Billabong Pipe Masters 2020 – Quarta-feira de ondas irregulares em Pipeline – Assistam ao Vídeo.

Publicado por AdrenaNews 0

Começou nesta quarta-feira com ondas irregulares em Pipeline, o Billabong Pipe Masters 2020, etapa inicial do WSL Championship Tour 2021. Ítalo Ferreira mais 07 brazucas já estão garantidos no terceiro round.

Ítalo Ferreira em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League via Getty Images

“As ondas estão bem diferentes de ontem (terça-feira), então optei em fazer manobras, aéreos, mas até surfei um tubo no final. Não é aquele Pipeline que a gente gostaria, mas estou pronto e preparado para competir”, disse Italo Ferreira, que comentou sobre a volta do Circuito Mundial. “Foi um ano muito louco para todos. Eu aproveitei para ficar mais tempo com a família e amigos, mas tenho surfado bastante. Ninguém sabe o que pode acontecer amanhã, então precisamos viver os nossos sonhos e curtir cada segundo”.

As ondas não estavam grandes e tubulares como as de terça-feira quando foram realizadas as triagens, porém a organização do evento decidiu que as condições estavam razoáveis para a estreia dos melhores surfistas do mundo, no primeiro round que não é eliminatório.

Kanoa Igarashi em ação. Foto: Brent Bielmann – WSL via Getty Images

Apesar das condições difíceis do mar desta quarta-feira, oito dos onze brasileiros passaram direto para a terceira fase da histórica 50.a edição do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons apresentado pela Hydro Flask. Quatro estrearam com vitórias. O defensor do título, Italo Ferreira, os paulistas Filipe Toledo e Caio Ibelli e o catarinense Yago Dora. Os que se classificaram em segundo lugar nas suas baterias, foram o bicampeão mundial Gabriel Medina, os também paulistas Deivid Silva e Miguel Pupo e o potiguar Jadson André.

Filipe Toledo em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League via Getty Images

O primeiro brazuca a vencer no primeiro round foi Yago Dora. O catarinense foi o último dos top-34 a desembarcar no Havaí na terça-feira, seu teste para Covid-19 deu positivo e teve que seguir o protocolo da World Surf League, ficando em quarentena nos Estados Unidos. Sem ter tido tempo para treinar sua bateria era a segunda do dia e para piorar um vento maral insistente prejudicava a formação das ondas. Mas, Yago foi insistente e guerreiro encontrando uma onda razoável onde realizou algumas manobras fortes de seu arsenal derrotando Kolohe Andino e Leonardo Fioravanti. O italiano já havia competido na primeira bateria do dia, pelas disputas por uma vaga na elite para a temporada 2021. Leo venceu a ultima bateria da melhor da três contra seu companheiro de equipe Mikey Wright, encontrando bons tubos, sacramentando seu nome no WSL Championship Tour 2021.

Yago Dora em ação. Foto: Brent Bielmann – WSL via Getty Images

“Foi difícil, mas temos que estar preparados para qualquer condição (do mar). Faz parte do nosso trabalho”, disse Yago Dora. “Eu esperava por tubos hoje (quarta-feira), mas tive que executar manobras. Você precisa sempre manter a cabeça aberta para fazer o necessário. Eu nunca treinei tanto, nunca surfei por tanto tempo e me sinto muito bem para o início desse ano. Só que as condições pioraram muito. Hoje de manhã tinha umas ondas boas, mas, na primeira bateria do campeonato, o vento virou pra maral e ficou bem difícil”.

Após essa bateria, a comissão técnica da WSL decidiu paralisar a competição, que retornou uma hora depois, quando o vento virou novamente para terral, que é o melhor em Pipeline. Só que as condições continuaram difíceis, com poucas ondas boas entrando nas baterias. A vitória de Yago Dora antes da paralisação foi por 6,90 e Filipe Toledo venceu por 7,63 na primeira bateria após o retorno, o que mostra como as condições estavam irregulares. Na disputa seguinte, o sul-africano Jordy Smith até encontrou alguns tubos no Backdoor para vencer por 12,00 pontos, mas Jadson André passou em segundo nesta bateria com apenas 4,67.

Jordy Smith em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League via Getty Images

A seguir em uma bateria de poucas ondas o vencedor da triagem na terça-feira, Joshua Moniz, terminou em primeiro com apenas 9,10 pontos, vencendo Gabriel Medina e Adriano de Souza. Medina usou de manobras fortes de borda atacando o lip com batidas verticais em sua primeira onda o que acabou sendo decisivo para superar Adriano por uma pequena diferença de 5,60 por 5,57 pontos, nas duas notas computadas pelos brasileiros.

Joshua Moniz em ação. Foto: Tony Heff – World Surf League via Getty Images

Italo Ferreira entrou na bateria seguinte e começou arriscando os aéreos nas direitas do Backdoor. O sul-africano Matthew McGillivray já pegou um tubo na primeira onda para largar na frente com 6,83. O outro adversário era Miguel Tudela, primeiro peruano a disputar uma etapa do WSL Championship Tour.

Miguel conquistou este feito inédito no Pipe Invitational na terça-feira, surfando um tubo incrível que ganhou nota 9,60, a maior do dia. Só que as condições estavam bem diferentes na quarta-feira e ficou em último. O campeão mundial achou as ondas nos minutos finais para vencer. Primeiro, acertou o aéreo e emendou mais duas manobras em outra direita no Backdoor, para receber 5,50. Depois, conseguiu um tubo nas esquerdas de Pipeline, confirmando o primeiro lugar por 10,53 a 10,16 pontos do sul-africano.

Miguel Tudela em ação. Foto: Brent Bielmann – WSL via Getty Images

MELHOR TUBO – Depois, as condições até melhoraram um pouco, com mais dois campeões mundiais surfando bons tubos para vencer, John John Florence e Kelly Slater. Mas, o melhor tubo do dia foi surfado por um brasileiro, Caio Ibelli, que entrou numa direita do Backdoor com um drop atrasado, se entocou lá dentro e saiu limpo para receber nota 8,33, a maior da quarta-feira. Com ela, derrotou um Pipe Master, Jeremy Flores, e Ethan Ewing, que ficou em último.

Caio Ibelli em ação. Foto: Brent Bielmann – WSL via Getty Images

“Estou muito feliz em estar aqui. Em março, minha meta era estar vivo em dezembro e agora estou aqui no Havaí, fazendo o que eu mais gosto”, disse Caio Ibelli. “Me sinto abençoado por estar viajando e surfando as melhores ondas do mundo. Sou muito grato por isso e sinto que estou diferente, como pessoa e competidor. Durante a pandemia, eu não perdi tempo. Fiquei treinando, surfando bastante e me preparando. Estou pronto para derrubar os tops agora”.

Após a grande apresentação de Caio ibelli, entraram dois brasileiros que estão retornando a divisão principal da World Surf League nessa temporada. Miguel Pupo passou em segundo lugar na sua bateria, enquanto Alex Ribeiro ficou em último na dele e será o primeiro brasileiro a disputar a repescagem. O peruano Miguel Tudela está na primeira bateria, Alex entra na segunda, depois tem o campeão mundial Adriano de Souza na terceira e o paranaense Peterson Crisanto fechando esta segunda fase.

ASSISTAM AO VÍDEO NO PLAYER ABAIXO:

Billabong Pipe Masters Presented By Hydro Flask Day 1:

O Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons apresentado pela Hydro Flask está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, no aplicativo grátis da WSL e na TV pelo canal ESPN. O prazo da etapa de abertura do World Surf League Championship Tour 2021 vai até o dia 20 e a primeira chamada da quinta-feira será às 7h00 no Havaí, 14h00 no fuso de Brasília.

PRIMEIRA FASE DO BILLABONG PIPE MASTERS:
——1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=Segunda Fase ou Repescagem

1.a: 1-Kanoa Igarashi (JPN)=10.30, 2-Morgan Cibilic (AUS)=5.04, 3-Peterson Crisanto (BRA)=0.90
2.a: 1-Yago Dora (BRA)=6.90, 2-Kolohe Andino (EUA)=6.50, 3-Leonardo Fioravanti (ITA)=2.20
3.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=7.63, 2-Frederico Morais (PRT)=7.50, 3-Mikey Wright (AUS)=6.90
4.a: 1-Jordy Smith (AFR)=12.00, 2-Jadson André (BRA)=4.67, 3-Sebastian Zietz (HAV)=4.50
5.a: 1-Joshua Moniz (HAV)=9.10, 2-Gabriel Medina (BRA)=5.60, 3-Adriano de Souza (BRA)=5.57
6.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=10.53, 2-Matthew McGillivray (AFR)=10.16, 3-Miguel Tudela (PER)=3.44
7.a: 1-John John Florence (HAV)=14.24, 2-Deivid Silva (BRA)=11.20, 3-Conner Coffin (EUA)=10.37
8.a: 1-Kelly Slater (EUA)=10.83, 2-Connor O´Leary (AUS)=7.46, 3-Wade Carmichael (AUS)=1.50
9.a: 1-Caio Ibelli (BRA)=13.33, 2-Jeremy Flores (FRA)=12.73, 3-Ethan Ewing (AUS)=7.47
10: 1-Griffin Colapinto (EUA)=11.40, 2-Miguel Pupo (BRA)=7.97, 3-Julian Wilson (AUS)=3.46
11: 1-Jack Freestone (AUS)=16.17, 2-Seth Moniz (HAV)=10.66, 3-Alex Ribeiro (BRA)=5.60
12: 1-Jack Robinson (AUS)=13.83, 2-Michel Bourez (TAH)=9.57, 3-Ryan Callinan (AUS)=4.44

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=33.o lugar com 265 pontos:

1.a: Julian Wilson (AUS), Ethan Ewing (AUS), Miguel Tudela (PER)
2.a: Ryan Callinan (AUS), Alex Ribeiro (BRA), Sebastian Zietz (HAV)
3.a: Wade Carmichael (AUS), Adriano de Souza (BRA), Mikey Wright (AUS)
4.a: Conner Coffin (EUA), Peterson Crisanto (BRA), Leonardo Fioravanti (ITA)

MAUI PRO APRESENTADO PELA ROXY – A World Surf League, depois de se reunir com autoridades locais da ilha de Maui e com as surfistas, decidiu não realizar mais as baterias finais do Maui Pro apresentado pela Roxy nas ondas de Honolua Bay. A etapa que abre a disputa pelo título mundial feminino de 2021 será finalizada em outra praia do Havaí.

Line-up de Honolua Bay. Foto: Keoki Saguibo – WSL via Getty Images

A brasileira Tatiana Weston-Webb está na bateria que vai abrir o último dia, com a californiana Sage Erickson. Elas vão disputar a vaga para enfrentar a tetracampeã mundial Carissa Moore na segunda semifinal. A primeira será entre as australianas Tyler Wright e Sally Fitzgibbons.

Tatiana Weston-Webb. Foto: Keoki Saguibo – WSL via Getty Images

SEMIFINAIS DO MAUI PRO APRESENTADO PELA ROXY:

1.a: Tyler Wright (AUS) x Sally Fitzgibbons (AUS)
2.a: Carissa Moore (HAV) x vencedora da última quarta de final

QUARTAS DE FINAL – Derrota=5.o lugar com 4.745 pontos:

4.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Sage Erickson (EUA)

1.a: Tyler Wright (AUS) 18.33 x 12.40 Stephanie Gilmore (AUS)
2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.37 x 11.30 Lakey Peterson (EUA)
3.a: Carissa Moore (HAV) 15.04 x 11.27 Malia Manuel (HAV)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo. Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA.

A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com.

A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo. Para mais informações, visite WorldSurfLeague.com

Mais informações sobre eventos regionais – incluindo o CS, QS, Big Wave, Longboard, Pro Junior – estão disponibilizados nas páginas de eventos regionais no WorldSurfLeague.com.

Para obter mais informações, visite: worldsurfleague.com

Reportagem: João Carvalho – WSL

Edição: Edson “Adrena” Andrade

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