na elite em 2011 e esta era a primeira final entre eles, mas Gabriel tinha uma larga vantagem de 12 vitórias a 5 em baterias do CT contra o havaiano. John John entra no jogo com notas 4,77 e 6,17 em duas ondas seguidas. Faltando 5 minutos, pega outra onda que roda um tubo para Pipeline e tira 5,57, virando o placar para 11,74 a 11,10. Medina cai na onda seguinte, enquanto John John ainda acha um tubo no Backdoor e ganha 5,60 para confirmar a vitória por 11,77 a 11,10 pontos.

John John Florence comemorando sua primeira vitória no Pipe Master com  Gabriel Medina. Foto: Keoki Saguibo / World Surf League via Getty Images

“Nem consigo acreditar. Estou na Lua agora, porque eu queria muito vencer esse evento”, disse John John Florence. “Esse é o meu primeiro Pipe Master e estou muito feliz pela vitória. Foi uma bateria difícil, mas eu acreditava que ia conseguir umas ondas no Backdoor que poderiam fazer a diferença. Estou feliz por ter ganhado do Gabriel (Medina). Sempre quando a gente compete, sai fogo, é selvagem. Vencer aqui é meu sonho desde criança. Já tinha perdido algumas finais e estou muito feliz agora, sem palavras para descrever o que sinto”.

Os dois finalistas se classificaram vingando derrotas em decisões do Billabong Pipe Masters. John John fez a melhor apresentação do evento na semifinal contra Kelly Slater. Ele igualou a nota 9,23 de Jack Robinson e somou com 8,93 para aumentar o placar do australiano, de 17,73 para 18,16 pontos. Curiosamente, as duas últimas vitórias do Kelly no CT foram em finais com o John John, no Taiti em 2016 e em 2013 em Pipeline, onde o havaiano também tinha perdido a decisão de 2017 para Jeremy Flores.

Já Gabriel Medina passou por Italo Ferreira, que conquistou seu primeiro título mundial decidido na final de 2019 no Havaí. O potiguar não estava nas melhores condições físicas, pois tinha batido a cabeça e o quadril na bancada de Pipeline, em uma queda na quarta de final contra o francês Jeremy Flores. Ele competiu mesmo assim e chegou a fazer o melhor tubo da bateria, que ganhou 7,37. Mas, foi a única boa que surfou e, por 12,60 a 8,57 pontos, Medina chegou na incrível quinta final em dez participações no Pipe Masters.

Italo Ferreira sendo socorrido. Foto: Brent Bielmann / World Surf League via Getty Images

“Foi legal ter competido com o Italo (Ferreira)”, disse Gabriel Medina. “Ele é um surfista excelente, a gente sempre tem boas baterias e dessa vez foi pro meu lado. Fico feliz, mas o ano está só começando. Vão vir várias outras baterias ainda, então é continuar trabalhando para me manter no topo”.

Italo Ferreira começa a temporada 2021 dividindo o terceiro lugar no Jeep Leaderboard com Kelly Slater. Os outros brasileiros que competiram no domingo, não passaram das oitavas de final que abriram o último dia. Miguel Pupo perdeu para Jeremy Flores e Jadson André para o japonês Kanoa Igarashi. Os dois ficaram empatados em nono lugar com Caio Ibelli e Peterson Crisanto, que também foram barrados nas oitavas de final do Billabong Pipe Masters, nos confrontos que fecharam a quinta-feira.

Miguel Pupo em ação Foto: Brent Bielmann / World Surf League via Getty Images

Mais cinco brasileiros também foram eliminados no mesmo dia. Filipe Toledo, Deivid Silva e Yago Dora, pararam na terceira fase e terminaram em 17.o lugar. Já o campeão mundial Adriano de Souza e Alex Ribeiro, não conseguiram passar nenhuma bateria e ficaram em 33.o, como o peruano Miguel Tudela, que fraturou quatro costelas treinando em Pipeline no domingo passado e nem disputou a repescagem, que abriu a quinta-feira no Havaí.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO BILLABONG PIPE MASTERS:

Campeão: John John Florence (HAV) por 11,77 (6,17+5,60) – 10.000 pontos
Vice-campeão: Gabriel Medina (BRA) com 11,10 (6,67+4,43) – 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos:

1.a: John John Florence (HAV) 18,16 x 0,00 Kelly Slater (EUA)
2.a: Gabriel Medina (BRA) 12,60 x 8,37 Italo Ferreira (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos:

1.a: John John Florence (HAV) 17.67 x 10.17 Leonardo Fioravanti (ITA)
2.a: Kelly Slater (EUA) 6.23 x 1.90 Jordy Smith (AFR)
3.a: Italo Ferreira (BRA) 13.34 x 10.53 Jeremy Flores (FRA)
4.a: Gabriel Medina (BRA) 9.13 x 7.06 Kanoa Igarashi (JPN)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 3.320 pontos:

Baterias que abriram o domingo:

4.a: Kelly Slater (EUA) 13.67 x 11.67 Jack Robinson (AUS)
5.a: Italo Ferreira (BRA) 13.00 x 5.27 Ryan Callinan (AUS)
6.a: Jeremy Flores (FRA) 8.80 x 4.83 Miguel Pupo (BRA)
7.a: Gabriel Medina (BRA) 11.56 x 6.67 Jack Freestone (AUS)
8.a: Kanoa Igarashi (JPN) 12.33 x 11.54 Jadson André (BRA)

Baterias que fecharam a quinta-feira:

1.a: Leonardo Fioravanti (ITA) 10.33 x 6.73 Peterson Crisanto (BRA)
2.a: John John Florence (HAV) 8.50 x 5.73 Matthew McGillivray (AFR)
3.a: Jordy Smith (AFR) 11.67 x 7.43 Caio Ibelli (BRA)

O Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons apresentado pela Hydro Flask e o Maui Pro apresentado pela Roxy foram transmitidos ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, no aplicativo grátis da WSL e pelo canal ESPN. O Sunset Open, nos dias 19 a 28 de janeiro no Havaí, será a segunda das dez etapas que irão definir os top-5 e as top-5 dos rankings que definem a classificação para decidir os títulos mundiais no WSL Finals, em um único dia de competição no período de 8 a 17 de setembro em Trestles, na Califórnia.

ASSISTAM AO VÍDEO NO PLAYER ABAIXO:

WSL – DIA FINAL EM PORTUGUÊS Billabong Pipe Masters Presented By Hydro Flask / Maui Pro Presented By Roxy:

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo. Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA.

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Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com.

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Mais informações sobre eventos regionais – incluindo o CS, QS, Big Wave, Longboard, Pro Junior – estão disponibilizados nas páginas de eventos regionais no WorldSurfLeague.com.

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Reportagem: João Carvalho – WSL

Edição: Edson “Adrena” Andrade

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